COSMOVISÃO CRISTÃ

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Ultimamente tenho observado um pouco mais a conduta dos que professam a fé cristã e confesso que estou preocupado. Os contextos aos quais minha atenção foi dirigida são os mais diversos: academia, trabalho, universidade e nos relacionamentos uns com os outros. Em todos eles é evidente uma falta que estes têm, e que custa muito caro à cristandade. Essa falta é justamente a ausência de uma cosmovisão cristã.

Quando eu me refiro a cosmovisão cristã, eu me refiro exatamente ao modo como os cristãos têm vivido, trabalhado e pensado nos contextos em que estão inseridos. O que ocorre é que aqueles que se denominam cristãos não conseguem – ou deliberadamente escolhem o inverso – de ter uma visão baseada na Bíblia. Isto é, por exemplo, pensar  em política a partir das Escrituras, assim como pensar na atuação profissional, na maneira de tratar os amigos, na maneira como se vê o homem, como se pensa filosofia, entre muitos outros pontos. Fazer tais coisas não é uma caraterística nossa. Boa parte do povo evangélico simplesmente não pensa pelas Escrituras.

O que tem ocorrido com bastante frequência é que os cristãos estão partindo de pressupostos não bíblicos para, então, chegarem às Escrituras. Gostaria de citar dois exemplos que penso serem úteis aqui. O primeiro exemplo é o de um conjunto de alunos das diversas universidades (muitos conhecidos meus, diga-se de passagem) defendem teorias que vão contra a fé que professam e acham que estão defendendo algo neutro em relação à Bíblia! Sabemos hoje em dia que não existem pensamentos neutros quando se fala da religião, e menos ainda quando é a religião cristã. O segundo exemplo é o de uma pessoa a qual estive conversando, também se denomina cristã, que acreditava que o homem é essencialmente bom. Pergunto-me como uma pessoa que está na carreira cristã há vários anos e não conhece um pressuposto tão básico quanto à depravação humana?

Essas pessoas ficam irritadas, chocadas e indignadas quando me veem debatendo ou discordando de algum ponto que não se encaixe nas Escrituras. Isso ocorre porque essas pessoas não aprenderam – ou, repito, simplesmente não quererem – a olhar o mundo através da Bíblia. Elas não conseguem tirar ensinos sobre política, ciências e arte, por exemplo, dos textos bíblicos e acham que esta não dá conta desses aspectos da vida humana. E quando acham que as Sagradas Escrituras tratam desse tema, o faz de forma ultrapassada. Para elas, existem a vida espiritual e as outras “vidas” (profissional, educacional, etc.), o que é um erro. 

Não devemos pensar de fora das escrituras e sim para dentro dela! Isso é perigosíssimo! Pergunto-me com relação à pessoa do segundo exemplo o porquê ela é cristã. De que ela acha que foi salva? Ora, se o homem é essencialmente bom, por que a ira de Deus estava sobre ele? Por que precisamos da graça para nos fazer perseverar na fé? Por que Cristo morreu na Cruz? Pra me dá uma religião “maneira”? 

Isso se deve a um ensino inculcado na cabeça das pessoas de que um cristão pode ser tudo, menos um cristão do lado de fora da igreja. Assim, a sua religião se resume a coisas de que ele faz durante a semana – como os cultos nos domingos, ou nas quartas e quintas -, que tem leituras interessantes, e músicas bem bonitas. Não é assim que deve ser!

Um cristão tem o direito, e o dever, de olhar para o mundo ao seu redor e interpretá-lo a luz da Bíblia. Se ele pensa em política, por exemplo, ele se baseia na Bíblia (não falo de ficar citando referências bíblicas fora de contexto para justificar um pensamento “baseado” nas Escrituras). Todo o seu pensamento, toda a sua leitura de mundo, toda a sua filosofia, e tudo mais que você puder pensar, deve vir como sequência de uma série de pressupostos bíblicos. O cristão precisa de uma cosmovisão cristã, e não de uma cosmovisão marxista, de uma cosmovisão rogeriana, de uma cosmovisão budista, ou seja lá qual for.

Concluindo, se você é cristão não deixe, em hipótese alguma, de pensar a partir das Escrituras. Ela é sua regra de fé e PRÁTICA, e isso não se resume a oração e música! Mas a tudo ao seu redor, seja por uma folha que cai, uma guerra que explode, ou uma teoria que surge ou que já existe, deve ser analisado pela palavra Daquele que tem conhecimentos infinitos sobre tudo e que está acima de todas as coisas.

Lucas Dantas

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