CRENTE, VOTE CONSCIENTE!

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Primeiramente antes de falarmos algo acerca de política, governo e governantes, devemos entender  à luz da Bíblia,  que o governo é instituído por Deus para o bem da população, e tem as funções de refrear o mal e promover o bem (cf. Rm 13. 1-6; 1 Pe 2. 13,14), e que deve haver a separação entre Igreja e Estado (Mt 22. 20,21). Também devemos orar por todos aqueles que estão investidos de autoridade para que desfrutemos de dias pacíficos, 1 Timóteo 2 nos diz: “1. Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, 2. pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. 3. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”. Em outras partes da Escritura, sobretudo no Antigo Testamento, e em outros episódios ao longo da história, vemos que o Senhor também permitiu que governantes maus chegassem ao poder para punir as nações que estavam se afastando dos Seus preceitos e para cumprir Seus propósitos soberanos.

As eleições deste ano estão se aproximando. E é normal que comecem a surgir várias conjecturas a respeito do futuro do nosso país. Para o cristão, assim como em todas as áreas da vida, a política não deixa de estar intrinsecamente ligada a fé. Como disse outrora o pastor e ex primeiro ministro dos Países Baixos Abraham Kuyper (1837 – 1920): “Não há nem um centímetro qualquer na esfera da vida sobre a qual Jesus Cristo não diga: ‘Meu’.”. No entanto, infelizmente, ainda há muitos cristãos que se abstém de discutir questões acerca da política, e pasmem: existem alguns que até se abdicam de exercer a cidadania, isto é, deixam de votar ou anulam o voto, pois afirmam que todos os candidatos são corruptos e nenhum têm a capacidade de trazer algum benefício para a sociedade.

É um fato incontestável que nossa nação e sociedade têm sofrido veementemente com a administração corrupta por parte de alguns governantes. Entretanto, a Constituição Brasileira de 1988 (que está vigente) prescreve uma democracia representativa para o nosso país, ou seja, somos nós, os cidadãos (cristãos ou não), que escolhemos os líderes para nos representarmos nas esferas governamentais, no caso dessa eleição (2014), escolheremos os representantes do poder legislativo (deputados e senadores) e executivo (governadores e presidente).

Diante disso, tomamos uma certa parcela de responsabilidade no que tange a situação governamental do nosso país, posto que fomos nós (a maioria da população) que elegemos os políticos que atualmente governam a nossa nação, e que futuramente a governarão. Não obstante, vale ressaltar, que não temos como controlar diretamente a conduta pessoal de cada governante que chega ao poder, visto que após serem eleitos alguns deles podem assumir uma postura despótica, buscar apenas os seus próprios interesses e não o da população que o elegeu. Todavia, isso nos faz ter mais responsabilidade ainda nas nossas escolhas, usando um pouco de lógica: analisando bem as propostas, bem como o histórico ou a “ficha” de cada candidato que tencionamos votar.

Muito se fala sobre estado laico, as vezes de uma forma deturpada e equivocada, como se a laicidade de um país significasse que ele é um estado ateísta ou anti-teísta. No entanto, o que o termo referido significa é um estado que não tem uma religião oficial, que não é uma teocracia ou estado teocrático, contudo, que permite sim a liberdade religiosa dentro de seu território.

Logo, nós como cristãos, podemos lutar para que os nossos valores prescritos na palavra de Deus influenciem expressivamente o governo, por isso devemos verificar nos candidatos se suas propostas prezam pelos bons valores, como por exemplo: a preservação da vida desde a concepção, a família como a base da sociedade e o casamento apenas entre homem e mulher (como já está na nossa Constituição Federal no Art. 226), a igualdade de todos perante a lei, entre outros valores que são coerentes com os ensinamentos de Cristo e da Bíblia.

Mateus 7. 21 diz: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”: fazendo uma analogia com a política não é tão diferente. Ora, muitos candidatos se dizem cristãos ou “professam a fé” em Cristo, entretanto, suas ideologias, bem como as de seus partidos, se opõem categoricamente ao Evangelho do Senhor Jesus, por isso devemos ter uma análise mais minuciosa ainda com aqueles que professam a fé cristã, para que não caiamos no ledo engano de votar cegamente, achando que eles realmente irão levantar a bandeira do Evangelho em suas gestões. Se queremos contribuir positivamente para a sociedade é mister que nós, homens e mulheres verdadeiramente cristãos e compromissados com reino de Deus, nos coloquemos também à disposição para concorrer à cargos públicos do governo!

Finalizando, gostaria de reiterar que essa prerrogativa que temos no Brasil, a saber, de escolher os nossos governantes mediante o pleito eleitoral através do voto direto, implica sobremaneira numa questão deveras importante para o presente e futuro da nação: é notório que os valores morais estão sendo cada vez mais relativizados e objetados, e que a tendência é que isso vai piorar gradativamente, senão que Deus nos ajude a elegermos pessoas preocupadas verdadeiramente com o bem da sociedade. Certamente não temos ótimas opções no cenário político atual que proponha um país perfeito, até porque isso é impossível de ser feito por homens pecadores como nós (Rm 3. 23), infelizmente a nossa melhor opção é votar nos “menos piores”. Além do mais, o único Rei Perfeito é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, aquele que um dia estaremos diante dEle em seu reino eterno celestial, desfrutando de um paraíso sem qualquer mazela proveniente do pecado. Todavia, enquanto estamos nessa terra passageira, que vivamos conforme Deus nos orienta e que usemos o nosso voto não de forma egoísta, o vendendo ou o usando para benefícios próprios, mas que assim como em todas às áreas da vida de um verdadeiro cristão, usemos isto para a glória de Deus (1 Co 10. 31), para o bem do Seu povo e do nosso próximo!

Portanto, se você é crente (ou não) vote consciente!

Rafael Durand

Facebook: http://www.facebook.com/rafinhadurand

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1 comentário

  1. Por que não orar a fim de decidir melhor na hora de votar?
    Somente Deus pode mudar a sorte do povo brasileiro, ainda que sejamos imerecedores.
    Vamos interceder pelos que ainda estão em seus mandatos e vigiar no tocante ao seu serviço.
    Lutemos pelo reino do Senhor aqui na terra, sabendo que a nossa pátria é lá no céu.
    Como peregrinos e forasteiros, honremos os governantes como ministros de Deus.
    Sejamos sal e luz e testemunhemos do evangelho em toda ocasião, oportuna ou não.
    Perdoa, ó Pai, aqueles que não sabem o que fazem e assim desonram o Teu santo nome.
    Se quiseres, tu podes agir através dos Teus vasos de barro para a Tua glória. Eis-me aqui!

    Curtido por 1 pessoa

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