Mulheres Puritanas

Vivemos em um mundo que trabalha contrario a nossa fé, em um país que segundo as estatísticas, tem um numero considerável de cristãos (evangélicos), no entanto, a presença desses cristãos tem sido uma vergonha para o Evangelho, a Bíblia tem sido desprezada, o Espírito Santo escarnecido e o Nome de Deus blasfemado. E as mulheres não estão isentas dessa crise, a superficialidade do evangelicalismo moderno tem produzido uma geração de mulheres analfabetas à fé que professam, doutrinadas pela indústria gospel e como consequência disso não sabem qual é o seu papel na sociedade, não conhecem o elevado chamado de Deus para suas vidas e as virtudes bíblicas que deveriam buscar cultiva-las em seus corações são consideradas arcaicas e devem ser evitadas a todo custo. O feminismo convenceu as mulheres de que o lar é uma opressão, enquanto que o ambiente de trabalho é o lugar ideal para se está, a realização de suas vidas.

Temos a intenção de mostrar para nossas irmãs a vontade de Deus e está revelada em Sua infalível, inerrante e suficiente Palavra, de que nosso Senhor nos deu o privilegio de participarmos da manifestação da Sua glória nesse mundo caído, que já foi julgado e esta com os seus dias contados, portanto que não tenhamos a tolice de colocar nossos afetos nas coisas desse mundo, mas que amemos a vontade do nosso Deus que é boa, agradável e perfeita para todos aqueles que O amam.

Mulheres Puritanas foram aquelas que viveram com excelência sua vocação em tempos passados e que tem muito a nós ensinar.

LUGAR SECRETO

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O momento particular de oração deve ser algo que nos encha de gozo e paz e realizado com a mais profunda devoção e fervor. Mas nem sempre é assim que acontece. A frieza toma conta dos nossos corações e nos sentimos fatigadas e indispostas. Isso porque, em nossa velha natureza, há uma resistência contra a convivência próxima a Deus. Embora a nova natureza (criada pelo Santo Espírito, na regeneração) aprecie o momento de adoração e deseje ansiosamente estar com Deus, preferimos fazer qualquer outra coisa e nos envolver em qualquer distração, em vez de buscarmos o momento de comunhão com o Senhor. Assim, quando chega o momento designado para a oração, inventamos desculpas como: “Nossa! Estou tão cansada! O Senhor entende, não é, Deus?”, “Puxa, tenho tantas coisas para fazer! Acho que não tem problemas se eu deixar pra orar só à noite”, “Senhor, estou tão perturbada que só quero dormir. Amanhã a gente conversa”. Nossa carne é muito competente em criar situações para nos afastar da convivência íntima com Deus! No entanto, o momento de intimidade é algo que interessa tanto a Deus quanto à nossa vida espiritual.

Nosso Deus está sempre nos chamando para estarmos a sós com Ele porque, além de nos salvar, Ele nos adotou: somos Seus filhos, objetos do Seu amor paternal. O momento de oração deve ser, antes de tudo, o momento de comunhão com Deus, de dizer que você podia estar fazendo qualquer outra coisa, mas preferiu estar ali (porque Ele é o mais importante em sua vida), que nada nesse mundo te traz mais alegria e prazer do que estar em profunda e doce comunhão, e que estar com Ele é o melhor momento do seu dia. O ativismo do nosso tempo, somado com as corrupções de nossos corações, lutará contra nossa alma para nos afastar dos exercícios espirituais. Precisamos, então, nos disciplinar para não negligenciarmos o lugar secreto com o Pai -Ele estará lá nos esperando todos os dias. Mas se desprezarmos a Sua companhia, Ele nos corrigirá escondendo a luz de Sua face de nós e nos deixando por algum tempo cambalear nas trevas, até percebermos que Ele nos basta.

Muitas vezes, ficamos fascinadas pelas coisas visíveis deste mundo e tão atraídas pela feira das vaidades – coisas que nossa carne clama com violência para ser atendida e que são tão prejudiciais para nossa alma, que tornam nossa vida espiritual frágil e sem forças para nos aplicar vigorosamente naquilo que agrada o “homem interior”. Daí, torna-se tão difícil usar nosso tempo para ficar a sós com Deus. Precisamos desesperadamente deixar o barulho dos nossos dias, os apelos constantes das multidões, a atração do entretenimento e usar nosso tempo para nos esconder em Deus, no lugar onde ninguém nos vê somente Nosso Pai (Mt. 6.6). Pois a alegria, a força, o conforto e o poder de nossa vida espiritual dependem da vida secreta com Deus.

Sonaly Soares

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A MULHER CRISTÃ CONTRA O MUNDO

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Todos concordam que a macro cultura ocidental é responsável pela degeneração dos valores contidos no Evangelho, valores estes destinados à sociedade em geral. A invenção do ateísmo no século XIX demonstra até onde vai a depravação humana contra Deus conforme revelado na carta de Paulo aos Romanos, capítulos um e dois. Nesse mórbido contexto encontramos o que considero a mais nojenta ação humana contra a Lei divina: a relativização dos princípios imutáveis das Escrituras que adéqua o Evangelho às insanidades culturais. O sentido contrário é que deveria ser a regra: o Evangelho se impondo ao mundo. Um exemplo disso é o papel da mulher na família e na sociedade. Antes de tudo quero reiterar minha total repulsa ao pecado do machismo onde o homem se acha no direito de apequenar a mulher diante da auto-afirmação masculina. Machismo é pecado e fere princípios básicos de relacionamentos conforme Gálatas 3:28 e Efésios 5:21 a 33, para citar apenas dois textos sagrados. Da mesma forma, o pecado do feminismo (aliás, todo “ismo” é pecado quando se coloca no lugar de Deus e da sua Lei) tem se alastrado mundo a fora, e a igreja, que caminha na retaguarda, tenta se adaptar em nome da política da boa vizinhança. Fico estarrecido como o lugar funcional da mulher, segundo o mundo, está contaminando as igrejas, ruindo com a vontade de Deus. Vale lembrar que a família, segundo o Criador, é o microcosmo paradigmático ao mundo, isso mesmo, o lar cristão é o modelo para a igreja em geral e para a sociedade como um todo. Nesse sentido, quero refletir rapidamente sobre o papel da mulher crente na família, igreja e sociedade, Precisamos repensar qual é o modelo de Deus para a mulher nos dias de hoje. Vejamos três itens: 1. A mulher deve criar os filhos e ser boa dona de casa: Eu sei que a sensação das pessoas que lêem um subtítulo como este é de desconforto e até mesmo indignação. Mas é exatamente isso que Paulo recomenda a Timóteo em seu ensino e pastoreio às mulheres: “Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência.” (1 Tm 5:14) Embora a recomendação seja às jovens viúvas, o princípio aplicado é geral. Toda mulher cristã deve saber administrar o lar, conduzindo-o ordeiramente. É uma lástima ver que tantas médicas, engenheiras, advogadas, psicólogas, secretárias, executivas, etc, são incapazes de cozinhar, passar, proporcionar e manter sua casa limpa e bem cuidada. Tais mulheres descumprem uma ordem clara do Evangelho quanto ao seu papel no lar. Pior quando não dispõem de tempo para cuidar de seus filhos. Podemos concluir que uma mulher cristã que não é boa dona de casa, é uma esposa/mãe antibíblica. 2. A mulher deve se sujeitar ao marido: Este é outro princípio que foi corroído pelo pecado social. O princípio de autoridade é claro em sua determinação funcional, lembrando que este princípio foi estabelecido pelo modelo da criação (1 Tm 2:9–15). Paulo fala claramente sobre isso a Tito no tocante ao ensino e pastoreio: “Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.” (Tt 2:3–5) O motivo da submissão é simples, para que as Escrituras não sejam difamadas. Todavia, é triste assistir à imitação (por parte da igreja e de seus lares) dos modelos sociais que até colocam uma mulher no lugar de maior autoridade da nação. Se alguém duvida desta distorção, basta ver os cargos que as mulheres estão exercendo nas igrejas locais, e não me refiro às “pastoras”, “presbíteras” ou “episcopisas” (vulgarmente chamadas de “bispas”), eu me refiro aos púlpitos e às salas de aulas repletas de varões como alunos que possuem uma mulher à frente. Eu me refiro também ao cargo de presidência das sociedades domésticas e dos ministérios cujo rol inclui o gênero masculino.

São sutilezas amainadas pela contextualização secular. Paulo é enfático neste assunto ao ensinar que qualquer atitude que coloque em cheque a autoridade do homem sobre a mulher, por mais simples ou inofensiva que possa parecer, deve ser radicalmente banida. Ou seja, se em uma cultura, a mulher coloca em jogo a autoridade do marido pelo simples ato de perguntar algo em público na igreja, então ela deve permanecer calada e fazer perguntas somente em casa (1 Co 14:34,35; 1 Tm 2:11–15). É bom lembrar que as solteiras e viúvas devem possuir um homem que exerça autoridade sobre a sua vida. Esse alguém pode ser o pai, o irmão mais velho, o pastor, etc. 3. A mulher deve ser recatada em seu traje: Esse assunto é complicadíssimo dentro da igreja. Sempre tenho ensinado ao meu rebanho que a mulher deve ser atraente, mas nunca sensual. O problema é que quanto mais as roupas diminuem de tamanho, comprimindo o corpo, mais a igreja se adapta a isso. É deprimente ver mulheres crentes vulgarizarem o corpo numa calça saint-tropez, numa blusa curta de alcinha, num vestido apertado que marca a roupa íntima ou numa mini-saia que mais revela do que esconde. Quanto a isso temos: “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).” (1 Tm 2:9,10) O que Paulo está dizendo é que nenhuma mulher crente pode se vestir como as vulgares ou prostitutas da sociedade. Isso deve ser um imperativo numa sociedade que sexualiza crianças de até quatro ou cinco anos de idade. Será que esses itens supracitados chocam a nossa mente? A impressão que deixam é que são estruturados no radicalismo intransigente e arcaico? Em minha opinião, se alguém que se diz crente pensa assim é porque está longe do padrão da Palavra de Deus. Além do que, a própria sociedade laica deveria seguir este modelo na íntegra por se tratar de um padrão divino a todos. Muitos cristãos têm se levantado contra as leis que favorecem a união homossexual ou contra a PLC 122/2006 ou outras decisões que escandalizam e golpeiam o coração e a mente do fiel. Tais lutas são legítimas e coerentes com o espírito do Evangelho. Mas eu creio que o problema na igreja é muito mais sutil e muito mais profundo, age como um câncer silencioso e assintomático que corrói a igreja por dentro. E nisto muitos estão em silêncio ou simplesmente estão de acordo.

Reafirmo que a família cristã é o modelo para a igreja que, por sua vez, é o correto modelo para a sociedade. Nós é que deveríamos estar na vanguarda sem abrir mão dos valores divinos. Mas o que percebemos é que as igrejas estão no final da fila tentando se adaptar ao mundo, ao mesmo tempo em que correm lamentavelmente atrás do prejuízo. Que Deus nos fortaleça em nossas convicções e que a sua misericórdia continue pairando sobre nós. Sola Scriptura.

Fonte: E a Bíblia com isso?

 

O feminismo está rindo do Nosso Deus

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O gigante estava no morro rindo do povo de Deus. “Se vocês são os filhos de Deus, saiam e lutem comigo.”

Como se atreve aquele gigante zombar dos filhos de Deus. Como ele ousa chamá-los de “gafanhotos” e dizer que ele iria esmagar e dá-los de comida aos pássaros. Onde estavam os guerreiros para se levantar contra ele? Onde estava o povo de Deus? Por que eles estavam permitindo que este pagão falasse tão desafiadoramente contra o único verdadeiro Deus?

Finalmente, um simples menino falou. “Vou lutar contra o gigante!”

E com essas cinco poucas palavras o acampamento ficou em silêncio incrédulos

“Ele é apenas um garoto … aquele gigante vai matá-lo”, sussurrou os soldados e guerreiros.

O garoto não se importou. Ele sabia que Deus estava do seu lado. Ele sabia que Deus iria lutar por ele e para ele. Ele não tinha medo. Ele confiava que o que Deus disse era verdade.

David não recuou, em vez disso, ele corajosamente proclamou: “Quem é este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?”

Quando Golias viu Davi ele riu e zombou dele. Davi se moveu. Ele olhou direto nos olhos de Golias e disse: “Você vem contra mim com espada e com lança e com um dardo, mas eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou. Neste dia o Senhor te entregará na minha mão, e eu vou te atacar e cortar sua cabeça. ”

David foi ousado, porque ele sabia que o Senhor iria lutar por ele.

Bam! Um tiro perfeito.

O gigante caiu no chão. O menino puxou a enorme espada do gigante e cortou-lhe a cabeça. O povo de Deus prevaleceu graças à fé de um simples menino pastor.

O grande gigante em nossa geração.

Quantos de vocês já leram essa história em suas Bíblias? Essa é a história de Davi e Golias. Eu não posso te dizer quantas vezes eu já li, ouvi ou assisti a essa história.

Mesmo que eu tenha lido essa história dezenas e dezenas de vezes, ela me bateu de uma forma totalmente nova na semana passada.

Percebi que Davi não se intimidou com o tamanho de Golias. Ele não se importava quem Golias era, de onde veio ou o que força Golias possuía. Davi fixou os olhos em Deus e em comparação à Deus Golias pareceu ser uma pulga.

Temos um Golias zombando do nosso Deus de forma maciça. O nome dela é feminismo.

Ela está em pé sobre o morro rindo de nós por muito tempo. É hora de fazer o que Davi fez. É hora de levantar-se para o feminismo e dizer “Basta!”

Quando reli a história de Davi e Golias eu imediatamente coloquei o feminismo no rosto de Golias. Assim, muitas das ideias feministas modernas são literalmente uma zombaria na face de Deus.

“Identidade de gênero? Isso é uma coisa do passado. “

“Funções no casamento? Ha! Apenas para os fracos e sem inteligência. “

“Mulheres e submissão? Você só pode estar brincando … “

“Só capachos ficam em casa. Saia e comece uma vida. A carreira é muito mais valiosa do que a família. “

E é assim que o gigante feminista ri e zomba nosso Deus. Onde estão as pessoas de Deus? Principalmente se escondendo com medo, assim como os israelitas.

É hora de pegar nossas pedras e apontá-las diretamente para a testa do feminismo. Nós temos nos escondido e sido atormentados por muito tempo. Nós, assim como Davi, conhecemos as verdades de Deus. Podemos ler a Bíblia, ter consciência e ver que a maioria das ideias do feminismo não coincidem com as Sagradas Escrituras.

Então, por que nos sentimos intimidados diante dos nossos colegas, professores, amigos e vizinhos, a então lutar por aquilo que sabemos que é verdade? É porque nós estamos olhando para o gigante e não para Deus. Nossos olhos estão fixos na pessoa errada.

Se realmente confiamos em Deus para ser tudo o que Ele diz que é, nós corajosamente devemos nos levantar e viver o projeto de Deus para nós, como mulheres. Estaríamos sendo apenas como Davi. Nós não iríamos ceder à pressão dos pares dos maiores e mais fortes do que nós. Nós não iríamos ceder as pressões da cultura dos Estados Unidos para ser uma determinada maneira.

Gostaríamos de lutar pelo desígnio de Deus para as mulheres, porque nós sabemos que os caminhos de Deus são os melhores. Gostaríamos de lutar para sermos mulheres segundo a vontade de Deus, porque sabemos que Deus está trabalhando em nós e por nós.

Gostaríamos de rejeitar as ideias influentemente esmagadoras do feminismo, porque nossas mentes estão fixas em nosso Criador.

Como viver a feminilidade definida por Deus em uma cultura feminista

Eu percebo que um estilo de vida definido por Deus é muito difícil e, muitas vezes realmente confuso. Vou deixar vários links para posts do nosso blog que irá mostrar-lhe especificamente como viver isso. (Os links são de textos em inglês, que desejo traduzir em breve).

(Qual é o propósito de ser uma garota? – LINK: http://www.girldefined.com/purpose-girl)

(Igualmente valiosos, Propositadamente Diferentes – LINK: http://www.girldefined.com/equally-valuable-purposely-different)

(Igualdade com os homens – O que não significa uniformidade – LINK: http://www.girldefined.com/equality-guys-sameness)

Se você estiver disposto a se levantar contra a gigante do feminismo e abraçar a feminilidade definida por Deus, não há como dizer como Deus pode usar você. Davi saiu na fé, na confiança de que o que Deus disse era verdade e, finalmente, matou o gigante.

Você vai se juntar a nós para rejeitar o gigante feminista na nossa cultura e abraçar o desígnio de Deus para você como uma mulher?

TRADUZIDO E EDITADO POR LARYSSA LOBO
https://www.facebook.com/laryslobo

Este post é uma tradução de um artigo de Bethany Baird publicado originalmente no Blog “Girl Defined”, traduzido e publicado em Português. Link Original: http://www.girldefined.com/feminism-laughing-god

VOCÊ ESTÁ CERCADA DE MENTIRAS

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Quando a serpente contou a primeira mentira da historia a Eva e daí seguiu-se a queda dos nossos primeiros pais (e com eles todos nós), começou a ser construído um mundo de ilusões orquestrado pelo “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Ef. 2.2), uma engrenagem que tem como combustível toda inconformidade com a Lei de Deus, ou seja, o pecado, que depois da Queda passou a constituir a natureza de todos os degradados filhos de Adão. De lá pra cá a humanidade arruinada tem comprado as mentiras vendidas pela antiga Serpente, o diabo, com a promessa de que terão o que perderam no Éden: a felicidade. Para nós mulheres esse pacote de mentiras vem sendo direcionado a diversos aspectos, mas observaremos apenas dois, os quais parecem ser os mais comuns e abrangentes:

APARÊNCIA FÍSICA: Embora o conceito de beleza seja cultural e temporal o desejo de ser bela é algo que pode ser visto universalmente nas mulheres de todas as épocas que sempre tiveram especial preocupação com a aparência e se submeteram a muitos sacrifícios para alcançarem o ideal de beleza no contexto em que viveram. No período da renascença as mulheres ricas arrancavam os cabelos da parte frontal da cabeça para ficar com testas maiores e bem arredondadas, o que era considerado primoroso para a sociedade europeia daqueles dias. Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, na China, as meninas da alta classe social tinham seus pés enfaixados para que ficassem entre sete e dez centímetros de comprimento, pois esse era o tamanho de pés valorizados e considerados encantadoramente femininos, mas aleijavam seus pés para sempre. Na Inglaterra durante o século XVII era comum às mulheres obesas recorrerem à sangria, na época vitoriana o sonho de beleza era uma cintura de quarenta e seis centímetros e para isso as mulheres usavam espartilhos tão apertados a ponto de deslocarem órgãos internos. Já nos loucos anos vinte, as jovens ocidentais enfaixavam os seios, pois a moda era um busto achatado e nos anos trinta engoliam um verme de nome cientifico tênia, mas conhecido popularmente como solitária, para terem uma pele de porcelana ¹. Tudo isso nos parece tão grotesco até nos lembrarmos de que em nossos dias de alta tecnologia, mulheres injetam uma espécie de gel aquoso (conhecido como hidrogel) nas pernas para ficarem torneadas ou implantam próteses de silicones nos seios ou bumbum para aumentar o tamanho, ou ainda se submetem há um procedimento conhecido como lipoaspiração, onde através de tubos cirúrgicos é aspirada a “gordura localizada” em determinadas partes do corpo, mas é claro que essas coisas não nos espantam porque já inculcaram na nossa cabeça que são necessárias para se alcançar o corpo que nossa sociedade cultua. Todo o tempo, dinheiro e esforço em demasia, que dedicamos para ter a aparência que a cultura estabeleceu como desejável, mostra que realmente acreditamos em uma grande mentira, a de que a beleza física nos fará mulheres felizes e realizadas se a tivermos, mas essa mesma cultura não nos ensina que a beleza dos atributos físicos tem prazo de validade, e isso porque essa verdade nos levará a perceber que não vale a pena investir a vida em algo que não possui importância real. Não é pecado querer ser bonita, o pecado pode encontrar-se na motivação para tal, por exemplo, se você busca a beleza física como meio para o apelo sexual, causar inveja nas outras mulheres ou ser o centro das atenções, isso é errado aos olhos de Deus, mas se você busca aquela beleza discreta e comedida que reflete piedade e pureza em sua aparência, então isso é agradável a Ele. A única beleza que pode realmente nos trazer alegria e contentamento é a beleza de uma vida santa, que bem faremos se a buscarmos com toda dedicação e zelo, é claro que isso não exclui os cuidados com nosso corpo e nós devemos sim ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos, usar roupas bonitas, tratar dos cabelos e etc., mas não se deixe enganar, porque não é por estar dentro dos padrões de beleza da nossa cultura que você vai ser uma mulher verdadeiramente feliz.

RELACIONAMENTO AMOROSO: A idealização proposta pela nossa cultura ao amor romântico tem descaracterizado o objetivo do relacionamento conjugal, nos ensinando que a relação matrimonial com um homem deve ser um “mar de rosas” onde só teremos alegria e prazer, que o homem perfeito para nos relacionar é aquele que faz todas as nossas vontades, cedendo aos nossos caprichos e nos tratando como deusas. A ideia predominante é a de que o objetivo do casamento é nos fazer feliz e então casamos com a expectativa de que o nosso cônjuge nos dê a felicidade, colocamos essa tremenda responsabilidade em cima de um pecador, cheio de defeitos e sem nenhuma capacidade para cumprir tal tarefa. Essa é mais uma grande mentira que nos cerca e que acreditamos piamente, tanto que há mulheres que se sentem extremamente infelizes porque ainda não casaram, vivem amarguradas e desperdiçam os dias de solteira reclamando e cultivando sentimentos de inveja e frustração em seus corações, isso acontece por elas realmente acreditarem que só o casamento irá fazê-las felizes. Mas a verdade é que depois da Queda, na vida “debaixo do sol”, Deus tem chamado pecadores regenerados para viverem a aliança do casamento caminhando juntos rumo à perfeição, crescendo na semelhança de Cristo, em meio aos defeitos e falhas do companheiro, exercitando o perdão, a paciência, a bondade e é claro o amor. Então, se você realmente deseja se unir a um homem pelo pacto do matrimônio, faça isso pelos motivos certos, pois se você não é feliz agora enquanto é solteira, você também não será quando casar, porque a nossa felicidade é Deus, mas nosso coração enganoso, o diabo e o mundo se empenham para nos fazer acreditar que seremos felizes em termos qualquer coisa menos Deus. Tenha cuidado, esteja sempre vigilante para que em seus relacionamentos Deus seja tudo em todos, o que passar disso é idolatra.

Embora essas não sejam as únicas mentiras que nos rodeiam, parecem ser as que têm tido um efeito de maior proporção, mobilizando as mulheres a buscarem com afinco essas coisas que só terão valor se forem feitas debaixo do sorriso de Deus que se agrada na beleza e no casamento, mas quando são feitos para Sua glória, pois lembre-se de que tudo nesta vida não é sobre você, mas sobre Deus, até sua beleza e seu casamento.

Sonaly Soares 

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1 Informações citadas no livro Mulher Cristã: repensando o papel da mulher à luz da Bíblia de Nancy Leigh DeMoss. Pgs 38,39

TORNANDO-SE ESTER

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“Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com perfumes e unguentos em uso entre as mulheres), então, é que vinha a jovem ao rei…” Ester 2:12-13

Eu sempre fico abismada com o tipo de preparação que a futura rainha Ester teve que passar antes que fosse apta para se apresentar ao rei Assuero. Alguma de nós estaria disposta a passar por doze meses de tratamento de beleza antes de conhecer o homem dos nossos sonhos? É provável que não, mas imagine a possibilidade. Um ano separado para apenas um único propósito: Se tornar tudo o que você for capaz de ser para aquele a quem você mais ama. Tempo precioso para cultivar beleza, fazer investimentos em educação e etiqueta, fortalecer virtudes e construir caráter.

A preparação de Ester me lembra daquele precioso tempo entre o despertar do desejo no coração de uma jovem mulher de compartilhar sua vida com um companheiro e o momento de subir ao altar. Para muitas, esse tempo de preparação é visto como nada mais que um tempo de espera. Mulheres solteiras freqüentemente vêem a si mesmas como sentadas na prateleira enquanto a vida passa por elas, ou sentadas no banco enquanto outras jogam. Não percebem que estão desperdiçando o período mais importante de suas vidas, estão privando a si mesmas de grande alegria e recompensa, estão privando seus futuros maridos de uma mulher mais virtuosa e estão privando a Deus de uma serva através da qual Ele deseja fazer coisas grandiosas.

Assim como Ester teve que estar preparada antes que pudesse ser rainha de um reino inteiro, a mulher também deve estar preparada antes que possa embarcar em um dos mais importantes e difíceis chamados na vida: O matrimônio e a maternidade. Ester teve que aprender os costumes do reino em que vivia, teve que aprender as práticas da vida na corte e os desafios intelectuais, emocionais e espirituais da posição superior. Para simplificar, Ester tinha que ser convertida de uma jovem moça a uma rainha antes mesmo que ela pudesse ter o título e exercer o papel. Da mesma forma, a mulher cristã solteira deve aprender os costumes do Reino dos Céus antes mesmo que se una àquele que Deus está preparando para ela. Ela deve estar preparada intelectualmente, emocionalmente e espiritualmente, não por um oficial do tribunal em algum templo pagão, mas pelo próprio Deus, sua Palavra e outras mulheres de Deus que foram preparadas antes dela.

O celibato não é um desperdício de tempo ou uma condenação a ficar sentada no banco, mas um tempo que Deus separou especialmente para fazer da mulher o que Ele quer que ela seja, e usá-la de formas que poderiam ser impossíveis após o casamento. O celibato é um tempo no qual uma mulher deve cultivar as virtudes que pertencem a uma mulher de Deus, para assim poder oferecer ao seu futuro marido e ao mundo algo mais do que apenas um rosto bonito.

Lembre-se no seu celibato que você não é a única solteira, mas seu futuro marido está passando pelo mesmo estágio que você. Não seria terrível finalmente conhecer o homem que irá se tornar seu marido só para descobrir que ele usou seu próprio celibato para servir a Deus e preparar-se para ser um marido melhor para você, enquanto que você não usou a liberdade de seu celibato para servir ao Senhor, nem tirou vantagem alguma do treinamento que Deus lhe ofereceu? Também não seria terrível perceber que seu marido passou seus dias como homem solteiro orando diariamente pelas suas necessidades e pela obra de Deus na sua vida, enquanto você sequer orou por ele, nem respondeu à graça de Deus que lhe foi dada como um resultado das orações dele?

É algo maravilhoso quando Deus abençoa a uma mulher com um marido. Aquele alguém especial é “simplesmente perfeito” para ela ao que foi, de forma cuidadosa e pensativa, desenhado por Deus para ser um em união com ela. É tamanho o prazer para a mulher olhar para trás e lembrar como Deus a capacitou para esperar n’Ele e que Ele foi fiel em abençoá-la. É ainda maior o prazer para ela saber que seu tempo como uma mulher solteira foi também um tempo de buscar a Deus e ser fiel a Ele em seu propósito. Que não quis nem por um momento fugir daquele estado, mas desejou apenas confiar em Deus e esperar em sua graciosa soberania.

De nenhuma maneira é uma tragédia ser uma mulher cristã solteira, mas o caminho do mundo mais uma vez se infiltrou na Cristandade com a falsa idéia de que é. Uma das maiores mentiras é que se você não “tem alguém” ou não está “procurando alguém”, há algo de errado com você. Outra mentira é que a mulher solteira deveria estar namorando por aí como se procurar um marido fosse como fazer compras num shopping. Uma mentira ainda mais forte é que a mulher solteira deveria estar dando seu carinho indiscriminadamente para que se torne “mais experiente” e saiba como fazer quando finalmente encontrar o homem de sua escolha. Minha cara cristã, é uma mentira e uma afronta a Deus dizer que a experiência é a melhor professora, e apesar do lema do mundo ser “vivendo e aprendendo”, o conselho da Bíblia é “aprendendo e vivendo”. Você não precisa ter experiência, você só precisa ser conhecedora do que Deus disse e obediente a isso. Você não deveria estar procurando pelo homem de sua escolha, mas deveria estar esperando pelo homem da escolha de Deus. E quando ele vier, não serão experiências passadas que farão seu casamento funcionar, mas a castidade passada, pureza e santidade. Deveríamos esconder nossos rostos dos caminhos e experiências desse mundo perverso e buscar apenas aquilo que Deus colocou no caminho que Ele preparou para nós.

Deus sabe exatamente o que você precisa e até mesmo sabe os desejos de seu coração melhor do que você mesma. Deus ama surpresas. Ele não quer que você procure por seu marido. Ele quer trazê-lo até você, e provavelmente quando você menos esperar. Se você desobedece a esse conselho, como tantas outras mulheres antes de você, e passa a procurar por si mesma um parceiro, você pode encontrar alguém, mas as chances são de o alguém que você encontrar, não ser o certo.

Como mulheres, nossa natureza deseja a companhia e o companheirismo de um homem. Isso vem de Deus e, portanto é bom. Mas ao mesmo tempo, estamos erradas em pensar que a morte será o resultado se essa necessidade não for suprida. Necessitar de outro como companheiro não é como a necessidade de respirar. Ou seja, você pode sobreviver sem um companheiro pelo menos até que Deus tenha feito sua perfeita obra em você. Lembre-se das Escrituras: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças.” 1 Coríntios 10:13

Descobri que há duas razões primárias do porque alguém precisa “desesperadamente” de outra pessoa. Em primeiro lugar, é porque não conhecem a Deus como deveriam. Deus não é o Deus de todo o conforto? Cristo não é o Senhor exaltado que completa tudo em todo lugar? Então porque reclamamos sobre quão vazias e sozinhas nos sentimos? Não pode ser que Deus aumente nosso tempo de celibato para que possamos encontrar vida n’Ele e aprendamos a ser completas n’Ele? Se buscamos nos casar porque sentimos que um marido irá satisfazer nossas vidas ou irá de alguma forma nos fazer completas, seremos severamente desapontadas em nosso casamento. Nenhum homem, não importa o quão parecido com Cristo, poderia de alguma forma tomar o lugar de Deus em nossas vidas, e pensar tal coisa é pura idolatria. Se não somos satisfeitas por Deus agora e completas em Cristo no presente, então nem sequer um casamento feito nos céus será capaz de mudar nosso vazio.

A segunda razão para a desesperada necessidade de alguém em nossas vidas é o pleno egoísmo. Quando precisamos de alguém para que nos sintamos amadas, ou quando precisamos de alguém para que nossos sentimentos de solidão sejam dissipados, então estamos querendo o casamento pelas razões erradas. O matrimônio não deveria ser encarado como uma oportunidade de ter nossas necessidades conhecidas, mas de conhecer as necessidades de outro. Se não aprendemos a levar nossas necessidades a Deus, então provavelmente vamos oprimir nossos maridos com nossas próprias necessidades e sequer ter conhecimento das dele. Conheci cristãs que desperdiçaram seus dias consumidas com suas próprias necessidades e constantemente lamentando sobre o motivo de Deus não ter trazido alguém em sua vida. Mas por que Deus deveria confiar um homem de Deus a uma mulher que está absorvida em si mesma e suas próprias necessidades, e não usa a liberdade de seu celibato para servir a Deus e preparar-se para os propósitos d’Ele? Tal mulher teria pouco para oferecer a um homem de Deus!

Minha querida amiga, ser solteira, assim como ser casada, deveria ser considerado um momento muito especial e desfrutável na providência de Deus. Não deveria ser considerada uma mera circunstância ou maldição da qual deva tentar desesperadamente fugir. Ser solteira é um tempo para aprender sobre Deus e sobre nós mesmas, um tempo para descobrir quem nós somos em Cristo, e como crescer na “aparência de Cristo”. É um tempo para ser zelosa por boas obras e envolvida em ministrar para outros. Ser solteira tem uma magia própria que deve ser aproveitada, pois uma vez passado, não deve nunca mais retornar. Não há nada tão triste quanto uma mulher já casada que se arrepende por não ter feito o suficiente com sua vida enquanto era solteira. Tudo foi perdido pelo intento de se apressar em casar sem consideração pelo plano ou pela obra de Deus.

Toda fase da vida tem, por si própria, sua beleza e maravilha. Minha oração para todas as cristãs solteiras é que elas possam aproveitar seu tempo apesar das mentiras do mundo. Que elas possam ser exigentes e não ajustadas por nada menos que a perfeita vontade de Deus. Que elas possam esperar pacientemente em Deus que é o provedor de todo bom e perfeito presente. Que elas possam ser como Ester, usando qualquer tempo que Deus julgue necessário para torná-las lindas por dentro e por fora.

Charo e Paul Washer 

Soli Deo Gloria. – Esse artigo foi publicado originalmente no Heart Cry.

MAIS UM ANO SE VAI… A TRANSITORIEDADE DAS COISAS E O ANSEIO PELO ETERNO

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A maioria dos cristãos não tem muita disposição para meditar no livro de Eclesiastes, conhecemos alguns poucos versículos e nada mais. Isso talvez se deva ao tom deprimente com que boa parte da mensagem é apresentada, pois esse livro nos chama as realidades das quais nós preferimos não pensar, como a morte, por exemplo. Mas é verdade também que não estamos familiarizados com o estilo da poesia oriental antiga e as características idiomáticas do livro dificultam a tradução tendo algumas palavras que apresentam pra nós apenas um aspecto do que os termos hebraicos significam em sua inteireza, é claro que isso não compromete a mensagem do livro, apenas exige de nós mais dedicação para entendermos a semântica das palavras no hebraico, ou seja, o que essas expressões significavam para os hebreus do tempo em que o livro foi escrito e não para nós ocidentais do século XXI. Uma dessas palavras é “havel”, que perpassa todo o livro e na maioria das nossas traduções o termo equivalente é “vaidade”, mas literalmente significa “vapor”, como uma densa fumaça que se dissipa traz a ideia de brevidade de tempo, algo que não possui importância real. Embora na língua portuguesa possua ideia semelhante, pois a palavra vaidade provém do latim “vanitas” que expressa o sentido básico de “em vão”, o senso-comum limita o termo a preocupação estética.
O pregador de Eclesiastes tem por objetivo descobrir qual o propósito da vida debaixo do sol e o que de fato pode conceder aos homens a satisfação plena. Ele investiga as mais diversas ocupações humanas buscando descobrir se existe na terra alguma coisa que tenha valor duradouro, mas depois de esquadrinhar tudo o que o mundo pode oferecer ao homem ele conclui que tudo é “vaidade de vaidades!” (havel havalim), a repetição das palavras é a forma do hebraico trabalhar o superlativo, assim nesse refrão ele insiste em dizer que a vida depois da queda debaixo do sol é extremamente vazia, inútil, inquieta e frustrante. É claro que ele está analisando a existência humana a partir de um processo “autônomo” onde a vida acontece sem o referencial Divino. O pregador se lança nos mais diversos caminhos buscando encontrar o real significado da sua existência, provou a alegria, os prazeres do vinho, as festas, construiu casas, plantou vinhas, foi um bem sucedido empreendedor, amontoou riquezas, foi servido por muitos, provou os encantos da musica e da culinária, teve muitas mulheres, um nome poderoso e respeitável, teve tudo o que seus olhos desejaram e não privou o coração de alegria alguma, no entanto, depois de ter vivido tudo isso ele conclui que é como “correr atrás do vento”.
Todo ser humano vive nessa busca frustrante em descobrir o real propósito da sua existência, tentando encontrar na própria criação a satisfação plena, se apegando as coisas transitórias e assim buscando preencher o seu coração, mas veja o que diz Eclesiastes 3.11b: “Deus… pôs a eternidade no coração do homem”. Enquanto nos desgastamos pelo o que é efêmero, somente o que é eterno pode nos satisfazer plenamente. Existem necessidades em nosso coração de um tipo que as coisas desta vida podem atender temporariamente, mas jamais de forma profunda e eterna, Deus ao colocar a eternidade no coração dos homens cria um lugar no centro do nosso ser para Ele, e somente Ele, habitar de modo que toda tentativa de se buscar uma vida a parti disso é “tudo vaidade”, não faz sentido e não há satisfação plena. Em Eclesiastes vemos caminho após caminho, todos sendo incansavelmente explorados até chegar ao ponto do nada porque no final, apenas um caminho ficará, depois de todas as tentativas de se encontrar o significado real da existência humana o pregador diz que a única coisa que importa nesta vida é isso: “temer a Deus e guardar os seus mandamentos” (ecl 12.13). Estamos no final de mais um ano e quantos de nós podemos dizer que conseguimos aproveitar bem o tempo que Deus nos deu? De tudo o que nos desgastamos para alcançar o que de fato tem importância real? Quantos de nós não estamos correndo atrás do vento? Toda atividade humana que não tem por finalidade engrandecer o Admirável e Santo Nome de Deus é vaidade, é vapor, logo se dissipará não ficando nada em nossas mãos e nem em nosso coração nos levando a continuar em todos esses caminhos frustrantes que o pregador de Eclesiastes percorreu, para concluirmos que não valeu a pena todo o tempo empenhado em coisas que no final serão reduzidas a cinzas, porque esse mundo já foi julgado e esta com seus dias contados, mas ainda assim insistimos em colocar nossas mais profundas afeições em coisas passageiras que não podem nos dá o que o ansiamos: A felicidade. Ainda que nessa vida tenhamos tristezas o caminhar lado a lado com o Senhor em uma profunda e doce comunhão nos concedi a felicidade que dez milhões de mundos com todos os seus encantos não poderiam nos proporcionar. Conhecer a Deus, ama-lo e obedecê-lo é a única coisa que realmente importa e o propósito para o qual fomos criados e é também a única coisa que nos satisfaz.
É costume no final de cada ano as pessoas avaliarem o ano que está findando e fazerem planos para o próximo, que tal nesse momento de reflexão colocar Deus como prioridade em tudo o esperamos para 2015? Todos aqueles sonhos que temos de casamento, novo emprego, cursos que desejamos iniciar, ter filhos, comprar um imóvel, ampliar os negócios e tantos outros, podemos aproveitar esse momento de reflexão e colocar Deus no centro de todos esses projetos e nos esforça para que Ele possa ser visto em tudo o que venhamos a fazer porque a parti de Deus todos os empreendimentos dessa vida são reduzidos à tônica angustiante do pregador: “vaidade de vaidades! tudo é vaidade.

Que 2015 seja cheio da graça santificadora de Deus sobre nossas vidas!

Sonaly Soares
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“Rostos Bonitos Valem Mais?” por Bethany Baird

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Eu olhei para o cartão e coloquei-o na minha carteira. Uma recrutadora de uma agência de modelos local estava tentando me convencer a seguir uma carreira na indústria. Eu sorri para a mulher e disse: “Vou pensar sobre isso”, então me afastei.

Eu tinha dezessete ou dezoito anos nessa época. Não estava interessada em uma carreira de modelo, porque naquele tempo o basquete e os esportes governavam o meu tempo. Eu era uma garota do atletismo e não um modelo fashion.

Eu não pensei novamente em modelagem até me formar no ensino médio.

Eu comecei a ficar curiosa e, com a aprovação cautelosa dos meus pais, decidi enviar algumas fotos a uma das agências que já havia me dado um cartão.

Recebi de volta uma rápida resposta solicitando a marcação de uma entrevista o mais rápido possível. “Eba! Eles gostam das minhas fotos. Eles devem me achar bonita.” Pensei comigo mesma. Eu marquei o encontro e, antes que percebesse, me encontrava sentada em frente ao dono da empresa.

O dono rapidamente me explicou como é raro conseguir uma entrevista particular. Disse que eles normalmente enviam todas para um ensaio de modelos, mas estavam fazendo uma exceção especial para mim.

Sua atitude não me pareceu boa. Ele me fez sentir como se tivesse que ser grata até pela oportunidade de ser considerada. Eu estava perdendo o interesse rapidamente.

Vamos apenas dizer que a entrevista foi por água abaixo a partir desse ponto.

Deixei seu escritório com a confirmação em minha mente de que eu nunca quis seguir uma carreira de modelo. Decidi que gostava de comer, gostava de me manter vestida e não desejava ser tratada como um objeto.

Olhando para trás, sou muito grata por meus pais terem me aconselhado contra essa ideia e me incentivado a seguir um caminho diferente. Você pode ler um pouco mais sobre onde Deus direcionou meu caminho na página “Quem Somos Nós” (Meet Us) do nosso site “Girl Defined”.

Rostos bonitos valem mais?

Foi na época da entrevista de modelos que eu comecei seriamente a me fazer esta pergunta: “Rostos bonitos valem mais?”.  No meu coração eu sabia o que a Bíblia diz sobre a beleza, como ela passa com o tempo, como Deus olha para o coração etc. etc. etc., mas eu estava sentindo as pressões da cultura. Eu estava sendo alimentada com uma mensagem diferente toda vez que colocava o pé para fora da porta.

Por um lado eu tinha a Bíblia e, por outro lado, eu tinha as mensagens sempre intrometidas dos outdoors, das lojas de roupas, lojas de maquiagem, clips de música e das celebridades de Hollywood, me dizendo que “rostos bonitos” são mais valiosos. Eles chamam a atenção, eles ganham os rapazes, eles ganham os olhares e os comentários… Portanto, eles devem ser mais valiosos.

O que eu aprendi

Quero compartilhar com vocês meus pensamentos atuais sobre essa questão: “rostos bonitos valem mais?” Minha esperança é que você possa aprender a reconhecer as mentiras, optar por rejeitá-las, e, em seguida, compreender e crer na verdade.

Quero compartilhar com você a maior mentira que nós, como mulheres jovens, acreditam e eu quero compartilhar com vocês a verdade que pode realmente nos libertar!

Mentira – Seu valor é baseado em sua beleza e em suas realizações.

Infelizmente esta é a mentira que estão alimentando várias e várias vezes. Estamos sendo informadas de que o nosso valor e tudo que vale a pena vem de nós mesmas. Temos de estar à altura dos padrões dos outros a fim de sermos úteis e felizes. Errado!

Eu adoro esta citação por Gwen Smith, que diz:

“Algumas garotas encontram identidade e valor em suas habilidades atléticas – mas o que acontece quando elas as perdem? Uma garota pode encontrar sua identidade em ter um namorado, mas o que acontece quando eles terminam? Consegue ver onde estou querendo chegar? Nenhuma dessas coisas são permanentes. Elas simplesmente não são confiáveis. A nossa identidade não é encontrada no que fazemos ou com quem estamos. É encontrada em Cristo é e no que Ele já fez por nós”.

Ela acertou em cheio!

Nossa fonte de valor não pode vir de dentro de nós porque não vai permanecer. E quando se esgotar, desaparecer, romper? Será que o nosso valor vai diminui com isso? Isto só faz sentido se o nosso valor vem de algo externo a nós mesmas. Isso nos leva à verdade.

Verdade – Seu valor não tem nada a ver com você e tudo a ver com Deus.

Jesus Cristo é a melhor notícia para nós, mulheres jovens. Ele nos ajuda a ver o que somos sem Ele (pecadoras em nosso caminho para o Inferno) e o que somos com Ele (salvas pela graça de Deus). Ele nos dá a resposta sobre nosso valor e nos dá o Seu valor, que não se desvanece com o tempo ou talento.

Ele nos dá o SEU valor

“O que eu sei é o seguinte: por causa de Jesus Cristo, eu sou uma mulher do mais alto valor. Não por causa de qualquer outra coisa. Eu sou uma garota cheia de graça. Não serei perfeita por um longo tempo. Eu venho sendo mudada pelo amor incondicional de Deus e restaurada à beleza perfeita através do sangue derramado de Jesus. Por causa do amor, nós somos Suas filhas, preciosas à Sua vista. À luz disto, precisamos deixar de lado sentimentos que diminuem nosso valor, e abraçar a nossa própria identidade: Filhas do Rei dos Reis” -Gwen Smith.

Compreender esta verdade mudou completamente a minha vida. Eu não tenho que estar à altura de determinado homem ou dos padrões de beleza femininos. Eu não preciso ser tão bonita como uma supermodelo para ter valor. Eu não tenho de ter a pele perfeita de uma garota da capa de revista. Meu valor não é baseado em qualquer coisa que eu possa fazer. É baseado em quem é Jesus e o que Ele já fez por mim.

Agora que está liberta!

A próxima vez que você se perguntar: “rostos bonitos valem mais?” Lembre-se dessa verdade simples: Seu valor não tem nada a ver com você e tudo a ver com Deus.

Esta simples frase tem o poder de mudar completamente o rumo da sua vida. Ela mudou completamente minha.

Pense nisso…

Você já comprou a mentira de que o seu valor é baseado em sua beleza e nas suas realizações?

Por que você se sente pressionada a se sentir à altura?

Como você pode aplicar esta verdade à sua vida: “Seu valor não tem nada a ver com você e tudo a ver com Deus”?
Se você realmente acredita nisso e vive assim, como isso muda a sua vida?

Extraído de: http://www.mulherespiedosas.com.br/rostos-bonitos-valem-mais-por-bethany-baird/ . Este post é uma tradução de um artigo de Bethany Braid publicado originalmente no Blog “Girl Defined”.

UMA REVOLUÇÃO FEMININA

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”É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela. ”(Provérbios 3:15)

Nos últimos anos, a feminilidade bíblica tem estado presente em muitas das igrejas cristãs na América Latina e nos Estados Unidos. O número de mulheres que tem se dedicado a viver de acordo com o projeto de Deus que os criou tem tido um aumento considerável. Nossa resposta tem sido amém ao chamado para viver a nossa feminilidade de uma forma bíblica. Mas, com essa mesma intensidade nós carregamos uma longa lista de “a fazer” para alcançar nosso objetivo.

Seguir uma carreira na faculdade, trabalhar fora de casa, procurar ajuda para seus filhos ou deixar a sua carreira para se dedicar a sua casa em tempo integral são decisões específicas que você não vai encontrar na Bíblia. O que você achou são princípios que transcendem a cultura, preferências ou gerações, que variam em sua aplicação. O desígnio de Deus é o mesmo para todas as mulheres, mas cada mulher é diferente, cada família é única, e como implementar esse projeto pode variar em cada caso particular. Deus deu diferentes dons para cada mulher para poder ser usado para exibir sua imagem e ser de ajuda para sua família e da igreja. Alegramo-nos com a diversidade e ver a multiforme graça de Deus.

As vezes me pergunto como as mulheres podem querer fugir dessa bela carreira de mãe, esposa, auxiliadora, um chamado que nasce em nós, algo tão natural. Eu não me oponho a mulher trabalhar, estudar, inclusive eu faço faculdade e tenho meus anseios por exercer determinadas profissões na minha área, eu me oponho a mulher não saber ser mulher, a não exercer a sua feminilidade, a não aproveitar o bom de ser mãe, esposa, a tratar como um grande fardo, essa que é a sua vocação, a sua profissão por excelência, eu fico bastante feliz quando ouço minha tia responder a alguém quando é questionada sobre sua profissão, ela diz, SOU MÃE, SOU ESPOSA, ela tem graduação, e poderia trabalhar, e ate mesmo estudar novamente, mas ela seguiu a sua profissão primaria.

Apesar de considerar o crescimento do feminismo moderno, comecei a me perguntar o que aconteceria hoje, se apenas um pequeno número de mulheres dedicadas começassem a orar e crer em Deus para uma revolução diferente, contra-revolução dentro do mundo evangélico. E se houvesse um “remanescente” das mulheres que estavam dispostas a voltar para a autoridade da Palavra de Deus, para abraçar as prioridades e propósito de Deus para suas vidas, e experimentar a beleza e a maravilha da feminilidade como Deus a criou? Diferente da maioria das revoluções, essa não nos obriga a marchar nas ruas ou a enviar cartas para o Congresso ou nos reunirmos a uma organização a mais. Nós não somos obrigadas a sair de nossas casas, de fato, para muitas mulheres, é um chamado para voltar para suas casas. Exige apenas que nós possamos aprender, afirmar e viver o padrão bíblico de feminilidade, e para ensinar os caminhos de Deus para a próxima geração. É uma revolução acontecendo em nossos joelhos. Quero convidá-las a fazer parte desta revolução, não lutaremos com armas de raiva, descontentamento, revolta e ressentimento, mas com humildade, obediência, amor e oração, crendo nas mudanças no tempo de Deus. Ele produzirá a mais profunda ordem e maior do que qualquer uma das grandes Politicas Sociais que tem realizado mudanças nessa geração.

Soli Deo Gloria

Rebeka França

https://www.facebook.com/rebek.franca

EU SEMPRE VOS AMEI, DIZ O SENHOR. MAS VOS DIZEIS: EM QUE NOS TENS AMADO? (Ml 1.2a)

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Toda a mensagem do livro de Malaquias é apresentada em uma estrutura de dialogo, onde vemos uma declaração de Deus, um questionamento do povo a essa declaração e resposta de Deus ao questionamento. O primeiro dialogo do livro está no capitulo primeiro, do versículo 1 a 5, onde o tema é o amor de Deus por Israel.

Embora o prólogo da profecia indique que é uma sentença contra Israel (1.1), Deus inicia declarando o seu amor fiel pelo povo, dizendo que sempre os amou (1.2), e se o povo olhasse para a sua história podiam ver claramente Deus manifestando continuamente seu amor por eles, porque foi com esse povo que Deus fez uma Aliança, que preservou, que entregou as promessas mais preciosas e a mais sublime de todas elas: de que seria da descendência deles que viria o sangue da realeza na terra, Deus se revelou a eles de uma forma que não fez a nenhum outro povo na face da terra, mas mesmo assim o povo pergunta obstinadamente: “em que nos tens amado?” Nesse questionamento se percebe que o povo estava medindo o amor de Deus pelas circunstancias em que estavam vivendo e que não eram muito boas, eles eram vassalos de um rei estrangeiro, pagavam pesados tributos aos persas, moravam de aluguel em sua própria terra, as colheitas não eram abundantes, e por conta disso estavam questionando a legitimidade do amor de Deus comparando-o a situação de opressão e sofrimento em que estavam vivendo. Deus, então, misericordiosamente vem as suas criaturas e responde a esse questionamento usando dois argumentos. O primeiro é a eleição incondicional de Jacó, o Senhor pergunta: “Não era Esaú irmão de Jacó? todavia amei a Jacó”, aqui Deus está se remetendo ao episodio de Genesis 25:21-26, onde narra o nascimento deles e mesmo quando ainda estavam no ventre o Senhor disse que o maior serviria ao menor, e como Esaú foi o primogênito isso já indicava que Deus havia escolhida a Jacó para dá continuidade a Aliança, e escolheu soberanamente, pois Jacó não era de modo nenhum melhor do que Esaú. A eleição não foi baseada em méritos, pois embora os dois fossem da mesma linhagem, a de Abraão e ainda que Esaú fosse o primogênito, Ele não o quis, mas elegeu soberanamente a Jacó. Então o Senhor esta dizendo que a prova do Seu amor pelo povo não estava nas circunstancias em que eles se encontravam, mas no fato dele ter elegido esse povo quando escolheu o patriarca Jacó. O segundo argumento que Deus usa para responder a pergunta do povo é a rejeição de Esaú. O povo precisava entender o que significa não ser amado por Deus e o Senhor usa o exemplo de Esaú e a sua descendência para mostrar isso aos israelitas. Embora Esaú fosse o irmão mais velho de Jacó e por definição o herdeiro principal, Deus diz que o rejeitou e fez dos seus montes uma desolação e deu sua terra aos chacais do deserto (1.3), essa é a forma de Deus dizer que havia destruído a nação que fora construída pelos edomitas, que eram os descendentes de Esaú e nos dias em que Malaquias estava entregando essa mensagem aos israelitas, os edomitas já não existia mais como uma nação. E Deus ainda diz que mesmo se eles se edificassem (1.4), ou seja, se organizassem de novo como uma nação, o Senhor os destruiria, porque eles são o povo contra quem Deus esta irado para sempre. Com isso o Senhor está mostrando para os israelitas a preciosidade que há no fato deles serem o objeto do Seu amor eletivo, coisa que Esaú e seus descendentes não foram, mas o contrario foram o objeto de Sua ira. E assim como Deus estabeleceu que a descendência de Esaú seria destruída para sempre, Ele também decretou que preservaria a descendência de Jacó. E com isso Deus termina de responder a esse primeiro questionamento do povo concluindo no versículo 5, onde faz uma chamada a Sua grandiosidade, dizendo que quando eles entenderem o quanto Deus os tem amado e o quanto Ele tem demonstrado esse amor ao preserva-los, mesmo que nações muito maiores e mais fortes tenham sido destruídas, eles não foram porque Deus os tem protegidos, e quando eles entenderem isso então dirão: “grande é o Senhor além dos limites de Israel” (1.5).

Esse dialogo de Deus com os israelitas nos trás ensinamentos muito preciosos e faríamos bem se atentássemos para eles. Se somos parte do povo de Deus, precisamos acreditar que Ele realmente nos ama, mas não são poucas as vezes em que as situações difíceis nos fazem duvidar da legitimidade desse amor, se as coisas não acontecem do jeito que desejamos, se somos levados aos vales escuros da vida pensamentos perturbadores povoam nossa mente para nos levar a duvidar do amor eterno de Deus. Mas eis o Senhor aqui respondendo aos israelitas que a prova do Seu amor não estava nas circunstâncias em que eles se encontravam, mas no fato deles terem sido elegidos dentre todos os povos como a propriedade exclusiva de Deus.

Não olhe para os problemas da sua vida e pense que a existência deles é a prova da não existência do amor de Deus por você, lembre-se que o Senhor nunca prometeu que nessa vida você não passaria por sofrimentos, mas Sua Palavra nos assegura sim, que todas as coisas, inclusive o sofrimento, contribuem para o nosso bem. E esse bem não é o bem-estar da nossa carne, a satisfação da nossa natureza pecaminosa, mas o bem maior, que é a conformidade ao caráter perfeito de Jesus Cristo. Nenhum de nós tem o direito de duvidar da legitimidade desse amor, certa vez o puritano John Owen escreveu que “a maior tristeza e peso que você pode dar ao Pai, a maior indelicadeza que você pode fazer a Ele é não crer que ele te ama”. O apostolo Paulo na carta aos romanos pergunta: “Aquele que não poupou nem o próprio Filho, mas, pelo contrário, o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). No final do capitulo oito de Romanos, Paulo lista uma serie de coisas que fazem parte da vida dos cristãos, questionando se elas poderiam nos separar do amor de Deus, e a resposta é que nada poderá nos separar desse amor que foi manifestado na pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus nunca deixará de nos amar e por isso nunca seremos tomados de Suas mãos, então venhamos a refletir sobre a preciosidade desse amor imutável e que peçamos perdão a Deus com o coração quebrantado por todas as vezes em que a dor na nossa carne e o sofrimento do coração nos deixou tão insensíveis que nos fez duvidar de Suas palavras fieis e verdadeiras de que Ele nos ama com amor eterno (Jr 31.3).

Sonaly Soares

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“Como Ser Uma Esposa Piedosa” por Mary Beeke

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O plano perfeito de Deus para as famílias inclui a criação de homens e mulheres bem como a maneira que um deve se relacionar com o outro. Nós fomos criados perfeitos; infelizmente, o pecado alterou o plano. Mas Deus, em sua misericórdia, nos deu o casamento, uma jóia do Paraiso. O chamado do marido para amar, nutrir e se entregar pela sua noiva, como Cristo o fez pela Igreja, é complementado pelo chamado da esposa para respeitá-lo e se submeter a ele. Juntos ele formam um time. Ele é o cabeça da casa, provendo e protegendo. Ela está ao seu lado como eixo, parte central na casa. À medida que a cultura muda, os detalhes de como isso funciona pode mudar, mas o plano de Deus está além do tempo. Nós o desprezamos por nossa conta e risco, mas quando o seguimos seremos abençoados. Focando no papel da esposa piedosa, a primeira bênção vem quando nós nos submetemos aos planos de Deus com contentamento, confiando na Sua sabedoria, sendo firmes contra a insistência do feminismo em dizer que isso é degradante, escolhendo estar no centro da vontade de Deus e aguardando mais bênçãos. A esposa piedosa é abençoada quando ela ama a Deus acima de todas as coisas, e a Sua Palavra está escrita no seu coração e é demonstrada em sua vida. Ela luta contra o pecado que ainda habita dentro de si gastando tempo a sós com Deus em oração e leitura. Seu andar e falar são como luz sobre o monte e sal na terra. Caminhar com o Senhor a capacita a andar em harmonia com o seu marido. A esposa piedosa é

abençoada quando ela é fiel ao seu marido. Ela dá a ele amor, carinho, compromisso e atenção de todo o seu coração. Ceder a tentação não é um opção, ainda que os músculos dele estejam diminuindo, a barriga e os cabelos brancos aumentando e a vida menos cheia de emoções. Ela não busca uma nova receita, mas tempera com os ingredientes que tem, colocando toda a sua energia no seu relacionamento como seu marido. A esposa piedosa é abençoada quando ela trata o seu marido da forma pela qual ele foi criado para ser tratado. Para as solteiras que desejam ser uma esposa piedosa: ore e escolha sabiamente. Case-se com um homem que você possa respeitar, não com um tolo, egoísta, raivoso e imaturo. Case-se com um homem piedoso que a ame por completo. Spurgeon nos advertiu a mantermos os olhos bem abertos antes do casamento e semi-fechados após o casamento. Então a mulher casada deve se concentrar nas virtudes do seu marido e minimizar as suas irritantes idiossincrasias. O respeito por seu marido começa no seu coração e flui para o seu tom de voz, expressões faciais, afeto e palavras. Ele deseja a sua apreciação pelo trabalho que faz bem como o reconhecimento de seus dons. Assim como ele naturalmente flexiona os bíceps quando você coloca sua mão acima do cotovelo dele, da mesma forma ele naturalmente flexiona as caraterísticas que você elogia. Preocupe-se menos em alimentar o ego dele; concentre-se em reconhecer os seus pontos fortes e espere para ver que coisas boas acontecerão no seu casamento. Ingresse no mundo dele perguntando-lhe como foi o dia. Mantenha-se conectada. Converse sobre seus pensamentos e sentimentos, sobre coisas naturais e espirituais. Mantenha o romance e a intimidade vivos. Continue a sair juntos. Mantenha-se o mais saudável e atraente possível. E sempre seja carinhosa. Nutra o seu casamento, isso é precioso. A esposa piedosa também é abençoada quando ela se submete ao seu marido. O time marido-mulher pode ser comparado ao de presidente e vice de uma empresa que se especializa em liderança servil. São pessoas de igual valor, assim como as crianças e empregados, mas alguém tem que assumir o controle. Marido e mulher devem ser melhores amigos. Devem discutir questões familiares e tomarem decisões para o bem da família. Quando não concordarem, o marido tem a palavra final, submetendo-se apenas a Deus e às Escrituras. Alguns homens são difíceis de respeitar e se submeter; suas esposas têm o desafio de passar por cima do comportamento deles e seguir o caminho de obediência a Deus. Essa esposa não é como um tapete, ela não pode concordar ou aprovar o pecado, mas ela experimenta um duro amor. Ela terá que orar por coragem. Ela aguarda e ora que ele seja santificado pelo seu exemplo (1Co 7:10-17). A esposa piedosa é abençoada quando ela ama e nutre os seus filhos,

quando serve como exemplo de piedade. Ela dita o tom de alegria e paciência da casa. Ela trabalha duro. Seu papel como esposa e mãe são separados, mas interligados. Efésios 5 e Provérbios 31 nos diz que o marido deve ser a sua prioridade. É bom lembrar disso, já que o instinto materno é tão forte e nossos filhos geralmente precisam de mais cuidado físico que os nossos maridos. Ela acode ao próximo, primeiro os da casa da fé, e depois aos que ela encontrar. Bênçãos seguirão a esposa piedosa quando ela segue o plano de Deus para o casamento, e aqueles que estão ao seu redor também serão abençoados.

Extraído de: http://www.mulherespiedosas.com.br/como-ser-uma-esposa-piedosa-por-mary-beeke/