Jovens Piedosos

O Evangelho tem sido deturpado de tal forma onde muitas pessoas desacreditam, que um jovem pode viver piedosamente em obediência à palavra de Deus em pleno século XXI. E numa tentativa frustrada de tornar a vida cristã algo mais “agradável” para os parâmetros mundanos, vários falsos ensinamentos têm sido introduzidos no meio evangélico, poluindo assim, a mente do jovem cristão.
Crendo que a palavra de Deus continua sendo viva e eficaz também para os dias de hoje (Hb 4:12) e inconformados com o mundanismo, resolvemos escrever e abordar os mais variados temas nessa página.
Esta é a seção Jovens Piedosos. Sejam bem-vindos!

A SERPENTE DE GÊNESIS E A JARARACA DE LULA

Atualizados recentemente

“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14,15)

A serpente de Gênesis

A queda do homem – no pecado – é um episódio determinante na narrativa bíblica, uma vez que, após este fato, toda a humanidade se tornou pecadora, “não há um justo sequer” (cf. Rm 3:23). A escritura ainda diz que: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores” (Rm 5: 19).

O 3º capítulo da bíblia, isto é, Gênesis 3, relata esse episódio bem como os seus desdobramentos. Adão e Eva viviam no paraíso, o pecado ainda não habitava neles. Deus havia estabelecido uma ordem, a saber, que eles não comessem o fruto da árvore que estava no meio do jardim. Contudo, ocorreu um momento que foi crucial na história da humanidade: onde Eva foi tentada por Satanás, este assumindo a forma de uma serpente. O réptil, portanto, convenceu Eva a tomar o fruto, comê-lo e, em seguida, dividi-lo com Adão: eis o momento da consumação do primeiro pecado!

A serpente, destarte, foi a primeira personificação de Satanás, usada, assim, para conseguir seu objetivo, qual seja, fazer com que o homem desobedecesse a Deus! No entanto, o texto bíblico vai trazendo mais informações acerca do que ocorreu após esse fato. Eis, então, a primeira profecia anunciando Jesus Cristo como aquele que era o Redentor e Salvador da humanidade, vencendo os reinos malignos de Satanás e desferindo um golpe mortal contra ele: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14). Segundo o notável teólogo do século XVI, Matthew Henry:

“O fruto desta inimizade, é a existência de uma guerra contínua entre a graça e a corrupção nos corações do povo de Deus. Satanás, por meio de suas corrupções, os esbofeteia, os ciranda e procura devorá-los. O céu e o inferno jamais poderão ser reconciliados, tampouco a luz e as trevas; assim também não há acordo entre Satanás e a alma santificada. Além do mais, existe uma luta contínua entre os maus e os santos deste mundo. É feita uma promessa bondosa a respeito de Cristo, como o libertador do homem que está caído por causa do poder de Satanás” [1]

Em suma, a promessa bíblica é que no final de todas as coisas, é certo que o mal será vencido e a serpente, ou seja, Satanás, não subsistirá, porquanto foi ferida mortalmente, visto que sua cabeça foi, literalmente, esmagada!

A jararaca de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na data de hoje (04/03/2016), recebeu um mandando de condução coercitiva – a condução coercitiva é quando a pessoa é obrigada a comparecer frente a uma autoridade policial – para prestar depoimento à Polícia Federal em mais uma fase da já conhecida Operação Lava Jato. A etapa da operação batizada de “Aletheia” (do grego, “a busca da verdade”), apura denúncias contra Lula e outras pessoas por crimes de lavagem dinheiro, corrupção, entre outros. No entanto, o ex-presidente nega todas as acusações.

Após uma manhã toda de depoimentos em uma sede da PF na cidade de Curitiba – PR, o presidente se dirigiu até o diretório nacional do seu partido (PT), na cidade de São Paulo, para dar uma entrevista coletiva que foi, basicamente, um discurso acerca de tudo que aconteceu no dia de hoje, bem como sobre outros acontecimentos.

Não vou detalhar a repercussão sobre esse fato que chamou a atenção de todos os brasileiros no dia de hoje, uma vez que basta acessar o Facebook e os portais de noticias para acompanhar todas as novidades referentes ao caso, todavia, gostaria de destacar uma coisa no discurso de Lula que me chamou muita atenção.

O discurso foi, a meu ver, um misto de vitimismo e autocomiseração consubstanciado com soberba e arrogância (veja o vídeo e tire suas próprias conclusões [2]). Entretanto, não irei me delongar, nesse texto, sobre todo o teor do discurso, mas, estritamente a uma frase conclusiva que Lula proferiu. Ele disse: “Tentaram matar a jararaca, mas não acertaram na cabeça, acertaram no rabo. A jararaca está viva”. Não posso adivinhar se ele fez uma metáfora referente à narrativa bíblica, contudo, após escutar essas palavras isto foi a primeira coisa que me veio a mente.

Segundo a minha interpretação, deu a entender que, para o ex-presidente, a tentativa de envolvê-lo nas investigações com a finalidade de provar seu envolvimento com os crimes não foi um golpe forte e eficaz, mas sim um mero “pisão” no rabo da Jararaca. Ou seja, algo que não iria imobilizar ou diminuir o seu vigor; mas, pelo contrário, iria despertar a raiva da serpente peçonhenta e venenosa que estava quieta em seu lugar. Portanto, diferentemente, da serpente de Gênesis (ou Satanás), que foi ferida mortalmente na cabeça, a jararaca estava astuta e atenta para agir e destilar seu tóxico!

A redenção e o fim da corrupção

Ora, ainda bem que pela graça de Deus e como cristão, creio numa perspectiva de eternidade, onde, em um determinado dia da história, a ordem natural das coisas será restabelecida por Deus – não haverá mais pecado! Neste dia, a bíblia diz, que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Rm 14:11). Toda a corrupção será aniquilada, “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

Mas antes disso, todos nós compareceremos ante o Santo e Justo Tribunal de Deus, onde daremos conta de todos os nossos atos. Ai daquele que não se arrepender de seus pecados e não tiver Jesus Cristo constituído como seu advogado fiel (1 Jo 2:1)! Ai daquelas jararacas que destilaram todo o seu veneno ao longo da vida, achando que ficariam impunes de seus crimes!

Enquanto este dia de redenção não chega, oremos para que Deus nos livre de toda sorte de bichos peçonhentos que assolam a nossa nação!

Rafael Durand Couto

NOTAS:

[1] Matthew Henry – Comentário Bíblico Condensado. Editora: CPAD.

[2] Parte 1 do discurso: < https://www.youtube.com/watch?v=Jh-AnVr2fxQ >; Parte 2 do discurso < https://www.youtube.com/watch?v=KvK5Z6_ziHI >.

 

 

 

A UNIDADE DOS CRISTÃOS SOB A PERSPECTIVA DE RICHARD BAXTER

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INTRODUÇÃO

Na era Pós-Moderna, a qual nós, cristãos do século XXI, brasileiros, vivemos, há inúmeros sinais, os quais inequivocamente demonstram que estamos sob o juízo de Deus. A palavra de Deus fala: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12a). Ora, não precisa ser nenhum gênio para perceber rapidamente que no país do “jeitinho” estamos mui aquém de ter zelo pelos ensinamentos de Deus, bem como de O considerarmos como verdadeiramente Senhor de nossa nação.

Se o profeta Isaías estivesse vivendo esses dias, certamente ele iria proferir o mesmo julgamento que bradou para o povo de Israel quando estes estavam se corrompendo demasiadamente: “Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás” (Is 1:4).

AS MAZELAS ESPIRITUAIS E SOCIAIS DE UMA NAÇÃO CAÍDA

Irei elencar, sucintamente e sem me delongar por cada ponto, algumas dessas mazelas espirituais e sociais proeminentes no nosso contexto atual, destacando, no entanto, a última; e trazendo uma perspectiva principiologica bíblica do pastor puritano, inglês, Richard Baxter (1615 – 1691) que, em face dessa confusão ética, moral e religiosa, mostra a unidade do povo de Deus – ou seja, da igreja invisível de Cristo — como norte e força motriz para enfrentar tais dificuldades e, portanto, ser sal na terra e luz em mundo obscuro e caído em virtude do pecado (cf. Mt 5: 13-16).

  • O relativismo impera: as ideologias humanas pervertem os valores da sociedade, apregoando, destarte, que cada pessoa pode ter a sua própria verdade, e que todo pensamento pode ser desconstruído, porquanto o homem é a “medida de todas as coisas” – e não Deus;
  • O cristianismo bíblico é veementemente atacado: a apostasia é difundida escancaradamente nos púlpitos e seminários teológicos que outrora eram comprometidos com o zelo pela palavra de Deus, através de suas multifacetadas expressões, tais como, o liberalismo teológico – que nega a autoridade das Escrituras como sendo a palavra de Deus –, o teísmo aberto – que apregoa, em suma, que Deus fez o mundo, mas está distante dele –, entre outras teologias heterodoxas.
  • As seitas e heresias se propagam numa proporção descomunal: “Macêdos”, “Waldomiros”, “Agenores” entre outros corifeus da cura e prosperidade, têm comercializado um falso evangelho e mercadejado a fé com um povo que perece por falta de conhecimento (Os 4:6) ou que buscam o hedonismo religioso, isto é, uma vida de prosperidade financeira e prazeres terrenos.

Pois bem, agora destaco mais um ponto, o qual, certamente, faz com que o Senhor tenha repúdio a muitas de nossas condutas como membros do corpo de Cristo.

  • Debates doutrinários infrutíferos entre os cristãos: primeiramente, deixo bem claro que não critico o debate construtivo, edificante e fundamentado em premissas das Escrituras, afinal, eles foram e são essências na historia da igreja — notadamente, quando visam extirpar falsos ensinamentos e heresias que vão de encontro ao verdadeiro evangelho –, mas sim a forma e às consequências de alguns debates que os cristãos se envolvem, porquanto ao invés de haver uma exposição saudável de argumentos, há de fato, muitas vezes, uma ruptura e fragmentação no corpo de Cristo, ocasionados em virtude de deboches, desdém, intrigas, soberba e até achincalhamentos. Ora, em muitos debates teológicos, irmãos que convergem em questões essenciais à fé cristã — tais como: a doutrina da Trindade, a deidade de Jesus, a salvação somente por meio de Cristo, a doutrina do pecado original –, acabam se tornando praticamente inimigos religiosos.

Em face do último ponto elencado, a consequência logica nada mais é senão prejuízo para o corpo de Cristo, ou seja, a Igreja. Esta deveria se fortalecer em vez de enfrentar debilidades, uma vez que é sua missão pregar o evangelho e influenciar virtuosamente um mundo que jaz no maligno (1 Jo 5:19).

A PERSPECTIVA DE UNIDADE DA IGREJA DE RICHARD BAXTER EM 1 CO 12

Os puritanos foram cristãos notáveis na história da igreja, mormente por terem um especial zelo pela palavra de Deus, bem como uma busca implacável pela aplicação da palavra na vida prática, isto é, uma ênfase na vida santa e piedosa que glorifica a Deus (1 Co 10:31). Richard Baxter, pastor inglês do século XVII, integrou esse rol de gigantes da fé. Foi um eminente pastor e evangelista. Sua obra “O pastor Aprovado”, exemplifica uma vida piedosa voltada para a santidade e ministério pastoral, obra esta que inspira e edifica até hoje muitos pastores e líderes cristãos ao redor do mundo.

Baxter, todavia, também tinha outra característica peculiar, a saber: uma grande motivação para reconciliar às divisões cristãs de seus dias. Certamente, sabia a importância da unidade orgânica da igreja. Como Paulo asseverou em 1 Co 12:12 que “assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também”, o Pastor Aprovado sabia que deveria zelar pela comunhão dos santos. A busca pela integridade e unidade na igreja é para que “não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros iguais cuidados uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele (1 Coríntios 12:25,26)”, afinal somos membros de um só corpo – o corpo de Cristo!

Essa característica de Richard Baxter, contudo, não implica em dizer que ele era condescendente com práticas e doutrinas consideradas equivocadas e errôneas pelos protestantes. Pelo contrário; ele galgava a unidade com a finalidade de difundir o Evangelho verdadeiro, o qual prega Cristo crucificado como nosso único Salvador. Inclusive, ele foi expulso da Igreja da Inglaterra quando se recusou a assinar um Ato de Uniformidade que obrigava os pregadores puritanos usar a liturgia anglicana nos cultos. Vale ressaltar, também, que mesmo tendo sido proibido de pastorear, ele continuou escrevendo  e pregando;  sendo perseguido, acabou preso por três vezes.

No livro “Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja” o pastor e escritor Franklin Ferreira dedica um capítulo especial à vida e ministério de Baxter. Ainda sobre a busca de Richard em prol da unidade dos cristãos, Ferreira fala que:

“[…] o senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo deveria estender-se às outras igrejas que também confessam a fé evangélica básica. Estas comunidades devem ser vistas como congregações companheiras na igreja universal do nosso Senhor, pois, em suas palavras [de Baxter*] ‘em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade’.”

CONCLUSÃO

Como cristãos – assim como o fizeram os puritanos — devemos zelar pela pureza da igreja. As doutrinas e princípios elementares do evangelho jamais podem ser negociados ou relativizados. Como disse Lutero, “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido pelo erro”. No entanto, em questões periféricas da fé, podemos respeitar opiniões diversas das nossas, sem, contudo, comprometer o zelo e o que é essencial, a saber, às verdades concernentes a Jesus Cristo, que é o cabeça da Igreja e requer a unidade do seu povo.

Reitero, portanto, que, sacrificar a unidade e pensamentos convergentes em virtude de sentimentos pecaminosos, relacionados ao ego humano, à soberba e à vaidade, é um suicídio missional para a igreja. Hodiernamente, sobretudo no contexto brasileiro, os cristãos sinceros têm mais é de se unir para impactar positivamente a nossa sociedade e pregar o evangelho, a fim de suprimir toda influencia mundana e diabólica que se levanta objetivamente contra os princípios, valores e virtudes inerentes à palavra de Deus!

Rafael Durand Couto

 *Grifo nosso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Baxter, Richard. O pastor aprovado. São Paulo: PES, 1989

Ferreira, Franklin. Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Editora Fiel, 2014.

DA CRISE À REDENÇÃO!

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O país está em crise,
Mas em Cristo somos fortes;
Suportaremos às tempestades,

Porquanto Deus é nosso aporte.

Vivemos dias sem precedentes,
Com demasiada corrupção;
Eis a natureza humana,

Inclinada à ambição.

Consequência lá do Éden,
Onde o homem quis usurpar,
O lugar do Deus Altíssimo –

Seu santíssimo altar.

Em maior ou menor escala
Sempre isso ocorreu:
O homem deseja tomar para si

Aquilo que não é seu.

O poder emana do povo
Diz a nossa Constituição,
Mas não somos representados

Por um “bando de ladrão”!

Todavia, nossa fé
Não está fulcrada em homens.
A esperança, para nós,

Na verdade, tem um nome.

Não será um presidente,
Tampouco um governador,
Mas é o Deus Soberano,

Que enviou o Salvador!

Sentimento indelével
Para todos os escolhidos,
É ter plena suficiência

No Senhor Jesus Cristo.

A INSENSATEZ DO HOMEM DISTANTE DE DEUS

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“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Salmo 14:1)

O versículo epigrafado nos traz uma mensagem de suma importância dentro do livro de Salmos. O Salmo 14 tem tamanha relevância e aspecto didático que é, praticamente, repetido no Salmo 53 – com divergências apenas entre os versos 5 e 6. Ora, mas que mensagem nos traz essa porção da escritura sagrada, a ponto de ser repetida em duas ocasiões no mesmo livro? Certamente, o salmo 14 nos traz grandes lições acerca da pecaminosidade humana, bem como da redenção do homem.

Não pretendo, aqui, fazer uma profunda exposição desse Salmo (aconselho que estude esse Salmo mais profundamente em outra ocasião, ele é mui rico!), mas gostaria de chamar sua atenção para uma realidade que parece ser longínqua, entretanto, pode ser claramente percebida em nosso meio cristão.

O Insensato

A palavra insensato no texto (Sl 14:1) – diferentemente do seu sentido na língua portuguesa, que significa pessoa que não tem bom senso, louco, sem noção da realidade, etc – traz o significado de alguém que é oposto o do sábio, isto é, alguém que não anda segundo o temor do Senhor — que é o princípio da verdadeira sabedoria (Pv. 9:10). Logo, o insensato no salmo 14 é alguém que despreza absolutamente a realidade de que Deus existe! Essa condição de insensatez desemboca no que chamaremos de Ateísmo Prático, ou seja, negar que a existência de Deus seja relevante para vida humana, o que ocasiona, conseguintemente, consoante a parte b do vs. 1, à violação de todos os princípios, estatutos e leis estabelecidas por Deus, uma vez que eles “Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Sl 14:1b).

Cumpre ressaltar, no entanto, que esse tipo de ateísmo do Salmo 14 é algo bem diferente do ateísmo técnico e filosófico que estamos acostumados a ver hodiernamente nos debates entre teístas e ateístas – esse tipo de negação da existência de Deus só veio emergir no séc. XVIII e hoje tem como um dos mais conhecidos proponentes, o biólogo Richard Dawkins.

Todavia, o ateu prático do Salmo 14 é alguém que vive como se Deus não existisse, praticando toda sorte de atos pecaminosos e repugnantes – é uma questão moral. Portanto, o insensato – ateu prático – passa a viver como se Deus não mais existisse, nem tampouco fosse nos julgar um dia em face de todas as nossas ações. Com maestria, o puritano do séc. XVII Matthey Henry comenta esse versículo, dizendo que “nenhum homem pode dizer: “Não há Deus”, sem que esteja a tal ponto endurecido no pecado, que tenha como seu especial interesse a não existência de alguém que o chame a prestar contas” [1].

No contexto histórico dessa passagem, o autor do Salmo (Davi), se referia aos insensatos, não em relação a pessoas de outras tribos inimigas de Israel ou a nações distantes dele; ele se referia, no entanto, aos israelitas, ou seja, o próprio povo de Deus que começara a viver como se Ele não mais existisse.

Estamos nos tornando insensatos?

Diante disso, para os nossos dias, podemos perceber que o Ateísmo Prático, também pode estar intrínseco ao nosso meio cristão, eclesiástico e, infelizmente, até em nossas vidas. Isso é perceptível, categoricamente, quando passamos a desprezar as realidades concernentes à Deus, ao Espírito Santo e ao nosso salvador Jesus Cristo.

Ocorre que, quando nos afastamos dos meios de graça deixados pelo próprio Deus, nossa fé e obediência a Ele declinam de tal maneira que nos tornamos insensatos.

Veja o porquê:

  • Quando deixamos de orar, passamos a confiar não mais em Deus, mas nas nossas forças e até no acaso. Esquecemos, destarte, do que Tiago diz em sua carta, a saber, que a oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5:17).
  • Já dizia o salmista Davi que a palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Sl 119:105). Quando nos afastamos do princípio de que a bíblia e tão somente a escritura é a nossa regra de fé e prática, e que essa palavra deve guiar às nossas vidas, estamos desdenhando o que Deus tem para falar conosco e dando ouvidos somente ao nosso egocentrismo e mundanismo inerentes a natureza humana.
  • A velha máxima “me diz com quem tu andas que te direi quem és” tem muito a ver com a realidade bíblica, veja o Salmo 1:1: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Nesse sentido, quando nos afastamos da comunhão com nossos irmãos em Cristo, estamos fadados a nos tornarmos pessoas desventuradas e insensatas diante de Deus, pois somos seres influenciáveis, sobretudo, para o mal!

E agora, o que fazer para não me tornar um insensato?

Decerto, eu, na minha posição de miserável pecador, não sou a pessoa que terá a resposta final e mais eficaz para a pergunta supracitada, uma vez que “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14: 3). Quero dizer, com isso, que todos nós somos falhos e pecadores, mas como outrora disse Calvino: “Na igreja de Cristo não há ninguém tão pobre que não possa compartilhar conosco algo de valor” [2].

Portanto, se valendo de outra máxima popular, qual seja, a de que “devemos aprender com os nossos erros para não repeti-los”, posso vos auxiliar nessa reflexão. Ora, já vimos nos parágrafos anteriores sobre se “Estamos nos tornando insensatos?” algumas cousas que nos afastam de Deus. E, assim como o antídoto para a cura de um envenenamento por cobra é extraído de seu próprio veneno, devemos verificar nas nossas faltas ou áreas débeis de nossas vidas, afim de encontrar o local ideal para aplicar o remédio curador ou preventivo que nos imuniza ante os enfraquecimentos da nossa fé cristã.

Primeiramente, caros leitores, quero esclarecer que devemos nos dedicar impetuosamente a oração, entendendo que não oramos ao acaso, nem tampouco a uma força impessoal e transcendente, oramos, no entanto, ao Deus soberano que controla todas às cousas e, até nos momentos onde estamos nos tornando insensatos Ele é capaz de fortalecer nossa fé! E, como já citado, ele nos deixou meios para isso.

Em segundo lugar, lembremos que a Bíblia é divinamente inspirada e “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16-17). Ou seja, nós devemos nos alimentar diuturnamente desse rico alimento sagrado. Afinal, você não viverá apenas de comer Subway, Mc Donald’s ou Burger King, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4:4)! Em outro texto, neste blog [3], eu disse que ela – a palavra de Deus – é como um GPS infalível que sempre nos conduz a rota correta.

Em terceiro lugar, quero dizer que você jamais se tornará um insensato se cultivar amizades santas, boas e que te aproxime de Deus. Pelo contrário; os seus irmãos verdadeiros de fé, mostrarão cada vez mais que você nunca deverá viver como se Deus não existisse, uma vez que você foi criado para glorifica-lO e ser satisfeito nEle perenemente [4].

E Cristo, onde está nisso tudo?

Se vocês lerem todo o Salmo 14, perceberão o seguinte: esses homens insensatos estavam vivendo como se Deus não existisse, cometendo às atrocidades mais espúrias possíveis, todavia, no final do Salmo (Sl 14: 5 – 7), verão que eles “Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo. Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio. Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará”. Isto é, aqueles que não se tornaram insensatos, acharam refúgio e fortaleza em Deus (Sl 46) e se alegraram pela salvação que logo vinha de Sião (vs. 6 e 7).

Como não perceber Cristo nisso tudo?!

Eis o ponto nevrálgico da nossa reflexão: somente a verdadeira fé e plena convicção no nosso Salvador Jesus Cristo é que não nos permite cair em insensatez! Que essa verdade esteja incutida em nossas mentes, de modo que o sacrifício do Cordeiro na cruz do calvário produza conforto ante às mais variadas situações da nossa vida. Ele mesmo prometeu que estaria conosco até a consumação dos séculos, em virtude da nossa passagem pela terra – como forasteiros e peregrinos. Ele disse que haveríamos de passar por aflições, mas que estaria conosco e, por isso, deveríamos ter bom ânimo, afinal, Ele já venceu o mundo (Jo 16:33)!

Sollus Christus

Rafael Durand
https://www.facebook.com/RafinhaDurand

[1] Comentário bíblico condensando — Matthey Henry.

[2] As Instituas da Religião Cristã – João Calvino

[3] Sola Scriptura um brado permanente, em: https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2014/10/29/sola-scriptura-um-brado-permanente/ — Rafael Durand

[4] Catecismo Maior de Westminster

A EXISTÊNCIA DE DEUS, A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E A SALVAÇÃO DO HOMEM

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“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). Esta frase pode gerar muitos dilemas ou questionamentos em sua cabeça. Não se assuste! Pois, na verdade, isso é comum de acontecer. Homens considerados muitíssimo inteligentes ao ponto de receberem títulos de cientistas, doutores, grandes filósofos e religiosos, dedicaram toda uma vida para compreendê-la. Além do mais, pessoas comuns também refletem acerca dessa questão desde toda à história da humanidade e, certamente, essa questão ainda suscitará inúmeros questionamentos na vida dos seres humanos. Afinal, sabemos que a crença é inerente ao ser humano – é um aspecto universal que está presente em todas às culturas e civilizações ao redor do planeta Terra.

Não sabemos seu conceito acerca da criação ou, até mesmo, da existência de Deus; talvez, você pense que tudo que precisamos é de fé para acreditar nisto. Não. Você não está errado. De fato, devemos ter fé! “Pois sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). No entanto, existem algumas verdades que devem ser consideradas para se construir um conceito honesto à respeito dessa questão.

Nossa fé, não precisa, necessariamente, ser cega para acreditar que Deus existe. Ora, você dirige seu carro, contudo, você não vê que ele foi projetado de tal maneira que funcionará e se locomoverá levando você de um lugar ao outro. Você simplesmente confia na idoneidade da empresa pela qual esse carro foi desenvolvido. Logo, você teve segurança baseada numa fé inteligente, ela não foi cega nem tampouco desprezou evidências que te assegurasse de que algo foi criado mesmo sem você está lá para comprovar.

Algumas teorias defendem a ideia que o universo surgiu ex nihilo (do nada) ou de uma simples combinação de forças que acarretaram em uma grande explosão onde deu origem ao universo – por muitos, conhecido como teoria do big-bang. Mas, é evidente e lógico que as coisas não podem surgir do vago. Tudo tem sua causa. Tudo tem um princípio. O tempo, o espaço e a matéria não existiam antes do começo, portanto, o universo deve ter surgido de uma causa atemporal, ilimitada e incorpórea. Em suma, queremos levar você a refletir que, se o universo teve um principio, logo, foi alguém que o causou. E, não obstante esses exercícios cognitivos não nos faça chegar diretamente ao Deus da Bíblia, esse argumento exclui a impossibilidade da existência de um ser criador e regente de todo o universo.

No parágrafo supracitado citamos que o ser criador também tem um atributo de regente ou mantenedor do universo. Basta olhar para a natureza e para a suas leis, que logo constataremos este atributo. Perceba que tudo foi minuciosamente planejado, de modo que a mínima variação de qualquer lei natural – como a lei da gravidade -, poderia ocasionar um caos generalizado, ao ponto de tornar inviável a própria existência da vida humana.

Entretanto, mesmo diante de todos esses argumentos expostos, nós ressaltamos que esse criador e gestor do universo é o Deus da Bíblia. Uma vez que ele se revela à toda humanidade através da Sua criação, como já fora citado, no entanto, ele também se revela de modo salvifico através de sua Palavra, isto é, as Sagradas Escrituras. Destarte, cremos que esse livro é integralmente verdadeiro, visto que é uma das heranças que Deus deixou para os homens compreender tudo que Ele viu ser necessário.

Portanto, aceitando as duas premissas, a saber, que o universo foi criado por Deus e que Ele além de se revelar pela natureza também se revela pela Sua palavra, aceitamos a conclusão de que esse Deus criador do universo se revelou de forma mais clara na pessoa de Jesus Cristo, conforme o relato bíblico.

Esse relato, afirma que, além do universo, nós – os homens -, também fomos criados por Ele. Mas no Jardim do Éden o desobedecemos e nos tornamos inimigos e filhos da ira desse Deus; e, consequentemente, merecedores de uma eternidade de tormentos no inferno. Todavia, em Seu plano soberano, aprove a Si escolher um povo para salvação através de sua livre graça mediante a fé (cf. Ef 2:8) no sacrifício propiciatório e redentor de Seu filho Jesus Cristo na cruz do Calvário!

Em última análise, concluímos que a criação do universo, passando pela revelação de Deus na natureza e na Bíblia, aponta diretamente para a indiscutível grandeza dEle e a crucial necessidade do homem prostrar-se ante à magnitude do plano divino redentivo para o Seu povo. “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3).

Rafael Durand (facebook.com/RafinhaDurand) e Wallison Osório (facebook.com/wallison.osorio)

Ainda sobre Eclesiates

Se você leu o último texto escrito por mim aqui no blog¹, pôde perceber um pouco da admiração que tenho pelo livro de Eclesiastes, como entender o livro e algumas belíssimas lições que ele nos oferece. Nós vimos que muitos, sem o correto entendimento, tendem a classificá-lo como pessimista, a partir de várias passagens. E até entendemos porque estas pessoas têm esta concepção, quando nos deparamos com versos como os seguintes (7.1-4):

“Melhor é a boa fama do que o unguento precioso, e o dia da morte, melhor do que o dia do nascimento. Melhor é ir na casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria.”

Provavelmente não usaríamos este texto em um discurso de aniversário de um amigo. Mas como observamos, devemos ler o livro tendo em mente que seu propósito é comprovar que a vida vista do ponto de vista unicamente humano leva à frustração e ao pessimismo, e que a esperança para uma existência plena encontra-se na obediência a Deus. D. L. Moody explicou que “toda a existência humana, quando vivida longe de Deus, é frustrante e insatisfatória. Todos os prazeres e coisas materiais dessa vida, quando buscadas por causa delas mesmas, nada produzem a não ser a infelicidade e um senso de futilidade.” Então, o que o Pregador queria nos dizer nos versos acima expostos? Tão somente que “embora seja uma maldição sobre a humanidade (Gn 2.17) e nosso último inimigo (1Co 15.26), a morte é melhor do que o nascimento no sentido de que ela é a libertação da vaidade do mundo caído e deixa os crentes um passo mais próximo da ressurreição da morte e da vida no novo céu e na nova terra.”² Quando lemos desta forma, podemos passar da frustração ao consolo em poucos segundos, uma vez que compreendemos que mesmo em meio aos dilemas da vida, sabemos que há um Deus nos céus, no qual podemos confiar.

Vimos que nos versos 24 e 25 do segundo capítulo, o autor nos oferece alguns direcionamentos sobre como vivermos. No capítulo nove esses conselhos são estendidos. Ele começa o capítulo abordando o fato de que a sorte parece ser a mesma para justos e perversos; sobre como tudo está oculto ao homem e que ele não sabe o que lhe sobrevirá debaixo do sol, se amor ou se ódio. Ou seja, você pode ser justo e praticar o bem e, mesmo assim, ser odiado; ou ser injusto, com intenções más e egoístas em seu coração, e ser amado por muitos. Isto não cabe ao homem controlar. Por isso, o Pregador aconselha (9.7-10):

Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

O Rev. Davi Charles Gomes resume esta passagem da seguinte forma: “Como é que eu vivo? Eu vivo aproveitando as bençãos que Deus me deu, as bençãos concretas, mesmo que pequenas da vida; sem a ansiedade de achar que eu vou resolver alguma coisa, livre daquilo! Eu vivo essas pequenas bençãos e as grandes bençãos. Eu me alegro na comida e na bebida. Eu busco uma vida de pureza porque isso é a consequência de uma pessoa que sabe que Deus já se agradou dela. E eu me esforço, não com um esforço humano, mas em ter um coração em cima do qual nunca falte o óleo da unção para trabalhar pros outros. E aí eu vivo intensamente cada dia que volto do trabalho, porque eu sei que me espera em casa a minha esposa, a minha recompensa pelos labores com os quais eu luto dia a dia debaixo do sol.”³

Essa é a maneira que o sábio nos ensina a viver a vida! De forma intensa, fazendo tudo que nos vier à mão; mas de forma tranquila e sem ansiedade, fazendo-o conforme às nossas forças. Os reformados têm muita estima pela doutrina da soberania de Deus, e, de fato, ela pode ser um grande conforto nos momentos difíceis da vida. Nem sempre temos todas as respostas ou sabemos o porquê de tudo que acontece ao nosso redor, mas confiamos em um Deus que, através de Cristo, já se agrada das nossas obras e falou que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam. Nesse Deus, que controla todas as coisas com extrema destreza, está a nossa esperança.

Por motivos óbvios, não podemos esgotar todos os ensinos e lições que o Pregador nos instrui no livro em um ou dois textos, mas ao seu fim ele resume todo o livro em dois versos (12.13,14): “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.”

Comentando estes versos, Moody diz: “O fundamento da vida é o temor a Deus, isto é, reverência, um devido reconhecimento de quem Ele é e do que Ele exige dos homens no quotidiano da vida. […] Na realidade o autor não diz nada mais nestes últimos versículos além do que disse em todo o livro – desfrute da vida enquanto pode. Isto só pode ser feito temendo a Deus; pois Deus está no controle e dEle se espera que recompense a justiça e castigue o mal.”

Este texto me lembra o próprio Cristo em Jo 14.15, onde ele diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” A partir da leitura destes versos, parece ser muito simples viver a vida. Devemos nos ater apenas ao temor de Deus e à observância de seus mandamentos. Mas a verdade é que isto envolve todas as áreas da vida do cristão e somos chamados a nos esmerar em crescer em santidade, piedade e pureza. Mas isto não é um fardo, é uma dádiva já que temos um Deus que se agrada de nós e nos concede a oportunidade de viver uma vida para sua glória, desfrutando o máximo possível e alegrando-se nele, até o dia em que deixaremos esse mundo de vaidades e com ele nos encontraremos. Alegremo-nos nesses dias da nossa juventude, mesmo sabendo que viveremos dias também de trevas (11.8-12.8), mas sempre sossegados, confiando no nosso zeloso redentor.

Que Ele nos ajude nesse processo.

Tentando viver uma vida simples, alegre e intensa; na espera daquele grande dia,

Gustavo Buriti.

https://www.facebook.com/gustavo.buriti.1

¹https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2015/03/18/tudo-e-vaidade/

²Comentário da Bíblia de Estudo de Genebra.

³Extraído de: http://ump-da-quarta.blogspot.com.br/2013/04/ump-indica-como-entao-viveremos-davi.html. Para uma melhor compreensão destes versos do nono capítulo, recomendo fortemente este sermão do Davi Charles Gomes.

O MINISTÉRIO DOCENTE DE JESUS CRISTO

Jesus Cristo é o mestre perfeito. Em todos os seus feitos e pronunciamentos, encontramos um modelo a ser imitado, um exemplo a ser seguido. Não era sem razão que os seus discípulos e mesmo aqueles que não se enfileiravam entre os seus, assim se dirigiam a ele, reconhecendo-o como Mestre (Ver: Mt 19.16; Jo 3.2, etc.). Quando Jesus terminou de proferir o “Sermão do Monte”, registra Mateus: “Estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas” (Mt 7.28-29).

Vejamos alguns aspectos da docência de Cristo:

1) Autoridade: Jesus ensinava com a autoridade própria de quem conhecia, vivia e, mais ainda, era a própria encarnação da verdade. A autoridade de Jesus Cristo era derivada da sua própria Pessoa: ele é o Deus encarnado. Entretanto, essa autoridade ôntica (própria do ser) se harmonizava perfeitamente com a sua vida e os seus ensinamentos. (Vd. Mt 7.28,29; 22.16; Mc 1.22; Jo 14.6; Jo 8.46).

2) Sabedoria e Poder: O povo se admirava da sua sabedoria e poder (Mt 13.54).

3) Incansável: Jesus era incansável em seu labor, no ensino da verdade. Esta é uma característica daquele que crê naquilo que ensina e, também, acredita nos efeitos do ensino (Mt 4.23; 9.35; 11.1; 26.55; Mc 1.21; 2.13; 4.1,2; Lc 19.47).

4) Coragem e determinação: Apesar da incredulidade de muitos, inclusive por parte de seus irmãos e, as autoridades judaicas quererem matá-lo, Jesus continuava a ensinar, dando testemunho da verdade (Mc 6.6; Lc 19.47,48; Jo 7.1-9).

5) Discernimento: Ao lado da sua coragem, estava também o seu discernimento para saber a hora certa de agir (Mt 10.16; Jo 7.1-9; 8.58-59; 10.39-42; 12.23; 16.32; 17.1).

6) Realista e sincera: Jesus ensinava, não apenas mostrando as delícias do Reino; ele apresentava a verdade, mesmo que isto em algumas ocasiões decepcionasse os seus ouvintes. Jesus não queria e ainda não quer discípulos enganados, iludidos, que foram convencidos por falsas promessas… Ele deseja discípulos que mesmo conscientes das dificuldades o seguem. Por isso, com freqüência, Jesus falava do seu martírio e das perseguições vindouras. Ele não enganou ninguém e nós, também não temos o direito de fazê-lo; não podemos apresentar um Evangelho esvaziado do seu sentido real e bíblico (Mt 5.11,12; 10.16-22; Mc 8.31,35; 9.31,32; Jo 16.32,33).

7) Sensível às necessidades de seus ouvintes: Jesus Cristo não estava simplesmente disposto a dar o que o povo queria; mas, sim, o que os seus ouvintes necessitavam. Ele era sensível não apenas às suas petições mas, às suas reais necessidades (Mc 6.30-44; Lc 11.1-4; Jo 6.22-40).

8) Fiel à vontade do Pai: Jesus ensinava a verdade que o Pai Lhe confiara a ensinar (Jo 7.14-18). O conteúdo da sua mensagem era o Evangelho do Reino (Lc 4.42-44; 8.1), o qual tinha como centro a figura do Rei eterno, que é o próprio Cristo (Mt 13.41; 16.28; 20.21; 25.31-40).

9) Atenta à perpetuação de seus ensinamentos: Jesus demonstrou claramente a sua atenção para com a transmissão fiel dos seus ensinamentos por parte dos discípulos. Para tanto, a sua Palavra e feitos foram registrados (Jo 20.30-31; Rm 15.4); ele mandou que os seus discípulos ensinassem todas as coisas que lhes havia ordenado (Mt 28.18-20; At 20.27) e, enviou juntamente com o Pai, o Espírito Santo, o qual anunciaria a sua Palavra, guiando os seus à toda verdade (Jo 14.26; 16.7-15).¹

¹ Trecho retirado do livro: Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo – Rev. Hermistem Maia – Ed. Fiel. 2013, p. 18 – 19.

Publicado por Rafael Durand

https://www.facebook.com/RafinhaDurand

Eis que estou convosco: O ensinamento da Páscoa na última ceia

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”Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
(João 16:33)

”e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
(Mateus 28:20 b)

Desde o capítulo 13 até o 17, existe um longo discurso de Cristo que tem por objetivo preparar os discípulos para a sua partida eminente, sendo necessário consola-los e prometer um outro consolador, uma parte do Pai que estaria com eles a ensina-los, fazendo lembrar de tudo o que Ele os havia ensinado (cap. 14:26). É interessante, como a presença de Jesus por todo aquele tempo, todas as suas palavras e ensinamentos de maneira repentina seria tomada e os discípulos de repente se viram às vésperas da partida daquele que significava tudo para eles.

É imaginável que o sentimento solidão os inundava ao entenderem a notícia da partida de Jesus. Eles estariam órfãos e não somente isto, além de se verem numa situação da predição da morte do Mestre, ainda são informados que passariam por aflições enquanto estivessem nesse mundo. Embora tenha sido mais uma notícia que provavelmente os entristeceu, antes disto Cristo havia ensinado várias lições que os ajudariam em sua nova caminhada cristã.

No capítulo 13, Cristo deu exemplo de humildade ao cumprir uma tarefa que era dever dos empregados do cenáculo: lavar os pés dos discípulos. John MacArthur comentando um texto da última ceia[1], diz que lavar os pés dos discípulos foi além de um exemplo de humildade, foi também um exemplo da verdadeira santidade, de forma que:

A lavagem externa nada vale o coração estiver contaminado. E o orgulho é uma prova segura da necessidade de uma limpeza do coração. Cristo tinha feito uma observação semelhante para os fariseus em Mateus 23.25-28. Agora ele lavou os pés dos discípulos, ilustrando que até mesmo crentes com corações regenerados precisam ser lavados periodicamente da corrupção externa do mundo.

Na intensificação da preparação para os discípulos para a sua ida, Cristo os lembra que as aflições do mundo podem ser superadas com humildade e santificação. Nesse processo de santificação, era necessário vigiar e estar periodicamente se lavando de todo o pecado. Porque o que é o pecado se nada mais do que considerar que a minha forma de fazer algo é melhor que a de Deus? Isto é de longe humildade. A santificação passa por um processo de cotidianamente negar a si mesmo. Cristo afirma que mesmo sendo Mestre e Senhor (cap. 13:14-15) lavou os pés para que ele fosse tomado como exemplo. Cristo é Senhor, mas foi o menor servo, negando a si mesmo como exemplo. Em sua partida, todos os seus não estariam órfãos desse exemplo, pois o Consolador estaria com eles para os lembrar disto tudo.

Após o lava-pés os discípulos voltam a cear e Jesus indica que será traído por um dos próprios discípulos. O verso 22 conta que os discípulos olharam uns para os outros, como quem analisa, mas não foram capazes de saber sobre quem Jesus se referia. Porém a lição aqui talvez fosse mais pessoal, semelhante ao que Paulo escreve na primeira carta aos Coríntios (11:28-32), Cristo estava promovendo um exame introspectivo, um julgamento que cada um deveria fazer de si mesmo sobre seus pecados ao lembrar que o Salvador de suas vidas houvera deixado aquele sacramento como lembrança de que ele voltaria para buscar os que são realmente seus. Essa análise deve ser diária, contudo sabemos que ela ganha mais intensidade quando nos lembramos do sacrifício do nosso Senhor na cruz.

Na continuação do discurso, Cristo enfatiza o escrito de Levítico 19.18 sobre o amor ao próximo. Algumas bíblias tem o título dessa passagem como “o novo mandamento”, mas aqui não há nada de novo, o texto de Levítico é bem claro: Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Aqui é ensinado que os que amam uns aos outros são reconhecidos como discípulos de Cristo, porém não é qualquer amar com qualquer amor, talvez o sentido de “novo mandamento” seja no sentido de amar “assim como eu vos amei” (verso 34). O padrão aqui se torna mais elevado, pois o vinculo do amor é uma obrigação aos que fazem parte do Corpo de Cristo, a prova desse elevado padrão pode ser melhor entendida quando consola os seus discípulos no capítulo 15:13, Ele diz que ninguém tem amor maior do que dar a própria vida pelos seus amigos. Isso é magnífico, pois a comunhão com o irmão é um meio de graça para que as aflições do mundo possam ser vencidas. Cristo está conosco através de todos que são juntamente Corpo!

Chegando no capítulo 16, há um conforto para todos os cristãos, prometendo o Espírito Santo, o consolador, aquele que convenceria o mundo do pecado, da justiça e do juízo (verso 8). Era necessário que Ele morresse para que sua presença fosse oferecida a todos que cressem na Sua justiça. Para que muitos de todas as tribos, povos e raças pudessem partilhar das mesmas bênçãos que os apóstolos desfrutaram durante a presença de Cristo encarnado. Agora, era necessário que Ele fosse para que todos os salvos fossem confortados com a promessa “eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28:20b). Seu corpo físico seria morto, mas Ele mesmo estaria com cada cristão até a sua volta triunfal, mesmo em meio às garantidas aflições que todos, sem exceção, haverão de viver. Contudo veja, mesmo no caminho de sua morte, Jesus já sabia que a sua vitória estava garantida. Que esplêndido! Era a morte da morte na morte de Cristo!

Ele esteve conosco, está e sempre estará como prometeu. Ele é digno de toda honra e poder, venceu a morte e virá para nos buscar. É este Cristo que ensinou tudo isto para que tenhamos paz nele, nós nunca passamos por aflições sozinhos porque Deus está sempre em ação, e mesmo que pareça que Ele não está respondendo, Ele está ao seu lado dando força nas mais diversas situações, através da sua Palavra, da comunhão dos santos, do seu Espírito. Ele está vivo, Ele ressuscitou!

Felipe Medeiros

felipealexandremedeiros@outlook.com

[1] MACARTHUR, John. A morte de Jesus. Cultura Cristã, p. 36-53.

Tudo é vaidade

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Sempre costumo dizer o quanto acho extraordinário o livro de Eclesiastes. Não que um livro bíblico seja mais importante que o outro, mas as lições que este livro nos traz e a maneira pela qual o autor observa o mundo são, para mim, singulares. E, de fato, enquanto relia o livro e comentários sobre o mesmo, tive mais certeza disto.

Pelo estudo do livro, acredita-se que o autor tenha sido o rei Salomão. Isto obtém um significado especial uma vez que ele, além de toda sabedoria adquirida da parte de Deus, sendo insuperável na história de Israel (I Rs 3), buscou somar sua sabedoria à experiência de vida, aplicando seu coração a “esquadrinhar e a informar-se com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu” (Ec. 1.13). Pode, também, ter sido um sábio desconhecido na corte real, mas é certo que os ditos de Salomão influenciaram bastante o livro de Eclesiastes. O autor, no entanto, apresenta-se apenas como o Pregador.

À primeira leitura e sem o correto entendimento, tendemos a achar o livro um tanto quanto pessimista e negativo, posto que o autor nos fala sobre a eterna mesmice debaixo do sol, opressão, as tribulações e desigualdades da vida, o reinado da maldade no lugar do juízo e da justiça, a efemeridade da vida, entre tantos outros temas. O assunto recorrente, porém, é a vaidade. Diversas vezes essa palavra é empregada em todo o livro. Só no verso dois do primeiro capítulo são cinco vezes, característica típica da escrita hebraica, na qual a ênfase é demonstrada pela repetição das palavras: “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” Esta palavra, aqui, tem o sentido de “efêmero”. D. L. Moody ensina que ela tem duas conotações: aquilo que é transitório e aquilo que é fútil. No texto acima, o sentido é literalmente: o tudo é vaidade. Ou seja, todas as atividades da vida que fazemos “debaixo do sol” (vs 3). Conforme Moody diz: “[A expressão tudo é vaidade] Enfatiza a rapidez com a qual as coisas desaparecem e o pouco que oferecem enquanto de posse delas. […] Isto é, a coisa toda, a totalidade da existência é vã.” Aqui no blog, em outro texto, já tratei sobre esse assunto da efemeridade da vida¹, mas gostaria de falar mais um pouco aqui, tendo o livro de Eclesiastes como pano de fundo desta vez.

Como disse, muitos podem achar o livro pessimista e talvez não poderia ser diferente. O que você pensaria de alguém que dissesse que tudo o que você faz e toda sua existência é vã? E é isso mesmo o que o Pregador quer dizer, porém devemos entender o sentido dessa afirmação. Depois de aplicar o coração a esquadrinhar tudo o que ocorre debaixo do sol (1.13), o autor conclui que “toda a existência humana, quando vivida longe de Deus, é frustrante e insatisfatória. Todos os prazeres e coisas materiais dessa vida, quando buscadas por causa delas mesmas, nada produzem a não ser a infelicidade e um senso de futilidade” (Moody). Segundo a Bíblia de Estudo de Genebra, o propósito do livro é “demonstrar que a vida vista unicamente a partir da perspectiva humana realista resultará em pessimismo, e oferecer a esperança por meio da obediência humilde e da fidelidade a Deus.” Ao entender isto, fica mais fácil entender e concordar com o autor quando ele diz que “tudo é vaidade e correr atrás do vento.” E ele nos traz alguns exemplos, dos quais citarei apenas três:

A vaidade das possessões (Ec. 2.1-11)

O autor parte em busca de prazer e gozo como possível fonte de satisfação. Para tanto, ele resolve dar-se ao vinho e entregar-se à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias de sua vida; regendo-se, contudo, pela sabedoria (vs. 3). Então, empreendeu grandes obras, edificou para si casas, plantou vinhas, fez açudes para regar seus bosques, comprou servos, possuiu ovelhas e bois, amontoou ouro e prata e tesouros e proveu-se das “delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres” (ainda mais tratando-se de Salomão). Assim, sobrepujou a todos que viveram antes dele, não negando nada do que desejaram seus olhos, nem privando seu coração de alegria alguma. Porém, após considerar todas estas obras e as fadigas que vieram com elas, observou que tudo era vaidade e nenhum proveito havia para si.

A vaidade da sabedoria (Ec. 2.12-17)

Então, passou o Pregador a considerar a sabedoria e a loucura. Apesar de perceber que a sabedoria é mais proveitosa que a estultícia, compreendeu que esta é uma pequena vantagem temporária. Conforme ensina Moody, o sábio observa o que está a sua frente e escolhe o que lhe dá maior prazer, enquanto o néscio descobre o prazer por acaso, porém o proveito não é tão duradouro visto que o destino de ambos é o mesmo: a morte. Pois, “tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto” (vs. 16). Também isto é vaidade e correr atrás do vento.

A vaidade do trabalho (Ec. 2.18-26)

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho com que se afadiga debaixo do sol? O autor faz essa pergunta no terceiro verso do livro. E os benefícios que ele pode obter de todo o trabalho árduo são passageiros, posto que, da mesma forma, ele perderá tudo na morte. Não apenas ele trabalharia toda uma vida para acumular riquezas terrenas e perdê-las na morte, como ele poderia deixar todo seu ganho para um herdeiro tolo ou ingrato. Não importa se ele usou toda ciência, sabedoria e destreza em seu fadigoso ofício, o fato é que toda sua riqueza ficaria para quem por ela não se esforçou, havendo a possibilidade de que o herdeiro não preze por ela e a desperdice. Isto também é vaidade e desejo vão.

Tanta coisa poderia ainda ser falada sobre vaidade. Mas após analisar apenas estes três aspectos que estão nos primeiros capítulos do livro, a pergunta que fica é: depois de tudo isto, como então viverei sabendo que nada do que faço aqui na Terra subsistirá? O Pregador nos dá um vislumbre desta resposta nos versos 24 e 25 do segundo capítulo:

Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto vi que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?

Destes dois versos podemos extrair belíssimas lições. (1) Devemos desfrutar das dádivas que recebemos enquanto podemos. Por mais que seja desesperador pensar que tudo o que fazemos pode ser vão, a verdade é que elas nos trazem algum prazer, mesmo que momentâneo, e devemos aproveitá-las em nossas vidas, fazendo com que nossa alma goze o bem pelo qual batalhamos. (2) Uma vez que reconhecemos que tudo o que temos é graça de Deus, nós o glorificamos com nosso proceder perante estas questões e com nossa gratidão. Isto traz sentido à nossa existência: quando usamos nossa vida para trazer glória a Deus, percebemos que a felicidade está nele e não em qualquer bem ou riqueza que nós possuímos.

Da primeira pergunta do Catecismo de Westminster aprendemos que nosso fim principal é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Tendo isto sempre em mente, vivamos sabendo que somos peregrinos. Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura (Hb. 13.14). Então que nossa busca pela felicidade termine em Cristo, já que ele é a única fonte de verdadeira satisfação. Como diz John Piper: “Deus é mais glorificado em nós, quando estamos mais satisfeitos nEle.”

Se você ainda não leu Eclesiastes, não deixe de ler. Lições preciosas como estas ele tem para nos ensinar.

Em Cristo,

Gustavo Buriti.

https://www.facebook.com/gustavo.buriti.1

¹https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2014/04/16/acertezadaincertezadoamanha/

O propósito do casamento (Paul Washer)

Qual o papel de um casamento?

Como os jovens devem encarar um casamento?

Como glorificar a Deus através do casamento?

Certamente algumas dessas perguntas já passaram por nossa cabeça, e nem sempre temos ou encontramos respostas para elas.  Então decidimos compartilhar esse pequeno vídeo do pastor Paul Washer que, com grande excelência, nos ensina sobre o propósito do casamento.

Que Deus nos dê graça para aprender e um dia por em prática estes ensinos deixado pelo pastor Paul Washer.