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A UNIDADE DOS CRISTÃOS SOB A PERSPECTIVA DE RICHARD BAXTER

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INTRODUÇÃO

Na era Pós-Moderna, a qual nós, cristãos do século XXI, brasileiros, vivemos, há inúmeros sinais, os quais inequivocamente demonstram que estamos sob o juízo de Deus. A palavra de Deus fala: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12a). Ora, não precisa ser nenhum gênio para perceber rapidamente que no país do “jeitinho” estamos mui aquém de ter zelo pelos ensinamentos de Deus, bem como de O considerarmos como verdadeiramente Senhor de nossa nação.

Se o profeta Isaías estivesse vivendo esses dias, certamente ele iria proferir o mesmo julgamento que bradou para o povo de Israel quando estes estavam se corrompendo demasiadamente: “Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás” (Is 1:4).

AS MAZELAS ESPIRITUAIS E SOCIAIS DE UMA NAÇÃO CAÍDA

Irei elencar, sucintamente e sem me delongar por cada ponto, algumas dessas mazelas espirituais e sociais proeminentes no nosso contexto atual, destacando, no entanto, a última; e trazendo uma perspectiva principiologica bíblica do pastor puritano, inglês, Richard Baxter (1615 – 1691) que, em face dessa confusão ética, moral e religiosa, mostra a unidade do povo de Deus – ou seja, da igreja invisível de Cristo — como norte e força motriz para enfrentar tais dificuldades e, portanto, ser sal na terra e luz em mundo obscuro e caído em virtude do pecado (cf. Mt 5: 13-16).

  • O relativismo impera: as ideologias humanas pervertem os valores da sociedade, apregoando, destarte, que cada pessoa pode ter a sua própria verdade, e que todo pensamento pode ser desconstruído, porquanto o homem é a “medida de todas as coisas” – e não Deus;
  • O cristianismo bíblico é veementemente atacado: a apostasia é difundida escancaradamente nos púlpitos e seminários teológicos que outrora eram comprometidos com o zelo pela palavra de Deus, através de suas multifacetadas expressões, tais como, o liberalismo teológico – que nega a autoridade das Escrituras como sendo a palavra de Deus –, o teísmo aberto – que apregoa, em suma, que Deus fez o mundo, mas está distante dele –, entre outras teologias heterodoxas.
  • As seitas e heresias se propagam numa proporção descomunal: “Macêdos”, “Waldomiros”, “Agenores” entre outros corifeus da cura e prosperidade, têm comercializado um falso evangelho e mercadejado a fé com um povo que perece por falta de conhecimento (Os 4:6) ou que buscam o hedonismo religioso, isto é, uma vida de prosperidade financeira e prazeres terrenos.

Pois bem, agora destaco mais um ponto, o qual, certamente, faz com que o Senhor tenha repúdio a muitas de nossas condutas como membros do corpo de Cristo.

  • Debates doutrinários infrutíferos entre os cristãos: primeiramente, deixo bem claro que não critico o debate construtivo, edificante e fundamentado em premissas das Escrituras, afinal, eles foram e são essências na historia da igreja — notadamente, quando visam extirpar falsos ensinamentos e heresias que vão de encontro ao verdadeiro evangelho –, mas sim a forma e às consequências de alguns debates que os cristãos se envolvem, porquanto ao invés de haver uma exposição saudável de argumentos, há de fato, muitas vezes, uma ruptura e fragmentação no corpo de Cristo, ocasionados em virtude de deboches, desdém, intrigas, soberba e até achincalhamentos. Ora, em muitos debates teológicos, irmãos que convergem em questões essenciais à fé cristã — tais como: a doutrina da Trindade, a deidade de Jesus, a salvação somente por meio de Cristo, a doutrina do pecado original –, acabam se tornando praticamente inimigos religiosos.

Em face do último ponto elencado, a consequência logica nada mais é senão prejuízo para o corpo de Cristo, ou seja, a Igreja. Esta deveria se fortalecer em vez de enfrentar debilidades, uma vez que é sua missão pregar o evangelho e influenciar virtuosamente um mundo que jaz no maligno (1 Jo 5:19).

A PERSPECTIVA DE UNIDADE DA IGREJA DE RICHARD BAXTER EM 1 CO 12

Os puritanos foram cristãos notáveis na história da igreja, mormente por terem um especial zelo pela palavra de Deus, bem como uma busca implacável pela aplicação da palavra na vida prática, isto é, uma ênfase na vida santa e piedosa que glorifica a Deus (1 Co 10:31). Richard Baxter, pastor inglês do século XVII, integrou esse rol de gigantes da fé. Foi um eminente pastor e evangelista. Sua obra “O pastor Aprovado”, exemplifica uma vida piedosa voltada para a santidade e ministério pastoral, obra esta que inspira e edifica até hoje muitos pastores e líderes cristãos ao redor do mundo.

Baxter, todavia, também tinha outra característica peculiar, a saber: uma grande motivação para reconciliar às divisões cristãs de seus dias. Certamente, sabia a importância da unidade orgânica da igreja. Como Paulo asseverou em 1 Co 12:12 que “assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também”, o Pastor Aprovado sabia que deveria zelar pela comunhão dos santos. A busca pela integridade e unidade na igreja é para que “não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros iguais cuidados uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele (1 Coríntios 12:25,26)”, afinal somos membros de um só corpo – o corpo de Cristo!

Essa característica de Richard Baxter, contudo, não implica em dizer que ele era condescendente com práticas e doutrinas consideradas equivocadas e errôneas pelos protestantes. Pelo contrário; ele galgava a unidade com a finalidade de difundir o Evangelho verdadeiro, o qual prega Cristo crucificado como nosso único Salvador. Inclusive, ele foi expulso da Igreja da Inglaterra quando se recusou a assinar um Ato de Uniformidade que obrigava os pregadores puritanos usar a liturgia anglicana nos cultos. Vale ressaltar, também, que mesmo tendo sido proibido de pastorear, ele continuou escrevendo  e pregando;  sendo perseguido, acabou preso por três vezes.

No livro “Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja” o pastor e escritor Franklin Ferreira dedica um capítulo especial à vida e ministério de Baxter. Ainda sobre a busca de Richard em prol da unidade dos cristãos, Ferreira fala que:

“[…] o senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo deveria estender-se às outras igrejas que também confessam a fé evangélica básica. Estas comunidades devem ser vistas como congregações companheiras na igreja universal do nosso Senhor, pois, em suas palavras [de Baxter*] ‘em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade’.”

CONCLUSÃO

Como cristãos – assim como o fizeram os puritanos — devemos zelar pela pureza da igreja. As doutrinas e princípios elementares do evangelho jamais podem ser negociados ou relativizados. Como disse Lutero, “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido pelo erro”. No entanto, em questões periféricas da fé, podemos respeitar opiniões diversas das nossas, sem, contudo, comprometer o zelo e o que é essencial, a saber, às verdades concernentes a Jesus Cristo, que é o cabeça da Igreja e requer a unidade do seu povo.

Reitero, portanto, que, sacrificar a unidade e pensamentos convergentes em virtude de sentimentos pecaminosos, relacionados ao ego humano, à soberba e à vaidade, é um suicídio missional para a igreja. Hodiernamente, sobretudo no contexto brasileiro, os cristãos sinceros têm mais é de se unir para impactar positivamente a nossa sociedade e pregar o evangelho, a fim de suprimir toda influencia mundana e diabólica que se levanta objetivamente contra os princípios, valores e virtudes inerentes à palavra de Deus!

Rafael Durand Couto

 *Grifo nosso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Baxter, Richard. O pastor aprovado. São Paulo: PES, 1989

Ferreira, Franklin. Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Editora Fiel, 2014.

DA CRISE À REDENÇÃO!

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O país está em crise,
Mas em Cristo somos fortes;
Suportaremos às tempestades,

Porquanto Deus é nosso aporte.

Vivemos dias sem precedentes,
Com demasiada corrupção;
Eis a natureza humana,

Inclinada à ambição.

Consequência lá do Éden,
Onde o homem quis usurpar,
O lugar do Deus Altíssimo –

Seu santíssimo altar.

Em maior ou menor escala
Sempre isso ocorreu:
O homem deseja tomar para si

Aquilo que não é seu.

O poder emana do povo
Diz a nossa Constituição,
Mas não somos representados

Por um “bando de ladrão”!

Todavia, nossa fé
Não está fulcrada em homens.
A esperança, para nós,

Na verdade, tem um nome.

Não será um presidente,
Tampouco um governador,
Mas é o Deus Soberano,

Que enviou o Salvador!

Sentimento indelével
Para todos os escolhidos,
É ter plena suficiência

No Senhor Jesus Cristo.

A INSENSATEZ DO HOMEM DISTANTE DE DEUS

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“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Salmo 14:1)

O versículo epigrafado nos traz uma mensagem de suma importância dentro do livro de Salmos. O Salmo 14 tem tamanha relevância e aspecto didático que é, praticamente, repetido no Salmo 53 – com divergências apenas entre os versos 5 e 6. Ora, mas que mensagem nos traz essa porção da escritura sagrada, a ponto de ser repetida em duas ocasiões no mesmo livro? Certamente, o salmo 14 nos traz grandes lições acerca da pecaminosidade humana, bem como da redenção do homem.

Não pretendo, aqui, fazer uma profunda exposição desse Salmo (aconselho que estude esse Salmo mais profundamente em outra ocasião, ele é mui rico!), mas gostaria de chamar sua atenção para uma realidade que parece ser longínqua, entretanto, pode ser claramente percebida em nosso meio cristão.

O Insensato

A palavra insensato no texto (Sl 14:1) – diferentemente do seu sentido na língua portuguesa, que significa pessoa que não tem bom senso, louco, sem noção da realidade, etc – traz o significado de alguém que é oposto o do sábio, isto é, alguém que não anda segundo o temor do Senhor — que é o princípio da verdadeira sabedoria (Pv. 9:10). Logo, o insensato no salmo 14 é alguém que despreza absolutamente a realidade de que Deus existe! Essa condição de insensatez desemboca no que chamaremos de Ateísmo Prático, ou seja, negar que a existência de Deus seja relevante para vida humana, o que ocasiona, conseguintemente, consoante a parte b do vs. 1, à violação de todos os princípios, estatutos e leis estabelecidas por Deus, uma vez que eles “Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Sl 14:1b).

Cumpre ressaltar, no entanto, que esse tipo de ateísmo do Salmo 14 é algo bem diferente do ateísmo técnico e filosófico que estamos acostumados a ver hodiernamente nos debates entre teístas e ateístas – esse tipo de negação da existência de Deus só veio emergir no séc. XVIII e hoje tem como um dos mais conhecidos proponentes, o biólogo Richard Dawkins.

Todavia, o ateu prático do Salmo 14 é alguém que vive como se Deus não existisse, praticando toda sorte de atos pecaminosos e repugnantes – é uma questão moral. Portanto, o insensato – ateu prático – passa a viver como se Deus não mais existisse, nem tampouco fosse nos julgar um dia em face de todas as nossas ações. Com maestria, o puritano do séc. XVII Matthey Henry comenta esse versículo, dizendo que “nenhum homem pode dizer: “Não há Deus”, sem que esteja a tal ponto endurecido no pecado, que tenha como seu especial interesse a não existência de alguém que o chame a prestar contas” [1].

No contexto histórico dessa passagem, o autor do Salmo (Davi), se referia aos insensatos, não em relação a pessoas de outras tribos inimigas de Israel ou a nações distantes dele; ele se referia, no entanto, aos israelitas, ou seja, o próprio povo de Deus que começara a viver como se Ele não mais existisse.

Estamos nos tornando insensatos?

Diante disso, para os nossos dias, podemos perceber que o Ateísmo Prático, também pode estar intrínseco ao nosso meio cristão, eclesiástico e, infelizmente, até em nossas vidas. Isso é perceptível, categoricamente, quando passamos a desprezar as realidades concernentes à Deus, ao Espírito Santo e ao nosso salvador Jesus Cristo.

Ocorre que, quando nos afastamos dos meios de graça deixados pelo próprio Deus, nossa fé e obediência a Ele declinam de tal maneira que nos tornamos insensatos.

Veja o porquê:

  • Quando deixamos de orar, passamos a confiar não mais em Deus, mas nas nossas forças e até no acaso. Esquecemos, destarte, do que Tiago diz em sua carta, a saber, que a oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5:17).
  • Já dizia o salmista Davi que a palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Sl 119:105). Quando nos afastamos do princípio de que a bíblia e tão somente a escritura é a nossa regra de fé e prática, e que essa palavra deve guiar às nossas vidas, estamos desdenhando o que Deus tem para falar conosco e dando ouvidos somente ao nosso egocentrismo e mundanismo inerentes a natureza humana.
  • A velha máxima “me diz com quem tu andas que te direi quem és” tem muito a ver com a realidade bíblica, veja o Salmo 1:1: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Nesse sentido, quando nos afastamos da comunhão com nossos irmãos em Cristo, estamos fadados a nos tornarmos pessoas desventuradas e insensatas diante de Deus, pois somos seres influenciáveis, sobretudo, para o mal!

E agora, o que fazer para não me tornar um insensato?

Decerto, eu, na minha posição de miserável pecador, não sou a pessoa que terá a resposta final e mais eficaz para a pergunta supracitada, uma vez que “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14: 3). Quero dizer, com isso, que todos nós somos falhos e pecadores, mas como outrora disse Calvino: “Na igreja de Cristo não há ninguém tão pobre que não possa compartilhar conosco algo de valor” [2].

Portanto, se valendo de outra máxima popular, qual seja, a de que “devemos aprender com os nossos erros para não repeti-los”, posso vos auxiliar nessa reflexão. Ora, já vimos nos parágrafos anteriores sobre se “Estamos nos tornando insensatos?” algumas cousas que nos afastam de Deus. E, assim como o antídoto para a cura de um envenenamento por cobra é extraído de seu próprio veneno, devemos verificar nas nossas faltas ou áreas débeis de nossas vidas, afim de encontrar o local ideal para aplicar o remédio curador ou preventivo que nos imuniza ante os enfraquecimentos da nossa fé cristã.

Primeiramente, caros leitores, quero esclarecer que devemos nos dedicar impetuosamente a oração, entendendo que não oramos ao acaso, nem tampouco a uma força impessoal e transcendente, oramos, no entanto, ao Deus soberano que controla todas às cousas e, até nos momentos onde estamos nos tornando insensatos Ele é capaz de fortalecer nossa fé! E, como já citado, ele nos deixou meios para isso.

Em segundo lugar, lembremos que a Bíblia é divinamente inspirada e “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16-17). Ou seja, nós devemos nos alimentar diuturnamente desse rico alimento sagrado. Afinal, você não viverá apenas de comer Subway, Mc Donald’s ou Burger King, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4:4)! Em outro texto, neste blog [3], eu disse que ela – a palavra de Deus – é como um GPS infalível que sempre nos conduz a rota correta.

Em terceiro lugar, quero dizer que você jamais se tornará um insensato se cultivar amizades santas, boas e que te aproxime de Deus. Pelo contrário; os seus irmãos verdadeiros de fé, mostrarão cada vez mais que você nunca deverá viver como se Deus não existisse, uma vez que você foi criado para glorifica-lO e ser satisfeito nEle perenemente [4].

E Cristo, onde está nisso tudo?

Se vocês lerem todo o Salmo 14, perceberão o seguinte: esses homens insensatos estavam vivendo como se Deus não existisse, cometendo às atrocidades mais espúrias possíveis, todavia, no final do Salmo (Sl 14: 5 – 7), verão que eles “Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo. Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio. Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará”. Isto é, aqueles que não se tornaram insensatos, acharam refúgio e fortaleza em Deus (Sl 46) e se alegraram pela salvação que logo vinha de Sião (vs. 6 e 7).

Como não perceber Cristo nisso tudo?!

Eis o ponto nevrálgico da nossa reflexão: somente a verdadeira fé e plena convicção no nosso Salvador Jesus Cristo é que não nos permite cair em insensatez! Que essa verdade esteja incutida em nossas mentes, de modo que o sacrifício do Cordeiro na cruz do calvário produza conforto ante às mais variadas situações da nossa vida. Ele mesmo prometeu que estaria conosco até a consumação dos séculos, em virtude da nossa passagem pela terra – como forasteiros e peregrinos. Ele disse que haveríamos de passar por aflições, mas que estaria conosco e, por isso, deveríamos ter bom ânimo, afinal, Ele já venceu o mundo (Jo 16:33)!

Sollus Christus

Rafael Durand
https://www.facebook.com/RafinhaDurand

[1] Comentário bíblico condensando — Matthey Henry.

[2] As Instituas da Religião Cristã – João Calvino

[3] Sola Scriptura um brado permanente, em: https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2014/10/29/sola-scriptura-um-brado-permanente/ — Rafael Durand

[4] Catecismo Maior de Westminster

A EXISTÊNCIA DE DEUS, A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E A SALVAÇÃO DO HOMEM

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“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). Esta frase pode gerar muitos dilemas ou questionamentos em sua cabeça. Não se assuste! Pois, na verdade, isso é comum de acontecer. Homens considerados muitíssimo inteligentes ao ponto de receberem títulos de cientistas, doutores, grandes filósofos e religiosos, dedicaram toda uma vida para compreendê-la. Além do mais, pessoas comuns também refletem acerca dessa questão desde toda à história da humanidade e, certamente, essa questão ainda suscitará inúmeros questionamentos na vida dos seres humanos. Afinal, sabemos que a crença é inerente ao ser humano – é um aspecto universal que está presente em todas às culturas e civilizações ao redor do planeta Terra.

Não sabemos seu conceito acerca da criação ou, até mesmo, da existência de Deus; talvez, você pense que tudo que precisamos é de fé para acreditar nisto. Não. Você não está errado. De fato, devemos ter fé! “Pois sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). No entanto, existem algumas verdades que devem ser consideradas para se construir um conceito honesto à respeito dessa questão.

Nossa fé, não precisa, necessariamente, ser cega para acreditar que Deus existe. Ora, você dirige seu carro, contudo, você não vê que ele foi projetado de tal maneira que funcionará e se locomoverá levando você de um lugar ao outro. Você simplesmente confia na idoneidade da empresa pela qual esse carro foi desenvolvido. Logo, você teve segurança baseada numa fé inteligente, ela não foi cega nem tampouco desprezou evidências que te assegurasse de que algo foi criado mesmo sem você está lá para comprovar.

Algumas teorias defendem a ideia que o universo surgiu ex nihilo (do nada) ou de uma simples combinação de forças que acarretaram em uma grande explosão onde deu origem ao universo – por muitos, conhecido como teoria do big-bang. Mas, é evidente e lógico que as coisas não podem surgir do vago. Tudo tem sua causa. Tudo tem um princípio. O tempo, o espaço e a matéria não existiam antes do começo, portanto, o universo deve ter surgido de uma causa atemporal, ilimitada e incorpórea. Em suma, queremos levar você a refletir que, se o universo teve um principio, logo, foi alguém que o causou. E, não obstante esses exercícios cognitivos não nos faça chegar diretamente ao Deus da Bíblia, esse argumento exclui a impossibilidade da existência de um ser criador e regente de todo o universo.

No parágrafo supracitado citamos que o ser criador também tem um atributo de regente ou mantenedor do universo. Basta olhar para a natureza e para a suas leis, que logo constataremos este atributo. Perceba que tudo foi minuciosamente planejado, de modo que a mínima variação de qualquer lei natural – como a lei da gravidade -, poderia ocasionar um caos generalizado, ao ponto de tornar inviável a própria existência da vida humana.

Entretanto, mesmo diante de todos esses argumentos expostos, nós ressaltamos que esse criador e gestor do universo é o Deus da Bíblia. Uma vez que ele se revela à toda humanidade através da Sua criação, como já fora citado, no entanto, ele também se revela de modo salvifico através de sua Palavra, isto é, as Sagradas Escrituras. Destarte, cremos que esse livro é integralmente verdadeiro, visto que é uma das heranças que Deus deixou para os homens compreender tudo que Ele viu ser necessário.

Portanto, aceitando as duas premissas, a saber, que o universo foi criado por Deus e que Ele além de se revelar pela natureza também se revela pela Sua palavra, aceitamos a conclusão de que esse Deus criador do universo se revelou de forma mais clara na pessoa de Jesus Cristo, conforme o relato bíblico.

Esse relato, afirma que, além do universo, nós – os homens -, também fomos criados por Ele. Mas no Jardim do Éden o desobedecemos e nos tornamos inimigos e filhos da ira desse Deus; e, consequentemente, merecedores de uma eternidade de tormentos no inferno. Todavia, em Seu plano soberano, aprove a Si escolher um povo para salvação através de sua livre graça mediante a fé (cf. Ef 2:8) no sacrifício propiciatório e redentor de Seu filho Jesus Cristo na cruz do Calvário!

Em última análise, concluímos que a criação do universo, passando pela revelação de Deus na natureza e na Bíblia, aponta diretamente para a indiscutível grandeza dEle e a crucial necessidade do homem prostrar-se ante à magnitude do plano divino redentivo para o Seu povo. “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3).

Rafael Durand (facebook.com/RafinhaDurand) e Wallison Osório (facebook.com/wallison.osorio)

O MINISTÉRIO DOCENTE DE JESUS CRISTO

Jesus Cristo é o mestre perfeito. Em todos os seus feitos e pronunciamentos, encontramos um modelo a ser imitado, um exemplo a ser seguido. Não era sem razão que os seus discípulos e mesmo aqueles que não se enfileiravam entre os seus, assim se dirigiam a ele, reconhecendo-o como Mestre (Ver: Mt 19.16; Jo 3.2, etc.). Quando Jesus terminou de proferir o “Sermão do Monte”, registra Mateus: “Estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas” (Mt 7.28-29).

Vejamos alguns aspectos da docência de Cristo:

1) Autoridade: Jesus ensinava com a autoridade própria de quem conhecia, vivia e, mais ainda, era a própria encarnação da verdade. A autoridade de Jesus Cristo era derivada da sua própria Pessoa: ele é o Deus encarnado. Entretanto, essa autoridade ôntica (própria do ser) se harmonizava perfeitamente com a sua vida e os seus ensinamentos. (Vd. Mt 7.28,29; 22.16; Mc 1.22; Jo 14.6; Jo 8.46).

2) Sabedoria e Poder: O povo se admirava da sua sabedoria e poder (Mt 13.54).

3) Incansável: Jesus era incansável em seu labor, no ensino da verdade. Esta é uma característica daquele que crê naquilo que ensina e, também, acredita nos efeitos do ensino (Mt 4.23; 9.35; 11.1; 26.55; Mc 1.21; 2.13; 4.1,2; Lc 19.47).

4) Coragem e determinação: Apesar da incredulidade de muitos, inclusive por parte de seus irmãos e, as autoridades judaicas quererem matá-lo, Jesus continuava a ensinar, dando testemunho da verdade (Mc 6.6; Lc 19.47,48; Jo 7.1-9).

5) Discernimento: Ao lado da sua coragem, estava também o seu discernimento para saber a hora certa de agir (Mt 10.16; Jo 7.1-9; 8.58-59; 10.39-42; 12.23; 16.32; 17.1).

6) Realista e sincera: Jesus ensinava, não apenas mostrando as delícias do Reino; ele apresentava a verdade, mesmo que isto em algumas ocasiões decepcionasse os seus ouvintes. Jesus não queria e ainda não quer discípulos enganados, iludidos, que foram convencidos por falsas promessas… Ele deseja discípulos que mesmo conscientes das dificuldades o seguem. Por isso, com freqüência, Jesus falava do seu martírio e das perseguições vindouras. Ele não enganou ninguém e nós, também não temos o direito de fazê-lo; não podemos apresentar um Evangelho esvaziado do seu sentido real e bíblico (Mt 5.11,12; 10.16-22; Mc 8.31,35; 9.31,32; Jo 16.32,33).

7) Sensível às necessidades de seus ouvintes: Jesus Cristo não estava simplesmente disposto a dar o que o povo queria; mas, sim, o que os seus ouvintes necessitavam. Ele era sensível não apenas às suas petições mas, às suas reais necessidades (Mc 6.30-44; Lc 11.1-4; Jo 6.22-40).

8) Fiel à vontade do Pai: Jesus ensinava a verdade que o Pai Lhe confiara a ensinar (Jo 7.14-18). O conteúdo da sua mensagem era o Evangelho do Reino (Lc 4.42-44; 8.1), o qual tinha como centro a figura do Rei eterno, que é o próprio Cristo (Mt 13.41; 16.28; 20.21; 25.31-40).

9) Atenta à perpetuação de seus ensinamentos: Jesus demonstrou claramente a sua atenção para com a transmissão fiel dos seus ensinamentos por parte dos discípulos. Para tanto, a sua Palavra e feitos foram registrados (Jo 20.30-31; Rm 15.4); ele mandou que os seus discípulos ensinassem todas as coisas que lhes havia ordenado (Mt 28.18-20; At 20.27) e, enviou juntamente com o Pai, o Espírito Santo, o qual anunciaria a sua Palavra, guiando os seus à toda verdade (Jo 14.26; 16.7-15).¹

¹ Trecho retirado do livro: Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo – Rev. Hermistem Maia – Ed. Fiel. 2013, p. 18 – 19.

Publicado por Rafael Durand

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FRUTO DO ESPÍRITO, UMA SAFRA EM ESCASSEZ

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“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5:22)

Circulou há alguns meses atrás nas redes sociais e em grupos de mensagens de telefones celulares, um áudio no qual uma mulher tenta fazer uma reflexão acerca do fruto do Espírito, baseada na carta do Ap. Paulo aos Gálatas, capítulo 5, verso 22. Até aí tudo bem, no entanto, o que me chamou deveras a atenção é o que ocorre durante a tentativa frustrada da mulher discorrer sobre o tema, onde ela fala que enfatizará a manifestação do fruto através da paciência. Ao iniciar a reflexão sobre paciência, ela enfatiza que devemos tê-la nos dias de hoje devido à correria do dia-a-dia, o trânsito, a situação caótica e aos relacionamentos com outras pessoas (tudo isso realmente são fatos verídicos). Entrementes, no decorrer da sua “meditação”, o seu filho começa a chamá-la algumas vezes, e o seu animalzinho de estimação (um cachorro) parece a incomodar um pouco. Contudo, ao invés dela exercer aquele fruto sobre o qual ela está pregando, ela tem um acesso de total falta de paciência, além da falta de: domínio próprio, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão e temperança. Isto é, ela pratica uma ação totalmente contraditória com o discurso que ela apregoava, indo de encontro ao fruto do Espírito, usando de palavras agressivas e até imorais contra o seu próprio filho por ele estar atrapalhando a sua “reflexão” (se você não escutou esse áudio ainda clique aqui).

Todavia, outro fato que também me chamou a atenção foi a repercussão que esse áudio tomou nos grupos de mensagens de celular (WathsApp), pois embora tenha sido levado por muitos de uma forma humorística, algumas pessoas verdadeiramente se identificaram com a mulher que se mostrou veementemente descontrolada. Ora, se eu estivesse falando de ímpios ainda seria “aceitável”, no entanto, essas declarações de identificação partiram de pessoas que se dizem cristãs. Mas infelizmente isso é uma realidade. Quantas vezes não vemos pessoas que professam a fé em Cristo tendo momentos de extremo descontrole, brigando no trânsito, em filas, perdendo a paciência pelo motivo mais pífio possível?  Podemos inferir, portanto, que muitos evangélicos ainda não têm uma verdadeira concepção bíblica acerca do fruto do Espírito Santo de Deus, e acham que podem viver de acordo com os padrões mundanos de comportamento.

Não estou querendo defender a tese de que um cristão não pode ter momentos de profunda raiva, stress ou impaciência, afinal nossa carne está sempre suscetível aos mais variados sentimentos, sobretudo sentimentos pecaminosos. Mas enfim, o que eu realmente tenciono e pretendo, ao abordar esse tema? O grande âmago da questão caros leitores, é que embora sejamos falhos e pecadores, não devemos nos conformar com esses sentimentos que via de regra aflige nosso corpo, nossa carne, nossa mente, nossa alma. Além do mais, essas atitudes acabam fomentando o egocentrismo e o narcisismo no homem. Entretanto, o melhor antídoto ou a melhor estratégia a ser tomada para fugir dessas condutas e pensamentos, que muitas vezes já estão internalizados nas nossas vidas por conta da influencia exacerbada do mundanismo entre os crentes, é estar sempre fazendo uma metanoia, isto é, um termo grego usado para designar a mudança de mente que ocorre com o cristão quando ele é alvo da graça de Deus. Vale ressaltar que essa mudança de mente é perene, ou seja, deve ser um processo continuo na vida do cristão, porquanto cada vez mais nossa mente precisa se assemelhar a mente de Cristo ( 1 Co 2.16). O conceito de metanoia é categoricamente perceptível na carta do Ap. Paulo aos Romanos capítulo 12, verso 2: “e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Mas voltando a questão do fruto do Espírito (Gl 5: 22), precisamos compreender que esta manifestação do Espírito Santo é uma clara evidência de uma vida transformada por Cristo. Ora, “Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” (Gálatas 5:25). Já em contraposição ao fruto do Espírito, estão as obras da carne, “Pois a carne luta contra o Espírito e o Espírito contra a carne, porque estes são opostos um ao outro”(Gálatas 5:17), são elas: “a fornicação, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e outras coisas semelhantes, contra as quais vos previno, como já vos preveni, que os que tais coisas praticam, não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21). Muitas vezes usamos de argumentos para tentar fundamentar e legitimar nossos atos pecaminosos, tais como: “esse é meu jeito de ser”, “eu nasci assim e não tenho como mudar”, “eu ajo assim por conta do meu temperamento”, “essa é a minha personalidade”, etc. Todavia, mediante todas as reflexões supracitadas extraídas do texto de Gálatas 5, podemos perceber que para o cristão não existe esse tipo de “personalidade”, existem na verdade o fruto do Espírito ou as obras da carne! Então, como você prefere agir? Segundo seus próprios sentimentos praticando toda sorte de obras da carne? Ou buscando exercer esse fruto de uma safra que está cada vez mais escassa na vida das pessoas, para que assim eles sejam perceptíveis em sua vida?

Espero que essas reflexões possam nos ajudar no sentido de que, quando houver questões difíceis, de conflitos, de stress, seja no trânsito, numa fila de espera, numa conversa séria, ou em qualquer situação, de antemão possamos refletir e lembrar que há uma semente plantada em nosso coração, e essa semente precisa frutificar através da nossa forma de pensar, de agir e de falar, pois fomos transformados por Jesus Cristo, um ser totalmente santo, e essa transformação precisa ser evidenciada em todas as faculdades de nossa vida. Portanto, não podemos mais agir segundo os conceitos mundanos, mas sim de uma forma que “resplandeça a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).

SOLI DEO GLORIA!

Rafael Durand

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A GRAÇA SEJA CONTIGO

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Esta é a saudação característica de Paulo em suas epístolas. Sempre, tanto no começo como no fim de suas cartas, ele dedica esta expressão aos seus leitores. A graça é um favor divino, um dom gratuito, uma mercê concedida por Deus aos homens. Calvino diz que é uma benção muitíssimo desejável ter Deus a nosso favor. E é isso que Paulo deseja aos seus destinatários.

A graça é o que torna o cristianismo diferente de todas as religiões do mundo. Todas elas nos apresentam formas de como o homem pode buscar a Deus e o que se deve fazer para conseguir sua salvação. Explicando isso, Paul Washer toma o exemplo de um mulçumano e um judeu. Ambos dirão que irão para o Paraíso, pois leram seus livros sagrados e cumpriram as regras que neles estavam escritos. Sendo assim, Deus não teria outra coisa a fazer se não conceder-lhes a salvação, afinal eles cumpriram suas normas. Era uma dívida de Deus.

Mas isso não ocorre no cristianismo. Essa não é a mensagem do evangelho, e é o que nos torna diferentes. O homem poderia ser salvo se cumprisse toda a lei de Deus e vivesse uma vida moralmente perfeita, porém o nosso primeiro representante Adão falhou, e seu erro foi passado a todos os que se seguiram depois dele. Desde então, todos os homens nascem em pecado. Todos se extraviaram e, juntamente, se fizeram inúteis. Não há quem busque a Deus, e essa é a primeira divergência do cristianismo para as outras religiões. É o próprio Deus quem escolhe seu povo, o redime e o chama. Deus é quem busca o homem. E, uma vez que o homem não poderia salvar-se por seus próprios meios, ele precisaria de um alguém que assumisse sua dívida e pagasse seu pecado por ele. Deus não poderia simplesmente perdoar o homem, pois ele é Justo Juiz. E esse salvador deveria ser alguém totalmente perfeito e com uma conduta moralmente reta em toda sua vida, e apenas uma pessoa poderia fazer isso: o próprio Deus.

Dessa forma, nosso Senhor Jesus Cristo, de bom grado, bebeu até a última gota de todo o cálice da ira de Deus que estava preparado para os homens. Assim, depositando toda a nossa fé naquele redentor que Deus havia prometido desde a queda do homem, em Gênesis 3, podemos ser justificados diante de Deus. Isso quer dizer que ao olhar para nós, Deus nos vê como homens totalmente limpos, sem máculas, justos. Essa é a doce troca a qual Lutero se referiu: enquanto entregamos todo o nosso pecado, fracasso e culpa em Cristo Jesus; ele, humildemente, nos reveste com sua justiça. Aquele que não conheceu pecado se fez pecado por nós.

Essa é a mensagem do Evangelho! Essa é a graça de Deus que foi derramada sobre nós! Uma vez que o Espírito Santo nos ilumina, entendemos essa mensagem e vemos nosso estado de completa imperfeição, não há como não se render a Deus em sincera humilhação e devoção, e, em lágrimas, clamar a Ele arrependido por nossos pecados; pecados estes que levaram nosso Salvador à cruz, por amor à nos! Essa mensagem da cruz é diferente de todas as outras do mundo, visto que Deus é quem nos redime, e não precisamos cumprir regras, pois falhamos em todas elas. Tudo, porém, foi consumado na cruz! E em todo o pecado, abundou a graça de Deus! Essa mensagem chega a ser loucura para o mundo (cf. 1Co. 1.18-25).

Podemos, então, continuar pecando, uma vez que a graça já abundou? De forma alguma! Continuaríamos nós cometendo todas aquelas transgressões que vão de encontro ao que Deus estabeleceu e que exigiram a morte de nosso Salvador e continuarmos a viver alegre e tranquilamente? Mas é claro que não! O verdadeiro cristão sabe que não são suas ações que o salvará, mas ele buscará ser cada vez mais parecido com seu Senhor, amando o que ele ama e odiando o que ele odeia. Uma vez que o cristão entende sua depravação e seu pecado, a santidade será algo que ele perseguirá.

É muito bom estudarmos teologia, e nos aprofundarmos em certas doutrinas e passagens mais “complicadas” de se entender. Mas é essa mensagem simples e elementar do evangelho que sempre me quebra de cima a baixo, me humilha, me faz ver quem eu sou e o quanto Deus fez por mim. Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? (Sl. 116.12). Que Deus esteja sempre ao nosso favor, pois como diz Calvino, “esse é o próprio fundamento da nossa felicidade”.

Por fim, além da salvação, que outras bençãos Deus tem te concedido todos os dias e pelas quais você deve ser grato?

Ah, essa graça! Quão rica e pura! Bendito sejas tu, ó Deus, por seres tão gracioso com tão miseráveis pecadores!

Sola Gratia! Solus Christus! Soli Deo Gloria!

Gustavo Buriti

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CRENTE, VOTE CONSCIENTE!

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Primeiramente antes de falarmos algo acerca de política, governo e governantes, devemos entender  à luz da Bíblia,  que o governo é instituído por Deus para o bem da população, e tem as funções de refrear o mal e promover o bem (cf. Rm 13. 1-6; 1 Pe 2. 13,14), e que deve haver a separação entre Igreja e Estado (Mt 22. 20,21). Também devemos orar por todos aqueles que estão investidos de autoridade para que desfrutemos de dias pacíficos, 1 Timóteo 2 nos diz: “1. Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, 2. pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. 3. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”. Em outras partes da Escritura, sobretudo no Antigo Testamento, e em outros episódios ao longo da história, vemos que o Senhor também permitiu que governantes maus chegassem ao poder para punir as nações que estavam se afastando dos Seus preceitos e para cumprir Seus propósitos soberanos.

As eleições deste ano estão se aproximando. E é normal que comecem a surgir várias conjecturas a respeito do futuro do nosso país. Para o cristão, assim como em todas as áreas da vida, a política não deixa de estar intrinsecamente ligada a fé. Como disse outrora o pastor e ex primeiro ministro dos Países Baixos Abraham Kuyper (1837 – 1920): “Não há nem um centímetro qualquer na esfera da vida sobre a qual Jesus Cristo não diga: ‘Meu’.”. No entanto, infelizmente, ainda há muitos cristãos que se abstém de discutir questões acerca da política, e pasmem: existem alguns que até se abdicam de exercer a cidadania, isto é, deixam de votar ou anulam o voto, pois afirmam que todos os candidatos são corruptos e nenhum têm a capacidade de trazer algum benefício para a sociedade.

É um fato incontestável que nossa nação e sociedade têm sofrido veementemente com a administração corrupta por parte de alguns governantes. Entretanto, a Constituição Brasileira de 1988 (que está vigente) prescreve uma democracia representativa para o nosso país, ou seja, somos nós, os cidadãos (cristãos ou não), que escolhemos os líderes para nos representarmos nas esferas governamentais, no caso dessa eleição (2014), escolheremos os representantes do poder legislativo (deputados e senadores) e executivo (governadores e presidente).

Diante disso, tomamos uma certa parcela de responsabilidade no que tange a situação governamental do nosso país, posto que fomos nós (a maioria da população) que elegemos os políticos que atualmente governam a nossa nação, e que futuramente a governarão. Não obstante, vale ressaltar, que não temos como controlar diretamente a conduta pessoal de cada governante que chega ao poder, visto que após serem eleitos alguns deles podem assumir uma postura despótica, buscar apenas os seus próprios interesses e não o da população que o elegeu. Todavia, isso nos faz ter mais responsabilidade ainda nas nossas escolhas, usando um pouco de lógica: analisando bem as propostas, bem como o histórico ou a “ficha” de cada candidato que tencionamos votar.

Muito se fala sobre estado laico, as vezes de uma forma deturpada e equivocada, como se a laicidade de um país significasse que ele é um estado ateísta ou anti-teísta. No entanto, o que o termo referido significa é um estado que não tem uma religião oficial, que não é uma teocracia ou estado teocrático, contudo, que permite sim a liberdade religiosa dentro de seu território.

Logo, nós como cristãos, podemos lutar para que os nossos valores prescritos na palavra de Deus influenciem expressivamente o governo, por isso devemos verificar nos candidatos se suas propostas prezam pelos bons valores, como por exemplo: a preservação da vida desde a concepção, a família como a base da sociedade e o casamento apenas entre homem e mulher (como já está na nossa Constituição Federal no Art. 226), a igualdade de todos perante a lei, entre outros valores que são coerentes com os ensinamentos de Cristo e da Bíblia.

Mateus 7. 21 diz: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”: fazendo uma analogia com a política não é tão diferente. Ora, muitos candidatos se dizem cristãos ou “professam a fé” em Cristo, entretanto, suas ideologias, bem como as de seus partidos, se opõem categoricamente ao Evangelho do Senhor Jesus, por isso devemos ter uma análise mais minuciosa ainda com aqueles que professam a fé cristã, para que não caiamos no ledo engano de votar cegamente, achando que eles realmente irão levantar a bandeira do Evangelho em suas gestões. Se queremos contribuir positivamente para a sociedade é mister que nós, homens e mulheres verdadeiramente cristãos e compromissados com reino de Deus, nos coloquemos também à disposição para concorrer à cargos públicos do governo!

Finalizando, gostaria de reiterar que essa prerrogativa que temos no Brasil, a saber, de escolher os nossos governantes mediante o pleito eleitoral através do voto direto, implica sobremaneira numa questão deveras importante para o presente e futuro da nação: é notório que os valores morais estão sendo cada vez mais relativizados e objetados, e que a tendência é que isso vai piorar gradativamente, senão que Deus nos ajude a elegermos pessoas preocupadas verdadeiramente com o bem da sociedade. Certamente não temos ótimas opções no cenário político atual que proponha um país perfeito, até porque isso é impossível de ser feito por homens pecadores como nós (Rm 3. 23), infelizmente a nossa melhor opção é votar nos “menos piores”. Além do mais, o único Rei Perfeito é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, aquele que um dia estaremos diante dEle em seu reino eterno celestial, desfrutando de um paraíso sem qualquer mazela proveniente do pecado. Todavia, enquanto estamos nessa terra passageira, que vivamos conforme Deus nos orienta e que usemos o nosso voto não de forma egoísta, o vendendo ou o usando para benefícios próprios, mas que assim como em todas às áreas da vida de um verdadeiro cristão, usemos isto para a glória de Deus (1 Co 10. 31), para o bem do Seu povo e do nosso próximo!

Portanto, se você é crente (ou não) vote consciente!

Rafael Durand

Facebook: http://www.facebook.com/rafinhadurand

JOVEM! VOCÊ VIVE E PREGA O VERDADEIRO EVANGELHO?

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“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê… ” (Romanos 1:16).

 Vamos começar o nosso texto de hoje com outra pergunta. O que é o Evangelho?

Bem, a palavra evangelho quando traduzida no grego, vem da palavra “euangelion, que significa levar as boas novas, pregar, levar a palavra, falar as Escrituras. Interessante, não vemos aqui no significado de evangelho, algumas coisas do tipo: fazer peças, cantar, pular, gritar, correr, e entre outras ações que, principalmente, jovens e adolescentes, têm feito nos últimos anos e que costumeiramente chamam de evangelho ou evangelismo. O trecho do livro O Evangelho de Hoje: Autêntico ou Sintético? , nos confirma dizendo o seguinte:

“Temos herdado um sistema de pregação evangelística que não é bíblico. Esta tradição é antiga. A mensagem e os métodos de pregação evangelística empregados hoje em dia não podem ser traçados de volta aos Reformadores, nem aos credos da igreja da Reforma. […] Pior ainda, não procedem das Escrituras, e sim de uma exegese superficial e de uma combinação imprudente do raciocínio humano com a revelação de Deus.”

Mas, em que se resume o verdadeiro Evangelho?

Creio que podemos nos reter a três pontos principais do verdadeiro Evangelho. Vamos caminhar um pouco pela nossa querida Bíblia Sagrada, no livro de Lucas capítulo 9, e fixarmos esses pontos:

            Cristo! (Lucas 9.20). A palavra “Cristo”, significa “O Ungido”. Cristo é o único que Deus escolheu acima de todos, o único que trará salvação aos pecadores. Por tanto, não podemos ver O Evangelho sem a pessoa de Jesus Cristo.

            Cruz! (Lucas 9.23). A cruz de Cristo é a chave do evangelho (O que seria de nós sem a cruz?). A nossa morte faz parte do evangelho, morremos para nós mesmos e somos salvos do próprio Deus.

            Renúncia! (Lucas 9.24). Tomar a cruz significa renunciar todas as ambições egoístas; é a morte de todo, TODO, estilo de vida.  E Paulo nos confirma ao dizer: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17.

Há algo que possamos acrescentar para que esse Evangelho se torne mais atrativo? Ou, há algo que faça mais pessoas se achegarem a ele? A resposta é simples e direta, NÃO! A bíblia deixa claro que somente pelo sacrifício de Cristo na cruz nós temos a vida eterna juntamente com Deus. Não há frases declarativas ou emotivas, não há peças, não há danças, não há… Se o sacrifício de Cristo na cruz não foi suficiente para fazer com que nós reconheçamos os nossos pecados e clamarmos pelo perdão divino, então não estamos vivendo o verdadeiro evangelho deixado por Cristo.

Vejamos a seguinte frase:

“Somente quando reconhecemos nossa necessidade, e largamos todas essas tolas ideias banais de valor e mérito e justiça própria, que nós podemos ver a Glória do Amor de Deus.” (Paul Washer).

Quando nos deparamos com frases como essa, podemos perceber o quanto estamos longe de vivermos para glória de Deus.

Por fim meus amados, o evangelho deve ser levado a todos os cantos da Terra, segundo a ordem que nos foi deixado pelo próprio Cristo em Mateus 28. Mas não como mérito nosso, pois a evangelização, não se trata de um plano de ação evangelística para nós em nossos dias. Não se trata de uma contribuição para a polêmica ou métodos evangelísticos. Trata de uma relação entre três realidades: Soberania Divina, Responsabilidade do homem e, o dever evangelístico de cada cristão. Se você está decidido a obedecer O Evangelho, e a pregar a única Verdade, você com certeza irá sofrer, porém, como vimos, requer nossa total renúncia e total esvaziamento de nosso orgulho para que Cristo seja sempre o centro.

Essa foi a primeira parte do nosso estudo, vimos sobre os três principais pontos do verdadeiro Evangelho. Semana que vem veremos um pouco mais sobre os atributos de Deus no Evangelho e fecharemos o nosso texto.

Que Deus nos abençoe e coloque em nós o arrependimento sincero e o reconhecimento de nossos pecados. Amém!

Tiago Silva
https://www.facebook.com/tiago.silva.39

SE RENDENDO AO SENHORIO DE CRISTO

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Muitas pessoas afirmam convictamente que acreditam em Deus, mas que não precisam viver de acordo com a Sua palavra. Outras acham simplesmente que apenas reconhecê-Lo como o Criador do universo já é um requisito para serem salvas. Existem também aquelas que confiam nos seus próprios esforços para tornarem-se aptas a salvação.

Mas não é bem assim que a palavra de Deus fala. Vamos refletir um pouco acerca da história do jovem rico:

 “E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.
Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.
E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; VEM, E SEGUE-ME.
Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.”

(Lucas 18:18-23).

Está ai a resposta: É necessário seguir e obedecer à Cristo! “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;”  (Mateus 16:24).

As riquezas deste jovem  atrapalharam o seu caminho para a vida eterna. E assim como ele, muitas vezes nós sabemos o rumo certo a ser trilhado, contudo, em algumas ocasiões, acabamos nos desviando da rota correta e enveredando por caminhos tortuosos (Sl 125:5) onde geralmente encontramos obstáculos que impedem nossas vidas de se renderem ao senhorio de Cristo.

A confiança em nossos próprios méritos é um dos motivos que nos afastam de uma vida em servidão ao Senhor. Não adianta tentarmos fundamentar a nossa salvação através de boas obras, pois somos salvos unicamente pela graça de Deus mediante a fé em Cristo (Ef 2:8-9). Nós jamais seremos bons o bastante para impressionar a Deus.

A fé proveniente da graça Divina desemboca em uma relação com o Senhor Jesus. No entanto, o relacionamento com Cristo não é baseado em barganhas, tampouco em sacrifícios. Ele já Se fez sacrifício perfeito na cruz (Hb 10:12), e requer apenas a obediência que Lhe é devida como Senhor de nossas vidas.

Gostaria agora de destacar sucintamente, três características dentre várias que ocorrem na vida de um pecador regenerado pela graça de Deus:

FRUTOS DO ESPÍRITO: Quando nos sujeitamos a Cristo passamos a abandonar as obras da nossa carne que desagradam a Deus, e começamos a exercer os frutos do Espírito Santo que habita em nós.
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” (Gálatas 5:22-25).

SANTIDADE: O homem transformado não vive de todo jeito, ele busca a santidade para agradar ao seu Senhor que é Santo, Santo, Santo (Is 6:3). “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1 :16). Portanto, é para isso que Deus nos chama!
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” (Efésios 1:4).
“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12:14).

BOAS OBRAS: Como já falei nesse texto, as boas obras não são condições para a salvação, contudo, são conseqüências da mesma. Certa feita o pastor Hernandes Dias Lopes disse o seguinte: “Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé”.
Na carta de Paulo aos Efésios, o Apóstolo diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Isso significa que devemos colocar  em prática nossa fé também através das boas obras. Na carta de Tiago a palavra de Deus fala que a fé sem obras é morta (Tg 2:26).

Então meus queridos leitores, a fé professada deve ser coerente com estes aspectos da conduta Cristã, se não estamos andando de acordo com o que professamos de nada vale. Não é o que postamos no Facebook ou nos blogs, não é o nosso ativismo dentro das igrejas. A postura de um Cristão deve ser refletida em todos os âmbitos da sua vida; seja na família, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou qualquer outra área.

Podemos até ludibriar homens através de uma falsa fé, todavia, de maneira alguma poderemos enganar  a Deus, pois um dos Seus atributos é a onisciência. No salmo 139 o salmista Davi diz: “SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces (Salmos 139:1-4).

Não podemos permitir que aqueles pecados que outrora cometíamos, atrapalhem nosso relacionamento com o Senhor. O jovem rico da passagem citada no inicio desse texto (Lucas 18:18-23), amava suas posses mais do que à Cristo. Não devemos amar o mundo nem as coisas do mundo, visto que são coisas passageiras (1Jo 2: 15,17). Se somos realmente novas criaturas, precisamos abandonar as coisas passadas (2 Co 5:17) e andarmos em novidade de vida (Rm 6:4).

É certo que nessa vida passageira jamais seremos perfeitos. Entretanto, mesmo em meio a toda nossa pecaminosidade, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9). Quando abandonamos e nos arrependemos verdadeiramente dos caminhos perversos e pensamentos malignos, certamente Ele é rico em nos perdoar (Is 55:7).

Que possamos então, estar sempre se auto-examinando, para testificar se estamos de fato perseverando na fé (2Co 13:5). Se somos realmente guiados pelo Espírito Santo, sendo obedientes ao nosso Senhor e nos tornando filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:26). Que nós não sejamos como lobos em pele de cordeiro, Jesus disse: “Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:19-20).

Estejamos, portanto, submissos ao senhorio de Cristo!

Rafael Durand
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