Deus

A necessidade dos invernos

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“Antes que a tentação venha, pensamos que podemos caminhar sobre o mar, mas quando os ventos sopram, sentimos que começamos a afundar e ainda assim isto não nos traz nenhum bem? Não poderíamos viver sem tais mudanças da mão de Deus sobre nós. Nossa natureza carnal cresceria excessivamente se não tivéssemos nossos invernos no tempo apropriado. Sabe-se que em alguns países as árvores crescem, mas não produzem frutos pois não há inverno ali.” (John bunyan) 

O pregador John Bunyan, nos traz uma lição bastante preciosa sobre os invernos em nossa vida, é algo bastante difícil de falar no nosso cenário atual onde o evangelho pregado não tem Cruz e sim apenas felicidade e prosperidade, o que não quer dizer que não seremos felizes ou prósperos com Deus, mas, é importante compreender que não é só disso que o homem deve viver. 

Existem momentos maus na vida do crente, existem desertos e não é porque está em pecado como alguns costumam afirmar. Bunyan, comparou os momentos difíceis a invernos, porque o inverno é frio, escuro, cinza e solitário, quando começa a chover todos correm para os seus abrigos, já reparou que quando você vive uma ‘’chuva’’ muitas pessoas fogem de você e buscam seus próprios abrigos? É de fato isso que Deus quer que façamos? Que nos afastemos dos irmãos em seus invernos?  

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. “ (João 15:13) “Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. ” (Romanos 12:13) 

 “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.“ (Hebreus 10:25)  

A Bíblia nos instrui claramente que devemos apoiar os nossos irmãos, encorajar, orar por eles.  Afastar-se é um erro, é um pecado, somos irmãos em Cristo e temos por obrigação apoiar os nossos irmãos necessitados. Outro ponto importante, é o fato de que os invernos são de Deus.  

“Estabeleceste todos os limites da terra; verão e INVERNO tu os formaste. ” (Salmos 74:17)  

O salmo nos mostra que tudo foi feito por Deus, em alguns países o inverno é algo quase insuportável, o frio é enorme, e é algo criado e estabelecido pelo próprio Deus, não é diferente em nossa vida, o verão é bom e é criado por Deus e o inverno também. Precisamos tirar da cabeça que só aquilo que é bom foi criado por Deus, pense que Ele tem o poder e controle sobre TUDO!  

“E bem pode ser que fique convosco, e passe também o INVERNO, para que me acompanheis aonde quer que eu for. ” (Coríntios 16:6)  

O inverno também pode ser um lugar de conhecimento, o apóstolo Paulo fala a igreja de Corinto que talvez ficasse com eles durante o inverno, afim de ensinar-lhes mais sobre a palavra do Deus vivo, então, às vezes o inverno em nossa vida pode ser apenas para um período de maior conhecimento da palavra de Deus, de aprofundamento, de maior constância na leitura Bíblica, ou de novos meios de aprender.  

“Saibam, pois, em seu coração que, assim como um homem disciplina o seu filho, da mesma forma o Senhor, o seu Deus, a disciplina. “ (Deuteronômio 8:5) 

 “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. ” (Provérbios 3:11-12) 

 “Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. ” (1 Coríntios 11:32) 

Sim, o inverno também pode ser um local para disciplina, como podemos ver nos versos acima e nas palavras e John Bunyan, se não fossemos disciplinados quando necessário, seríamos condenados, pois nosso ego inflaria a tal ponto de pecarmos constantemente contra Deus. Nossa natureza inclinada ao pecado nos leva a deixa-lo de lado, mas Deus sempre estará do nosso lado e por esse motivo nos disciplina, assim como um pai disciplina o seu filho. Pense comigo, quando seu filho (a) comete um pecado como o da mentira, você o castiga, correto? Pois dessa forma ele não mentirá novamente, e isso fará bem para ele no futuro, ele poderá não gostar do castigo recebido naquele momento, mas ao se tornar adulto saberá que aquele castigo foi extremamente correto e apropriado. Valorize seus invernos pois é prova do amor de Deus, absorva lições preciosas dele, assim como as pérolas mais raras do fundo do mar.  

Deus estará com você em seu inverno. Essa afirmação é mais que um conforto é uma certeza, José do Egito teve invernos, mas se mantendo firme e confiante, pois sabia que Deus o amava e estava com ele, dentro do fundo do poço ou encarcerado, Deus estava com ele! E essa certeza sustentava a vida de José. Jó perdeu tudo, mas jamais amaldiçoou a Deus, ele sabia que tudo que ele tinha era de Deus, Deus o deu e Ele mesmo o tomou, sua confiança no SENHOR não foi abalada, ele sabia que Deus estava com ele e por fim Deus o deu muito mais do que poderia imaginar. Não desconfie da presença do Deus Pai em seus invernos, tente enxerga-lo em tudo e ajude aqueles que não conseguem ver dessa forma. Deus é soberano e mantém controle sobre tudo, por qual razão Ele descuidaria da sua vida? 

 “Quando vierem nuvens sobre os nossos espíritos, escutemos, pois Deus falará. A voz falará nessa hora como jamais pudera falar, porque a nuvem esconde todas as coisas, e nos deixa a sós com Deus. ” (Stanley Jones)  

Ouça a voz de Deus, entenda o que Ele quer te ensinar em seu inverno para que você possa aflorar na primavera.  

 

Rebeka Cavalcante. 

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DEPENDÊNCIA OU MORTE?

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É 7 de setembro! Hoje nosso país está em festa. Chegou o dia onde o patriotismo fumega, como nunca, no coração de muitos brasileiros. As tropas militares desfilam nas ruas em respeito e honra pela nação. Afinal, é o dia onde celebramos nossa “independência”. Sim, aquilo mesmo que você estudou nos seus tempos de colegial, naquela inspirada e romântica aula de história. Neste mesmo dia e mês, do ano de 1822, o Brasil deixara de ser tão somente colônia e tornara-se independente de Portugal.

Não queremos focar no contexto histórico da época, ou trazer-lhe, neste texto, algumas informações sobre este dia tão marcante na história de nosso país. Mas, existe um fato muito peculiar a este evento que quero lembrar-lhe. Dom Pedro, diante de um “imbróglio” político com a “metrópole” e motivado por um grande sentimento de liberdade, sobre às margens do Rio Ipiranga, brada em alto e bom som: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”, o que ficou conhecido como o “Grito do Ipiranga”. Se isto de fato aconteceu, pouco importa… Mas, te convido a entrar numa breve reflexão sobre esta frase.

Não nego que qualquer país deva ser independente para que tenha, de fato, soberania e seja reconhecido como “Estado”, é requisito elementar. No entanto, analise: NÓS, seres humanos, somos totalmente independentes de qualquer coisa? Ou, com isso, somos soberanos, e, sendo assim, guiaremos nossas vidas de maneira inconsequente sem que nenhum juízo caia sobre nós ou sem que qualquer efeito causado por isso nos alcance? Será que podemos nos salvar? Somos autossuficientes?

Na carta do apóstolo Paulo aos romanos, no capítulo 3 e versículo 23 está escrito: “Pois, todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Ora, se carecemos, precisamos. Logo, se precisamos, dependemos! Amado… Creio que, neste momento devem surgir vários questionamentos em sua consciência. Quem sabe, isto te motivou a fazer uma retrospectiva de sua vida e chegado à conclusão de que você é uma boa pessoa, ou você esteja pensando que é socialmente aprovável, pois sempre praticou boas obras, nunca roubou, nem matou ou adulterou, ou nunca se envolveu em algo tão reprovável que poderia te fazer depravado ou “pecador”, como diz o texto. No entanto, as sagradas escrituras nos traz segurança para informar-lhe que por mais insignificante que seja qualquer ato impuro que tenhas praticado, cometemos contra um Deus que é infinitamente santo e justo (Hb 1:13, Sl 5:5), portanto somos infinitamente condenáveis. A verdade é que, infelizmente, nossa natureza nos coloca numa posição de total rebelião contra Deus, tornamo-nos sujos, sendo nossas melhores obras comparadas a trapos de imundícia (Is 64:6).

Ademais, em outra passagem, a bíblia também nos informa que “o salário do pecado é a morte”(Rm 6:23). E agora? Visto que pecamos, estamos condenados a morte, o que fazer? Qual nosso rumo? Qual atitude devemos tomar? Ou qual obra devemos realizar para tornarmo-nos limpos diante de Deus? DE QUE/QUEM DEPENDEMOS? Na palavra de Deus, também está escrito: “Ele nos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2:1). Isso mesmo! Existe uma saída! Deus, por misericórdia, amor e compaixão infinitos, mesmo sendo todos nós condenáveis a morte eterna por causa do pecado, providenciou salvação para nós, nos amando de “tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Apenas mediante o seu filho amado que “certamente, tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas transgressões levou sobre si” (Is 53:4) e “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is 53:5) alcançaremos perdão para nossos delitos e pecados e poderemos tornarmo-nos justificados, mediante a fé em seu sacrifício propiciatório na cruz do calvário. Através dele, podemos ter livre acesso a Deus. Cristo carregou toda a iniquidade humana e nos tornou livres da ira e da justiça divina. Ele é o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por Ele (Jo 14:6). Ele é nosso único mediador: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2 5-6).

Longe dessas verdades, tudo que conheceremos é o inferno e a condenação eterna. Provaremos o gosto amargo da Ira de Deus de eternidade em eternidade, para sempre! Portanto, entregue-se a Jesus, arrependa-se de seus pecados e corra para Ele o mais rápido possível! Ele é a nossa maravilhosa esperança, nossa fonte de renovação, nosso guia fiel. Nas palavras do saudoso pregador Charles Spurgeon: “Jesus é a única base de confiança que temos para nós, e é toda a esperança que podemos apresentar aos outros”. Ele é a rocha de nossa salvação, o nosso refúgio, nossa fortaleza, nosso fiel libertador que em breve voltará para arrebatar sua igreja e reinarmos junto com Ele para todo sempre, Amém!

Ou dependemos d’Ele ou morremos! Dependência ou morte eterna!

Sollus Christus!

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36).

Wallison Osório
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