SOU ESPIRITUAL, MAS TENHO AGIDO COMO?

Gálatas 6:1 “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura;e guarda-te para que não sejas também tentado.”

É natural que no nosso meio haja um zelo pelo nosso proceder o pelo proceder do nosso irmão quando nós entendemos que somos cristãos e que precisamos ajudar aqueles que são nossos irmãos. Isso é visto em diversas oportunidades, quando sabemos ou percebemos que alguém do nosso meio deu uma deslizada, quando alguém agiu com má fé, quando um irmão pecou, etc. E até entendo que isso é benéfico (em partes). O grande problema é quando esse zelo é apenas um disfarce para sermos severos e muitas vezes legalistas ao ponto de menosprezarmos o outro. Já parou pra pensar nisso? Já percebeu que muitas vezes nós nos portamos como os fariseus? Que ficavam apenas apontando o dedo pros erros (Não estou levando em consideração a hipocrisia espiritual deles)?

É comum também em nosso meio vermos irmãos que ao invés de ajudar o outro, estender a mão ao outro, quando ele errou, principalmente, querer derrubá-lo, pisá-lo, insultá-lo, porque são crentes demais. Existe um ar de superioridade nas pessoas, e essas que erraram, ao invés de serem abraças, são cuspidas, escarnecidas, chicoteadas.

E o mais grave disso tudo é perceber que nesses crente existe um prazer em fazer essas coisas. Tem pessoas que vivem disso. Colocam um fardo pesadíssimo nos outros que acabam que não conseguem carregar. E eu tenho certeza que se esse prazer de censurar ou apontar fosse transformado em desejo de aprimoramento, teríamos outros tipos de comportamento em nosso meio.

Com isso, não estou dizendo que devemos que passar a mão na cabeça em qualquer situação, ou até mesmo fazer vistas grossas. A repreensão severa tem que acontecer no ofensor, e como diria um escritor que agora não me recordo o nome, nós não devemos esquecer que temos que usar o óleo depois do vinagre.

O que esse texto nos ensina é que nós devemos tratar com brandura ao corrigir os erros dos nossos irmãos. Exatamente porque a intenção é restaurar o irmão e não coloca-lo pra fora da comunidade. E eu tenho certeza que a violência, a acusação, o menosprezo, para esse fim, nunca dará certo. LUCAS 18:9-11 “Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;”

Mas existe um ponto a ser observado aqui. Paulo destaca a expressão, VOIS QUE SOIS ESPIRITUAIS. Os gálatas por mais que fossem espirituais, eles precisavam entender os frutos do Espírito, mas não simplesmente isso, praticá-los. É cabível aqueles que são espirituais essa tarefa de reerguer os caídos. Os espirituais não têm como propósito acusar e sim ajudar. E muitas vezes existem essas falhas, aqueles responsáveis por levantar acabam não cumprindo.

Mas ai Paulo muda de figura: e guarda-te para que não sejas também tentado.

Ele fala agora para essas pessoas que são espirituais, ou que se dizem espirituais. E quando o termo TAMBÉM foi usado podemos perceber que Paulo se refere as pessoas que foram também tentadas pelo diabo. Ou seja, Paulo está querendo mostrar pra esse grupo que assim como os outros, esses espirituais também sofrem de tentações também, por isso o apóstolo escreve mostrando a necessidade de diminuir a raiva e usar a brandura.E quando a ficha cai percebemos o quanto é cruel tratar essas pessoas dessa maneira.

Paulo exorta-nos para que olhemos para nós mesmos, por mais que seja difícil reconhecer nossas falhas. Mas ele estimula-nos para que, possam perceber que da mesma maneira com que os irmãos mais fracos erram e precisam de ajuda e perdão, nós possamos também olhar para os faltosos e ter o mesmo sentimento. O que nos remete a oração do Pai Nosso. MATEUS 6:12 “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;”. E como queremos ser ajudados se não ajudamos? Como queremos ser perdoados se não perdoamos?

Que o Senhor nos ajude a olharmos para os nossos irmãos mais fracos como alguém necessitado de auxilio e não como o próprio diabo.

Diego Hallen

https://www.facebook.com/diego.hallen

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1 comentário

  1. Muito boa exortação!
    Vamos cumprir a lei de Cristo (Gl 6:2),
    sem largar o nosso próprio fardo (v.5).
    Trata-me como eu tenho tratado os outros,
    é a oração que Deus responderá, se ele quiser.

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