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Escravos, Graça e Salvação

Em meados do século XVIII, John Newton, antigo funcionário da Marinha Real Inglesa, iniciou sua carreira como comandante de um navio negreiro inglês. Sua missão era ao mesmo tempo simples e muito extensa: negociar com chefes tribais na costa africana “cargas” compostas por homens e mulheres capturados em seu território natal, acorrentar e acoplar a carga obtida (normalmente de 600 unidades) abaixo das plataformas com acesso à luz solar (para evitar doenças e tentativas de suicídio), conduzi-la à América e negociar seu valor em medidas de açúcar e melaço para transporte à Inglaterra.

Em uma destas viagens, entretanto, Newton e sua tripulação foram fortemente atingidos por uma tempestade, causando a morte de alguns de seus homens. Não se sabe ao certo se o barco suportou as torrentes daquela noite. John Newton, por outro lado sobreviveu e, mais que isto, conheceu àquele que o conduziria ao seu maior legado histórico e a um verdadeiro sentido para sua vida. Neste momento de tribulação John ofereceu sua vida ao Mestre, abandonou o tráfico de escravos e tornou-se cristão, seminarista e autor de hinos.

Alguns anos depois, em 1779, John publica a letra intitulada “Amazing Grace” (Graça Maravilhosa), que fala sobre a incrível graça proveniente de Deus e manifesta através de seu Filho a um perdido pecador que não conseguia enxergar seu pecado.

O tema marcante da letra de Newton está muito mais além do que o simples ato de impedir sua morte durante a terrível tempestade ou de afasta-lo do tráfico de escravos. Amazing Grace fala da misericórdia e graça de nosso Senhor ao nos permitir acesso a si mediante o sacrifício de Jesus. É graças a esta misericórdia que podemos ser chamados filhos de Deus, noiva de Cristo, Coroa da criação. Assim, mesmo com todas as nossas inclinações carnais, como afirma Paulo em sua carta aos Efésios, “Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef. 2.4,5).

Agora, não apenas Newton, mas todos nós cristãos devemos afirmar como Paulo: pela graça somos salvos!

Tiago Silva

O propósito do casamento (Paul Washer)

Qual o papel de um casamento?

Como os jovens devem encarar um casamento?

Como glorificar a Deus através do casamento?

Certamente algumas dessas perguntas já passaram por nossa cabeça, e nem sempre temos ou encontramos respostas para elas.  Então decidimos compartilhar esse pequeno vídeo do pastor Paul Washer que, com grande excelência, nos ensina sobre o propósito do casamento.

Que Deus nos dê graça para aprender e um dia por em prática estes ensinos deixado pelo pastor Paul Washer.

 

IDOLATRIA – UM AMOR A MIM MESMO

AVeryPresentHelp

Dando continuidade a sessão que fala sobre Idolatria, hoje irei falar da Idolatria a si mesmo. Quem nunca leu a expressão: “se eu não me amar muito ninguém vai me amar também!” ou até “se eu não me valorizar, ninguém vai valorizar”. Todos nós, não é mesmo? Se não já também fizemos uso dessa frase em algum momento de nossa vida.

Tenho visto e ouvido grande apelo para o uso dos “auto alguma coisa” hoje em dia. Vemos a “auto estima”, a “auto suficiência”, “auto dependência”, “auto gestão”, “auto sacrifício”, “auto crítica”, “auto biografia”, “auto expressão” ,“autonomia” e etc.

Auto, em alguns dicionários tem dito por significado: “Exprime a noção de próprio, de si próprio, por si próprio.

Ao mesmo tempo que tem crescido a noção de altruísmo, que é o fato de cada vez mais a sociedade estar em busca de ajudar o outro, tem crescido por igual as “auto alguma coisa”, como meio de busca de algo bom e melhor para si próprio.

Como será que isso tem influenciado a Igreja e consequentemente o pensamento cristão?

Gostaria de tratar três pontos com vocês de como isso influencia os trabalhos dentro da igreja, o primeiro é:

. “Só eu me levanto para realizar algum trabalho”.

O que mais tem acontecido são pessoas que dizem que somente elas buscam realizar trabalhos em suas Igrejas. Pensando no papel da mulher cristã, muitas falam que somente elas que se empenham em realizar grupo de estudos para mulheres, cuidar uma das outras e cuidar das crianças, ou outras atividades que poucas se mostram interessadas em fazer.  Essas pessoas acreditam que só elas que se empenham de verdade em buscar meios de edificar a igreja, acreditando que mais ninguém toma partido para realizar algo.

. “Só eu sou competente o suficiente para realizar determinada atividade.”

Outro tipo de idolatria a si mesmo dentro da igreja vem das pessoas que crêem que determinadas atividades só poderão ser bem realizadas por si próprias. Isso é tão preocupante porque vemos o quanto trazemos essa noção dos nossos trabalhos, ou estudos em universidade e escolas, de  quanto o trabalho em grupo e co-dividido é complicado e que por vezes é melhor realizar o trabalho sozinho mesmo, onde se poderá ter mais proveito e melhor resultatividade.

. “Só eu mereço o mérito por todo trabalho.”

Outro grupo pensa que somente eles merecem o mérito por todo o trabalho realizado. Esse tipo de pessoa, transvestida por idolatria, acredita que somente ela merece o mérito por determinada atividade desenvolvida, somente ele merece o reconhecimento da liderança da igreja e até da comunidade por ter realizado tal feito. Se esse mérito não for dado, é bem capaz de haver ira e divisão por se acreditar que o trabalho bem feito não foi reconhecido.

Sabemos bem que esses três pontos poderiam ser estendidos por bem mais pontos. Mas vamos refletir sobre como devemos combater essa Idolatria presente nas nossas igrejas e que está bem próxima ou até mesmo dentro de nós.

1º Suficiência em Cristo

Quando pensamos que toda nossa suficiência está em Cristo nos rendemos ao seu imenso e eterno amor. Se fôssemos esperar melhorias ou resolução para algo tão somente em nós mesmos estaríamos perdidos. Cristo morreu na cruz e nos mostra que nossa Salvação e Dependência vêm tão somente Dele. Deus é o nosso Pai, que nos ama e nos guarda. Não precisamos de nada além da suficiência em nosso Redentor para termos paz, sermos felizes ou realizarmos atividades.

2º Humildade e Glória de Deus

Todo cristão realmente consciente entende que nenhum mérito ele merece e que sim toda Glória vai e está somente em Deus. Isso que se chama de humildade, o reconhecimento de que o que você realiza, sejam trabalhos evangelísticos, seja uma visita a algum irmão da igreja doente, seja uma ajuda dada a uma família que precisa, tudo isso a honra e a glória deve ser dada tão somente a Deus, que lhe chamou e lhe renova todos os dias à se empenhar em obras e ajudas, mas não para seu mero prazer, mas sim para a glória do nosso Senhor, reconhecendo que sem Ele nada disso aconteceria.

3º Amor pela Igreja

. O terceiro ponto nos lembra que ao amarmos o povo de Deus nos empenhamos em cuidar deles sem nenhum reconhecimento ou mérito qualquer. Reconhecemos que somos idólatras ao querermos que alguém chegue até nós e nos parabenize sobre algum trabalho que fizermos de bom na nossa igreja. Penso muito em pastores que se empenham horas e horas em sermões que são centrados em Cristo e que muitas vezes somos compelidos a parabeniza-los por tamanho empenho, mas devemos lembrar à eles e à nós que a Glória é dada somente a Deus que chama esses homens a cuidarem tão bem do Seu povo, utilizando do único meio referido por Deus para a edificação da Igreja, Sua Palavra.

Esse texto, mesmo estando na coluna das Mulheres Puritanas, serve de reflexão à todos. Que Deus nos ajude e guie a cumprir Sua vontade e matar dia após dia dentro de nós esse ímpeto de busca da glorificação, todos nós temos uma pontinha de Idolatria dentro do nosso coração e somente Deus pode nos livrar dela.

Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. (Colossenses 2:8-10)

 LARYSSA LOBO

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JOVEM! VOCÊ VIVE E PREGA O VERDADEIRO EVANGELHO? (PARTE 2)

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Graça e paz irmãos! É um prazer estar aqui escrevendo mais um texto para aprendermos um pouco mais sobre O Evangelho.

Na segunda parte do texto “Jovem! Você vive e prega o verdadeiro Evangelho?” vamos aprender um pouco sobre quatro características que podemos enxergar no Evangelho, e, que também são atributos de Deus.

Como vimos no texto anterior, existem três pontos que resumem bem o verdadeiro Evangelho, e para recapitularmos, esses pontos foram; Cristo, que é O Ungido de Deus para salvar o Seu povo escolhido; A Cruz, que é a chave do Evangelho (a morte da nossa carne); A Renuncia, onde o homem deve renunciar tudo que não for da vontade de Deus.

Vamos tomar como base o texto de Romanos 1, dos versículos 16 ao 18 para estudarmos os 3 primeiros pontos que são:

O Poder de Deus:

Porque esse Evangelho é tão poderoso?

A resposta dessa pergunta é muito simples para nós cristãos, o próprio texto do apostolo Paulo aos Romanos nos responde isso: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego “(Versículo 16). Paulo nos mostrar que a nossa salvação vem do poder de Deus em seu Evangelho (através da cruz como vimos anteriormente), não precisamos acrescentar ou enfeitar nada ao Evangelho, o sacrifício já foi feito por obra do próprio Deus pelo seu Filho.

Podemos enxergar também que o poder do Evangelho só pertence a Deus, e é algo essencial dEle, por o homem está em meio ao pecado, e somente o poder de Deus trás uma nova vida a este homem.(Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6).

O evangelho revela a justiça de Deus:

           O Evangelho também revela a justiça de Deus.(Romanos 1.17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé).

Mas, como podemos enxergar essa justiça? Que Justiça seria essa?

Primeiramente, essa justiça não faz parte do nosso bem estar social, também não é uma sede de vingança do homem. O Evangelho expõe a justiça de Deus, e mostra que nós pecadores por si só somos incapazes de sermos justos perante Ele. Porém quando Cristo faz parte da nossa vida, Deus vê a nossa fé que é a justiça de Cristo em nós. (Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Romanos 3:26).

Mesmo que Deus nos mandasse diretamente para o inferno Ele continuaria sendo um Deus Justo. Por isso devemos ser sempre gratos por Ele ser o Justo e o Justificador da nossa fé (Romanos 1.17).

 

O evangelho revela a ira de Deus:

Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Romanos 1:18.

 Contra quem Deus está irado?

Vamos analisar um pouco dois textos

            Romanos 3: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só(versículos 10-12).

            Salmos 14: O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um(Versículos 2-3).

 Forte? Creio que bastante.

Deus está irado com a humanidade desde o momento em que ela se corrompeu completamente com o pecado desde o Éden, quando o homem deixou completamente de seguir os decretos estabelecidos por Deus.

 Como essa ira é aplacada?

Essa pergunta é respondida com um simples texto que encontramos no livro de João:

Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. João 3:36.

Falar sobre a ira de Deus não é encher o nosso ego ou nos tranquilizar sobre o nosso estilo de vida, mas fazer com que tenhamos tremor e temor(O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. Provérbios 9:10). Somente quando o evangelho provoca o santo tremor de Deus podemos ser apreciados pelas verdadeiras boas novas que O constituem.

Somente quando somos justificados por Cristo é que a ira de Deus é apaziguada em nós. Mas através dessa justiça e dessa ira podemos enxergar o amor de Deus para com o seu povo.

 

O evangelho revela o amor de Deus:

Deus mostra o seu amor por nós, pois estando irado com toda humanidade aprouve a Ele mandar Cristo a cruz para que mediante o Seu sacrifício a ira de Deus fosse aplacada e mediante a fé que se tem no sangue de Cristo, e através desse poderoso amor, o homem é salvo.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Efésios 2:4-7.

 

Será que nós temos pregado este Evangelho? Ou estamos pregando somente aquilo que nós gostamos?

Que a verdadeira mensagem do Evangelho seja vivida e anunciada por nós que somos povo de Deus. E que ele derrame graça em nossas vida para que sempre tenhamos a consciência de fazermos a vontade dEle.

 

Tiago Silva

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