Socialismo, Cristo e a Bíblia

Já dizia Deus através do profeta Oséias que o seu povo perece por falta de conhecimento (Oseias 4.6). Sim, não é de hoje que certas linhas de pensamento querem entrar na Igreja e mudar aquilo que já está firmado há tempos. O problema é quando o povo não conhece – ou finge não conhecer, mas eu prefiro acreditar que seja ignorância mesmo – o que o seu objeto de fé diz e passa a ser mais influenciado por esses pensamentos que vem de fora. Nesse sentido, esse texto busca avaliar brevemente a afirmativa de que “Jesus era socialista”.

Para começarmos precisamos definir o que é socialismo. O socialismo é a propriedade estatal dos meios de produção, que precederia, segundo Marx, o estágio final para o qual a sociedade caminha: o comunismo. O estado, no sistema socialista, regularia tudo. Como disse Mises em Intervencionismo – Uma análise econômica:

Num regime socialista, todas as atividades econômicas estão sob a responsabilidade do estado. Todos os estágios da produção estão sob o comando do governo, assim como no Exército ou na Marinha. Não há espaço para a atividade privada; tudo está sob as ordens do governo. (…) Tem de cumprir as tarefas que lhe foram determinadas e consumir apenas o que lhe for alocado pelo governo.

Mas o socialismo não se resume a uma mera questão econômica, ela envolve toda uma forma de ver o ser humano, uma cosmovisão de mundo, e assim por diante. Por exemplo, tem uma visão dialética do mundo (opressores x oprimidos), anuncia o fim do casamento[1], busca a eliminação da propriedade privada, que seria não só a coletivização dos meios de produção, mas também haveria a coletivização das mulheres e o fim da personalidade humana[2], para mencionar apenas alguns exemplos.

No Brasil, após o início do período de governo militar, surge na igreja brasileira uma corrente “marxista-cristã” chamada Teologia da Libertação[3], com expoentes como Leonardo Boff e Hugo Assman. Segundo Ferraro (p.42), descobre-se

um novo modo de transmitir a fé, que modifica a maneira de ler a Bíblia, interpretando-a por meio das relações de classe, de gênero, etnia, geração e ecologia. Essa nova forma de transmitir a fé gerou um novo modo de teologizar, que desembocou na Teologia da Libertação e abriu caminho para uma nova catequese que se preocupa com a fé vivida nas situações de opressão, exploração e exclusão” (grifo do autor).

Essa corrente de pensamento tem como foco desenvolver um “projeto de sociedade” (nome bonito para dizer “implantar o socialismo”) levando para dentro da igreja a busca para o engajamento para essa luta. Isto é, considera-se que os cristãos, tendo como chave hermenêutica fundamental a opção pelos pobres, são convocados a transformar uma realidade “injusta” para outra que “inclua a todos”, pois Deus em Cristo é um libertador das vítimas da opressão social, da exploração.[4]

Tendo isso em mente, é possível afirmar que Jesus era socialista?

Os defensores dessa linha de pensamento usam, por exemplo, alguns textos do livro de Atos, tal como:

Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. (Atos 2.44,45 – NVI);

Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. (Atos 4.32 – NVI);

Então perguntou Pedro: “Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? (Atos 5:3 – NVI)

“Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”. (Mateus 19.21 – NVI)

            Ao ler esses textos, é natural pensar que sim, Jesus e os apóstolos eram socialistas. Entretanto, essa é uma interpretação muito superficial e descontextualizada dos textos em questão. Por exemplo, no caso do jovem rico, Cristo deu duas lições: uma ao jovem rico que mostrou mais amor ao dinheiro que a Deus e outra aos apóstolos, que achavam que os ricos seriam salvos, como se as riquezas indicassem algum favor divino (por isso aquela ilustração de ser mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus), mas percebem que só se podem ser salvos pela graça de Deus (v.25 e 26).

No contexto de Atos, tem de se ter em mente que a propriedade privada não foi 1) colocada nas mãos do Estado, e mesmo se considerássemos que os apóstolos fossem uma espécie de “Estado”, só era passado para os mais necessitados aquilo que era colocado “aos pés dos apóstolos”. Eles não se tornaram administradores das terras dos cristãos. 2) Esse tipo de comportamento dos cristãos são mais doações do que socialização da propriedade privada; que, aliás, esse é o tipo de comportamento que a Bíblia defende. 3) Ninguém era, em absoluto, obrigado a doar o que quer que fosse ou quanto fosse. O caso de Ananias e safira é um exemplo claro disso. Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso também sua mulher; e o restante levou e colocou aos pés dos apóstolos. Então perguntou Pedro: “Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus”. (Atos 5.2-4 – NVI). Ananias não era obrigado a doar, mas doou mentindo.

Outra coisa que os adeptos da TL e da TMI se esquecem é de que a distribuição não era meramente para o tinha menos, isto é, “é pobre, recebe para que todos fiquem iguais”. Não! Havia requisitos que deveriam ser preenchidos. Veja 1 Timóteo 5.3-16, no caso das viúvas. Não era pelo simples fato de ser viúva que automaticamente se recebia o “benefício”. Nunca foi objetivo dos apóstolos criar um “sistema político” no qual se tira daquele que tem para dar aquele que não tem, isto é, uma repartição forçada de bens.

Conforme Wayne Grudem diz a “Bíblia pressupõe e reforça um sistema no qual as propriedades pertencem aos indivíduos, não ao governo ou à sociedade como um todo”. Prova? É só olhar o oitavo e o décimo mandamento. Aliás, isso já toca em um ponto que as pessoas, principalmente de esquerda, gostam de tocar: “Jesus era um revolucionário. Buscou mudar a cultura”. Entretanto, é só dar uma olhada no Antigo Testamento, nas leis dadas por Deus. Lá Deus diferenciou o povo israelita dos demais povos da região através de costumes e leis diferentes (ver Deuteronômio 14.1,2). Ora, porque ele não fez de Israel uma nação conforme o que chamamos de socialista? Porque ele deu e protegeu a propriedade privada?

Continuando, quando Cristo foi pra cruz com os malfeitores, ele não foi porque era um cara que salvou ladrões porque eram ladrões (vítimas da desigualdade social), mas porque um deles se arrependeu e pediu perdão para os seus pecados. Falo isso pois tenho em mente um texto de um colunista de um importante jornal nacional que usa isso para dizer que Jesus era um cara de esquerda, amante dos pobres, um carinha que sonha com um “mundo melhor”. Jesus amava o pobre. Mas não como Rousseau que amava a humanidade, mas odiava o próximo –  que é também a linha da esquerda quando ela diz que ama o pobre.

Caminhando para a conclusão, Jesus passou longe de ser um socialista. Veja Lucas 12.13-15. Pediram a Cristo pra fazer “redistribuição” e o que ele disse? “Homem, quem fez de mim um juiz ou repartidor entre vós?” Olhe a parábola do bom samaritano e veja o valor da piedade pessoal (ao invés de um assistencialismo estatal). Observem Deuteronômio 24.19-21 e vejam como se é ensinado que se deve ter clemência para com aqueles que passam fome, não sendo uma responsabilidade do governo, mas das pessoas individualmente. E que dizer da parábola dos trabalhadores da vinha de Mateus 20 onde o valor do salário é negociando entre patrão e empregado: cadê a mais-valia?

Isso sem entrar nos méritos da questão da incompatibilidade entre a fé cristã e o marxismo, o que já seria assunto para uma série de posts. Mas, como diz Flávio Quintela no livro Mentiram (e muito) para mim:

…todo esquerdista estrategista, participante da causa revolucionária, sabe que a substituição da adoração ao divino pela adoração ao partido é essencial para os planos comunistas, pois na sociedade idealizada por Marx não há religião e nem Deus, há somente o povo e o partido, este ocupando na vida de cada um o papel que caberia à figura divina, através do Estado Todo-Poderoso. Assim, o Estado é o cuidador, a família, o juiz, o provedor, o médico, o defensor etc. Destruir a religião, que no ocidente é majoritariamente cristã, é portanto essencial aos planos da esquerda.

E:

O cristão que se diz socialista e que defende a esquerda trabalha em favor do maior inimigo de sua fé, servindo como um agente corruptor interno, na maioria das vezes sem ter ideia do trabalho sujo do qual está sendo cúmplice e, como tal, co-responsável pela degradação moral decorrente da esquerdização da Igreja. Se soubesse – e se estiver lendo este livro passará a saber agora – do nível de planejamento estratégico que a esquerda dispende com o objetivo de solapar o cristianismo, jamais, em todo o restante de sua vida, diria que é socialista, que apoia a esquerda ou que nutre qualquer tipo de simpatia por essas ideologias.

Meus irmãos, precisamos ter cuidado para não levarmos interpretações ideológicas para a Bíblia. Pensamentos como esse fazem da Igreja um instrumento para a revolução marxista e terminamos transferindo para ele as responsabilidades que são das famílias e das igrejas.

Lucas Dantas.

https://www.facebook.com/LucasDantas19

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[1] Segundo Engels: “Quando os meios de produção passarem a ser propriedade comum, a família individual deixará de ser a unidade econômica da sociedade. A economia doméstica converter-se-á em indústria social. O trato e a educação das crianças tornar-se-ão assunto público; a sociedade cuidará, com o mesmo empenho, de todos os filhos, sejam legítimos ou naturais. Desaparecerá, assim, o temor das “consequências”, que é hoje o mais importante motivo social — tanto do ponto-de-vista moral como do ponto-de-vista econômico — que impede uma jovem solteira de se entregar livremente ao homem que ama.” Disponível em:  <https://www.marxists.org/portugues/marx/1884/origem/cap02.htm&gt;.

 

[2] Marx diz: “Por fim, essa tendência a opor a propriedade privada em geral à propriedade privada é expressa de maneira animal; o casamento (que é incontestavelmente a forma de propriedade privada exclusiva) é posto em contraste com a comunidade das mulheres, em que estas se tornam comunais e propriedade comum. Pode-se dizer que essa ideia de comunidade das mulheres é o segredo de Polichinelo desse comunismo inteiramente vulgar e irrefletido. Assim como as mulheres terão de passar do matrimônio para a prostituição universal, igualmente todo o mundo das riquezas (i. é, o mundo objetivo do homem) terá de passar da relação de casamento exclusivo com o proprietário particular para a de prostituição universal com a comunidade. Esse comunismo, que nega a personalidade do homem em todos os setores, é somente a expressão lógica da propriedade privada, que é essa negação.” Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/cap04.htm

[3] “A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação”, disse Ariovaldo Ramos à revista Le Monde Diplomatique.

 

[4] Ariovaldo Ramos, adepto da TMl, disse: “Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!” Disponível em: http://juliosevero.blogspot.com.br/2010/03/farsa-integral-de-ariovaldo-ramos.html

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LUGAR SECRETO

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O momento particular de oração deve ser algo que nos encha de gozo e paz e realizado com a mais profunda devoção e fervor. Mas nem sempre é assim que acontece. A frieza toma conta dos nossos corações e nos sentimos fatigadas e indispostas. Isso porque, em nossa velha natureza, há uma resistência contra a convivência próxima a Deus. Embora a nova natureza (criada pelo Santo Espírito, na regeneração) aprecie o momento de adoração e deseje ansiosamente estar com Deus, preferimos fazer qualquer outra coisa e nos envolver em qualquer distração, em vez de buscarmos o momento de comunhão com o Senhor. Assim, quando chega o momento designado para a oração, inventamos desculpas como: “Nossa! Estou tão cansada! O Senhor entende, não é, Deus?”, “Puxa, tenho tantas coisas para fazer! Acho que não tem problemas se eu deixar pra orar só à noite”, “Senhor, estou tão perturbada que só quero dormir. Amanhã a gente conversa”. Nossa carne é muito competente em criar situações para nos afastar da convivência íntima com Deus! No entanto, o momento de intimidade é algo que interessa tanto a Deus quanto à nossa vida espiritual.

Nosso Deus está sempre nos chamando para estarmos a sós com Ele porque, além de nos salvar, Ele nos adotou: somos Seus filhos, objetos do Seu amor paternal. O momento de oração deve ser, antes de tudo, o momento de comunhão com Deus, de dizer que você podia estar fazendo qualquer outra coisa, mas preferiu estar ali (porque Ele é o mais importante em sua vida), que nada nesse mundo te traz mais alegria e prazer do que estar em profunda e doce comunhão, e que estar com Ele é o melhor momento do seu dia. O ativismo do nosso tempo, somado com as corrupções de nossos corações, lutará contra nossa alma para nos afastar dos exercícios espirituais. Precisamos, então, nos disciplinar para não negligenciarmos o lugar secreto com o Pai -Ele estará lá nos esperando todos os dias. Mas se desprezarmos a Sua companhia, Ele nos corrigirá escondendo a luz de Sua face de nós e nos deixando por algum tempo cambalear nas trevas, até percebermos que Ele nos basta.

Muitas vezes, ficamos fascinadas pelas coisas visíveis deste mundo e tão atraídas pela feira das vaidades – coisas que nossa carne clama com violência para ser atendida e que são tão prejudiciais para nossa alma, que tornam nossa vida espiritual frágil e sem forças para nos aplicar vigorosamente naquilo que agrada o “homem interior”. Daí, torna-se tão difícil usar nosso tempo para ficar a sós com Deus. Precisamos desesperadamente deixar o barulho dos nossos dias, os apelos constantes das multidões, a atração do entretenimento e usar nosso tempo para nos esconder em Deus, no lugar onde ninguém nos vê somente Nosso Pai (Mt. 6.6). Pois a alegria, a força, o conforto e o poder de nossa vida espiritual dependem da vida secreta com Deus.

Sonaly Soares

http://www.facebook.com/sonalyteo.ref

Limites e Liberdades de “zoar”

O cristão é possuidor de uma alegria indescritível, pois ele possui aquilo que mais importa durante o percurso de qualquer ser humano aqui na terra: a paz de Deus; a amizade de Deus; a satisfação da Justiça e ira de Deus; a salvação em Cristo Jesus; e a ação do Espirito Santo, confortando e trazendo segurança à alma. Por isso ele tem os motivos mais nobres e importantes para sorrir, brincar, se divertir e aproveitar a vida da melhor forma possível. Em tudo, porém, deve fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31).

No entanto, nos dias atuais, muitos cristãos, movidos por esta segurança e alegria, não param para pensar sobre até que ponto vai a sua liberdade em “zoar” ou tirar “brincadeiras” com o seu semelhante. Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre este assunto? Abaixo traremos alguns princípios bíblicos para nortear o nosso comportamento neste aspecto e estabelecer limites à nossa tendência para o humor mórbido.

1. CUIDADO PARA NÃO SER UM ENGANADOR
Provérbios é um livro que apresenta conselhos importantíssimos para uma vida sábia. Em Provérbios 26:18-19, a bíblia diz: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira”. Este conselho nos ajuda a zelarmos por relacionamentos sadios. Ele apresenta uma pessoa que promove desordem social por meio do engano e o compara com um louco. O personagem ilustrado, tudo que faz, o faz de forma velada, com uma má intenção, mas a oculta dizendo que fez tal ação “por brincadeira”. Bruce K. Waltke (2011) chama a atenção para o fato que o texto fala de alguém que diverte-se em meio a uma “distorção inesperada” e que o verbo enganar mostra que o brincalhão tem a intensão de “prejudicar o seu vizinho”. Para o brincalhão, o praticar maldade é divertimento, tornando-se assim um insensato (Pv 10.23). Este versículo sempre cativou a minha atenção, pois sempre que eu fazia alguma coisa e dizia “foi brincadeira”, ele vinha em meu pensamento e de imediato eu refletia sobre tal ação ou palavra que havia dito, pois as vezes, minhas brincadeiras, sem que eu percebesse, acabavam por maltratar alguma pessoa. Portanto, tome cuidado com brincadeiras que enganam o próximo e o prejudica. Pense como está o seu “fiz por brincadeira”.

2. NÃO OFENDA, ESCANDALIZE, ENFRAQUEÇA OU FAÇA TROPEÇAR ALGUM IRMÃO
A Bíblia nos ensina que possuímos liberdade. Mas essa liberdade só existe até onde não ofendemos, escandalizamos, enfraquecemos ou fazemos tropeçar um irmão. Fazer isso é pecar contra Deus, que é vingador de seu povo (1 Ts 4.6). Jesus nos ensina em Mateus 5.22 que “quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo”. Logo, insultar um irmão é pecado e todo pecado sujeita-nos ao inferno (graças a Deus que Cristo é nosso redentor). Em Romanos 10.21 Paulo nos instrui que “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se enfraquecer].” Aos coríntios, disse “se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (1 Co 8.13). O limite de nossas brincadeiras, palavras e atitudes, esbarra no limite do nosso irmão em Cristo. E tal como Paulo, se algo fere a consciência de alguém, nunca mais façamos.

3. NÃO BRINQUE COM O NOME DE DEUS
Deus disse “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7). Muitas vezes nós cristãos não atentamos para a preciosidade desse texto. Mesmo sendo um mandamento atrelado ao antigo testamento, o principio extraído desta passagem contínua válido. No terceiro mandamento, não tomar o nome do Senhor em vão, é não banaliza-lo, não torna-lo vulgar, pois o que está em questão não é apenas o seu nome, mas sim a sua natureza e atributos. Por isso ao usar o nome de Deus, temos que ter certeza de que o que iremos falar dá o devido reconhecimento de Deus em todo seu ser. Sendo assim, devemos fazer conforme Jesus nos ensina na oração do Pai-Nosso, e orar “santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Isso quer dizer que “nós santificamos Seu nome quando honramos algum aspecto de Seu caráter” (BOICE 2011, p. 201). Será que temos honrado a Deus por meio de nossos comportamento, de nossas palavras? Lembre-se que o nome de Deus não é motivo para piada e deve ser honrado em atitudes e palavras.

4. NÃO BRINQUE COM O ENGANO NA IGREJA DE CRISTO
Uma das causas que tem levado muitos rirem e brincarem dentre o povo cristão, são os erros e heresias na Igreja de Cristo. Conquanto para muitos pareça algo engraçado, Jesus não acharia graça. Houve uma ocasião que Jesus, passando pela cidade, chora sobre Jerusalém. A bíblia diz que “quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: ‘Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!’”. Ele, quando observou a incredulidade do povo de Jerusalém, não achou nisso motivo para graça, mas sim para choro. Se ao menos eles compreendessem!, lamentou Jesus. Isto porque aquelas pessoas não davam ouvidos à sua mensagem. “Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes eu quis juntar o teu povo como uma galinha junta os seus pintinhos debaixo das suas asas e você não quis!”, disse Ele.

Jesus não foi o único a ter dor no coração ao se preocupar com a incredulidade dos outros. Paulo em certa ocasião disse que possuía grande tristeza e incessante dor no coração por causa da incredulidade dos judeus (Rm 9.2). Aos gálatas ele diz que sentia dores de parto (Gl 4.19) pelos irmãos que haviam se desviado do caminho. Aos coríntios, ele expressa a preocupação com eles, possuído de angústia no coração (2 Co 2:4). Aos colossenses, ele menciona a grande luta em sua alma por causa dos irmãos (Cl 2.1) que estavam expostos a falsos ensinos (Cl 2.8). O exemplo que a bíblia nos ensina diante do falso ensino e heresia na igreja não é fazer disso motivo de riso e chacota, mas sim de choro e preocupação. Afinal de contas, a igreja de Cristo vale o Seu sangue.

5. FALE UNICAMENTE O QUE FOR PARA A EDIFICAÇÃO
O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios nos instrui: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. (Efésios 4:29-32 NVI). Neste texto o apóstolo traz uma exortação para que os nascidos em Cristo procedam de forma diferente da sua antiga natureza. Em primeiro lugar, ele fala acerca de pessoas que falam palavras torpes, ou seja, palavras impróprias, podres, corruptoras, perversiva e injuriosas (HENDRIKSEN, 2004) que produzem embaraços, destruição. Enquanto cristãos, nossas palavras, por mais simples que sejam, devem produzir edificação, estar de acordo com a necessidade, e transmitir graça a todos que ouvem. Ou seja, é preciso que as conversas gerem benefícios espirituais. A forma de combater tais palavras é seguir o fruto do Espírito (Gl 5:22) e viver conforme Filipenses 4:8, que diz “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”.

Paulo ainda fala que tais comportamentos entristecem a parte mais interessada em nós, o Espírito Santo (Ef 4.30). Depois de falar de entristecer o Espírito Santo, ele volta para os pecados da língua. Desta feita ele menciona seis elementos: a) Toda a amargura, diz respeito à língua afiada como uma navalha, vinculada a pessoa que guarda algum rancor ou ressentimento contra o próximo, estando sempre pronto a dar resposta que o fere, b) ira, é o ser dominado pela indignação, deixando o coração explodir desgrenhadamente c) cólera, é um intenso antagonismo, expresso por réplicas saturadas de paixão, indicando assim homicídio em potencial (Mt 5.21,22) d) gritaria, são pessoas que perdem o seu controle e passam agredir outros por meio de gritos e) blasfêmia ou maledicência, é o uso exagerado da língua com intensão de ferir outrem f) malícia, é a perversidade do pensamento voltado para injuriar ao próximo ou causar-lhe prejuízo. Paulo conclui dizendo que todas estas coisas “sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (v. 31,32).

Que sejamos santos em todo o nosso proceder, conforme Deus é santo (1 Pe 1:16). “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Co 10:31).

REFERÊNCIAS

BOICE, James Montgomery. Fundamentos da fé cristã: um manual de teologia ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Centra Gospel, 2011.
HENDRIKSEN, William. Exposição de filipenses. In: Comentário do novo testamento: exposição de efésios e exposição de filipenses. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2 ed. 2004.
WALTEKE, Bruce K. Comentário do Antigo Testamento: provérbios vol. 02. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

Otniel Cabral Ramos

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Luiz Augusto Medeiros

https://www.facebook.com/luizaugusto.medeiros.3

Arrependimento é necessário!

O evangelicalismo atual tem tirado muitas doutrinas fundamentais para a fé cristã dos púlpitos das igrejas.  Com o intuito de se agradar ao ouvinte, termina-se ferindo a pregação genuína do verdadeiro evangelho e mutilando as verdades fundamentais. Entre elas, a doutrina esquecida entre os pastores é a do arrependimento. A rejeição dessa doutrina é resumida muito bem em uma frase do Rev. Josemar Bessa: O que queremos é pecar sem culpa, e então criamos uma nação de vítimas. As pessoas não querem se se sentir culpadas diante de seus pecados, e tentam apagar sua culpa, tentam jogar no lixo essa doutrina fundamental. Portanto, decidi trazer um trecho de um livro do puritano Thomas Watson em que ele fala sobre como o arrependimento é necessário. Segue o texto:

Humilhemo-nos profundamente e lamentemo-nos diante do Senhor pelo pecado original. Perdemos aquela “quintessencial” disposição de alma que uma vez tivemos. A nossa natureza está viciada na corrupção. O pecado original difundiu-se como um veneno no homem todo, como a alcachofra de Jerusalém que, onde quer que for plantada, logo infesta o terreno. Não há natureza alguma no inferno pior que a nossa. Os corações dos melhores seres humanos são como o lençol no qual havia muitos répteis imundos (atos 10:12). É preciso ter toda a cautela possível com essa corrupção primitiva, porque nunca estamos livres dela. É como uma fonte subterrânea que, embora não se possa ver, todavia ainda flui. Poderíamos deter os impulsos para o pecado se pudéssemos deter as pulsações vitais do nosso corpo.

Esta depravação ingênita nos retarda e nos tolhe naquilo que é espiritual: “não faço o bem que quero” (Romanos 7:19). O pecado original pode ser comparado com o peixe de que fala Plínio, uma lampareia marinha que se gruda aos montes no casco dos navios e dificulta sua largada quando içam velas. O pecado também se pendura em nós e com seu peso nos faz ir muito devagar para o céu. Ó, essa aderência ao pecado! Paulo sacudiu a víbora que se pendurou em sua mão e a lançou no fogo (Atos 28:5), mas nesta existência não podemos sacudir a corrupção original e lança-la fora. O pecado não vem alojar-se em nós por uma noite, mas vem como morador permanente: “o pecado que habita em mim” (Romanos 7:17). Ele fica conosco como se fosse com ares, ainda assim leva a febre dentro de si. O pecado original é inesgotável. Não se pode esvaziar este oceano. Ainda que se gaste todo o estoque de pecado, ele não diminui nem um pouco. Quanto mais pecamos, mais somos do pecado. O pecado é como o azeite da viúva que aumentava à medida que era vertido.

Outra cunha que parte os nossos corações é que o pecado original se mistura com os próprios hábitos de graça. Isso explica por que os nossos movimentos em nossa marcha para o céu são tão lerdos e frouxos. Por que a fé não age mais forte ou agilmente senão porque calça os tamancos dos sentimentos – um verdadeiro estorvo! Por que o amor a Deus não se inflama com maior pureza senão porque é dificultado pela luxúria? O pecado original incorpora-se em nossas graças. Pulmões enfermos causam asma ou respiração curta, como també o pecado original, tendo infeccionado o nosso coração, faz com que as nossas graças respirem debilmente. Dessa forma vemos o que em nosso pecado original, pode fazer brotar nossas lágrimas.

Em particular, lamentemos a corrupção da nossa vontade e dos nossos sentimentos. Choremos a corrupção da vontade e dos nossos sentimentos.  A vontade, não seguindo o ditame da reta razão, é induzida ao mal. A vontade não gosta de Deus, não no que Ele é bom, mas no que Ele é santo. Ela O afronta com contumácia: “certamente cumpriremos toda a palvra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus” (Jeremias 44:17). A maior ferida causada pelo pecado foi feita em nossa vontade.

Lamentemos os extravios dos nossos sentimentos. Eles são desviados do seu objetivo próprio. Os sentimentos como setas mal lançadas, atingem um ponto próximo do alvo. No princípio, os nossos sentimentos eram asas que nos faziam voar para Deus; agora são pesos que nos puxam para longe dEle.

Lamentemos a inclinação dos nossos sentimentos. O nosso amor é posto no pecado, a nossa alegria, na criatura. Os nossos sentimentos, como certas aves bonitas da Inglaterra, alimentam-se de esterco. Com que justiça o destempero dos nossos sentimentos podem ter um papel na cena da nossa tristeza? Por nos mesmos já estamos caindo no inferno, e os nossos sentimentos nos atiram lá.

Tenhamos em mente os pecados concretos. Destes posso eu dizer: “Quem pode entender os próprios erros?” (Salmo 19:12). Eles são como átomos no sol, como chispas de uma fornalha. Temos pecado com os nossos olhos; eles têm sido postigos que deixam entrar a vaidade. Temos pecado com nossas línguas; elas têm se inflamado de paixão. Que ato procede de nós no qual não descobrimos algum pecado? Não há como contar nossos pecados, pois seria como contar as gotas do oceano. Tratemos de arrepender-nos seriamente dos nossos pecados fatuais diante do Senhor.

Watson, Thomas. A Doutrina do Arrependimento. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2012, p. 98-101.

Lucas Dantas

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Ainda sobre Eclesiates

Se você leu o último texto escrito por mim aqui no blog¹, pôde perceber um pouco da admiração que tenho pelo livro de Eclesiastes, como entender o livro e algumas belíssimas lições que ele nos oferece. Nós vimos que muitos, sem o correto entendimento, tendem a classificá-lo como pessimista, a partir de várias passagens. E até entendemos porque estas pessoas têm esta concepção, quando nos deparamos com versos como os seguintes (7.1-4):

“Melhor é a boa fama do que o unguento precioso, e o dia da morte, melhor do que o dia do nascimento. Melhor é ir na casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria.”

Provavelmente não usaríamos este texto em um discurso de aniversário de um amigo. Mas como observamos, devemos ler o livro tendo em mente que seu propósito é comprovar que a vida vista do ponto de vista unicamente humano leva à frustração e ao pessimismo, e que a esperança para uma existência plena encontra-se na obediência a Deus. D. L. Moody explicou que “toda a existência humana, quando vivida longe de Deus, é frustrante e insatisfatória. Todos os prazeres e coisas materiais dessa vida, quando buscadas por causa delas mesmas, nada produzem a não ser a infelicidade e um senso de futilidade.” Então, o que o Pregador queria nos dizer nos versos acima expostos? Tão somente que “embora seja uma maldição sobre a humanidade (Gn 2.17) e nosso último inimigo (1Co 15.26), a morte é melhor do que o nascimento no sentido de que ela é a libertação da vaidade do mundo caído e deixa os crentes um passo mais próximo da ressurreição da morte e da vida no novo céu e na nova terra.”² Quando lemos desta forma, podemos passar da frustração ao consolo em poucos segundos, uma vez que compreendemos que mesmo em meio aos dilemas da vida, sabemos que há um Deus nos céus, no qual podemos confiar.

Vimos que nos versos 24 e 25 do segundo capítulo, o autor nos oferece alguns direcionamentos sobre como vivermos. No capítulo nove esses conselhos são estendidos. Ele começa o capítulo abordando o fato de que a sorte parece ser a mesma para justos e perversos; sobre como tudo está oculto ao homem e que ele não sabe o que lhe sobrevirá debaixo do sol, se amor ou se ódio. Ou seja, você pode ser justo e praticar o bem e, mesmo assim, ser odiado; ou ser injusto, com intenções más e egoístas em seu coração, e ser amado por muitos. Isto não cabe ao homem controlar. Por isso, o Pregador aconselha (9.7-10):

Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

O Rev. Davi Charles Gomes resume esta passagem da seguinte forma: “Como é que eu vivo? Eu vivo aproveitando as bençãos que Deus me deu, as bençãos concretas, mesmo que pequenas da vida; sem a ansiedade de achar que eu vou resolver alguma coisa, livre daquilo! Eu vivo essas pequenas bençãos e as grandes bençãos. Eu me alegro na comida e na bebida. Eu busco uma vida de pureza porque isso é a consequência de uma pessoa que sabe que Deus já se agradou dela. E eu me esforço, não com um esforço humano, mas em ter um coração em cima do qual nunca falte o óleo da unção para trabalhar pros outros. E aí eu vivo intensamente cada dia que volto do trabalho, porque eu sei que me espera em casa a minha esposa, a minha recompensa pelos labores com os quais eu luto dia a dia debaixo do sol.”³

Essa é a maneira que o sábio nos ensina a viver a vida! De forma intensa, fazendo tudo que nos vier à mão; mas de forma tranquila e sem ansiedade, fazendo-o conforme às nossas forças. Os reformados têm muita estima pela doutrina da soberania de Deus, e, de fato, ela pode ser um grande conforto nos momentos difíceis da vida. Nem sempre temos todas as respostas ou sabemos o porquê de tudo que acontece ao nosso redor, mas confiamos em um Deus que, através de Cristo, já se agrada das nossas obras e falou que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam. Nesse Deus, que controla todas as coisas com extrema destreza, está a nossa esperança.

Por motivos óbvios, não podemos esgotar todos os ensinos e lições que o Pregador nos instrui no livro em um ou dois textos, mas ao seu fim ele resume todo o livro em dois versos (12.13,14): “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.”

Comentando estes versos, Moody diz: “O fundamento da vida é o temor a Deus, isto é, reverência, um devido reconhecimento de quem Ele é e do que Ele exige dos homens no quotidiano da vida. […] Na realidade o autor não diz nada mais nestes últimos versículos além do que disse em todo o livro – desfrute da vida enquanto pode. Isto só pode ser feito temendo a Deus; pois Deus está no controle e dEle se espera que recompense a justiça e castigue o mal.”

Este texto me lembra o próprio Cristo em Jo 14.15, onde ele diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” A partir da leitura destes versos, parece ser muito simples viver a vida. Devemos nos ater apenas ao temor de Deus e à observância de seus mandamentos. Mas a verdade é que isto envolve todas as áreas da vida do cristão e somos chamados a nos esmerar em crescer em santidade, piedade e pureza. Mas isto não é um fardo, é uma dádiva já que temos um Deus que se agrada de nós e nos concede a oportunidade de viver uma vida para sua glória, desfrutando o máximo possível e alegrando-se nele, até o dia em que deixaremos esse mundo de vaidades e com ele nos encontraremos. Alegremo-nos nesses dias da nossa juventude, mesmo sabendo que viveremos dias também de trevas (11.8-12.8), mas sempre sossegados, confiando no nosso zeloso redentor.

Que Ele nos ajude nesse processo.

Tentando viver uma vida simples, alegre e intensa; na espera daquele grande dia,

Gustavo Buriti.

https://www.facebook.com/gustavo.buriti.1

¹https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2015/03/18/tudo-e-vaidade/

²Comentário da Bíblia de Estudo de Genebra.

³Extraído de: http://ump-da-quarta.blogspot.com.br/2013/04/ump-indica-como-entao-viveremos-davi.html. Para uma melhor compreensão destes versos do nono capítulo, recomendo fortemente este sermão do Davi Charles Gomes.

IRREMEDIAVELMETE PATRIARCAL

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É assim que feministas frequentemente descrevem a Bíblia. E estão certas. É totalmente patriarcal, do princípio ao fim. Como o amor e o casamento, a Bíblia e o patriarcalismo andam juntos. Qualquer tentativa de abandonar o governo dos homens precisa começar com a renúncia do governo de Deus, isto é, a Santa Bíblia.

As Escrituras são especialmente direcionadas aos homens. Todo cristão atencioso – homem, mulher e criança – sabe muito bem que ao se dirigir aos homens, Deus está se dirigindo a todos. Pois o homem é a cabeça nas diversas esferas pactuais e ao se dirigir aos homens, Deus deixa claro o que ele pensa sobre “linguagem inclusiva”.
Por exemplo, nos Dez Mandamentos, Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”. Ele não precisa repetir este mandamento de forma adaptada para as mulheres. Não que as mulheres sejam imunes da possibilidade de cair nesta tentação, mas porque, tendo falado com o homem, o mandamento se aplica a todos conforme sua posição.
Segundo Deuteronômio 16.16, os homens tinham a obrigação de comparecer três vezes por ano diante do Senhor (apesar das mulheres terem permissão de ir e frequentemente iam: 1Sm 1; Lc 2.39). Em Deuteronômio 29, o pacto é estabelecido especialmente com os homens israelitas: “Vós todos estais hoje perante o Senhor vosso Deus: os vossos cabeças, as vossas tribos, os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de Israel, os vossos pequeninos, as vossas mulheres” (Dt 29.10-11).

No Novo Testamento, Mateus 14.21 registra que 5.000 homens foram alimentados (o que deveria ser em torno de 20.000 no total) e novamente restringe a contagem aos homens em Mateus 15.38 quando fala dos 4.000 que foram alimentados.
No Dia de Pentecostes, em Atos 2, Pedro é bem explicito (como o grego revela) ao falar dos “homens religiosos”(v. 5), “homens judeus” (v. 14), “homens irmãos” (vs. 29,37). Estevão direcionou seu discurso aos “homens, irmãos, e pais” (7.2) e Paulo fez o mesmo (22.1). Em Romanos 11.4, Paulo significativamente acrescenta a palavra “homens” em sua citação de 1Reis 19.18: “Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal”. E quando o apóstolo João escreveu para as igrejas, ele especifica jovens homens e pais como seus destinatários. Novamente, essa é a linguagem inclusiva da Bíblia.

Sim, as feministas estão certas quando reconhecem que a Bíblia é irremediavelmente patriarcal, pois nela encontramos que os homens são nomeados presbíteros (sem exceção), juízes (com uma exceção interessante), profetas (com poucas exceções), sacerdotes e apóstolos (sem exceções). Além disso, tentar encontrar uma anja se manifestando de forma feminina é procurar em vão.
Evidentemente, isso tudo é extremamente incômodo para aqueles que acham que Deus e sua Palavra estão fora de sintonia com os próprios desejos. A resposta de professores que gostam de ser chamados de “feministas evangélicos” é encontrar uma maneira hermenêutica ou exegética de negar aquilo que é obvio.
Alguns, por exemplo, têm defendido o que chamam de “hermenêutica escatológica” em oposição a “hermenêutica protológica”. Basicamente, essa invenção vã defende que o Gênesis não estabelece a norma ética para a igreja e sim o céu, pois lá está nossa cidadania. Sendo assim, ainda que seja possível que Eva tivesse algum papel de subordinação depois da queda (fazer com que feministas reconhecem pelo menos isso já é algo incrível!), nossa ética não flui do passado, mas do futuro. Como no céu não haverá macho ou fêmea (não pergunte sobre os 24 anciões ao redor do trono; simplesmente divirta os inovadores por um momento), devemos estar desenvolvendo as implicações desta verdade agora, na igreja e em todas as esferas, apagando distinções de papeis baseadas em sexo. Aparentemente, não passou pela cabeça desses espertalhões que para serem consistentes, eles devem, entre outras coisas, pedir que a igreja promova o fim completo do casamento neste mundo juntamente com o sexo!
Como Bavinck, Dabney e outros já disseram, somente os radicais permaneceram para a briga final, pois todas as tentativas de meio-termo fracassam por fraqueza. Sendo assim, devemos reconhecer que só existem realmente duas posições dignas de serem seriamente consideradas por um aprendiz: o feminismo consistente e o pactualismo bíblico consistente. E os dois lados reconhecem completamente que não é possível fazer com que a Bíblia ensine o que “feministas evangélicos” gostariam que ensinasse.
Já fazem mais de cem anos que Elizabeth Cady Stanton produziu “A Bíblia da Mulher”, na qual argumentou que o Judaísmo e o Cristianismo ortodoxo precisavam ser eliminados para que os ideais feministas (como seria chamado depois) pudessem triunfar. Sua intenção não era fazer com que a Bíblia parecesse menos “sexista”. Na opinião dela, isso seria impossível. Em vez disso, ela lutou para abolir a autoridade bíblica completamente, enfatizando o que julgava ser absurdo e contraditório.
A feminista contemporânea Naomi Goldenberg apresentou as premissas de Stanton à uma nova geração em seu livro, “A Troca dos Deuses”. “Muitas feministas de hoje não estão dispostas a rejeitar a tradição Judaico-Cristã de maneira tão completa. Então eles se voltam para a exegese com o objetivo de preservar os sistemas religiosos do Judaísmo e do Cristianismo. Preferem revisão à revolução”. Ela avisa às irmãs de batalha que isso é um empreendimento ilusório. “Jesus Cristo não pode simbolizar a libertação da mulher. Uma cultura que imagina sua divindade mais sublime como um homem, não é capaz de deixar que as mulheres se vejam como iguais aos homens”. Ela insiste que feministas precisam deixar Cristo e a Bíblia para trás.
A filósofa feminista Mary Daley usa uma linguagem mais violenta e fala sobre o Deus castrador. “Eu já sugeri que se Deus é homem então o homem é Deus. O patriarca divino castrará as mulheres enquanto ele tiver permissão para viver no imaginário coletivo”. Theodore Letis (que já escreveu poderosamente sobre a raiz anticristã do feminismo) apropriadamente acusa comprometedores evangélicos e reformados: “É óbvio que todas as tentativas bem-intencionadas de evangélicos de ofuscar a ideia masculina da Divindade para apaziguar os feministas, longe de convencê-los, faz com que se tornem conspiradores nesta castração cósmica”. A luta por uma linguagem litúrgica “sexualmente neutra” provocou uma revisão em lecionários, saltérios (a Christian Reformed Church alterou o Salmo 1, “Bem-aventurado o homem…”, para “Bem-aventuras são…”), hinários e até traduções bíblicas foram revisadas.

Deus criou os homens para serem cabeças pactuais. A rejeição do patriarcalismo exige a rejeição da Bíblia e do Deus da Bíblia. Aceitar a Bíblia requer aceitar o patriarcalismo. Não é possível interpretar de qualquer outra maneira.
A má notícia é que o feminismo igualitário ficará pior e isso significa que as coisas irão piorar para mulheres e crianças, pois o patriarcalismo bíblico é a defesa mais segura das mulheres e crianças. A boa notícia é que o feminismo fracassará completamente, pois está fora de sintonia com a Palavra e o mundo de Deus. Você pode correr da verdade, mas não pode se esconder. E quando o juízo vier, montanhas caindo não serão suficientes para escondê-lo.
Uma das manifestações cômicas do anti-patriarcalismo é a tendência das mulheres de eliminar o sobrenome do casamento. “Nenhum homem vai me definir!” Mas, ao continuar com o sobrenome original, são simplesmente lembradas de que este foi o nome que a mãe recebeu do pai. E caso alguma feminista consiga fugir disso ao adotar o nome de solteira da mãe, só estarão retrocedendo uma geração, até a avó materna. Se continuarem irritadas, terão que retroceder até Eva para conseguir um nome que não veio de um pai. Mas, ainda assim, Eva recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20).
Não há escapatória. Revolução não é fácil, não é mesmo? Mas, se submeter a Jeová é vida e paz. Graças a Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.

Steve M. Schlissel
Traduzido por Frank Brito
Extraído: http://www.monergismo.com

Sonaly Soares

ATRAÇÃO PELO MESMO SEXO E A ESPERA POR MUDANÇA

Poucos conceitos são mais estranhos à nossa cultura do que esperar. Hoje você pode tirar uma foto de um cheque com o seu celular e depositá-lo instantaneamente na sua conta bancária sem sair do seu lugar. “Instante” parece que se tornou o novo “relativamente rápido”.
Isso tem sido ressaltado em minha própria vida ao lutar com a questão da mudança em relação à minha atração pelo mesmo sexo. Quando eu comecei a me aconselhar a alguns anos atrás eu pensei que se eu seguisse uma série de passos prescritos então as minhas atrações iriam mudar de homens para mulheres. Contudo, após sete anos de trabalho duro, eu comecei a ficar desiludido e depressivo porque aquilo não acontecia. Por que a mudança não estava acontecendo como eu achei que aconteceria?
Até que um dia isso me pegou. Eu percebi que a heterossexualidade não é o meu objetivo final – a santidade é. E a minha santidade não depende, em última análise da transformação das minhas atrações. Uma vez que isso ficou claro, eu comecei a ver a mudança de forma diferente.
Mudança não prometida
A transformação da minha orientação é o tipo de mudança que não é garantida nessa vida. Deus nunca me prometeu que Ele removeria a minha atração pelo mesmo sexo. Eu sou lembrado de Paulo orando três vezes ao Senhor em 2 Coríntios 2 12 para que o seu espinho na carne fosse retirado. E qual é a resposta de Deus? “A minha graça te basta” (2 Coríntios 12.9). Deus decide quais os espinhos permanecem e quais ele removerá, para a sua glória. Embora a atração pelo mesmo sexo seja um espinho particularmente doloroso de se carregar, eu não tenho nenhuma garantia de uma forma ou de outra.

De fato, prometer mudança de orientação pode ser bastante maléfico. Na realidade, não há uma receita de passos prescritos que definitivamente irão levar à reversão na atração e esse tipo de pensamento pode fazer da mudança de orientação um ídolo que deve ser alcançado ou tudo está perdido. Se a minha esperança está baseada apenas em me tornar heterossexual então eu não teria nenhuma razão para ter esperança.
A mudança garantida
Contudo, não cometa erros, a mudança é garantida. O que acontece quando eu destrono a heterossexualidade como o meu objetivo final e a substituo por santidade? O que acontece quando eu recorro a Jesus, confio nas promessas de sua palavra e luto a batalha da fé pelo Espírito? Eu mudo! Esse lento (geralmente doloroso) processo é chamado de santificação e é um tipo de mudança que é inevitável para todos os verdadeiros cristãos.

E aqui está algo: a minha santificação aqui na terra pode ou não incluir uma mudança nas minhas atrações. Em me conformar à imagem de Cristo, Deus pode ver como adequado não mudar a minha orientação até o dia em que eu morrer, pelo propósito da minha santificação final. A minha atração pelo mesmo sexo pode ser um dos “espinhos” que Ele deixou para aumentar a minha fé e demonstrar o seu poder e graça em minha vida.
Gemendo, Aguardando, Tendo Esperança
Isso é o que consiste esperar. Eu quero ser “concertado” agora, para parar de guerrear contra a minha carne e me tornar como Cristo. A espera é muito dura! Ainda bem que a Bíblia me ensina como lidar com a espera. Ao experimentar os gemidos nesse corpo, eu tenho grandes motives para ter esperança.
Eu tenho esperança na minha adoção completa e final como um filho de Deus, a qual inclui a redenção do meu corpo (Romanos 8.23) e preciso de esperança porque isso ainda não está aqui. Além do mais, “esperança que se vê (presente agora mesmo, imediatamente, instantaneamente), não é esperança. Pois quem espera por aquilo que vê?” (Romanos 8.24).

Ao invés de “me conserte agora”, a Bíblia me dá isso: “Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente.”(Romanos 8:25). Não importa quão precisamente eu sinta o meu corpo quebrado e a minha já, mas ainda não adoção como filho de Deus através de Cristo, eu tenho que esperar pela minha redenção completa com paciência – mesmo quando eu posso fazer um depósito bancário do meu celular. Ao discutir a promessa vazia da mudança de orientação, Wesley Hill, que experimenta atração pelo mesmo sexo, afirma que: “É suficiente dizer , eu creio, que o verdadeiro risco espiritual e teológico desse tipo de discurso de “vida cristã vitoriosa” é evitar o estado de ‘está no caminho’. É uma expectativa de que o reino de Deus em sua plenitude deveria está aqui agora, sem termos que suportar o seu lento, misterioso e paradoxal desdobramento até o retorno de Cristo.” Assim, ao invés de tirar uma foto do meu cheque, eu preciso está contente em está no carro “a caminho” do banco.

A espera vale a pena
Acredite em mim, é realmente difícil, mas a realidade é que é “a caminho” que eu experimento Deus. Por enquanto, é na dor e no gemido, na luta por contentamento, que Deus revela a si mesmo e me transforma, arranca todos os meus ídolos, me dá mais dele e me prepara para uma eternidade de contentamento nele e sem dor.
É no banco de carona do carro que eu vejo a beleza da estrada, as montanhas majestosas e o extasiante pôr do sol que eu não teria visto se eu houvesse sido magicamente transportado para o meu destino final, e que destino final de tirar o fôlego que será. É na espera que eu sou santificado, conformado à imagem de Jesus e mortificado para me deleitar nele quando eu o ver face a face ( 2 Coríntios 3.18).

A minha orientação pode não mudar nessa vida, mas a santificação completa está a caminho (1 Tessalonicenses 5.23-24). Ainda não está aqui. Mas eu acho que eu posso esperar por ela.

Nick Roen

(Desiring God)

(Tradução: Igor Sabino)

A MULHER CRISTÃ CONTRA O MUNDO

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Todos concordam que a macro cultura ocidental é responsável pela degeneração dos valores contidos no Evangelho, valores estes destinados à sociedade em geral. A invenção do ateísmo no século XIX demonstra até onde vai a depravação humana contra Deus conforme revelado na carta de Paulo aos Romanos, capítulos um e dois. Nesse mórbido contexto encontramos o que considero a mais nojenta ação humana contra a Lei divina: a relativização dos princípios imutáveis das Escrituras que adéqua o Evangelho às insanidades culturais. O sentido contrário é que deveria ser a regra: o Evangelho se impondo ao mundo. Um exemplo disso é o papel da mulher na família e na sociedade. Antes de tudo quero reiterar minha total repulsa ao pecado do machismo onde o homem se acha no direito de apequenar a mulher diante da auto-afirmação masculina. Machismo é pecado e fere princípios básicos de relacionamentos conforme Gálatas 3:28 e Efésios 5:21 a 33, para citar apenas dois textos sagrados. Da mesma forma, o pecado do feminismo (aliás, todo “ismo” é pecado quando se coloca no lugar de Deus e da sua Lei) tem se alastrado mundo a fora, e a igreja, que caminha na retaguarda, tenta se adaptar em nome da política da boa vizinhança. Fico estarrecido como o lugar funcional da mulher, segundo o mundo, está contaminando as igrejas, ruindo com a vontade de Deus. Vale lembrar que a família, segundo o Criador, é o microcosmo paradigmático ao mundo, isso mesmo, o lar cristão é o modelo para a igreja em geral e para a sociedade como um todo. Nesse sentido, quero refletir rapidamente sobre o papel da mulher crente na família, igreja e sociedade, Precisamos repensar qual é o modelo de Deus para a mulher nos dias de hoje. Vejamos três itens: 1. A mulher deve criar os filhos e ser boa dona de casa: Eu sei que a sensação das pessoas que lêem um subtítulo como este é de desconforto e até mesmo indignação. Mas é exatamente isso que Paulo recomenda a Timóteo em seu ensino e pastoreio às mulheres: “Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência.” (1 Tm 5:14) Embora a recomendação seja às jovens viúvas, o princípio aplicado é geral. Toda mulher cristã deve saber administrar o lar, conduzindo-o ordeiramente. É uma lástima ver que tantas médicas, engenheiras, advogadas, psicólogas, secretárias, executivas, etc, são incapazes de cozinhar, passar, proporcionar e manter sua casa limpa e bem cuidada. Tais mulheres descumprem uma ordem clara do Evangelho quanto ao seu papel no lar. Pior quando não dispõem de tempo para cuidar de seus filhos. Podemos concluir que uma mulher cristã que não é boa dona de casa, é uma esposa/mãe antibíblica. 2. A mulher deve se sujeitar ao marido: Este é outro princípio que foi corroído pelo pecado social. O princípio de autoridade é claro em sua determinação funcional, lembrando que este princípio foi estabelecido pelo modelo da criação (1 Tm 2:9–15). Paulo fala claramente sobre isso a Tito no tocante ao ensino e pastoreio: “Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.” (Tt 2:3–5) O motivo da submissão é simples, para que as Escrituras não sejam difamadas. Todavia, é triste assistir à imitação (por parte da igreja e de seus lares) dos modelos sociais que até colocam uma mulher no lugar de maior autoridade da nação. Se alguém duvida desta distorção, basta ver os cargos que as mulheres estão exercendo nas igrejas locais, e não me refiro às “pastoras”, “presbíteras” ou “episcopisas” (vulgarmente chamadas de “bispas”), eu me refiro aos púlpitos e às salas de aulas repletas de varões como alunos que possuem uma mulher à frente. Eu me refiro também ao cargo de presidência das sociedades domésticas e dos ministérios cujo rol inclui o gênero masculino.

São sutilezas amainadas pela contextualização secular. Paulo é enfático neste assunto ao ensinar que qualquer atitude que coloque em cheque a autoridade do homem sobre a mulher, por mais simples ou inofensiva que possa parecer, deve ser radicalmente banida. Ou seja, se em uma cultura, a mulher coloca em jogo a autoridade do marido pelo simples ato de perguntar algo em público na igreja, então ela deve permanecer calada e fazer perguntas somente em casa (1 Co 14:34,35; 1 Tm 2:11–15). É bom lembrar que as solteiras e viúvas devem possuir um homem que exerça autoridade sobre a sua vida. Esse alguém pode ser o pai, o irmão mais velho, o pastor, etc. 3. A mulher deve ser recatada em seu traje: Esse assunto é complicadíssimo dentro da igreja. Sempre tenho ensinado ao meu rebanho que a mulher deve ser atraente, mas nunca sensual. O problema é que quanto mais as roupas diminuem de tamanho, comprimindo o corpo, mais a igreja se adapta a isso. É deprimente ver mulheres crentes vulgarizarem o corpo numa calça saint-tropez, numa blusa curta de alcinha, num vestido apertado que marca a roupa íntima ou numa mini-saia que mais revela do que esconde. Quanto a isso temos: “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).” (1 Tm 2:9,10) O que Paulo está dizendo é que nenhuma mulher crente pode se vestir como as vulgares ou prostitutas da sociedade. Isso deve ser um imperativo numa sociedade que sexualiza crianças de até quatro ou cinco anos de idade. Será que esses itens supracitados chocam a nossa mente? A impressão que deixam é que são estruturados no radicalismo intransigente e arcaico? Em minha opinião, se alguém que se diz crente pensa assim é porque está longe do padrão da Palavra de Deus. Além do que, a própria sociedade laica deveria seguir este modelo na íntegra por se tratar de um padrão divino a todos. Muitos cristãos têm se levantado contra as leis que favorecem a união homossexual ou contra a PLC 122/2006 ou outras decisões que escandalizam e golpeiam o coração e a mente do fiel. Tais lutas são legítimas e coerentes com o espírito do Evangelho. Mas eu creio que o problema na igreja é muito mais sutil e muito mais profundo, age como um câncer silencioso e assintomático que corrói a igreja por dentro. E nisto muitos estão em silêncio ou simplesmente estão de acordo.

Reafirmo que a família cristã é o modelo para a igreja que, por sua vez, é o correto modelo para a sociedade. Nós é que deveríamos estar na vanguarda sem abrir mão dos valores divinos. Mas o que percebemos é que as igrejas estão no final da fila tentando se adaptar ao mundo, ao mesmo tempo em que correm lamentavelmente atrás do prejuízo. Que Deus nos fortaleça em nossas convicções e que a sua misericórdia continue pairando sobre nós. Sola Scriptura.

Fonte: E a Bíblia com isso?

 

O MINISTÉRIO DOCENTE DE JESUS CRISTO

Jesus Cristo é o mestre perfeito. Em todos os seus feitos e pronunciamentos, encontramos um modelo a ser imitado, um exemplo a ser seguido. Não era sem razão que os seus discípulos e mesmo aqueles que não se enfileiravam entre os seus, assim se dirigiam a ele, reconhecendo-o como Mestre (Ver: Mt 19.16; Jo 3.2, etc.). Quando Jesus terminou de proferir o “Sermão do Monte”, registra Mateus: “Estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas” (Mt 7.28-29).

Vejamos alguns aspectos da docência de Cristo:

1) Autoridade: Jesus ensinava com a autoridade própria de quem conhecia, vivia e, mais ainda, era a própria encarnação da verdade. A autoridade de Jesus Cristo era derivada da sua própria Pessoa: ele é o Deus encarnado. Entretanto, essa autoridade ôntica (própria do ser) se harmonizava perfeitamente com a sua vida e os seus ensinamentos. (Vd. Mt 7.28,29; 22.16; Mc 1.22; Jo 14.6; Jo 8.46).

2) Sabedoria e Poder: O povo se admirava da sua sabedoria e poder (Mt 13.54).

3) Incansável: Jesus era incansável em seu labor, no ensino da verdade. Esta é uma característica daquele que crê naquilo que ensina e, também, acredita nos efeitos do ensino (Mt 4.23; 9.35; 11.1; 26.55; Mc 1.21; 2.13; 4.1,2; Lc 19.47).

4) Coragem e determinação: Apesar da incredulidade de muitos, inclusive por parte de seus irmãos e, as autoridades judaicas quererem matá-lo, Jesus continuava a ensinar, dando testemunho da verdade (Mc 6.6; Lc 19.47,48; Jo 7.1-9).

5) Discernimento: Ao lado da sua coragem, estava também o seu discernimento para saber a hora certa de agir (Mt 10.16; Jo 7.1-9; 8.58-59; 10.39-42; 12.23; 16.32; 17.1).

6) Realista e sincera: Jesus ensinava, não apenas mostrando as delícias do Reino; ele apresentava a verdade, mesmo que isto em algumas ocasiões decepcionasse os seus ouvintes. Jesus não queria e ainda não quer discípulos enganados, iludidos, que foram convencidos por falsas promessas… Ele deseja discípulos que mesmo conscientes das dificuldades o seguem. Por isso, com freqüência, Jesus falava do seu martírio e das perseguições vindouras. Ele não enganou ninguém e nós, também não temos o direito de fazê-lo; não podemos apresentar um Evangelho esvaziado do seu sentido real e bíblico (Mt 5.11,12; 10.16-22; Mc 8.31,35; 9.31,32; Jo 16.32,33).

7) Sensível às necessidades de seus ouvintes: Jesus Cristo não estava simplesmente disposto a dar o que o povo queria; mas, sim, o que os seus ouvintes necessitavam. Ele era sensível não apenas às suas petições mas, às suas reais necessidades (Mc 6.30-44; Lc 11.1-4; Jo 6.22-40).

8) Fiel à vontade do Pai: Jesus ensinava a verdade que o Pai Lhe confiara a ensinar (Jo 7.14-18). O conteúdo da sua mensagem era o Evangelho do Reino (Lc 4.42-44; 8.1), o qual tinha como centro a figura do Rei eterno, que é o próprio Cristo (Mt 13.41; 16.28; 20.21; 25.31-40).

9) Atenta à perpetuação de seus ensinamentos: Jesus demonstrou claramente a sua atenção para com a transmissão fiel dos seus ensinamentos por parte dos discípulos. Para tanto, a sua Palavra e feitos foram registrados (Jo 20.30-31; Rm 15.4); ele mandou que os seus discípulos ensinassem todas as coisas que lhes havia ordenado (Mt 28.18-20; At 20.27) e, enviou juntamente com o Pai, o Espírito Santo, o qual anunciaria a sua Palavra, guiando os seus à toda verdade (Jo 14.26; 16.7-15).¹

¹ Trecho retirado do livro: Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo – Rev. Hermistem Maia – Ed. Fiel. 2013, p. 18 – 19.

Publicado por Rafael Durand

https://www.facebook.com/RafinhaDurand

A EPIDEMIA MASCULINA GENERALIZADA DE ÓDIO AO CORPO

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“Se eu parecesse com aquele cara que faz Thor, eu seria feliz.”

Essa é uma crença comum entre os homens da nossa geração. Posto de maneira mais honesta: “Se eu não consigo aparentar ser confiante, sexy, intimidante, competente e super humano, eu sou inútil.”

Nós nos comparamos aos outros na academia. Nós saímos do cinema querendo nos exercitar por oito horas. Nós preferíamos nos lançar embaixo de um caminhão a termos que tirar a camisa na piscina. Nós nos sentimos patéticos e pequenos. Nós nos olhamos em praticamente todo espelho pelo qual passarmos em frente. Quando estamos sozinhos, nos flexionamos – não porque gostamos do que vemos, mas porque não gostamos. Nós temos gastado centenas de reais em pré-treino, perda de peso e suplementos de ganho de peso. Nós procuramos a melhor forma de ganhar massa, definir o corpo, fazer dieta e entrar em forma.

Aspectos do ódio masculino ao corpo

Saúde não é a questão aqui. Há um grande abismo entre ser saudável e se encaixar no ideal da nossa cultura de “quente”. E esse espaço fornece toda e qualquer razão para um homem odiar o seu corpo.

Um homem que odeia o seu corpo está na verdade buscando amor – uma busca fundamentalmente relacionada à intimidade consigo mesmo na forma de autoconfiança, intimidade com o sexo oposto ao ser sexy, intimidade com o mesmo sexo em intimidação ou aceitação, intimidade com autoridade em competência e ultimamente intimidade com Deus ao aparentar ser digno. A mentira é que o desempenho oferece todas essas intimidades – isso, na verdade, é tolice. Contudo, esse é o caminho que escolhemos.

O ódio de um homem pelo seu corpo se materializa em termos de cinco relacionamentos porque ele está buscando intimidade em cada um desses relacionamentos.

  1. Para nós mesmos, queremos ser confiantes

Nós queremos amar a nós mesmos – olhar no espelho e pensar: “Eu pareço maravilhoso.” Nós olhamos – “Eu estou gordo aqui, pequeno ali, estranho ali” – e isso nos destrói emocionalmente. Nós queremos confiança. Confiança baseada na imagem do corpo se relaciona à intimidade de uma forma especial. Se nós já fomos rejeitados, nós queremos confiança para dizer, “Eles estão errados por me rejeitar.” Nós buscamos autoconfiança para que possamos reverter a nossa experiência de rejeição se e quando ela ocorre. Isso transforma o amor próprio em ódio próprio. É uma dialética de auto-elogio excessivo em nosso progresso e depois automutilação emocional para os nossos fracassos. Ao nos amarmos, somos capazes de destruir a rejeição e os conceitos errôneos. E nós esperamos encontrar intimidade ao final – no sexto pacote.

  1. Para o sexo oposto, queremos ser sexy.

Nós queremos que as mulheres nos amem. Nós queremos passar perto das mulheres e tê-las pensando: “Ele é tão sexy.” Nós queremos que as mulheres nos desejem. Nós ouvimos mulheres, até mesmo mulheres cristãs, falando que querem se casar com Channing Tatum ou Zac Efron. Se isso faz sentido ou não, nós compramos a idéia de que até mesmos as mulheres cristãs querem um homem que tenha certo tipo de musculatura – não “musculoso” ou “grande”, mas “sarado” – com várias partes do corpo definidas. Nós queremos ser capazes de seduzir, de sermos atraentes, abraçar aquilo que a mídia vende como “sexy”. Isso é uma obsessão e se torna um ideal de vida. Então eu saio para correr. Eu volto para casa e corro de novo. Que tipo de comportamento ganha o adjetivo de “sexy”? “Certamente outra corrida, outra série de exercícios. Eu ainda sou sexy?” Nós não falamos sobre isso – Cristãos nem mesmo conversam sobre isso – mas isso nos motiva.

  1. Para os nossos colegas, queremos parecer intimidador

Nós somos instintivamente competitivos. Nós queremos ser os maiores, os mais intimidadores se comparado com outros homens. Isso pode ser reduzido a se comparar com outro cara, mas pode ter resultados tão vastos como “Eu sou maravilhoso” e “Eu sou inútil”. Nós queremos saber se eu posso roubar a mulher daquele cara, bater nele, e eu quero que ele saiba disso também. E se eu sinto que outro cara pode fazer isso comigo, eu vou para a academia. Eu procuro comprar um suplemento na internet. Muitos de nós só fazemos isso a fim de simplesmente decidirmos ser aceitos como parte de um grupo.

  1. Para os nossos pais, nós queremos ser competentes.

O olhar de desaprovação de um pai é um modo infalível de ajudar um homem a odiar o seu próprio corpo. Quando eu tinha 13 anos, meu pai, em sua sabedoria dominante, olhou para mim e disse: “Garotas gostam de músculos grandes.” Fim da história. Pelos próximos dez anos: diversas séries de exercícios de musculação duas vezes por semana ao final de cada expediente do trabalho. Nós olhamos para homens mais velhos e achamos que nós precisamos corresponder – a fim de compensar em nosso corpo o que sabemos que não temos no espírito e na mente. Nós queremos saber, “Eu posso substituir você aqui na terra quando você for. Eu posso segurar esse bastão. Eu sou forte, assim como você. Por favor, me diga que eu sou forte, como você?

  1. Para Deus, nós queremos ser super-humanos

Toda representação de Deus ou de homens piedosos na história da arte é sarada. A estátua de Davi. A criação de Adão. Até mesmo Jesus tem músculos, um cabelo jovial. Que lugar os 18% ou 25% dos caras gordos tem na história de Deus? E quanto ao magricela, esquelético? Nem eles se encaixam na grande história de Deus – pelo menos não como a arte a representa. Assim, muitos homens tem recebido uma mensagem estética tanto da história cristã quanto da retórica cultural: “A senha secreta para o nosso amor é ser como Deus em nosso corpo.” Então, claro, nós gastamos uma fortuna, horas e energia que nem temos para conseguir ganhar um amor que na verdade não é amor e sim um ciclo de morte (Provérbios 16.25-26).

Redimindo homens que odeiam os seus corpos

Deus tem algo para oferecer a cada aspecto do ódio masculino pelo seu corpo e ele faz isso através de cinco esferas relacionais desse ódio próprio. Cada dom que Deus oferece é uma forma de intimidade tanto com Deus quanto com o ser humano através do que ele o oferece.

  1. Através de nós mesmos, Deus oferece os corpos que nós temos

A imagem de Deus não reside apenas na alma. O corpo carrega a imagem (Gênesis 1.26-28; 2.7) e, portanto, desde que nem todos os tipos de corpo correspondem ao ideal da Billboard, Deus expressa o seu deleite aprovador sobre a nossa natureza diversa. Não importa os diversos tipos corpóreos, eles expressam igualmente a glória de Deus e trazem a Ele deleite. Se você ouvir qualquer coisa, ouça isso: Você está bem. Deus não se importa com a aparência do homem (1 Samuel 16.7).

  1. Do sexo oposto, Deus oferece perspectiva

Caras, nos lembremos de algumas coisas. Primeiro, alimentar o desejo por atenção feminina é alimentar adultério futuro. Você está disponível sexualmente para todo mundo. Paulo adverte às mulheres que se “vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças, nem ouro, nem pérolas, nem roupas caras” (1 Timóteo 2:9). Isso vale para nós também. Os caras muitas vezes tem ficado de fora disso. Nós não usamos calças de yoga (espera-se), mas nós somos tentados a usar calças apertadas e camisetas sem mangas. É chegada a hora de obtermos padrões mais elevados.

Em segundo lugar, mulheres que são conquistadas apenas pela musculatura são inconstantes. Elas existem, mas “os seus passos levam diretamente à morte” (Porvérbios 5.5). Além disso, odiar o corpo de alguém é comprar a mentira de que os passos que levam à vida, quando com uma mulher como essa, nós “andamos por caminhos tortuosos e não enxergamos a vereda da vida” (Provérbios 5.6).

Em terceiro lugar, as mulheres que os homens solteiros estão tentando atrair são a imagem de Deus também. Deus nos chama para amá-lo com seu coração, alma e mente (Mateus 22.37). Uma mulher crescendo na imagem de Cristo, enquanto certamente desejando ser fisicamente atraente para o seu marido, irá definir a sua atração em termos da totalidade dele. Além disso, nós comunicamos às mulheres ao nosso redor como nós vemos os seus corpos pela forma como nós vemos os nossos próprios corpos.

  1. Através dos amigos, ele oferece serviço.

Como homens, nós nos classificamos a nós mesmos. A metáfora do guerreiro é intuitiva para nós. Submeter-se é perder. É sair fora. Quando nos submetemos, nós confiscamos a nossa masculinidade, ou pelo menos é o que pensamos.

Não. O caminhos de Cristo é “não façam nada por rivalidade ou interesse, mas em humildade considere os outros mais do que a vocês mesmos” (Filipenses 2.3). Isso não é um mandamento para “ser humilde.” Isso é um mandamento para ser íntimo. Para olhar outro cara e pensar: “Ele é maior, mais forte, tem uma aparência melhor, é mais engraçado e atrativo do que eu” é uma experiência assustadora. No entanto, quando um homem me diz algo que ele aprecia sobre mim, eu sinto uma grande sensação de segurança e amor. É assim que Deus se relaciona conosco em pontos de tensão – com paciência e lembretes de bondade (Romanos 2: 4). Temos a oportunidade de fazer o mesmo para os outros homens – para ser lugares seguros e não competitivos para eles.

  1. Através dos pais, ele oferece empoderamento.

Os pais têm o poder de amargurar os seus filhos, e Deus proíbe isso (Efésios 6: 4). A partir de homens mais velhos, devemos, supostamente, aprender a crescer. Aprendemos que estamos bem quando falhamos. Aprendemos que o ideal físico é inatingível (Provérbios 16:31).

Dos dois homens mais velhos que me habilitaram a me sentir mais competente e confiante na minha vida, nenhum dos dois é o meu pai, um pesa 55 kg e o outro tem uma barriga saliente. Eles demonstram a mim o que a piedade parece quando a Marvel não iria lançar você como Thor. E eles modelam casamentos incríveis sem o nível do modelo de atratividade. A maior intimidade que um pai (ou figura paterna) pode dar a nós é o fortalecimento da paz, para que “tenham acesso em um só Espírito ao Pai” (Efésios 2:18). Pais são destinadas a fornecer capacitação divina, e Deus como Pai faz o mesmo (Efésios 3: 14-16).

  1. Através do seu filho, nós recebemos amor.

Um pacote de seis não desempenha nenhum papel no amor de Deus para você. Você está sendo conformado com o ideal físico cultural muda o amor de Deus por você em exatamente 0%.

Nós somos flagelados com uma imagem corporal negativa porque sentimos os olhos exigentes de umDeus deísta e desaprovador. Acreditamos que Deus não retém nenhuma coisa boa aos que andam [e correm e fazem dieta e se exercitam] irrepreensivelmente (Salmo 84:11). Felizmente, o caminhante irrepreensível nos dá presentes do Pai, apesar de estarmos mal [e inconsistente e indulgente e com preguiça] (Mateus 7:11).

Seja qual for a mordomia saudável do corpo parece, é mais saudável quando ocorre no contexto da aceitação segura e amorosa de Deus, que é o que dá, inventou, e ordena o romance, a autoridade, e a amizade. E Deus não é o recompensador do saradão, do sexy e do body build. “É em vão que você se levantem cedo [na academia, na trilha, na esteira] e fiquem até tarde [em fóruns de musculação, no GNC, na academia de novo], labutando por comida para comer [e pré-treinos, pós-treinos, ciclos de creatina] – Pois Deus dá aos seus amados enquanto dormem “(Salmo 127: 2).

Você não tem que parar de malhar ou fazer dieta ou suplementação. E talvez você deva começar a fazer dieta e exercício. Esta não é uma repreensão em qualquer direção. É um convite à perspectiva e intimidade – com nós mesmos, com o sexo oposto, com o mesmo sexo, autoridades, e Deus. O amor é melhor do que a proteína (Provérbios 15:17). Em seu amor abundante, Deus se deleita em tudo sobre você, inclusive seu corpo. Lembremo-nos do que estamos realmente tentando fazer, e vamos buscar o amor de Deus e ao próximo de maneira que nunca pode ser alcançada através da adoração ou ódio aos nossos corpos.

Paul Maxwell

Texto traduzido por: Igor Sabino

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Publicado Originalmente em: http://www.desiringgod.org/articles/the-epidemic-of-male-body-hatred