A AUSÊNCIA DE PRINCÍPIOS CRISTÃOS NO LAR

 

A família foi instituída por Deus.  Esse fato está explícito logo no primeiro livro da Bíblia (Genesis). Deus criou o homem (Adão), posteriormente à mulher (Eva), e depois os dois geraram filhos, resultando assim na instituição familiar. Todavia, o Senhor não projetou as famílias para viverem de uma maneira desregrada e dissoluta, Ele estabeleceu princípios e normas para serem obedecidos pelos membros que as compõem. Esses princípios estão expostos por toda a Bíblia, vemos na lei moral de Deus o quinto mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Êxodo 20:12).  Mais na frente, no novo testamento, o Apóstolo Paulo instrui à igreja de Éfeso em como proceder dentro do lar: nas relações entre marido e mulher (Ef 5: 22-33), bem como entre pais e filhos (Ef 6: 1-4).

No entanto, desde a queda de Adão, no pecado original que fora transmitido para toda a raça humana, a instituição familiar também foi afetada, e os preceitos estabelecidos por Deus passaram a ser transgredidos e deturpados. A família que não está submissa ao senhorio de Cristo e, conseguintemente desobediente aos ensinamentos da Escritura Sagrada, certamente desembocará numa estirpe sobremodo desestruturada. É demasiadamente comum vermos lares destruídos e/ou problemáticos, devido à influência do mundanismo, e à incredulidade dos membros da família (ou parte deles) na palavra de Deus como regra normativa para à vida familiar.

Algo bem difícil para um cristão é viver em um lar “não-cristão”. Gostaria de elencar duas situações em que dificulta, certamente, à vida de um crente em um lar majoritariamente descrente:

1) Quão árduo é manter a unidade dentro de um lar onde o temor a Deus não está arraigado a todos os moradores da casa. É muito difícil conviver em um local onde cada um pensa de uma maneira diferente. Onde predomina uma perspectiva egoísta e relativista, ou seja, que não existe verdade absoluta ou princípios corretos, e cada um deve fazer o que bem quiser, “porque o que importa é estar bem consigo mesmo”.

2) Seguramente não haverá paz enquanto vivenciamos nossos dias com pessoas que não têm evidências de um verdadeiro cristão. As relações são extremamente prejudicadas quando se vive com pessoas que não exercem os frutos do Espírito (Gl 5: 22), não buscam à santidade (1 Pe 1: 16), nem tampouco fazem boas obras (Ef 2: 10).

Mas agora, se você é um cristão que enquadra-se nesse perfil, eis que surge uma inevitável pergunta: O que fazer diante dessas situações?

Iremos recorrer, decerto, à regra de fé e prática do cristão: a Bíblia (Somente a Escritura)!

Primeiramente creio que devemos incessantemente, orar pelos nossos familiares que ainda não conhecem à Cristo, “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16b). É necessário também que preguemos o Evangelho para eles, afinal, “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Estejamos sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pe 3:15). O nosso testemunho prático de vida também pode impactar positivamente à vida do nosso próximo mediante a nossa piedade e obediência à Cristo, “Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16). Temos que compreender que eles jamais serão perfeitos e nós também não o somos, todavia, foi o próprio Deus que os escolheu para serem a nossa família. Portanto, devemos fazer nossa parte, suplicar e confiar copiosamente no Senhor, afim de que Ele derrame graça e opere a obra da regeneração na vida dessas pessoas que tanto amamos, mas que infelizmente ainda não amam à Ele.

Que o Senhor restaure nossas famílias! Que elas sejam compostas por maridos que amem suas esposas como Cristo amou a igreja; esposas submissas aos seus maridos em amor; filhos que honram seus pais; e pais que não provocam à ira dos seus filhos, mas que os criam nos ensinamentos do Senhor.

Que um dia possamos bradar como fez Josué: “eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24: 15).

Rafael Durand

www.facebook.com/RafinhaDurand

 

 

 

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