COMO A CORÇA

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“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.” Salmos 42:1

Estamos diante de uma oração feita por Davi enquanto fugia do seu filho Absalão que o procurava para matá-lo. E quantos de nós já não falamos ou cantamos esse trecho?

Muitas vezes o fizemos sem a noção real do que de fato significa essa passagem ou até mesmo para expressar, mesmo que de maneira hipócrita, o nosso sentimento. Sejamos sinceros, ao nos depararmos com tal texto, ele não parece ser perfeito para cantarmos e declararmos publicamente?

O fato é que quando estudamos profundamente essa passagem, vamos nos deparar com uma realidade totalmente diferente da nossa. Quer um exemplo? Você tem total liberdade para cultuar a Deus, a qualquer hora, qualquer dia, qualquer momento, numa igreja pentecostal, tradicional, liberal, ou até mesmo na sua casa. (não que eu concorde com todos os tipos de teologia ensinadas em muitas igrejas).

Mas nós não fazemos isso, não valorizamos aquilo que temos ou seja liberdade e tempo.

Como falei anteriormente, Davi estava fugindo do seu filho Absalão que o procurava para matá-lo. E nós sabemos que neste período, Deus estabeleceu um local para adoração a Ele, ou seja, no santuário (tabernáculo). E Davi está lamentando por não poder sair do esconderijo para poder ir cultuar a Deus, pois se assim o fizesse poderia ser capturado e morto. Sendo assim, Davi estava privado de buscar a Deus e por isso ele descarrega todo seu coração diante do Senhor demonstrando o desejo de adorá-Lo no lugar determinado.

Voltemos a nossa realidade, quantos de nós ficamos em casa na hora do culto? Quantos de nós colocamos o facebook como prioridade ao invés da leitura da Palavra de Deus? Quantos de nós preferimos assistir jogos ou programas enquanto o culto público é realizado? Quantos de nós preferimos ir aos clubes ou dormir até tarde no domingo, abdicando da Escola Bíblica Dominical?

O fato é que, nós temos sido hipócritas quando cantamos ou recitamos um texto como esse, quando na verdade nosso coração está voltado pra outras coisas, menos cultuar a Deus.

Não é a toa que o salmista usa o exemplo da corça, ou em outras versões corço ou ainda o termo cervo. Esse animal tem pequena estatura da família dos cervídeos que possui um olfato apuradíssimo, capaz de sentir o cheiro de água a quilômetros de distância. E por ser um animal desértico ele sempre está em busca de rios para saciar a sua sede, mesmo que em algum local tenha o necessário para a sua sobrevivência. Então ao sentir o cheio de água ele corre desesperadamente, aos gritos, para que possa se salvar da sede. Um outro detalhe importante deste animal, é que quando está com sede ele exala o odor tão forte que os seus predadores conseguem sentir e saem em busca para devorá-lo. E esse odor só acaba de ser exalado quando a corça mergulha na água.

Sendo desta forma , é possível nós compreendermos um pouco do que Davi queria dizer. Se a água é tão importante para o animal, seja para matar a sede ou para livrá-lo dos predadores, é exatamente assim que ele se sentia ao desejar buscar a Deus no santuário.

Você percebe a grande diferença entre esse texto e nossa vida?

Enquanto nós temos o culto e adoração a Deus como um fardo pesado para carregarmos, era tudo o que o salmista queria.  E por mais que estivesse privado disso, sua confiança em Deus, de que iria voltar a buscá-lo era maior que qualquer coisa.

Enquanto nós achamos natural não buscar a Deus, ele dizia que a impossibilidade de adorar ao Senhor era tão grande ao ponto de chorar e lamentar todos os dias e ter as lagrimas como alimento.

Enquanto nós achamos um desperdício tirar o domingo para cultuar ao Senhor, conforme MacArthur descreve: “A julgar pela frequência aos cultos, muitos dos membros de igreja sentem que passar o Dia do Senhor na igreja equivale a desperdiçar o domingo completo.”, Davi consola sua alma pois confiava que Deus haveria de ajudá-lo nesta tarefa de trazê-lo de volta a liberdade.

Por isso, ele relata no versículo 4, que nada poderia ser mais prazeroso do que estar na presença de Deus: “Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma -, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.”.

Que nós possamos utilizar melhor nosso tempo e nos arrependermos por não termos um coração voltado para o Senhor e assim rogar por Sua misericórdia e longanimidade.

Diego Hallen

https://www.facebook.com/diego.hallen

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