EM DEFESA DOS HOMENS

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Vivemos em um período da historia em que para todos os lados que olhamos vemos cartazes, propagandas, protestos, manifestações, ONGs e campanhas governamentais em prol dos “direitos” das mulheres, acusações contra os homens são repetidas a todo instante, o apresentado como um opressor que só infligiu sofrimentos as mulheres desde os primórdios da humanidade. Está na moda falar mal deles, deprecia-los e culpa-los por todo o mal existente no mundo. E quem ousa contestar se realmente as coisas foram assim é acusado de misoginia, termo composto pela junção de duas palavras gregas, miseô = ódio e gyné = mulher, sendo conceituado como ódio, aversão e desprezo pela mulher e a todas as características associadas ao seu gênero. Como hoje em dia as pessoas não são incentivadas a fazerem uso de suas capacidades racionais é claro que esse discurso repetitivo acabou sendo internalizado e aceito como verdadeiro tanto por parte das mulheres, como também por muitos homens que com receio de serem taxados como machistas acabaram aceitando essa versão da historia, para assim serem vistos como homens modernos e que respeitam os direitos das mulheres. O historiador militar Martin Van Creveld se propôs a escrever sobre toda essa “opressão dos homens sobre as mulheres”, pois queria entender como era possível que tal opressão durasse por tanto tempo. Depois de alguns meses de pesquisa observe o que ele disse em entrevista a revista Veja:

“Como todo mundo, eu achava que os homens realmente oprimiam as mulheres e queria descobrir como era possível que essa situação pudesse persistir por milênios. Só depois de meses de pesquisa descobri que as evidências não davam suporte a minha tese e que, na realidade, são as mulheres o verdadeiro sexo privilegiado.” (VAN CREVELD, 2003, p. 70).

Depois disso Van Creveld teve de mudar o tema de seu livro passando a tratar sobre os privilégios femininos, mas ele tinha um receio, achava que seria muito difícil encontrar provas históricas que mostrassem os benefícios que foram conferidos as mulheres ao longo das eras, mas veja o que ele constatou:

“Ao embarcar neste projeto, minha primeira grande preocupação era que a tarefa de encontrar provas dos privilégios femininos fosse tão difícil quanto extrair algumas gramas de ouro de toneladas de rochas. No entanto, meus medos se mostraram infundados. Logo ficou claro que a dificuldade não estaria na falta de provas, mas em seu quase inacreditável excesso.” (VAN CREVELD, 2004, p. 13).

Será então que todo esse discurso vitimista das mulheres não tem fundamento? Ou será que os homens foram realmente muito maus com elas? E a acusação de que eles as odiavam (misoginia), seria verdade? Honestamente, é preciso reconhecer que de fato, alguns dos direitos que as mulheres gozam hoje, não foram concedidos as que viveram no passado, como o sufrágio, por exemplo. Mas isso não significa que todo esse discurso que é reproduzido hoje seja a mais absoluta verdade, que o fato de algumas prerrogativas não terem sido dadas as mulheres impliquem necessariamente em opressão e muito menos que a não concessão desses direitos indiquem que os homens odiassem as mulheres e quisessem lhes causar sofrimentos, mas como Van Creveld expõe em seu livro, “para cada desvantagem das mulheres, a sociedade lhes proporcionou um privilegio igualmente ou mais importante.” Vejamos alguns desses privilégios: 

Competição para tê-la – Quase em todas as culturas do passado sempre foi mais trabalhoso para o homem conquistar a mulher do que o contrario. Ele precisava investir nela, sem contar com o fato de que ele, necessariamente, deveria ser financeiramente independente e responsável. Já à mulher, parece que a beleza física lhe era suficiente, ela não tinha que ter dinheiro, estudo ou um bom emprego para atrair um homem, se ela fosse bonita já seria o bastante. Em algumas sociedades tribais as famílias só dão suas filhas em casamento aos guerreiros mais corajosos da tribo, ou seja, aqueles que se colocam em situações de alto risco para mostrarem sua bravura e assim poderem ter a mão de uma donzela. No Antigo Testamento, vamos ver Jacó em um acordo com Labão, para servi-lo por sete anos, por amor a Raquel (Gn. 29.18), mas Labão o engana e ele teve de trabalhar por mais sete anos para que Raquel se tornasse sua esposa (Gn. 29. 21-30). Seja qual for à realidade cultural, sempre foram os homens que tiverem de se esforçar mais para ter as mulheres. Isso mostra claramente que os homens do passado não eram misóginos, pois não iriam investir tempo, dinheiro e até mesmo a própria vida em combates, por alguém que eles odiassem, na verdade os homens nunca cogitaram um mundo onde eles estivessem em duelo contra as mulheres e essa guerra de sexos que vimos hoje começou com um bando de mulheres mal-amadas que conseguiram convencer as outras mulheres de que os homens querem lhes fazer mal. 

Protegida das guerras – Sempre foram os homens que carregaram os fardos mais pesados das civilizações nas costas. Nos períodos de guerras era a população masculina que partia para os frontes para arriscarem suas vidas em favor da segurança de suas mulheres, de seus filhos e a preservação da identidade do povo a que pertenciam. Não é comum nos anais da historia a presença de mulheres em guerras, porque um dos objetivos das guerras era proteger as mulheres. Veja a preocupação dos israelitas quando os espias lhes trouxe o relatório desanimador da terra de Canaã: “E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?” (Nm. 14:3). Um dos maiores receios deles era que perdendo a guerra, ou seja, sendo mortos, suas mulheres fossem capturadas (já que não eram assassinadas) e escravizadas pelo povo vencedor. Os homens sempre se mostraram dispostos a preservar as mulheres do sofrimento que desencadeava dos horrores da guerra, ainda que isso significasse que eles teriam de pôr em risco a sua própria sobrevivência. 

 Na historia das guerras os homens sempre foram mais bárbaros com outros homens do que com as mulheres, os celtas, por exemplo, tinham reputação de serem extremamente cruéis, arrancava a cabeça de seus inimigos (homens) e as exibiam em suas carruagens, tratamento esse que não concediam as mulheres, mas o contrario, preferiam capturar “doces, jovens e inigualáveis meninas radiantes” a ter que mata-las. A guerra por mais cruel que seja para a humanidade, faz-se necessário reconhecer, que foram os homens que se colocaram na linha de frente e receberam o impacto mais atroz de seus efeitos para que as mulheres e as crianças fossem menos afetadas. 

Sustentada pelos homens – Hoje se apregoa, entre outras coisas no tocante a “tirania do patriarcado”, que a mulher do passado era oprimida porque enquanto ficava no conforto do lar cuidando dos seus filhos, seu marido saía para trabalhar e conseguir o sustento da família. Nas mais diversas sociedades o casamento era um arranjo no qual entre as muitas responsabilidades dos homens estava a de prover a subsistência das mulheres e até mesmo em casos de divorcio, em muitas culturas, o homem era obrigado a pagar pensão à ex-esposa, salvo em caso de flagrante adultério cometido por ela. Além disso, desde as últimas décadas do século XIX as mulheres passaram a ficar com a custodia dos filhos e por conta disso com a residência do casal também. Os homens saiam do casamento sem casa e com uma boa parcela do seu salário revertida em pensão alimentícia. Esses privilégios não são lembrados pelo feminismo quando protestam por “direitos iguais”, pois até mesmo as mulheres de mentes mais modernas não suportam a ideia de ter que trabalhar para direcionar parte do seu salário ao ex-marido e ainda deixa-lo com a casa que ela comprou. No entanto, somos ensinadas hoje, que as mulheres eram oprimidas porque os homens não deixavam elas trabalharem, mas eles não deixavam porque eles trabalhavam para elas.

As gerações de mulheres do passado ainda usufruíram de muitos outros privilégios que não explanarei aqui, mas que podem ser observados em rápida pesquisa na historia: quando crianças são tratadas com mais complacência (ainda é assim), os tribunais sempre lhes foram mais tolerantes aplicando penalidades mais leves, maior assistência social, menos pressão para competir e desempenhar, produziam menos e consumiam mais, maior expectativa de vida, rodeadas de proteção e cuidados, sua saúde e bem-estar precederam o dos homens e etc.   

Como é possível perceber pelos três exemplos, o patriarcado não é uma expressão de ódio às mulheres como o movimento feminista está determinado a nos fazer acreditar, mas de muitas formas os homens dos tempos passados manifestaram seu amor e cuidado por suas mães, esposas e filhas em atitudes heroicas e que hoje aprendemos a desprezar. Ainda é verdade que muitos homens abusavam de sua posição de liderança na família e na sociedade e agiam arbitrariamente causando sofrimentos a suas esposas, pois como pecadores tanto homens como mulheres estando longe dos princípios estabelecidos por Deus, agirão de forma perversa e impiedosa com seus semelhantes, mas o fato é que toda essa campanha anti-patriarcal é cheia de disparates e só tem gerado uma rivalidade desnecessária entre homens e mulheres que foram criados para se auxiliarem não para viverem como inimigos. Temos uma geração de mulheres intoxicadas pelo veneno letal da serpente do feminismo e que não percebem que estão definhando a sua feminilidade e buscando ser aquilo que quando conseguirem concluirá que não era bem o que desejavam, as reivindicações do feminismo implicam, necessariamente, na perda de muitos dos privilégios que os próprios homens concederam as mulheres, ou seja, é um tiro no pé, mas antes de tudo o feminismo é uma rebelião contra Deus e Sua Santa Lei.

Os homens, especialmente os cristãos, tem todo o direito de exercerem sua masculinidade e liderarem suas famílias e a nação. Que sejamos sempre gratas a Deus pelos homens, e mais ainda por aqueles que Ele colocou em nossas vidas, que possamos ama-los, respeita-los e servi-los com toda pureza e decência e ainda que esteja sempre claro a nossa consciência o direito de liderança que eles têm e que foi concedido pelo próprio Criador.  

Sonaly Soares

https://www.facebook.com/sonalyteo.ref

Referência:

VAN CREVELD, M. O sexo oprimido: entrevista. [1 de Outubro, 2003]. São Paulo: Revista Veja. Entrevista concedida a Diogo Shelp.

VAN CREVELD, Martin. Sexo Privilegiado: O fim do mito da fragilidade feminina. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. 

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1 comentário

  1. Somente um complemento no tocante a Jacó e Raquel, penso que Labão concede a sua filha mais nova na semana seguinte ao casamento de Lia, pois as duas se rivalizaram durante o nascimento dos primeiros patriarcas.

    Realmente, a sociedade que temos hoje privilegia as mulheres, dando-lhes honra até mesmo em cargos antes ocupados somente por homens, como presidente, motorista de ônibus etc. Em relação ao papel masculino em setores antes dominado pelas mulheres, vemos a necessidade e o interesse de maridos e trabalhadores pela culinária, afazeres domésticos etc.

    Como servos uns dos outros, devemos administrar os nossos dons em prol de outrem, buscando o interesse do outro e a glória de Deus.

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