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A UNIDADE DOS CRISTÃOS SOB A PERSPECTIVA DE RICHARD BAXTER

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INTRODUÇÃO

Na era Pós-Moderna, a qual nós, cristãos do século XXI, brasileiros, vivemos, há inúmeros sinais, os quais inequivocamente demonstram que estamos sob o juízo de Deus. A palavra de Deus fala: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12a). Ora, não precisa ser nenhum gênio para perceber rapidamente que no país do “jeitinho” estamos mui aquém de ter zelo pelos ensinamentos de Deus, bem como de O considerarmos como verdadeiramente Senhor de nossa nação.

Se o profeta Isaías estivesse vivendo esses dias, certamente ele iria proferir o mesmo julgamento que bradou para o povo de Israel quando estes estavam se corrompendo demasiadamente: “Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás” (Is 1:4).

AS MAZELAS ESPIRITUAIS E SOCIAIS DE UMA NAÇÃO CAÍDA

Irei elencar, sucintamente e sem me delongar por cada ponto, algumas dessas mazelas espirituais e sociais proeminentes no nosso contexto atual, destacando, no entanto, a última; e trazendo uma perspectiva principiologica bíblica do pastor puritano, inglês, Richard Baxter (1615 – 1691) que, em face dessa confusão ética, moral e religiosa, mostra a unidade do povo de Deus – ou seja, da igreja invisível de Cristo — como norte e força motriz para enfrentar tais dificuldades e, portanto, ser sal na terra e luz em mundo obscuro e caído em virtude do pecado (cf. Mt 5: 13-16).

  • O relativismo impera: as ideologias humanas pervertem os valores da sociedade, apregoando, destarte, que cada pessoa pode ter a sua própria verdade, e que todo pensamento pode ser desconstruído, porquanto o homem é a “medida de todas as coisas” – e não Deus;
  • O cristianismo bíblico é veementemente atacado: a apostasia é difundida escancaradamente nos púlpitos e seminários teológicos que outrora eram comprometidos com o zelo pela palavra de Deus, através de suas multifacetadas expressões, tais como, o liberalismo teológico – que nega a autoridade das Escrituras como sendo a palavra de Deus –, o teísmo aberto – que apregoa, em suma, que Deus fez o mundo, mas está distante dele –, entre outras teologias heterodoxas.
  • As seitas e heresias se propagam numa proporção descomunal: “Macêdos”, “Waldomiros”, “Agenores” entre outros corifeus da cura e prosperidade, têm comercializado um falso evangelho e mercadejado a fé com um povo que perece por falta de conhecimento (Os 4:6) ou que buscam o hedonismo religioso, isto é, uma vida de prosperidade financeira e prazeres terrenos.

Pois bem, agora destaco mais um ponto, o qual, certamente, faz com que o Senhor tenha repúdio a muitas de nossas condutas como membros do corpo de Cristo.

  • Debates doutrinários infrutíferos entre os cristãos: primeiramente, deixo bem claro que não critico o debate construtivo, edificante e fundamentado em premissas das Escrituras, afinal, eles foram e são essências na historia da igreja — notadamente, quando visam extirpar falsos ensinamentos e heresias que vão de encontro ao verdadeiro evangelho –, mas sim a forma e às consequências de alguns debates que os cristãos se envolvem, porquanto ao invés de haver uma exposição saudável de argumentos, há de fato, muitas vezes, uma ruptura e fragmentação no corpo de Cristo, ocasionados em virtude de deboches, desdém, intrigas, soberba e até achincalhamentos. Ora, em muitos debates teológicos, irmãos que convergem em questões essenciais à fé cristã — tais como: a doutrina da Trindade, a deidade de Jesus, a salvação somente por meio de Cristo, a doutrina do pecado original –, acabam se tornando praticamente inimigos religiosos.

Em face do último ponto elencado, a consequência logica nada mais é senão prejuízo para o corpo de Cristo, ou seja, a Igreja. Esta deveria se fortalecer em vez de enfrentar debilidades, uma vez que é sua missão pregar o evangelho e influenciar virtuosamente um mundo que jaz no maligno (1 Jo 5:19).

A PERSPECTIVA DE UNIDADE DA IGREJA DE RICHARD BAXTER EM 1 CO 12

Os puritanos foram cristãos notáveis na história da igreja, mormente por terem um especial zelo pela palavra de Deus, bem como uma busca implacável pela aplicação da palavra na vida prática, isto é, uma ênfase na vida santa e piedosa que glorifica a Deus (1 Co 10:31). Richard Baxter, pastor inglês do século XVII, integrou esse rol de gigantes da fé. Foi um eminente pastor e evangelista. Sua obra “O pastor Aprovado”, exemplifica uma vida piedosa voltada para a santidade e ministério pastoral, obra esta que inspira e edifica até hoje muitos pastores e líderes cristãos ao redor do mundo.

Baxter, todavia, também tinha outra característica peculiar, a saber: uma grande motivação para reconciliar às divisões cristãs de seus dias. Certamente, sabia a importância da unidade orgânica da igreja. Como Paulo asseverou em 1 Co 12:12 que “assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também”, o Pastor Aprovado sabia que deveria zelar pela comunhão dos santos. A busca pela integridade e unidade na igreja é para que “não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros iguais cuidados uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele (1 Coríntios 12:25,26)”, afinal somos membros de um só corpo – o corpo de Cristo!

Essa característica de Richard Baxter, contudo, não implica em dizer que ele era condescendente com práticas e doutrinas consideradas equivocadas e errôneas pelos protestantes. Pelo contrário; ele galgava a unidade com a finalidade de difundir o Evangelho verdadeiro, o qual prega Cristo crucificado como nosso único Salvador. Inclusive, ele foi expulso da Igreja da Inglaterra quando se recusou a assinar um Ato de Uniformidade que obrigava os pregadores puritanos usar a liturgia anglicana nos cultos. Vale ressaltar, também, que mesmo tendo sido proibido de pastorear, ele continuou escrevendo  e pregando;  sendo perseguido, acabou preso por três vezes.

No livro “Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja” o pastor e escritor Franklin Ferreira dedica um capítulo especial à vida e ministério de Baxter. Ainda sobre a busca de Richard em prol da unidade dos cristãos, Ferreira fala que:

“[…] o senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo deveria estender-se às outras igrejas que também confessam a fé evangélica básica. Estas comunidades devem ser vistas como congregações companheiras na igreja universal do nosso Senhor, pois, em suas palavras [de Baxter*] ‘em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade’.”

CONCLUSÃO

Como cristãos – assim como o fizeram os puritanos — devemos zelar pela pureza da igreja. As doutrinas e princípios elementares do evangelho jamais podem ser negociados ou relativizados. Como disse Lutero, “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido pelo erro”. No entanto, em questões periféricas da fé, podemos respeitar opiniões diversas das nossas, sem, contudo, comprometer o zelo e o que é essencial, a saber, às verdades concernentes a Jesus Cristo, que é o cabeça da Igreja e requer a unidade do seu povo.

Reitero, portanto, que, sacrificar a unidade e pensamentos convergentes em virtude de sentimentos pecaminosos, relacionados ao ego humano, à soberba e à vaidade, é um suicídio missional para a igreja. Hodiernamente, sobretudo no contexto brasileiro, os cristãos sinceros têm mais é de se unir para impactar positivamente a nossa sociedade e pregar o evangelho, a fim de suprimir toda influencia mundana e diabólica que se levanta objetivamente contra os princípios, valores e virtudes inerentes à palavra de Deus!

Rafael Durand Couto

 *Grifo nosso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Baxter, Richard. O pastor aprovado. São Paulo: PES, 1989

Ferreira, Franklin. Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Editora Fiel, 2014.

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DEPENDÊNCIA OU MORTE?

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É 7 de setembro! Hoje nosso país está em festa. Chegou o dia onde o patriotismo fumega, como nunca, no coração de muitos brasileiros. As tropas militares desfilam nas ruas em respeito e honra pela nação. Afinal, é o dia onde celebramos nossa “independência”. Sim, aquilo mesmo que você estudou nos seus tempos de colegial, naquela inspirada e romântica aula de história. Neste mesmo dia e mês, do ano de 1822, o Brasil deixara de ser tão somente colônia e tornara-se independente de Portugal.

Não queremos focar no contexto histórico da época, ou trazer-lhe, neste texto, algumas informações sobre este dia tão marcante na história de nosso país. Mas, existe um fato muito peculiar a este evento que quero lembrar-lhe. Dom Pedro, diante de um “imbróglio” político com a “metrópole” e motivado por um grande sentimento de liberdade, sobre às margens do Rio Ipiranga, brada em alto e bom som: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”, o que ficou conhecido como o “Grito do Ipiranga”. Se isto de fato aconteceu, pouco importa… Mas, te convido a entrar numa breve reflexão sobre esta frase.

Não nego que qualquer país deva ser independente para que tenha, de fato, soberania e seja reconhecido como “Estado”, é requisito elementar. No entanto, analise: NÓS, seres humanos, somos totalmente independentes de qualquer coisa? Ou, com isso, somos soberanos, e, sendo assim, guiaremos nossas vidas de maneira inconsequente sem que nenhum juízo caia sobre nós ou sem que qualquer efeito causado por isso nos alcance? Será que podemos nos salvar? Somos autossuficientes?

Na carta do apóstolo Paulo aos romanos, no capítulo 3 e versículo 23 está escrito: “Pois, todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Ora, se carecemos, precisamos. Logo, se precisamos, dependemos! Amado… Creio que, neste momento devem surgir vários questionamentos em sua consciência. Quem sabe, isto te motivou a fazer uma retrospectiva de sua vida e chegado à conclusão de que você é uma boa pessoa, ou você esteja pensando que é socialmente aprovável, pois sempre praticou boas obras, nunca roubou, nem matou ou adulterou, ou nunca se envolveu em algo tão reprovável que poderia te fazer depravado ou “pecador”, como diz o texto. No entanto, as sagradas escrituras nos traz segurança para informar-lhe que por mais insignificante que seja qualquer ato impuro que tenhas praticado, cometemos contra um Deus que é infinitamente santo e justo (Hb 1:13, Sl 5:5), portanto somos infinitamente condenáveis. A verdade é que, infelizmente, nossa natureza nos coloca numa posição de total rebelião contra Deus, tornamo-nos sujos, sendo nossas melhores obras comparadas a trapos de imundícia (Is 64:6).

Ademais, em outra passagem, a bíblia também nos informa que “o salário do pecado é a morte”(Rm 6:23). E agora? Visto que pecamos, estamos condenados a morte, o que fazer? Qual nosso rumo? Qual atitude devemos tomar? Ou qual obra devemos realizar para tornarmo-nos limpos diante de Deus? DE QUE/QUEM DEPENDEMOS? Na palavra de Deus, também está escrito: “Ele nos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2:1). Isso mesmo! Existe uma saída! Deus, por misericórdia, amor e compaixão infinitos, mesmo sendo todos nós condenáveis a morte eterna por causa do pecado, providenciou salvação para nós, nos amando de “tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Apenas mediante o seu filho amado que “certamente, tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas transgressões levou sobre si” (Is 53:4) e “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is 53:5) alcançaremos perdão para nossos delitos e pecados e poderemos tornarmo-nos justificados, mediante a fé em seu sacrifício propiciatório na cruz do calvário. Através dele, podemos ter livre acesso a Deus. Cristo carregou toda a iniquidade humana e nos tornou livres da ira e da justiça divina. Ele é o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por Ele (Jo 14:6). Ele é nosso único mediador: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2 5-6).

Longe dessas verdades, tudo que conheceremos é o inferno e a condenação eterna. Provaremos o gosto amargo da Ira de Deus de eternidade em eternidade, para sempre! Portanto, entregue-se a Jesus, arrependa-se de seus pecados e corra para Ele o mais rápido possível! Ele é a nossa maravilhosa esperança, nossa fonte de renovação, nosso guia fiel. Nas palavras do saudoso pregador Charles Spurgeon: “Jesus é a única base de confiança que temos para nós, e é toda a esperança que podemos apresentar aos outros”. Ele é a rocha de nossa salvação, o nosso refúgio, nossa fortaleza, nosso fiel libertador que em breve voltará para arrebatar sua igreja e reinarmos junto com Ele para todo sempre, Amém!

Ou dependemos d’Ele ou morremos! Dependência ou morte eterna!

Sollus Christus!

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36).

Wallison Osório
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Eis que estou convosco: O ensinamento da Páscoa na última ceia

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”Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
(João 16:33)

”e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
(Mateus 28:20 b)

Desde o capítulo 13 até o 17, existe um longo discurso de Cristo que tem por objetivo preparar os discípulos para a sua partida eminente, sendo necessário consola-los e prometer um outro consolador, uma parte do Pai que estaria com eles a ensina-los, fazendo lembrar de tudo o que Ele os havia ensinado (cap. 14:26). É interessante, como a presença de Jesus por todo aquele tempo, todas as suas palavras e ensinamentos de maneira repentina seria tomada e os discípulos de repente se viram às vésperas da partida daquele que significava tudo para eles.

É imaginável que o sentimento solidão os inundava ao entenderem a notícia da partida de Jesus. Eles estariam órfãos e não somente isto, além de se verem numa situação da predição da morte do Mestre, ainda são informados que passariam por aflições enquanto estivessem nesse mundo. Embora tenha sido mais uma notícia que provavelmente os entristeceu, antes disto Cristo havia ensinado várias lições que os ajudariam em sua nova caminhada cristã.

No capítulo 13, Cristo deu exemplo de humildade ao cumprir uma tarefa que era dever dos empregados do cenáculo: lavar os pés dos discípulos. John MacArthur comentando um texto da última ceia[1], diz que lavar os pés dos discípulos foi além de um exemplo de humildade, foi também um exemplo da verdadeira santidade, de forma que:

A lavagem externa nada vale o coração estiver contaminado. E o orgulho é uma prova segura da necessidade de uma limpeza do coração. Cristo tinha feito uma observação semelhante para os fariseus em Mateus 23.25-28. Agora ele lavou os pés dos discípulos, ilustrando que até mesmo crentes com corações regenerados precisam ser lavados periodicamente da corrupção externa do mundo.

Na intensificação da preparação para os discípulos para a sua ida, Cristo os lembra que as aflições do mundo podem ser superadas com humildade e santificação. Nesse processo de santificação, era necessário vigiar e estar periodicamente se lavando de todo o pecado. Porque o que é o pecado se nada mais do que considerar que a minha forma de fazer algo é melhor que a de Deus? Isto é de longe humildade. A santificação passa por um processo de cotidianamente negar a si mesmo. Cristo afirma que mesmo sendo Mestre e Senhor (cap. 13:14-15) lavou os pés para que ele fosse tomado como exemplo. Cristo é Senhor, mas foi o menor servo, negando a si mesmo como exemplo. Em sua partida, todos os seus não estariam órfãos desse exemplo, pois o Consolador estaria com eles para os lembrar disto tudo.

Após o lava-pés os discípulos voltam a cear e Jesus indica que será traído por um dos próprios discípulos. O verso 22 conta que os discípulos olharam uns para os outros, como quem analisa, mas não foram capazes de saber sobre quem Jesus se referia. Porém a lição aqui talvez fosse mais pessoal, semelhante ao que Paulo escreve na primeira carta aos Coríntios (11:28-32), Cristo estava promovendo um exame introspectivo, um julgamento que cada um deveria fazer de si mesmo sobre seus pecados ao lembrar que o Salvador de suas vidas houvera deixado aquele sacramento como lembrança de que ele voltaria para buscar os que são realmente seus. Essa análise deve ser diária, contudo sabemos que ela ganha mais intensidade quando nos lembramos do sacrifício do nosso Senhor na cruz.

Na continuação do discurso, Cristo enfatiza o escrito de Levítico 19.18 sobre o amor ao próximo. Algumas bíblias tem o título dessa passagem como “o novo mandamento”, mas aqui não há nada de novo, o texto de Levítico é bem claro: Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Aqui é ensinado que os que amam uns aos outros são reconhecidos como discípulos de Cristo, porém não é qualquer amar com qualquer amor, talvez o sentido de “novo mandamento” seja no sentido de amar “assim como eu vos amei” (verso 34). O padrão aqui se torna mais elevado, pois o vinculo do amor é uma obrigação aos que fazem parte do Corpo de Cristo, a prova desse elevado padrão pode ser melhor entendida quando consola os seus discípulos no capítulo 15:13, Ele diz que ninguém tem amor maior do que dar a própria vida pelos seus amigos. Isso é magnífico, pois a comunhão com o irmão é um meio de graça para que as aflições do mundo possam ser vencidas. Cristo está conosco através de todos que são juntamente Corpo!

Chegando no capítulo 16, há um conforto para todos os cristãos, prometendo o Espírito Santo, o consolador, aquele que convenceria o mundo do pecado, da justiça e do juízo (verso 8). Era necessário que Ele morresse para que sua presença fosse oferecida a todos que cressem na Sua justiça. Para que muitos de todas as tribos, povos e raças pudessem partilhar das mesmas bênçãos que os apóstolos desfrutaram durante a presença de Cristo encarnado. Agora, era necessário que Ele fosse para que todos os salvos fossem confortados com a promessa “eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28:20b). Seu corpo físico seria morto, mas Ele mesmo estaria com cada cristão até a sua volta triunfal, mesmo em meio às garantidas aflições que todos, sem exceção, haverão de viver. Contudo veja, mesmo no caminho de sua morte, Jesus já sabia que a sua vitória estava garantida. Que esplêndido! Era a morte da morte na morte de Cristo!

Ele esteve conosco, está e sempre estará como prometeu. Ele é digno de toda honra e poder, venceu a morte e virá para nos buscar. É este Cristo que ensinou tudo isto para que tenhamos paz nele, nós nunca passamos por aflições sozinhos porque Deus está sempre em ação, e mesmo que pareça que Ele não está respondendo, Ele está ao seu lado dando força nas mais diversas situações, através da sua Palavra, da comunhão dos santos, do seu Espírito. Ele está vivo, Ele ressuscitou!

Felipe Medeiros

felipealexandremedeiros@outlook.com

[1] MACARTHUR, John. A morte de Jesus. Cultura Cristã, p. 36-53.

O propósito do casamento (Paul Washer)

Qual o papel de um casamento?

Como os jovens devem encarar um casamento?

Como glorificar a Deus através do casamento?

Certamente algumas dessas perguntas já passaram por nossa cabeça, e nem sempre temos ou encontramos respostas para elas.  Então decidimos compartilhar esse pequeno vídeo do pastor Paul Washer que, com grande excelência, nos ensina sobre o propósito do casamento.

Que Deus nos dê graça para aprender e um dia por em prática estes ensinos deixado pelo pastor Paul Washer.

 

SUBMISSÃO A DEUS E A SUA DISCIPLINA. POR QUE DEUS DISCIPLINA O SEU POVO?

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“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” (Hb 12.11).

Ninguém, por natureza, gosta de se submeter a outro, não é verdade? É normal do homem querer ser dono de si e viver de acordo com o que o seu coração fala. Então, para começarmos a falar sobre disciplina bíblica, precisamos ter em mente que nós, seres humanos, não estamos aptos ou inclinados à submissão. E utilizaremos agora o uso de três textos que nos ajudarão a fixar melhor.

No livro de Jó, capítulo 11, versículo 12; vemos que o homem nasce com uma natureza rebelde, vã e sem entendimento. Mostrando, esse mesmo homem sendo comparado a um asno montês (jumento selvagem). No Salmo 51, versículos 4 e 5 vemos Davi confessando toda a sua pecaminosidade perante Deus e reconhecendo que o seu pecado (rebeldia), o acompanha desde o momento que foi gerado por sua mãe. Por fim, vemos o apóstolo Paulo, ao falar sobre a justificação, afirmando que não há um justo sequer, pois, todos nós pecamos e carecemos da glória de Deus (Romanos 3).

Mesmo após uma conversão, não há como nos livrarmos dessa rebeldia. Pode até soar de maneira humilhante, porém é o que nos relata as Escrituras. Além disso, podemos enxergar uma necessidade de disciplina e correção feita por Deus.

É importante lembramos que herdamos essa natureza rebelde desde os nossos pais lá no Éden, onde estes se rebelaram contra O Criador, pecando tão somente contra Ele. Sendo assim o grande propósito da submissão a Deus e a sua disciplina é que Ele nos faça sujeitos a Sua vontade, a qual devemos entender ser, boa, perfeita e agradável.

Vamos refleti um pouco na seguinte frase do teólogo A.W. Tozer:

  • Antigamente os hinos diziam Tu és, Tu és, e hoje em dia cantamos Eu sou, Eu sou, Eu posso.

Preocupante? Sim!

Ao lermos essa frase, podemos enxergar o quanto somos rebeldes e não submissos ao nosso Deus, até mesmo o louvor, que tem como intuito render graças ao Pai, tem sido atacado e está cada vez mais glorificando o homem no lugar de glorificar a Deus. Quando tiramos todo o foco do homem, reconhecemos e agradecemos a Deus, nosso Salvador, pela sua obra. Só assim estaremos sujeitos à disciplina e a vontade do Pai.

Mas, para estarmos totalmente sujeitos a Deus precisamos entender e exercer algumas coisas:

Reconhecermos que passamos por tribulações para que Deus nos molde cada vez mais a sua Vontade. O cristão deve ter o entendimento de se manter calado em algumas situações onde Deus prova sua misericórdia e derrama graça em meio às lutas. Um grande exemplo que temos é o Salmo 39 (Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.) Então, devemos entender que um Deus Soberano pode fazer conosco tudo aquilo que for agradável a Ele.

Renunciar completamente a nossa vontade, reconhecendo a sabedoria de Deus para conosco.  Levítico 10.1-3: “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puserem neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou”.

Ao lermos esse texto vemos que os dois filhos de Arão levaram um fogo estranho perante o Senhor, ou seja, eles descumpriram aquilo que o Senhor tinha ordenado. Consequentemente, Deus os fulminou por terem desobedecido a Sua ordem. Sabendo que somos pecadores e como consequência, já desobedecemos aquilo que Deus nos ordenou, devemos fazer uma pergunta. Por que Deus ainda não nos fulminou, mesmo nós desobedecendo ao seus mandamentos?  Somente por Sua Graça e misericórdia. Por isso, devemos reconhecer a sabedoria de Deus para com seus filhos, expressada nos Salmos 119: Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste.

“Que a nossa confissão seja: Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos.” Salmos 119:137.

“Os inimigos de Deus podem falar sobre a sua injustiça; mas os filhos de Deus devem proclamar a sua justiça. Visto que Deus é bom, Ele não pode fazer nada que é errado e injusto.” A.W.Pink

Ver o cuidado de Deus com os seus filhos.  Um pai que ama seu filho está sempre preocupado em educa-lo e ensina-lo no caminho certo. Assim também é Deus com o seu povo, Ele se preocupa em molda-los, mostrando sempre o melhor. Um grande exemplo está neste versículo: “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmos 119.71). Vemos claramente que o salmista percebeu o amor de Deus através da disciplina.

Cumprimento total da vontade de Deus. Um cristão deve ter sempre em mente ao orar aquilo que Jesus Cristo nos ensinou em Mateus 6, ” seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu…”

Como o grande músico Stenio Marcius diz na letra de sua música, Tapeceiro: “No fim das contas tudo se explica, tudo se encaixa, tudo coopera pra o meu bem”.

Que Deus coloque em nós cada vez mais a vontade de nos submetermos a Ele, sabendo que, “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que ama a Deus.” (Romanos 8).

“Não permita que sua consciência o faça hesitar, nem que te faça sonhar apaixonadamente com a perfeição. Pois a única perfeição que Deus requer, É o sentir Sua perfeita necessidade.” Joseph Hart

Tiago Silva

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