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A SERPENTE DE GÊNESIS E A JARARACA DE LULA

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“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14,15)

A serpente de Gênesis

A queda do homem – no pecado – é um episódio determinante na narrativa bíblica, uma vez que, após este fato, toda a humanidade se tornou pecadora, “não há um justo sequer” (cf. Rm 3:23). A escritura ainda diz que: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores” (Rm 5: 19).

O 3º capítulo da bíblia, isto é, Gênesis 3, relata esse episódio bem como os seus desdobramentos. Adão e Eva viviam no paraíso, o pecado ainda não habitava neles. Deus havia estabelecido uma ordem, a saber, que eles não comessem o fruto da árvore que estava no meio do jardim. Contudo, ocorreu um momento que foi crucial na história da humanidade: onde Eva foi tentada por Satanás, este assumindo a forma de uma serpente. O réptil, portanto, convenceu Eva a tomar o fruto, comê-lo e, em seguida, dividi-lo com Adão: eis o momento da consumação do primeiro pecado!

A serpente, destarte, foi a primeira personificação de Satanás, usada, assim, para conseguir seu objetivo, qual seja, fazer com que o homem desobedecesse a Deus! No entanto, o texto bíblico vai trazendo mais informações acerca do que ocorreu após esse fato. Eis, então, a primeira profecia anunciando Jesus Cristo como aquele que era o Redentor e Salvador da humanidade, vencendo os reinos malignos de Satanás e desferindo um golpe mortal contra ele: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14). Segundo o notável teólogo do século XVI, Matthew Henry:

“O fruto desta inimizade, é a existência de uma guerra contínua entre a graça e a corrupção nos corações do povo de Deus. Satanás, por meio de suas corrupções, os esbofeteia, os ciranda e procura devorá-los. O céu e o inferno jamais poderão ser reconciliados, tampouco a luz e as trevas; assim também não há acordo entre Satanás e a alma santificada. Além do mais, existe uma luta contínua entre os maus e os santos deste mundo. É feita uma promessa bondosa a respeito de Cristo, como o libertador do homem que está caído por causa do poder de Satanás” [1]

Em suma, a promessa bíblica é que no final de todas as coisas, é certo que o mal será vencido e a serpente, ou seja, Satanás, não subsistirá, porquanto foi ferida mortalmente, visto que sua cabeça foi, literalmente, esmagada!

A jararaca de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na data de hoje (04/03/2016), recebeu um mandando de condução coercitiva – a condução coercitiva é quando a pessoa é obrigada a comparecer frente a uma autoridade policial – para prestar depoimento à Polícia Federal em mais uma fase da já conhecida Operação Lava Jato. A etapa da operação batizada de “Aletheia” (do grego, “a busca da verdade”), apura denúncias contra Lula e outras pessoas por crimes de lavagem dinheiro, corrupção, entre outros. No entanto, o ex-presidente nega todas as acusações.

Após uma manhã toda de depoimentos em uma sede da PF na cidade de Curitiba – PR, o presidente se dirigiu até o diretório nacional do seu partido (PT), na cidade de São Paulo, para dar uma entrevista coletiva que foi, basicamente, um discurso acerca de tudo que aconteceu no dia de hoje, bem como sobre outros acontecimentos.

Não vou detalhar a repercussão sobre esse fato que chamou a atenção de todos os brasileiros no dia de hoje, uma vez que basta acessar o Facebook e os portais de noticias para acompanhar todas as novidades referentes ao caso, todavia, gostaria de destacar uma coisa no discurso de Lula que me chamou muita atenção.

O discurso foi, a meu ver, um misto de vitimismo e autocomiseração consubstanciado com soberba e arrogância (veja o vídeo e tire suas próprias conclusões [2]). Entretanto, não irei me delongar, nesse texto, sobre todo o teor do discurso, mas, estritamente a uma frase conclusiva que Lula proferiu. Ele disse: “Tentaram matar a jararaca, mas não acertaram na cabeça, acertaram no rabo. A jararaca está viva”. Não posso adivinhar se ele fez uma metáfora referente à narrativa bíblica, contudo, após escutar essas palavras isto foi a primeira coisa que me veio a mente.

Segundo a minha interpretação, deu a entender que, para o ex-presidente, a tentativa de envolvê-lo nas investigações com a finalidade de provar seu envolvimento com os crimes não foi um golpe forte e eficaz, mas sim um mero “pisão” no rabo da Jararaca. Ou seja, algo que não iria imobilizar ou diminuir o seu vigor; mas, pelo contrário, iria despertar a raiva da serpente peçonhenta e venenosa que estava quieta em seu lugar. Portanto, diferentemente, da serpente de Gênesis (ou Satanás), que foi ferida mortalmente na cabeça, a jararaca estava astuta e atenta para agir e destilar seu tóxico!

A redenção e o fim da corrupção

Ora, ainda bem que pela graça de Deus e como cristão, creio numa perspectiva de eternidade, onde, em um determinado dia da história, a ordem natural das coisas será restabelecida por Deus – não haverá mais pecado! Neste dia, a bíblia diz, que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Rm 14:11). Toda a corrupção será aniquilada, “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

Mas antes disso, todos nós compareceremos ante o Santo e Justo Tribunal de Deus, onde daremos conta de todos os nossos atos. Ai daquele que não se arrepender de seus pecados e não tiver Jesus Cristo constituído como seu advogado fiel (1 Jo 2:1)! Ai daquelas jararacas que destilaram todo o seu veneno ao longo da vida, achando que ficariam impunes de seus crimes!

Enquanto este dia de redenção não chega, oremos para que Deus nos livre de toda sorte de bichos peçonhentos que assolam a nossa nação!

Rafael Durand Couto

NOTAS:

[1] Matthew Henry – Comentário Bíblico Condensado. Editora: CPAD.

[2] Parte 1 do discurso: < https://www.youtube.com/watch?v=Jh-AnVr2fxQ >; Parte 2 do discurso < https://www.youtube.com/watch?v=KvK5Z6_ziHI >.

 

 

 

10 razões do porque tudo vai ficar bem

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Quando estamos passando por algo difícil, nós só queremos alguém para nos olhar nos olhos e nos assegurar: “Vai ficar tudo bem.” Eu não sei o que você está enfrentando agora ou o que está ao virar da esquina, mas eu adoraria ser esse alguém para você hoje. Em linha reta na Palavra de Deus, aqui estão dez maneiras de você saber que vai ficar tudo bem.

  1. Deus é sempre, sempre, sempre bom.

“Tu és bom, e o que fazes é bom; ensina-me os teus decretos”. (Salmos 119: 68).

“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas”. (Salmos 145:9).

Deus é bom por completo. Ele não está flutuando em uma nuvem, com um raio em volta pronto para ser disparado. Mesmo quando as nossas circunstâncias são muito, muito ruim, podemos ter esperança em nosso bom Deus.

  1. Deus ama você.

“Eu vos tenho amado com um amor eterno; portanto, eu continuei com a minha fidelidade a você”. (Jeremias 31:3).

“Porque Deus amou o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Tempos difíceis são mais fáceis de enfrentar, se você sabe que alguém está na sua esquina, a sua espera. Deus o ama profundamente. Isso nem sempre pode ser sentido como verdade. Por causa disso, eu me esforço a dizer esta frase muitas vezes:

Vou meditar sobre o seu amor na cruz, e seu poder para a ressurreição. A cruz permanece através dos tempos como uma nota gigante sobre o amor de Jesus.

  1. Deus está lutando por você.

“Eles lutarão contra você, mas não prevalecerão contra ti, pois eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (Jeremias 1:19).Se você está olhando para um inimigo e se perguntando como você pode, eventualmente. O mesmo Deus que ajudou David a matar um gigante, o mesmo Deus que ajudou Josué a derrubar uma cidade com uma trombeta, luta  por você.

  1. Deus não vai deixar esse momento passar em vão.

E sabemos que, para aqueles que amam a Deus todas as coisas cooperam para o bem, para aqueles que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28).

Tudo o que você está passando agora, Deus já tem um plano para usá-lo para o seu bem. Eu ouvi dizer isso desta maneira: o teste de hoje é o testemunho de amanhã; seu conflito será a sua mensagem. Confie que há esperança para além de problemas de hoje.

  1. Ele nunca vai sair do seu lado.

“Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa delas, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará”. (Deuteronômio 31:6).

“Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos” (Mateus 28:20)

Deus não vai abandonar o barco quando as coisas estiverem difíceis. Assim como Ele se juntou a Sadraque, Mesaque e Abedenego na fornalha ardente, Ele vai ficar com você quando as coisas estiverem difíceis.

  1. Os problemas de hoje são temporários.

“pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles”. (2 Coríntios 4:17).

Esta vida é apenas um ligeiro desvio em comparação com a eternidade. Não vai ser sempre assim.

  1. O céu é real.

Podemos ter esperança porque estamos indo para algum lugar melhor do que este mundo cheio de pecado.

“Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”. (Hebreus 13:14).

O que é que vai acontecer quando chegarmos lá? Continue lendo.

  1. Suas lágrimas secarão.

Ele enxugará toda lágrima de seus olhos, e a morte não será mais, nem haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Apocalipse 21:4).

Um dia virá em que todos vão parar de chorar. Talvez você já chorou muito hoje, mas virá o dia em que todos vão parar de chorar.

  1. Você está no seu caminho para aperfeiçoar.

“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma”. (Tiago 1:2-4).

Tiago nos lembra que podemos responder aos problemas com alegria, porque a pressão do sofrimento produz diamantes em nós. Uma das maneiras que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o nosso bem (ver ponto 4) é usando as coisas difíceis para nos tornar mais semelhantes a Ele.

  1. Um cavalo branco está montando em seu socorro.

Agora eu assisti quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer com uma voz de trovão: “Vem!” E olhei, e eis um cavalo branco! E seu cavaleiro tinha um arco e uma coroa foi dada a ele, e ele saiu vencendo, e para vencer (Apocalipse 6:1-2).

Se você é saudade de um salvador, não procure mais longe do que Jesus.

Se você é desejoso de um salvador, não procure mais longe do que Jesus. O dia está chegando quando Ele vai montar em um cavalo branco e derrotar todos os inimigos que se levanta contra nós. Se você precisa de um herói neste momento, saiba que Ele já está a caminho.

Traduzido e Editado por: LARYSSA LOBO
https://www.facebook.com/laryslobo
 Link original: http://www.liesyoungwomenbelieve.com/10-reasons-why-it-will-be-okay/?utm_content=buffer9161c&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
Taken from Erin Davis’ blog post “10 Reasons Why It Will Be Okay.” www.LiesYoungWomenBelieve.com. Used with permission.

IRREMEDIAVELMETE PATRIARCAL

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É assim que feministas frequentemente descrevem a Bíblia. E estão certas. É totalmente patriarcal, do princípio ao fim. Como o amor e o casamento, a Bíblia e o patriarcalismo andam juntos. Qualquer tentativa de abandonar o governo dos homens precisa começar com a renúncia do governo de Deus, isto é, a Santa Bíblia.

As Escrituras são especialmente direcionadas aos homens. Todo cristão atencioso – homem, mulher e criança – sabe muito bem que ao se dirigir aos homens, Deus está se dirigindo a todos. Pois o homem é a cabeça nas diversas esferas pactuais e ao se dirigir aos homens, Deus deixa claro o que ele pensa sobre “linguagem inclusiva”.
Por exemplo, nos Dez Mandamentos, Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”. Ele não precisa repetir este mandamento de forma adaptada para as mulheres. Não que as mulheres sejam imunes da possibilidade de cair nesta tentação, mas porque, tendo falado com o homem, o mandamento se aplica a todos conforme sua posição.
Segundo Deuteronômio 16.16, os homens tinham a obrigação de comparecer três vezes por ano diante do Senhor (apesar das mulheres terem permissão de ir e frequentemente iam: 1Sm 1; Lc 2.39). Em Deuteronômio 29, o pacto é estabelecido especialmente com os homens israelitas: “Vós todos estais hoje perante o Senhor vosso Deus: os vossos cabeças, as vossas tribos, os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de Israel, os vossos pequeninos, as vossas mulheres” (Dt 29.10-11).

No Novo Testamento, Mateus 14.21 registra que 5.000 homens foram alimentados (o que deveria ser em torno de 20.000 no total) e novamente restringe a contagem aos homens em Mateus 15.38 quando fala dos 4.000 que foram alimentados.
No Dia de Pentecostes, em Atos 2, Pedro é bem explicito (como o grego revela) ao falar dos “homens religiosos”(v. 5), “homens judeus” (v. 14), “homens irmãos” (vs. 29,37). Estevão direcionou seu discurso aos “homens, irmãos, e pais” (7.2) e Paulo fez o mesmo (22.1). Em Romanos 11.4, Paulo significativamente acrescenta a palavra “homens” em sua citação de 1Reis 19.18: “Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal”. E quando o apóstolo João escreveu para as igrejas, ele especifica jovens homens e pais como seus destinatários. Novamente, essa é a linguagem inclusiva da Bíblia.

Sim, as feministas estão certas quando reconhecem que a Bíblia é irremediavelmente patriarcal, pois nela encontramos que os homens são nomeados presbíteros (sem exceção), juízes (com uma exceção interessante), profetas (com poucas exceções), sacerdotes e apóstolos (sem exceções). Além disso, tentar encontrar uma anja se manifestando de forma feminina é procurar em vão.
Evidentemente, isso tudo é extremamente incômodo para aqueles que acham que Deus e sua Palavra estão fora de sintonia com os próprios desejos. A resposta de professores que gostam de ser chamados de “feministas evangélicos” é encontrar uma maneira hermenêutica ou exegética de negar aquilo que é obvio.
Alguns, por exemplo, têm defendido o que chamam de “hermenêutica escatológica” em oposição a “hermenêutica protológica”. Basicamente, essa invenção vã defende que o Gênesis não estabelece a norma ética para a igreja e sim o céu, pois lá está nossa cidadania. Sendo assim, ainda que seja possível que Eva tivesse algum papel de subordinação depois da queda (fazer com que feministas reconhecem pelo menos isso já é algo incrível!), nossa ética não flui do passado, mas do futuro. Como no céu não haverá macho ou fêmea (não pergunte sobre os 24 anciões ao redor do trono; simplesmente divirta os inovadores por um momento), devemos estar desenvolvendo as implicações desta verdade agora, na igreja e em todas as esferas, apagando distinções de papeis baseadas em sexo. Aparentemente, não passou pela cabeça desses espertalhões que para serem consistentes, eles devem, entre outras coisas, pedir que a igreja promova o fim completo do casamento neste mundo juntamente com o sexo!
Como Bavinck, Dabney e outros já disseram, somente os radicais permaneceram para a briga final, pois todas as tentativas de meio-termo fracassam por fraqueza. Sendo assim, devemos reconhecer que só existem realmente duas posições dignas de serem seriamente consideradas por um aprendiz: o feminismo consistente e o pactualismo bíblico consistente. E os dois lados reconhecem completamente que não é possível fazer com que a Bíblia ensine o que “feministas evangélicos” gostariam que ensinasse.
Já fazem mais de cem anos que Elizabeth Cady Stanton produziu “A Bíblia da Mulher”, na qual argumentou que o Judaísmo e o Cristianismo ortodoxo precisavam ser eliminados para que os ideais feministas (como seria chamado depois) pudessem triunfar. Sua intenção não era fazer com que a Bíblia parecesse menos “sexista”. Na opinião dela, isso seria impossível. Em vez disso, ela lutou para abolir a autoridade bíblica completamente, enfatizando o que julgava ser absurdo e contraditório.
A feminista contemporânea Naomi Goldenberg apresentou as premissas de Stanton à uma nova geração em seu livro, “A Troca dos Deuses”. “Muitas feministas de hoje não estão dispostas a rejeitar a tradição Judaico-Cristã de maneira tão completa. Então eles se voltam para a exegese com o objetivo de preservar os sistemas religiosos do Judaísmo e do Cristianismo. Preferem revisão à revolução”. Ela avisa às irmãs de batalha que isso é um empreendimento ilusório. “Jesus Cristo não pode simbolizar a libertação da mulher. Uma cultura que imagina sua divindade mais sublime como um homem, não é capaz de deixar que as mulheres se vejam como iguais aos homens”. Ela insiste que feministas precisam deixar Cristo e a Bíblia para trás.
A filósofa feminista Mary Daley usa uma linguagem mais violenta e fala sobre o Deus castrador. “Eu já sugeri que se Deus é homem então o homem é Deus. O patriarca divino castrará as mulheres enquanto ele tiver permissão para viver no imaginário coletivo”. Theodore Letis (que já escreveu poderosamente sobre a raiz anticristã do feminismo) apropriadamente acusa comprometedores evangélicos e reformados: “É óbvio que todas as tentativas bem-intencionadas de evangélicos de ofuscar a ideia masculina da Divindade para apaziguar os feministas, longe de convencê-los, faz com que se tornem conspiradores nesta castração cósmica”. A luta por uma linguagem litúrgica “sexualmente neutra” provocou uma revisão em lecionários, saltérios (a Christian Reformed Church alterou o Salmo 1, “Bem-aventurado o homem…”, para “Bem-aventuras são…”), hinários e até traduções bíblicas foram revisadas.

Deus criou os homens para serem cabeças pactuais. A rejeição do patriarcalismo exige a rejeição da Bíblia e do Deus da Bíblia. Aceitar a Bíblia requer aceitar o patriarcalismo. Não é possível interpretar de qualquer outra maneira.
A má notícia é que o feminismo igualitário ficará pior e isso significa que as coisas irão piorar para mulheres e crianças, pois o patriarcalismo bíblico é a defesa mais segura das mulheres e crianças. A boa notícia é que o feminismo fracassará completamente, pois está fora de sintonia com a Palavra e o mundo de Deus. Você pode correr da verdade, mas não pode se esconder. E quando o juízo vier, montanhas caindo não serão suficientes para escondê-lo.
Uma das manifestações cômicas do anti-patriarcalismo é a tendência das mulheres de eliminar o sobrenome do casamento. “Nenhum homem vai me definir!” Mas, ao continuar com o sobrenome original, são simplesmente lembradas de que este foi o nome que a mãe recebeu do pai. E caso alguma feminista consiga fugir disso ao adotar o nome de solteira da mãe, só estarão retrocedendo uma geração, até a avó materna. Se continuarem irritadas, terão que retroceder até Eva para conseguir um nome que não veio de um pai. Mas, ainda assim, Eva recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20).
Não há escapatória. Revolução não é fácil, não é mesmo? Mas, se submeter a Jeová é vida e paz. Graças a Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.

Steve M. Schlissel
Traduzido por Frank Brito
Extraído: http://www.monergismo.com

Sonaly Soares

Humildade é necessário

Sem títuloDias atrás eu estava lendo juntamente com minha esposa o livro de Filemom e tive alegria enorme por ter feito isso, visto que paramos e refletimos sobre essa obra prima de Paulo.

Quando sentamos e resolvemos meditar juntos, sobre livros que tínhamos pouca familiaridade, me deu a impressão que seria muito complicado pois trata-se de obras pouco utilizadas nos púlpitos e estudos. Mas encaramos e começamos a ler, maravilhados com o exemplo do apóstolo Paulo.

Em primeiro lugar, porque o texto deixa claro que Paulo escreve em prisão, em meados de 67d.C. lá em Roma, com a intenção de fazer a paz entre um senhor rico (Filemom) e um escravo (Onésimo), do qual tinha causado prejuízo a seu senhor. Ora,quantos de nós em situação parecida lutaríamos por essa paz? É muito comum, nestas condições, ficarmos do lado afetado (do senhor rico) em detrimento daquele que errou e errou feio. Acredita-se que ele danificou e roubou seu senhor antes de fugir.

Paulo, sabedor da vida integra de Filemom, escreve enumerando as qualidades de um bom cristão que ele tinha: amor por Deus e pelos irmãos, fé em Deus e comunhão. Este senhor rico, não era um cristão fajuto como em muitos casos encontramos por aí, onde permitem que o sucesso, o dinheiro, o status social venham a interferir na sua vida. O texto nos afirma que muitos irmãos foram reanimados espiritualmente por esse homem, contrastando com nossos tempos e com outras pessoas que se utilizam da sua condição para passar por cima de outrem. Não é difícil encontrar endinheirados “pisando” nos mais pobres (dentro das igrejas) onde deveriam ter uma postura diferente: Amparando, ajudando, estendendo a mão, etc. era como se Paulo dissesse: “Filemom, eu sei que você é, você não se utiliza de sua condição social para querer ser melhor do que ninguém, pelo contrário, você tem sido uma benção para os irmãos que lhe rodeiam”.

Mas passado o momento de enaltecer esse homem, Paulo já evoca para si toda autoridade que foi dada por Deus a ele. Paulo tinha essa consciência de que era alguém influente e importante (não no sentido pejorativo). Ele sabia quem ele era, sabia da sua condição, ao ponto de dizer que deveria ser imitado e que foi o próprio Deus quem o resgatou e o fez apóstolo. Mas percebam que ele não usa isso em favor para dar ordens a ninguém, muito menos a um companheiro seu (Filemon era um amigo). Talvez por sua idade (o termo velho é citado no versículo 9) seria muito mais cômodo, enviar tal carta dizendo o que tinha que ser feito. Mas Paulo surpreendentemente PEDE que Onésimo seja perdoado (sim, aquele escravo que roubou e danificou a propriedade). Ele tem a convicção plena que Onésimo havia sido restaurado e como qualquer outra pessoa deveria receber o perdão.

Eu não duvido que em muitos casos devemos esperar muito tempo para termos certeza da conversão de alguém. São inúmeras as vezes que vemos pessoas “aceitando Jesus” mas que não foram regenerados pelo Espírito Santo. E essa certeza Paulo tinha sobre Onésimo. Ele se mostrara um servo não mais apenas de Filemom, mas sim um servo/escravo de Cristo, ao ponto de Paulo desejar ficar ele na própria prisão para auxiliar nos trabalhos evangelísticos e doutrinários que Paulo desenvolvia. E novamente Paulo nos dá uma lição de humildade: nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento” vers.14. Dando-nos a entender que respeitava a decisão do seu amigo pudesse tomar sobre seu escravo.

Meus queridos irmãos, que humildade extraordinária! Esse homem entendeu bem sobre ser servo de Cristo. Não à toa, ele escreve aos Filipenses que eles deveriam considerar os outros superiores a si mesmos, para que houvesse humildade e unidade.

Ele sabia que o exemplo maior foi o de Cristo, que não julgou com usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo (Filipenses 2:6-). Se o seu Deus agiu dessa forma, é claro que ele faria o mesmo. A vida de Paulo é um exemplo grandioso que nós temos.

Se por um lado vemos um homem cheio de posses/rico sendo uma alegria para Paulo, por conta do amor aos irmãos e fé em Deus, do outro vemos o próprio apóstolo demonstrando humildade diante de amigos/filhos na fé.

Diego Hallen

https://www.facebook.com/diego.hallen

VOCÊ PODE JOGAR GAMES OU VOCÊ PODE SER UM HOMEM

Hoje isso tem resoado em minha mente mais do que nunca, principalmente após saber que 21 homens cristãos foram martirizados por amor ao Evangelho na Líbia.

Fazer missões e completar a Grande Comissão é dever de toda a Igreja, mas a Bíblia deixa muito claro que a pregação e o ensino são funções que os homens é que devem desempenhar na Igreja, inclusive para o bem das próprias mulheres. Não é a toa que Jesus era homem e escolheu doze homens para serem apóstolos e lançar os fundamentos da Igreja.

Isso significa que para que a Igreja de Cristo se expanda entre todas as nações como promete Cristo é necessário a coragem e a força de homens, pois foi para isso que Deus nos deu essas habilidades. É o nosso dever lutar verdade e não temer perdermos as nossas vidas para que o nome de Cristo seja glorificado entre as nações. Esse é o nosso chamado.

Somos chamados a sermos homens de oração e por isso orarmos pelas nações. Somos chamados para sermos trabalhadores e provedores de nossas famílias e por isso termos como contribuir financeiramente com missões. Mas também somos chamados a sermos corajosos e não tememermos a morte e assim deixarmos tudo e irmos aos lugares mais sombrios da terra para fazer Cristo conhecido mesmo que para isso tenhamos de abrir mão do casamento como Jesus, Paulo, David Brainerd, Henry Martin e tantos outros.

Não importa qual seja o nosso ministério, o fato de sermos homens já significa que de uma forma ou de outra somos chamados a levar o Evangelho aos povos nãos alcançados.

Ainda há cerca de 7.000 povos que não adoram a Jesus, 2 bilhões de pessoas condenadas ao inferno e para salvá-las dessa condenação eterna é necessário mais do que curtimos ou compartilharmos essa foto. É necessário mais do que estudar teologia para discutir no Facebook. É necessário ir, pregar, morrer e ser esquecido. É necessário paramos de jogar video game e sermos HOMENS, por amor à glória de Deus entre as nações.

Que o sangue desses IRMÃOS egípcios derramado hoje nos lembre qual é o nosso chamado e nos inspire a cumpri-lo!

“Quando eu era menino falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.” (1 Coríntios 13.11)

Link para reportagem: http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/estado-islamico-divulga-video-de-decapitacao-de-20-cristaos-egipcios

Igor Sabino https://www.facebook.com/igorhsabino

CONFERÊNCIA CROSS

A Conferência CROSS foi realizada pela primeira vez em 2013 por grandes teólogos reformados contemporâneos como o John Piper, David Platt, Kevin DeYoung e Thabiti Anyabwile. O propósito é muito claro: despertar a nova geração de cristãos reformados a completarem a Grande Comissão de Mateus 28.19 levando o Evangelho ao cerca de 7.000 povos não alcançados e não engajados.

Inicialmente, o foco eram apenas os jovens norte-americanos, já que foi nas universidades dos EUA que teve início os grandes movimentos missionários. Entretanto, hoje devido às novas expressões do Cristianismo no mundo e ao surgimento do chamado “Sul Global”, novas forças podem se unir nesses esforços, vindo de países como a Indonésia, Índia, Nigéria e principalmente do Brasil. É por isso que em 2015 a conferência CROSS será transmitida apenas pela internet para que igrejas do mundo inteiro possam transmiti-la.

Assim, é grande alegria que a Igreja Congregacional Zona Sul em Campina Grande – PB, no dia 27 de Fevereiro, às 21h transmitirá ao vivo, com tradução simultânea e entrada franca as palestras da CROSS 2015. Esse ano os palestrantes serão: John Piper, David Platt, Kevin DeYoung, Thabiti Anybwile e Mack Stiles. Você não pode perder uma oportunidade como essa!

Se você não mora na Paraíba, encorajamos você a inscrever a sua Igreja no site da CROSS para também transmitir a conferência. Só é necessário uma conexão com a internet e alguém que possa fazer a tradução simultânea. O nosso desejo é que muitas outras igrejas ao redor do Brasil também transmita a conferência. Cremos que a glória de Deus entre as nações deve ser uma prioridade na vida de todo cristão genuíno.

Igor Sabino

RECUPERANDO A DOUTRINA DA VINGANÇA DE DEUS

“O Dia da Vingança estava em Meu coração…” Isaías 63.4

O dia 10 de Junho de 2014 foi um dos dias mais pesarosos da minha curta vida. Foi o dia em que a cidade de Mosul caiu sob o poderio do Estado Islâmico (ISIS).

Lembro-me de estar sentado em meu sofá, em minha sala de estar, assistindo aos vídeos e fotos mais pavorosos que já vi aparecerem em uma enxurrada de hashtags nas mídias sociais. Execuções em massa eram postadas no Twitter. Gargantas eram cortadas noYoutube. Covas eras cheias de corpos sem vida e eram postadas nosInstagram. Sem censura. Friamente. Sem parar. Ao redor de todo o mundo, pessoas como eu sentaram em seus sofás e assistiram os soldados bárbaros do Estado Islâmico cometerem os maiores crimes de guerra da história moderna. Enquanto regimes assassinos do passado tentaram de todas as formas apagar suas atrocidades diante da comunidade internacional, os esquadrões da morte de Al-Baghdadi se gabavam das suas.

Poucos dias depois de a cidade cair, um amigo meu postou uma foto da porta da frente da casa de sua família, em Mosul, no Instagram. Ela estava marcada com a letra árabe “N”. Eles eram Cristãos. A foto que ele postou era sua despedida de sua vizinhança. Ele foi um dos sortudos que escaparam com vida.

Nas semanas seguintes à queda de Mosul e às execuções em massa em lugares como Tikrit, a comunidade internacional começou a debater uma resposta adequada ao regime que teria feito os Nazistas corarem. Os Cristãos começaram a oferecer suas opiniões sobre as virtudes da não-violência, a insanidade da guerra, a responsabilidade ética de proteger o oprimido e todo tipo de argumento imaginável.

Daqui, do conforto da minha sala de estar, do outro lado do mundo, meu coração se encheu com tantas emoções diferentes enquanto eu lia os tweets e blogs e posts de Facebook dos Cristãos que estavam tentando apresentar seus pontos de vista de maneira persuasiva, competindo e contradizendo-se. De todos os sentimentos que senti, o pesar foi o mais forte. Me entristecia a magnitude do sofrimento humano nas mãos do homem mau. E me entristecia ao perceber a inabilidade geral da igreja em compreender, opinar sobre ou abordar o assunto.

Quando Mosul caiu, as fachadas que cobriam a falência espiritual da igreja ocidental caíram com ela. Não tínhamos nada a dizer. E a maior parte do que estávamos dizendo não deveria ter sido dito de maneira alguma (considerei a possibilidade de incluir alguns prints dos tweetsde líderes Cristãos durante os meses em que trabalhei neste artigo, mas decidi não fazê-lo).

Ao passo que os meses rolavam, me esforcei por descobrir e entender algumas das razões para nosso silêncio, nossas “palavras sem conhecimento que escurecem o conselho” (Jó 38.2) e nossa inabilidade de até mesmo olhar dentro do abismo brutalmente negro do Corão, que sanciona a violência jihadista (e me incluo nesse grupo apontado).

Fui levado a acreditar que a maior das razões é a nossa resistência pessoal e cultural, a nossa rejeição da realidade da vingança, retribuição e julgamento de Deus.

 

A VERDADE MAIS SUBDESENVOLVIDA DE NOSSO TEMPO

Consigo pensar em poucos assuntos que são tão impopulares quanto importantes, como a doutrina da vingança de Deus é hoje em dia.

O Cristianismo contemporâneo pop-cultural a evita amplamente, a descarta e abertamente a rejeita. Jesus, o Juiz, é como se fosse aquele tio bêbado de quem todos nos envergonhamos em todas as reuniões de família de fim de ano. Preferimos fingir que Ele não existe.

Será que essa é a realidade teológica mais preterida dos nossos tempos?

Nesse momento da história tumultuado, ruidoso, violento e agressivo é imperativo que a recuperemos.

 

O QUE É?

A mensagem bíblica da vingança está gira em torno da realidade da retribuição divina no tempo e no espaço. É a reivindicação da palavra de Deus, do caráter de Deus, da aliança de Deus e do povo de Deus.

É grandemente e quase totalmente associada ao fim dos tempos, o Dia do Senhor, quando a janela de anistia e misericórdia (atualmente aberta) será fechada em preparação para a limpeza e restauração da ordem, que estava condenada. É o Dia quando o Senhor manchará Suas vestes com o sangue das nações, às quais Ele pisa como a uvas num lagar (Isaías 63); o Dia quando Ele fará com que a face da terra murche (Isaías 24); o Dia em que o Senhor ferirá os cabeças de muitos países e a tudo encherá que corpos mortos (Salmos 110); quando abaterá a soberba dos tiranos (Isaías 13); o Dia em que Sua indignação e Sua ira aos que são desobedientes (Romanos 2); quando executará punição eterna aos que não obedecem (II Tessalonicenses 1.8,9); separa as nações entre ovelhas a serem recompensadas e bodes a serem condenados ao fogo eterno (Mateus 25); beberá do cálice do furor do Senhor (Isaías 51 e Apocalipse 16); cortará em dois os maus e os hipócritas (Mateus 24); ferirá a terra com a vara de Sua boca (Isaías 11); executará o julgamento dos rebeldes, destinando-os ao fogo eterno (Judas); lambuzará Sua espada do sangue e da gordura daqueles que se opõem a Ele (Isaías 34); despedaçará as nações como um oleiro quebrando vasos de barros (Salmos 2); e pagará aos maus com a merecida retribuição e vingança (Romanos 12).

Dado o número de passagens que detalham o Dia quando Deus irá executar Sua santa vingança, podemos compreender porque Ele disse a Isaías: “O dia da vingança estava em meu coração” (Isaías 63.4).

 

ÓDIO POR UM DEUS QUE JULGA

A razão principal de que a realidade da vingança de Deus é impopular em nossos dias, é porque a achamos ofensiva nos terrenos lamacentos em que “surge como uma contradição dos atributos sensíveis de Deus: Sua misericórdia, Sua gentileza, Sua bondade, Sua paciência.

Como diria A. W. Tozer: “Deus nunca suspende um atributo para exercer um outro.” Jesus é o Leão e o Cordeiro. A vingança e a misericórdia não se contradizem entre si, assim como não o fazem o Lago de Fogo e os Novos Céus e Uma Nova Terra; eles são verdades; preciosos, importantes, verdades duradouras. É tão frequente encontrarmos frases sobre “a bondade e a severidade de Deus” (fazendo uso das palavras de Paulo, em Romanos 11.20-22), estando lado a lado no mesmo contexto.

Ele não é misericordioso OU justo. Ele é Deus.

Todas as heresias e erros vêm de uma tentativa carnal de opor realidades legítimas e categorias umas contra as outras. Precisamos resistir à tentação do reducionismo teológico que tanto permeia nossa cultura Cristã tão superficial. Deus é bom. Nós exploraremos as profundezas de Sua bondade por eras sem fim. Mas Ele também é justo. A forma como Ele executa justiça não contradiz Sua bondade, só a confirma.

 

MAS E O NOVO TESTAMENTO?

Um dos motivos pelo qual a vingança de Deus é escarnecida pelos crentes hoje em dia, é porque tantos já compram a conclusão de que essa é uma “ideia do Antigo Testamento”, que foi abolida, de alguma maneira, pela mensagem central do Novo Testamento. Como um pregador disse uma vez: “Jesus é teologia pura” para persuadir as pessoas de que, em Sua misericórdia e amor, Jesus supostamente nos deu uma nova imagem de Deus em que podemos permanecer; uma imagem que nega a severidade de Deus, que podemos ver no Antigo Testamento. Os problemas com essa apologética são enormes.

O problema com a ideia de que a graça do Novo Testamento suplanta a vingança do Antigo Testamento (que são categorias falsas e vazias) não somente é que o Novo Testamento está repleto de afirmações pesarosas da santa fúria de Deus, mas também que Sua vingança é, de maneira bem real, mais aterrorizante agora do que era antes de o sangue do santo Filho de Deus ter sido derramado. A certeza da vingança de Deus é solidificada no Novo Testamento, e não abolida. Considere isto:

Quebrantando alguém a lei de Moisés (Antigo Testamento), morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus (Novo Testamento), e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: ‘Minha é a vingança, eu darei a recompensa’, diz o Senhor. E outra vez: ‘O Senhor julgará o seu povo’.“ Hebreus 10.28-30
A frase “de quanto maior castigo” é de dar calafrios. O Evangelho da graça que encontramos no Novo Testamento não nos ensina que a vingança é negada pela graça, mas que se o Espírito da graça for insultado, se o sangue do Filho que foi morto for pisado e profanado, se Sua misericórdia for escarnecida, o Senhor irá “recompensar” com “vingança”.

É importante reconhecer que se formos comparar o número de versos sobre a severidade de Deus, o Novo Testamento se equipara ao Antigo Testamento. E é interessante notar que a maioria dos textos sobre vingança, julgamento e retribuição de Deus no Novo Testamento são pastorais, por natureza. Por exemplo, considere Romanos 12, um capítulo em que Paulo transiciona de sua seção sobre “o mistério de Israel”, em Romanos 9 a 11 para exortações pastorais a uma comunidade que passa por aflições, por injustiças pessoais. “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: ‘Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor’.” (Romanos 12.19)

O contexto do versículo é a perseguição e os maus-tratos de crentes. A eles, Paulo diz: “Quando as pessoas os desonrarem, tirarem as coisas de vocês, fizerem mal a vocês, zombarem de vocês ou matarem seus entes queridos, deixe que sua sede por justiça seja extinguida pela certeza de que o Senhor irá intervir por vocês com forca e fúria, um dia.” Os detalhes específicos de como vai ser aquele Dia são explicados à outra comunidade necessitada do poder assegurador da doutrina da retribuição divina.

“Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,
com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).” I Tessalonicenses 1.6-10

Atente para a linguagem. “Se de fato é justo”. “Dê em paga”. “Tomando vingança”. “Por castigo”. Um Soberano justo que paga os homens rebeldes com aflição por punição devastadora eternamente não pode ser popular em nossos dias. Mas isso não muda o fato de que isso é o que o Homem a quem amamos e adoramos fará em Sua aparição. Esse é o nosso Jesus.

Esse texto, em particular, deixa claro que nós não somente não mudaremos o futuro ou o caráter de Deus por negarmos que Ele é um Deus de vingança, mas também que estamos roubando a Igreja uma das realidades fundamentais que nos sustenta para suportarmos sofrer injustiça.

PORQUE É IMPORTANTE

Além de ser simplesmente verdadeira, a doutrina da vingança de Deus é importante por dez mil motivos. À luz do momento histórico em que nossos filhos estão sendo criados, um tempo de injustiça, depravação, violência e pecado sem precedentes, eu quero fazer menção de duas razões.

É importante para a Igreja perseguida. O alivio está a caminho. A retaliação é inútil. Nosso desejo por vingança e conforto será satisfeito. Aqueles que afligem os justos serão recompensados na íntegra no grande Dia. Outrossim, tentados a chicotear nossos inimigos em busca de obter justiça por nós mesmos, a realidade da vingança divina nos muda. Passamos a ver nossos inimigos de maneira diferente. E nos vemos de forma diferente, também. Sabendo que seremos recompensados por nosso sofrimento e que eles serão esmagados por terem infligido o sofrimento, nossa agressão se torna em compaixão intercessória, por meio da qual buscamos a salvação daqueles que, caso não se arrependam, sofrerão as eternas consequências por sua provocação. É por isso que o escritor de Hebreus pôde dizer:

“…suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente. Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.” Hebreus 10.32-36

Deus recompensa e Deus executa a retribuição. É quem Ele é. O sangue derramado de Jesus amplifica quão misericordiosa Sua misericórdia realmente é e quão poderosa Sua fúria pode verdadeiramente ser.

Também é importante para os pregadores do Evangelho. O Dia da vingança do está no coração do Senhor. A janela de misericórdia e anistia eventualmente irá se fechar. O Evangelho do Reino que proclamamos tem tanto a ver com a misericórdia rica e disponível quanto com a justiça e a retribuição. Há uma pena para o pecado. Devemos dar testemunho tanto dos momentos doces quanto dos momentos amargos; de Sua bondade assim como de Sua severidade.

O ambiente do mundo ocidental nos permite o luxo de não lidar seriamente ou responsavelmente com as grandes questões surgidas em eventos como as que transpiraram no Levante de Junho passado (eventos que continuam acontecendo até hoje). A realidade infeliz é que esse luxo está, na verdade, mutilando nossa capacidade de testemunhar em nosso país e fora dele. E o mais importante, está erodindo nossas almas. “Como?”, você pode perguntar. Nos encorajando a continuar recorrendo às mentiras em que temos acreditado por muito tempo e continuar propagando essas mentiras sobre Deus.

Ó, Senhor Deus,

A quem a vingança pertence

Ó, Deus, a quem a vingança pertence

Mostra-te resplandecente.
Exalta-te, Tu, que és Juiz da terra…
(Salmos 94.1-2)

Texto original de Dalton Thomas

Traduzido por Christie Vieira Zon

QUANDO ENVIAMOS UMA PESSOA À SUA MORTE

Pronunciamento do John Piper acerca do martírio de Ronnie Smith, ocorrido em 05 de Dezembro de 2013, em Benghazi, Líbia.

Ronnie Smith foi morto com um tiro em Benghazi, Líbia, terça-feira. Ele tinha 33 anos. Era marido e pai. Os líderes da igreja da qual ele era membro me deram permissão para falar acerca da sua morte de forma pública e cuidadosa.

Uma das razões pelas quais quero falar acerca disso é porque o Ronnie escreveu a nós do Desiring God ano passado e nos disse que uma das minhas mensagens foi bastante significante em sua decisão de ir junto com sua família para a Líbia.

Anita agora é uma viúva, e seu filho Hosea perdeu o pai.

Chorando com os que choram

Como eu me sinto ao falar acerca do que o levou à sua morte?

Eu chorei essa manhã ao orar por Anita e Hosea. Chorar com os que choram não foi um mandamento naquele momento; foi a tristeza tomando conta de mim. Eu me lembro de quando eu tinha 33 anos. Essa era a idade que eu tinha quando Deus me chamou ao ministério pastoral. Eu estava iniciando o meu ministério na mesma idade que o ministério de Ronnie terminou. Assim como o de Jesus.

Depois da tristeza e simpatia, minha resposta foi (e é) oração. “Senhor, dê à Anita uma grande fé. Ajude-a a chorar – mas não como aqueles que não tem esperança. Torne aquele pequeno garoto orgulhoso do seu pai. Que eles vivam sobre as glórias de Romanos 8 – os gemidos deste mundo caído que aguarda (Romanos 8.23), e a sólida certeza de que, embora sejamos mortos todos os dias, ainda assim, em todas essas coisas somos mais que vencedores (Romanos 8.36-37).”

Algo pior do que a morte

Sendo sóbrio. Ronnie não é a primeira pessoa que morreu fazendo o que eu as encorajei a fazer. Ele não será o último. Se eu pensasse que a morte fosse a pior coisa que poderia acontecer a uma pessoa, eu estaria cheio de ressentimentos.

Mas o ponto central da vida do Rommie é que há algo pior do que a morte. Então ele estava disposto a arriscar a sua própria vida a fim de salvar outros de algo ainda pior. E ele poderia arriscar a sua própria vida porque sabia que seu próprio risco e morte poderiam lhe trazer “um eterno peso de glória” (2 Coríntios 4.17); Ele sabia que Deus era capaz de suprir cada necessidade da sua esposa e filho (Filipenses 4.19).

Não, não estamos brincando. Quando eu prego que correr riscos é o correto, eu sei o que eu estou fazendo. Quando eu digo “Deus é mais satisfeito em nós quando estamos mais satisfeitos nele – especialmente no sofrimento”, eu sei o que sofrimento pode significar. Quando eu digo, “Não tenham medo, o máximo que podem lhe fazer é mata-lo” (Mateus 10.28), eu levo a sério as palavras de Jesus: “entregarão alguns de vocês à morte…Contudo, nem um fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá (Lucas 21.16-18).”

Inunde o mundo com substitutos

Finalmente, eu chamo centenas de vocês para tomar o lugar do Ronnie. Eles não nos matarão rápido o suficiente. Que os substitutos inundem o mundo. Nós não buscamos a morte. Nós buscamos a eterna alegria do mundo – incluindo a dos nossos inimigos. Se eles nos matarem enquanto nós os amamos nós estamos em boa companhia. Jesus não nos chama para uma vida fácil ou segura. Ele nos chamou para amar pela causa do Seu nome. Em todo lugar. Entre todos os povos.

Anita e Hosea, eu amo vocês. Eu sinto muito, muito, pela perda de vocês. Eu admiro vocês e o Rommie profundamente. Apeguem-se firmemente a isso: “Deus não destinou vocês (ou Rommie) para a ira, mas para alcançar a salvação, mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele” (1 Tessalonicenses 5.9-10).

Disponível em: Desiring God

Igor Sabino

https://www.facebook.com/igorhsabino

CULTIVANDO UM PENSAMENTO DE GRATIDÃO

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Há alguns verões atrás, meu filho, Matt, que tinha acabado de se mudar de volta para casa depois de ter estado afastado por oito meses, entrou na cozinha, me deu um grande abraço, e exclamou: “Mãe, obrigado, muito obrigado por dobrar a minha roupa!”.

Meu primeiro pensamento foi o de verificar a testa dele para ver se ele estava com febre. Meu segundo pensamento foi que ele estava prestes a pedir dinheiro e estava tentando me iludir. Mas ele não parecia febril, e o pedido de dinheiro não veio. Então, no final, eu decidi que nada o tinha motivado exceto pura gratidão. Esse abraço fez valer o meu dia! Eu me senti tão satisfeita pelo fato de que ele tinha notado o que eu tinha feito e que ele estava sendo verdadeiramente grato por isso.

A Importância da Gratidão

É importante expressar gratidão. Um simples “obrigado” mostra que nós reconhecemos que recebemos algo que o doador não tinha a obrigação de dar. Esse sentimento protege contra uma atitude de egocentrismo e direito. E isso contribui para uma atmosfera de boa vontade no relacionamento. Quando não há gratidão, o doador se sente desvalorizado e pode tornar-se desanimado e relutantes em “dar” algo novamente.

A gratidão não só é importante nas relações humanas, também é importante na nossa relação com Deus. Davi, o salmista, sabia disso. Ele tomou nota das coisas maravilhosas que Deus fez e continuamente manifestou o seu afeto por elas. Davi disse:

Que eles deem graças ao Senhor, por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens. Que eles ofereçam sacrifícios de ação de graças e anunciem as suas obras com cânticos de alegria. (Salmos 107.21-22)

A palavra bíblica de ação de graças em grego é o EUCHARISTOS. Algumas tradições da igreja usam isso como o nome para a Ceia do Senhor, na Eucaristia. EUCHARISTOS significa “consciente de favores”, “conscientes da vantagem recebida”, “grato”, ou simplesmente “agradecido”. Dar graças vai muito além de rezar antes de comer a nossa comida. Segundo as Escrituras, é uma das disciplinas básicas da vida cristã. A Bíblia ordena: “Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos.” (Colossenses 4.2).

 

Orações de Ação de Graças

As suas orações são cheias de ação de graças? Orações de agradecimento são um pouco diferentes do que as orações de louvor ou adoração. Em oração de louvor e adoração, exaltamos quem é Deus e Seus maravilhosos atributos de santidade, amor, justiça, justiça, e assim por diante.

Mas, em ação de graças, a oração é um pouco modificada. Eu reconheço o benefício daquilo que Deus tem feito. Lembro-me de seus dons, e deixo-O saber que eu sei de onde todas as bênçãos em minha vida têm vindo. Todas as coisas que eu gosto, como a vida, saúde, amigos, família, e até mesmo a beleza da neve empilhada nos galhos do pinheiro no meu quintal, tem vindo de Sua mão. Em reconhecimento a isso, eu paro o que estou fazendo, para dar a Deus um grande abraço (por assim dizer), e bendigo-O dizendo: “Muito obrigado !!!”

Um milhão de agradecimentos

Um item enviado para direitos de autor na Biblioteca do Congresso foi um livro escrito por um lunático empresário do Texas, que destina-se a distribuir cópias para os seus clientes e amigos. O título do livro foi Um Milhão de Agradecimentos, e consistiu na palavra “obrigada” repetida um milhão de vezes ao longo das páginas.

Quantas vezes não paramos para dar graças a Deus? Uma vez por dia? Duas vezes por dia? Três vezes por dia? Se tivéssemos que dar graças a Deus três vezes por dia, que equivale a cerca de 76 mil expressões de agradecimento em toda a vida. Isso não chega nem perto dos milhões de graças do que o empresário do Texas estava disposto a dar a um cliente por apenas um pequeno favor.

Quando acordou e vi o sol brilhando, esta manhã, você deu graças?

Quando você foi para seu armário e este estava cheio de roupas, você deu graças?

Quando você sentou-se na cozinha e seus filhos vieram pulando, você deu graças?

Quando você estava dirigindo na estrada e foi cortada no trânsito, você deu graças?

 

Ação de Graças é por nós

I Tessalonicenses 5.18 diz: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.” Uma tradução diz “… Esta é a vontade de Deus… Para convosco.”.

É a vontade de Deus para “convosco”, que você dá graças em todas as circunstâncias. Você vê, ação de graças não é tanto para o seu benefício, como é para o nosso. Ele nos muda. Ele nos ajuda a manter o foco em Deus e Sua graça e bondade e as riquezas extremamente abundantes que temos em Jesus. Ele nos ajuda a permanecer atento a ele e viver nossas vidas corretamente. E, no final, é o que Ele honra a mais. A vida de gratidão reflete a glória de Deus.

Então, vamos fazer um ponto de ter uma atitude de gratidão. Assim como Davi, vamos resolver: “Eu te darei graças ao Senhor com todo o meu coração: Eu vou contar todas as suas maravilhas que eu estarei contente e exultar em ti ó Altíssimo.” (Salmos 9. 1- 2).

É a sua vez. O que você é grato para? Você pode pensar em dez coisas? Ou vinte? Tome um momento para orar e agradecer ao Senhor por essas coisas.

MARY KASSIAN

Copyright Revive Our Hearts. Taken from Nancy Leigh DeMoss’ Becoming a Woman of Discretion. Used with permission. www.TrueWoman.com.

TRADUZIDO E EDITADO POR: LARYSSA LOBO

 https://www.facebook.com/laryslobo

AS PRESSÕES DA MÍDIA SOBRE A MULHER

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Ela se quedou por longos instantes à entrada do restaurante. Era uma mulher belíssima, mas o que mais chamava a atenção era o decote que revelava seios grandes e redondos quase totalmente à mostra. Não era a roupa mais adequada para uma simples noitada numa pizzaria. Depois de alguns instantes parada à porta, saboreando todos os olhares, aquela mulher caminhou até sua mesa, fazendo com que as outras mulheres presentes se sentissem murchas, pequenas, feias, insatisfeitas com a própria aparência. 

Se você pudesse penetrar na mente das mulheres sentadas diante de suas pizzas aquela noite, certamente ouviria coisas como: “Se ela pode comer pizza, eu também posso!” “Quem não está vendo que isso é silicone!” “Qualquer uma fica assim com plástica!” “Exibida!” “Pizza, só esta noite. Amanhã, vou começar um regime prá(sic) valer!” “Ah, de que adianta? Nunca vou ficar desse jeito, então é bom nem tentar.” Embora aqui se trate de uma situação específica, o descontentamento das mulheres com relação à própria aparência é generalizado e hoje agudamente doloroso. Aproxime-se de um grupo de mulheres, de qualquer idade, raça ou crença religiosa, e ouvirá as mesmas coisas: Preciso fazer regime, estou fazendo regime, estou começando outro regime, meu bumbum é caído, é pequeno demais, é grande demais, meus seios são muito pequenos, muito grandes, flácidos, preciso fazer uma lipo na barriga, no culote, quero fazer uma plástica no nariz, nos lábios, nas orelhas, na papada, etc, etc, etc… 

Numa época em que tanto se apregoa a liberação feminina, tenho visto e sentido que as mulheres de nossos dias estão vivendo escravizadas por novo tipo de opressão — a opressão de se conformarem a padrões falsos e irrealistas, e a cultivarem a beleza física em todas as suas facetas como se a aparência fosse o fator determinante do seu valor.

Nós, mulheres, por nossa própria maneira de ser, gostamos do que é belo e gostamos de agradar. Fomos criadas por um Deus que ama o belo e que nos colocou num mundo esplendoroso. É patente quanto Deus se preocupou com a beleza e variedade da sua criação. Por conseguinte, nós, suas criaturas, feitas à sua imagem e semelhança, temos uma apreciação inata pela beleza. Sabemos que o belo agrada aos outros assim como nos agrada, e, como queremos agradar, ser apreciadas, queremos ser belas. 

Entretanto, parece que há alguma coisa errada com esse nosso desejo natural quando a maioria de nós está sempre insatisfeita com a própria aparência. O que está produzindo essa insatisfação?

Onde existe uma procura, aparecerá uma oferta, com certeza. É a lei do mercado. Por causa desse nosso desejo natural de apresentarmos uma boa aparência, somos alvo de cerradas campanhas para nos manter inseguras e insatisfeitas com a nossa aparência pois assim estaremos comprando sempre e pagando caro para nos encaixar num molde falso criado para tal fim. Folheie qualquer revista, feminina ou não, e observe todos os anúncios que buscam vender a idéia(sic) de que a beleza física só depende deste ou daquele produto. 

Vivemos confrontadas pelos resultados de truques fotográficos, muita maquilagem, horas e horas na academia de ginástica, nas mãos do cabeleireiro, da modista. Nenhuma mulher normal tem condições de competir com toda essa máquina de produzir beleza. Além disso, a imagem que nos é apresentada como símbolo da beleza feminina, de corpos magérrimos e musculosos, é anti-feminina. As modelos que se mantêm nesse padrão fazem-no com grandes sacrifícios. Não podem comer normalmente, não podem viver vidas normais. Muitas delas pagam o preço de sérios problemas físicos e emocionais para manter o corpo deprivado(sic) de alimentos e exageradamente exercitado. Muitas delas, e muitas de nós, as mulheres comuns, que vivemos assediadas pela propaganda enganosa que se vale de um sem número de recursos tecnológicos para promover um padrão impossível para a maioria.

Uma reportagem recente de importante revista nacional fala que o Brasil é o campeão mundial em cirurgias plásticas, à frente de outros países mais ricos e mais adiantados do que nós. A indústria de cosméticos é um negócio bilionário no mundo todo. Os numerosos produtos light e diet para regimes geram um lucro de bilhões de dólares por ano. Pense um instante no que aconteceria se, de repente, as mulheres parassem de se preocupar com sua aparência e de comprar todos esses produtos. 

Entretanto, há muita coisa boa que a mídia também nos mostra. Aprendemos sobre saúde, nutrição, a importância dos exercícios físicos e como cuidar bem dos nossos corpos, que são o templo do Espírito Santo. Não podemos nos esquecer de que Deus nos fez e que espera que cuidemos bem do corpo que nos deu.

Como, então, discernir o que é bom e o que devemos reter do que não é bom e que devemos descartar?

Uma pessoa treinada para reconhecer notas falsas não precisa estudar todas as notas falsas que poderão aparecer. Antes, estuda detalhadamente as verdadeiras. Ao se familiarizar com as verdadeiras, aprende a reconhecer as falsas. Assim, para podermos discernir entre o verdadeiro e o falso no mundo em que vivemos, e saber o que nos convém, temos de nos familiarizar totalmente com a verdade imutável da Palavra de Deus. É contra o padrão que ela nos apresenta que vamos medir o nosso valor, a nossa beleza física e quanto a sua busca deve pesar na nossa vida cotidiana em termos de tempo, dinheiro e esforço. 

O corpo da mulher é naturalmente mais arredondado porque, quando Deus nos fez, colocou uma camada subcutânea de gordura que tem a finalidade de nos tornar mais resistentes às temperaturas extremas. Ficamos também mais protegidas contra choques externos, o que é muito importante, principalmente durante a gravidez. Portanto, o corpo feminino normal tem linhas mais suaves, curvas mais pronunciadas. Lógico que há mulheres naturalmente magras, mas elas são as exceções, não a regra. E lógico também que, por causa dessa camadinha extra de gordura, nós mulheres temos maior tendência para engordar e mais dificuldade para emagrecer. Assim, o cuidado com o excesso de peso é uma preocupação legítima para nós, já que ele pode trazer sérios problemas de saúde, mas nosso alvo não pode ser uma magreza que não condiz com a maneira como Deus nos fez.

A segunda verdade que encontramos na Palavra de Deus é que ele ama a variedade em toda a criação. Nenhuma pessoa é igual a outra. Distinção é a palavra de ordem, mesmo entre os gêmeos mais idênticos que possam nascer. “Que variedade, Senhor, nas tuas obras! todas com sabedoria as fizeste” (Salmo 104:24). Há beleza e sabedoria na variedade, nas diferenças. Assim, tentar impor um único molde a todas é uma nova forma de escravidão. Por exemplo, o nosso colorido é variado e cada mulher tem as cores que lhe ficam bem e as que não fazem muito por ela. No entanto, a cada nova estação, as companhias de cosméticos lançam “a” cor da moda, e muitas mulheres se enfeiam, usando uma cor imprópria para não parecerem desatualizadas.

A moda tenta fazer a mesma coisa e encaixar todos os tipos e idades de mulheres em padrões muitas vezes totalmente inadequados à maioria delas. Mas a mulher verdadeiramente elegante é aquela que conhece o que lhe fica bem e desenvolve seu próprio estilo. Sabe o que condiz com sua pessoa, seu modo de vida, sua idade e não se deixa seduzir pela tirania da moda. Ela sabe que deve vestir-se com modéstia e bom senso, não com sensualidade, evitando fazer tropeçar através do olhar os homens com quem convive. Seus adornos são poucos e de bom gosto. Ela apresenta uma aparência sóbria, harmoniosa pois tudo que usa concorre para realçar a pessoa que é interiormente.

O apóstolo Paulo nos ensina que todas as coisas são lícitas para aqueles que têm a mente de Cristo, que enxergam as coisas como elas realmente são e não se deixam enganar pelas mentiras que o mundo usa para tentar nos manter escravizadas aos seus padrões. Mas ele diz também que nem tudo convém. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12). Assim, cada uma de nós terá de determinar para si, diante de Deus, o que convém. Tudo nos é lícito — cirurgia plástica, regimes, malhação, cosméticos, mas nem tudo convém. Se estivermos usando esses recursos porque precisamos do seu resultado para sentirmos que temos valor, estaremos sendo dominadas por eles e sempre insatisfeitas. Uma plástica levará a outra, um tratamento de beleza nunca será suficiente, ficaremos escravizadas aos exercícios físicos e aos regimes. Somente quando estivermos seguras do nosso valor por sermos quem somos, filhas amadas do Pai celeste, é que seremos livres para lançar mão de qualquer desses recursos. 

A verdadeira beleza, conforme mostra a Bíblia, é singular. É o conjunto de corpo, alma e espírito e é muito mais interior do que exterior. Não se apaga com os anos, antes aumenta e cada dia se torna mais radiosa. É por isso que o apóstolo Pedro, falando às mulheres de seus dias, adverte que seu melhor adorno é o que a pessoa é por dentro, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus (1 Pedro 3:4). 

 

Por Wanda de Assumpção

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Rebeka França

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