A SANTIDADE DE DEUS

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“Quem te não temerá, ó Senhor e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo…” (Ap. 15:4).

A santidade é a excelência propriamente dita da natureza divina: o grande Deus é “… glorificado em santidade...” (Êx 15:11). Daí lermos: Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contem­plar…” (Hab. 1:15). Como o poder de Deus é o oposto da fraqueza inata da criatura, como a Sua sabedoria está em contraste com o menor defeito de entendimento ou com a menor insensatez, assim a Sua santidade é a própria antítese de toda mancha ou corrupção moral. No passado Deus designou cantores em Israel para “que louvassem a Majestade santa”, ou, na versão utilizada pelo autor, “que louvassem a beleza da santidade” (2 Cro. 20:21). “O poder a mão ou o braço de, Jesus, a onisciência os Seus olhos, a misericórdia as Suas entranhas, a eter­nidade a Sua duração, mas a santidade é a Sua beleza” (Stephen Charnock). É isto Que, acima de tudo, torna-o amorável aos que fo­ram libertos do domínio do pecado.

A santidade de Deus se manifesta em Suas obras. Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras” (Sl 145:17), Nada senão o que é excelente pode pro­ceder dEle. A santidade é o padrão de todas as Suas ações. No princípio Ele declarou que tudo o que tinha feito ‘”era muito bom” (Gn 1:31), e não poderia ter feito o que fez se nisso houvesse algo imperfeito ou impuro. O homem foi feito “reto” (Ec 7:29), à imagem e semelhança do seu Criador. Os anjos que caíram foram criados santos, pois se nos diz que “… não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua pró­pria habitação...” (Judas 6). Sobre Satanás está escrito: “Per­feito eras nos teus caminhos, desde o dia em, que foste criado, até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28:15).

A santidade de Deus se manifesta em Sua lei. Essa lei proíbe o pecado em todas as suas variantes -— nas suas modalidades mais refinadas, e nas mais grosseiras, os intentos da mente, como a contaminação do corpo, o desejo secreto como o ato abertamente praticado. Pelo que lemos: “…a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12). Sim, “… o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos. O temor do Senhor é limpo e permanece eternamente, os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente” (Sl 19:8-9).

A santidade de Deus se manifesta na cruz. De maneira espan­tosa, e, contudo, a mais solene, a expiação demonstra a santidade infinita de Deus e Seu ódio ao pecado. Quão odioso para Deus” há de ser o pecado, a ponto de castigá-lo até ao limite extremo do seu merecimento, quando o imputou ao Seu Filho! “Nem to­dos os vasos do juízo já derramados ou por derramar sobre o mundo ímpio, nem a chama ardente da consciência do pecador, e nem a sentença irrevogável pronunciada contra os demônios re­beldes, nem o gemido das criaturas condenadas demonstram o ódio de Deus ao pecado, como o demonstra a ira de Deus derra­mada sobre o Seu Filho. Nunca a santidade divina parece mais bela e mais amorável do que na hora em que o semblante do Salvador ficou por demais desfigurado em meio aos estertores da Sua agonia mortal. Ele próprio o reconhece no Salmo 22. Quando o Senhor afastou dEle o Seu risonho rosto e Lhe fincou no coração aguda faca, provocando Seu terrível brado, “Deus meu, Deu meu, por que me abandonaste?” (vers. 1). Ele adora esta perfei­ção — “Tu és santo” (vers. 3).

Posto que Deus é santo requer-se de nós que nos aproxime­mos dEle com a máxima reverência. “Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos, e grandemente reverenciado por todos os que o cercam’” (Sl 89:7), Portanto, “Exaltai ao Senhor nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de seus pés, porque ele é santo” (Sl 99:5). Sim, “diante do escabelo dos seus pés”, na postura da mais profunda humildade, prostrai-vos.

A.W. Pink

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ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

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“Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu” Mt. 6: 10

Na terceira petição da oração do Senhor, Jesus nos instrui a orar para que a vontade de Deus seja feita. Esta solicitação decorre da petição de que venha o reino de Deus, pois o Reino do Senhor está presente onde encontramos justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17). Tais frutos são possíveis apenas quando fazemos a vontade de Deus.

No entanto, pode parecer estranho orar para que a vontade de Deus seja feita. A Escritura é bem clara de que a vontade de Deus sempre é feita. Efésios 1: 1, por exemplo, explica que o Senhor “Faz tudo de acordo com o conselho da sua vontade“. Salmo 115: 3 acrescenta: “nosso Deus está nos céus; Ele faz tudo o que quiser“. Tais passagens se referem ao que comumente se chama de vontade decretiva de Deus. De acordo com Deuteronômio 29:29, que nos diz que há algumas coisas que o Senhor revelou e algumas coisas que Ele não revelou, os teólogos reformados distinguem entre as vontades decretivas e preceptivas de Deus[1]. A vontade decretiva refere-se ao decreto soberano de Deus de tudo o que acontece. Na maior parte, esta vontade está escondida de nós, mas inclui tudo o que realmente acontece na criação. Se Deus ordena algo em Sua vontade decretiva, certamente acontecerá.

A vontade preceptiva do nosso Criador, por outro lado, refere-se a aquelas coisas que Ele considera moralmente agradáveis ​​em si mesmas. Pense nos Dez Mandamentos – as coisas positivas que ele as impõem, como a preservação da vida, a castidade, o contentamento, e assim por diante são agradáveis ​​a Deus. É Sua vontade que tais coisas sejam feitas porque Ele as aprova. No entanto, sabemos que a vontade preceptiva de Deus é rotineiramente quebrada. As pessoas violam os mandamentos; eles vão contra Sua vontade preceptiva.  No entanto, em tais casos, observamos que eles não estão indo contra Sua vontade decretiva. Por causa de algum bem maior, Deus decreta algumas coisas que são em si mesmo detestáveis ​​- pecado – e que violam Sua vontade preceptiva. A crucificação de Cristo é um bom exemplo disso. Deus ordenou que aqueles que assassinaram Seu Filho fariam sua maldade. Considerado em si mesmo, ele odeia esse ato de injustiça (Atos 2:23). Aqueles homens que tiveram Cristo morto violaram a vontade preceptiva de Deus contra o assassinato. Mesmo assim, Deus decretou a crucificação para um bem final maior, a saber, a nossa salvação e a Sua glória (ver Romanos 8:28).

Então, orar para que a vontade de Deus seja feita é orar para que Sua vontade preceptiva seja mantida. No entanto, é mais do que isso. É pedir que as pessoas reconheçam que todos reconheçam que há uma vontade soberana por detrás de cada ação volitiva delas. Há um propósito maior por detrás de cada ação (Rm. 8: 23).

Pr. Clélio Simões

 

[1] Para ver mais sobre as duas vontade de Deus, acesse: http://www.monergismo.com/textos/atributos_deus/duas_vontades_deus_storms.htm

Clélio Simões é pastor na IV Igreja Presbiteriana, na cidade de Campina Grande – PB.

(mais…)

“O Desejo Sexual e a Garota Solteira (10 conselhos para a pureza)” por Colleen Chao

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Imagine guardar um leão naquelas bolsas de transporte para gatos… Por anos. Dia após dia, noite após noite, ele ruge, ele come (muito). A sua energia não tem fim… E ainda assim você o mantem preso.

Como uma garota solteira, nos seus 30 e poucos anos que, pela graça de Deus, se comprometeu a guardar o sexo para o casamento, eu frequentemente me sentia como esse leão aprisionado. Algumas vezes, minhas lutas físicas eram tão grandes, que eu me desesperava; a longa e intensa luta pela pureza, numa cultura sexualmente saturada, parecia impossível. E enquanto havia um diálogo constante sobre as lutas e tentações sexuais masculinas, havia um estranho silêncio quando se tratava de mulheres. Será que eu era parte homem, ou isso também acontecia com as mulheres?

Contudo, quanto mais eu me abria e dividia minhas lutas com outras mulheres solteiras, mais eu percebia que eu realmente era normal e em boa companhia. Então por que não havia ninguém falando sobre isso?

Ou, talvez, a pergunta principal seja por que nós queremos lutar por pureza sexual quando nossos desejos parecem tão naturais e bons – e tantas vezes parecem muito fortes para serem controlados?

Cristo é melhor

Se eu posso testificar alguma coisa, é que eu vi que Cristo é maior que meus desejos sexuais.

Eu nunca esquecerei a conversa que tive com um colega de trabalho agnóstico que, mais uma vez, estava me cobrando por eu não dormir por aí. (Importante dizer que eu nunca dei informações sobre mim no meu trabalho, mas acho que todo mundo já havia descoberto, baseado no meu estilo de vida). A conversa terminou comigo dizendo, “Eric, Jesus é melhor que sexo”. E pelo modo com que ele olhava para mim, eu podia ver que ele desesperadamente queria saber que aquilo era verdade.

Acho que todos nós queremos saber que isso é verdade. Se o sexo é a melhor coisa da vida, o maior prazer que podemos experimentar, estamos em apuros. Sim, sexo é maravilhoso! Desse lado do casamento, posso testificar que Deus criou algo muito bom e prazeroso. Mas nem se compara com os infinitos prazeres que temos em Deus.

Deus criou o sexo, e então nos disse para nos alegrarmos nele apenas dentro do contexto do casamento entre um homem e uma mulher; então se ele nos faz esperar um tempo penosamente longo para isso, Ele está (misericordiosamente) nos ensinando a conhecer nossos mais profundos desejos somente nele. Isso é fácil de dizer; incrivelmente difícil de viver.

De fato, é impossível de viver. Algumas vezes minha luta contra a tentação me levou ao fim de mim mesma e me lembrou que “Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente” (Salmos 16:2). Eu não podia me gloriar na minha própria força; eu estava profundamente consciente de que o próprio Deus me sustentava e que aparte dele eu rapidamente perderia a batalha.

Ouvindo as suas promessas

Durante aqueles longos anos de solteira, foi aqui que o bicho pegou.

Eu me lembro de ficar batendo no meu travesseiro, chorando angustiosamente, até mesmo gritando, quando a carne parecia muito forte para lutar contra por mais um dia. Mas eram nesses momentos desesperadores que eu via que Deus era exatamente aquilo que ele afirmava ser. Foram nas trincheiras da luta carnal que eu aprendi a confiar nas palavras do meu Comandante.

E Sua Palavra diz que Ele me faz conhecer o caminho da vida, na sua presença há plenitude de alegria, e à sua destra, delícias perpetuamente (Salmos 16:11).

Então, como uma mulher solteira pode andar na sua plenitude de vida e alegria em meio à frustração sexual? Essas são algumas das coisas que me ajudaram:

Memorize e medite na Escritura.
Não consigo enfatizar isso o suficiente. A Palavra de Deus me fortaleceu, sustentou, condenou, encorajou e mudou. A não ser que estejamos constantemente na verdade, nós facilmente cairemos em mentiras.

Seja responsável.
Continue falando! Seja aberta e honesta a mulheres cristãs, seguras e sábias na sua vida. Quando o pecado é levado à luz, ele perde o seu poder e para de condená-la. (E você pode se surpreender em quantas mulheres ao seu redor podem se identificar com sua luta!).

Se exercite e coma bem.
Corra ou faça pilates ou aula de dança. Alimente seu corpo com coisas boas. Assistir a filmes românticos bobos e comer bolo de chocolate não vai ajudar na causa.

Sirva outros.
Transfira suas energias frustradas em cuidado pelas pessoas que lhe rodeiam. Mande uma mensagem encorajadora para alguém que está sofrendo hoje. Sirva uma refeição na sua casa. Entregue café para uma mãe que está em casa com várias crianças.

Não compare.
Não fique olhando para o que os seus amigos casados tem. Os desafios e sofrimentos deles são diferentes. Deus sabe como fazer com que nós necessitemos desesperadamente dele de formas bem diferentes.

Não se importune com os problemas do amanhã.
Deus deu graça abundante para hoje. “Eu vou ficar solteira para o resto da minha vida!”, não diga isso…

Faça um balanço da sua dieta cultural.
Avalie e reavalie seus hábitos, filmes que assiste, as músicas que ouve, as roupas que veste. Você está alimentando ou deixando morrer de fome a luxúria da sua carne?

Defina limites úteis com homens – por você e por eles.
Sair sozinha com um homem nunca me ajudou; normalmente incitava desejos desnecessariamente.

Mantenha um coração agradecido.
Não consigo descrever o quanto essa é uma ferramenta poderosa. Agradeça a Deus por tudo o que você possa imaginar, pequenas ou grandes. É como se fosse uma cirurgia cardíaca instantânea!

Lembre-se da benevolência e da bondade de Deus.
Resistir à tentação sexual por algum período prolongado de tempo pode travar uma guerra contra a nossa crença sobre Deus. Ele é mau, injusto, desinteressado? Por que toda essa angústia para obedecê-lo? Mas conforme I Pedro 4:12, não deveríamos estar surpresos com as provas de fogo que encaramos nessa vida. A melhor notícia desse mundo não é que somos poupados da dor, mas que somos infinitamente amados e perdoados (então nossa dor tem propósito).

Na sua bondade, Deus veio ficar conosco na forma de Jesus, para nos libertar da escravidão do pecado. E não apenas para nos libertar, mas também para se solidarizar com nossa fraqueza. Ele é sensível às nossas lutas e fracassos, e ele é por nós – sempre trabalhando para o nosso eterno bem.

Querida, há tanto em jogo na nossa batalha pela pureza. E se você estragou tudo, bem-vinda ao clube. Cada um de nós está aquém da pureza de Deus de uma forma ou de outra, e todos nós precisamos desesperadamente da sua graça.

Continue voltando ao Amor da sua alma. Continue lutando e confiando pelo poder do Espírito, que está trabalhando dentro de você. Deus é bom e o que ele faz é bom (Salmos 119:68). Enquanto eu reflito nos meus trinta e quatro anos antes do casamento, fico atordoada com a bondade de Deus para comigo, mesmo quando – não, especialmente quando – isso me levou ao fim de mim mesma.

Qual seria uma promessa ou hábito que você poderia aplicar à sua própria luta pela pureza? Que parte da sua luta te deixou se sentindo isolada? Como você pode buscar o encorajamento e a responsabilidade essa semana?

 

 

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Este post publicado originalmente no site “Revive Our Hearts”, traduzido e re-publicado com permissão.
** Colleen Chao casou-se aos 34 anos. Ela mora na Califórnia com seu tão esperado marido e filho.

*** Tradução: Sara Mendonça

A necessidade dos invernos

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“Antes que a tentação venha, pensamos que podemos caminhar sobre o mar, mas quando os ventos sopram, sentimos que começamos a afundar e ainda assim isto não nos traz nenhum bem? Não poderíamos viver sem tais mudanças da mão de Deus sobre nós. Nossa natureza carnal cresceria excessivamente se não tivéssemos nossos invernos no tempo apropriado. Sabe-se que em alguns países as árvores crescem, mas não produzem frutos pois não há inverno ali.” (John bunyan) 

O pregador John Bunyan, nos traz uma lição bastante preciosa sobre os invernos em nossa vida, é algo bastante difícil de falar no nosso cenário atual onde o evangelho pregado não tem Cruz e sim apenas felicidade e prosperidade, o que não quer dizer que não seremos felizes ou prósperos com Deus, mas, é importante compreender que não é só disso que o homem deve viver. 

Existem momentos maus na vida do crente, existem desertos e não é porque está em pecado como alguns costumam afirmar. Bunyan, comparou os momentos difíceis a invernos, porque o inverno é frio, escuro, cinza e solitário, quando começa a chover todos correm para os seus abrigos, já reparou que quando você vive uma ‘’chuva’’ muitas pessoas fogem de você e buscam seus próprios abrigos? É de fato isso que Deus quer que façamos? Que nos afastemos dos irmãos em seus invernos?  

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. “ (João 15:13) “Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. ” (Romanos 12:13) 

 “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.“ (Hebreus 10:25)  

A Bíblia nos instrui claramente que devemos apoiar os nossos irmãos, encorajar, orar por eles.  Afastar-se é um erro, é um pecado, somos irmãos em Cristo e temos por obrigação apoiar os nossos irmãos necessitados. Outro ponto importante, é o fato de que os invernos são de Deus.  

“Estabeleceste todos os limites da terra; verão e INVERNO tu os formaste. ” (Salmos 74:17)  

O salmo nos mostra que tudo foi feito por Deus, em alguns países o inverno é algo quase insuportável, o frio é enorme, e é algo criado e estabelecido pelo próprio Deus, não é diferente em nossa vida, o verão é bom e é criado por Deus e o inverno também. Precisamos tirar da cabeça que só aquilo que é bom foi criado por Deus, pense que Ele tem o poder e controle sobre TUDO!  

“E bem pode ser que fique convosco, e passe também o INVERNO, para que me acompanheis aonde quer que eu for. ” (Coríntios 16:6)  

O inverno também pode ser um lugar de conhecimento, o apóstolo Paulo fala a igreja de Corinto que talvez ficasse com eles durante o inverno, afim de ensinar-lhes mais sobre a palavra do Deus vivo, então, às vezes o inverno em nossa vida pode ser apenas para um período de maior conhecimento da palavra de Deus, de aprofundamento, de maior constância na leitura Bíblica, ou de novos meios de aprender.  

“Saibam, pois, em seu coração que, assim como um homem disciplina o seu filho, da mesma forma o Senhor, o seu Deus, a disciplina. “ (Deuteronômio 8:5) 

 “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. ” (Provérbios 3:11-12) 

 “Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. ” (1 Coríntios 11:32) 

Sim, o inverno também pode ser um local para disciplina, como podemos ver nos versos acima e nas palavras e John Bunyan, se não fossemos disciplinados quando necessário, seríamos condenados, pois nosso ego inflaria a tal ponto de pecarmos constantemente contra Deus. Nossa natureza inclinada ao pecado nos leva a deixa-lo de lado, mas Deus sempre estará do nosso lado e por esse motivo nos disciplina, assim como um pai disciplina o seu filho. Pense comigo, quando seu filho (a) comete um pecado como o da mentira, você o castiga, correto? Pois dessa forma ele não mentirá novamente, e isso fará bem para ele no futuro, ele poderá não gostar do castigo recebido naquele momento, mas ao se tornar adulto saberá que aquele castigo foi extremamente correto e apropriado. Valorize seus invernos pois é prova do amor de Deus, absorva lições preciosas dele, assim como as pérolas mais raras do fundo do mar.  

Deus estará com você em seu inverno. Essa afirmação é mais que um conforto é uma certeza, José do Egito teve invernos, mas se mantendo firme e confiante, pois sabia que Deus o amava e estava com ele, dentro do fundo do poço ou encarcerado, Deus estava com ele! E essa certeza sustentava a vida de José. Jó perdeu tudo, mas jamais amaldiçoou a Deus, ele sabia que tudo que ele tinha era de Deus, Deus o deu e Ele mesmo o tomou, sua confiança no SENHOR não foi abalada, ele sabia que Deus estava com ele e por fim Deus o deu muito mais do que poderia imaginar. Não desconfie da presença do Deus Pai em seus invernos, tente enxerga-lo em tudo e ajude aqueles que não conseguem ver dessa forma. Deus é soberano e mantém controle sobre tudo, por qual razão Ele descuidaria da sua vida? 

 “Quando vierem nuvens sobre os nossos espíritos, escutemos, pois Deus falará. A voz falará nessa hora como jamais pudera falar, porque a nuvem esconde todas as coisas, e nos deixa a sós com Deus. ” (Stanley Jones)  

Ouça a voz de Deus, entenda o que Ele quer te ensinar em seu inverno para que você possa aflorar na primavera.  

 

Rebeka Cavalcante. 

A SERPENTE DE GÊNESIS E A JARARACA DE LULA

Atualizados recentemente

“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14,15)

A serpente de Gênesis

A queda do homem – no pecado – é um episódio determinante na narrativa bíblica, uma vez que, após este fato, toda a humanidade se tornou pecadora, “não há um justo sequer” (cf. Rm 3:23). A escritura ainda diz que: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores” (Rm 5: 19).

O 3º capítulo da bíblia, isto é, Gênesis 3, relata esse episódio bem como os seus desdobramentos. Adão e Eva viviam no paraíso, o pecado ainda não habitava neles. Deus havia estabelecido uma ordem, a saber, que eles não comessem o fruto da árvore que estava no meio do jardim. Contudo, ocorreu um momento que foi crucial na história da humanidade: onde Eva foi tentada por Satanás, este assumindo a forma de uma serpente. O réptil, portanto, convenceu Eva a tomar o fruto, comê-lo e, em seguida, dividi-lo com Adão: eis o momento da consumação do primeiro pecado!

A serpente, destarte, foi a primeira personificação de Satanás, usada, assim, para conseguir seu objetivo, qual seja, fazer com que o homem desobedecesse a Deus! No entanto, o texto bíblico vai trazendo mais informações acerca do que ocorreu após esse fato. Eis, então, a primeira profecia anunciando Jesus Cristo como aquele que era o Redentor e Salvador da humanidade, vencendo os reinos malignos de Satanás e desferindo um golpe mortal contra ele: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14). Segundo o notável teólogo do século XVI, Matthew Henry:

“O fruto desta inimizade, é a existência de uma guerra contínua entre a graça e a corrupção nos corações do povo de Deus. Satanás, por meio de suas corrupções, os esbofeteia, os ciranda e procura devorá-los. O céu e o inferno jamais poderão ser reconciliados, tampouco a luz e as trevas; assim também não há acordo entre Satanás e a alma santificada. Além do mais, existe uma luta contínua entre os maus e os santos deste mundo. É feita uma promessa bondosa a respeito de Cristo, como o libertador do homem que está caído por causa do poder de Satanás” [1]

Em suma, a promessa bíblica é que no final de todas as coisas, é certo que o mal será vencido e a serpente, ou seja, Satanás, não subsistirá, porquanto foi ferida mortalmente, visto que sua cabeça foi, literalmente, esmagada!

A jararaca de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na data de hoje (04/03/2016), recebeu um mandando de condução coercitiva – a condução coercitiva é quando a pessoa é obrigada a comparecer frente a uma autoridade policial – para prestar depoimento à Polícia Federal em mais uma fase da já conhecida Operação Lava Jato. A etapa da operação batizada de “Aletheia” (do grego, “a busca da verdade”), apura denúncias contra Lula e outras pessoas por crimes de lavagem dinheiro, corrupção, entre outros. No entanto, o ex-presidente nega todas as acusações.

Após uma manhã toda de depoimentos em uma sede da PF na cidade de Curitiba – PR, o presidente se dirigiu até o diretório nacional do seu partido (PT), na cidade de São Paulo, para dar uma entrevista coletiva que foi, basicamente, um discurso acerca de tudo que aconteceu no dia de hoje, bem como sobre outros acontecimentos.

Não vou detalhar a repercussão sobre esse fato que chamou a atenção de todos os brasileiros no dia de hoje, uma vez que basta acessar o Facebook e os portais de noticias para acompanhar todas as novidades referentes ao caso, todavia, gostaria de destacar uma coisa no discurso de Lula que me chamou muita atenção.

O discurso foi, a meu ver, um misto de vitimismo e autocomiseração consubstanciado com soberba e arrogância (veja o vídeo e tire suas próprias conclusões [2]). Entretanto, não irei me delongar, nesse texto, sobre todo o teor do discurso, mas, estritamente a uma frase conclusiva que Lula proferiu. Ele disse: “Tentaram matar a jararaca, mas não acertaram na cabeça, acertaram no rabo. A jararaca está viva”. Não posso adivinhar se ele fez uma metáfora referente à narrativa bíblica, contudo, após escutar essas palavras isto foi a primeira coisa que me veio a mente.

Segundo a minha interpretação, deu a entender que, para o ex-presidente, a tentativa de envolvê-lo nas investigações com a finalidade de provar seu envolvimento com os crimes não foi um golpe forte e eficaz, mas sim um mero “pisão” no rabo da Jararaca. Ou seja, algo que não iria imobilizar ou diminuir o seu vigor; mas, pelo contrário, iria despertar a raiva da serpente peçonhenta e venenosa que estava quieta em seu lugar. Portanto, diferentemente, da serpente de Gênesis (ou Satanás), que foi ferida mortalmente na cabeça, a jararaca estava astuta e atenta para agir e destilar seu tóxico!

A redenção e o fim da corrupção

Ora, ainda bem que pela graça de Deus e como cristão, creio numa perspectiva de eternidade, onde, em um determinado dia da história, a ordem natural das coisas será restabelecida por Deus – não haverá mais pecado! Neste dia, a bíblia diz, que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Rm 14:11). Toda a corrupção será aniquilada, “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

Mas antes disso, todos nós compareceremos ante o Santo e Justo Tribunal de Deus, onde daremos conta de todos os nossos atos. Ai daquele que não se arrepender de seus pecados e não tiver Jesus Cristo constituído como seu advogado fiel (1 Jo 2:1)! Ai daquelas jararacas que destilaram todo o seu veneno ao longo da vida, achando que ficariam impunes de seus crimes!

Enquanto este dia de redenção não chega, oremos para que Deus nos livre de toda sorte de bichos peçonhentos que assolam a nossa nação!

Rafael Durand Couto

NOTAS:

[1] Matthew Henry – Comentário Bíblico Condensado. Editora: CPAD.

[2] Parte 1 do discurso: < https://www.youtube.com/watch?v=Jh-AnVr2fxQ >; Parte 2 do discurso < https://www.youtube.com/watch?v=KvK5Z6_ziHI >.

 

 

 

A UNIDADE DOS CRISTÃOS SOB A PERSPECTIVA DE RICHARD BAXTER

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INTRODUÇÃO

Na era Pós-Moderna, a qual nós, cristãos do século XXI, brasileiros, vivemos, há inúmeros sinais, os quais inequivocamente demonstram que estamos sob o juízo de Deus. A palavra de Deus fala: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12a). Ora, não precisa ser nenhum gênio para perceber rapidamente que no país do “jeitinho” estamos mui aquém de ter zelo pelos ensinamentos de Deus, bem como de O considerarmos como verdadeiramente Senhor de nossa nação.

Se o profeta Isaías estivesse vivendo esses dias, certamente ele iria proferir o mesmo julgamento que bradou para o povo de Israel quando estes estavam se corrompendo demasiadamente: “Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás” (Is 1:4).

AS MAZELAS ESPIRITUAIS E SOCIAIS DE UMA NAÇÃO CAÍDA

Irei elencar, sucintamente e sem me delongar por cada ponto, algumas dessas mazelas espirituais e sociais proeminentes no nosso contexto atual, destacando, no entanto, a última; e trazendo uma perspectiva principiologica bíblica do pastor puritano, inglês, Richard Baxter (1615 – 1691) que, em face dessa confusão ética, moral e religiosa, mostra a unidade do povo de Deus – ou seja, da igreja invisível de Cristo — como norte e força motriz para enfrentar tais dificuldades e, portanto, ser sal na terra e luz em mundo obscuro e caído em virtude do pecado (cf. Mt 5: 13-16).

  • O relativismo impera: as ideologias humanas pervertem os valores da sociedade, apregoando, destarte, que cada pessoa pode ter a sua própria verdade, e que todo pensamento pode ser desconstruído, porquanto o homem é a “medida de todas as coisas” – e não Deus;
  • O cristianismo bíblico é veementemente atacado: a apostasia é difundida escancaradamente nos púlpitos e seminários teológicos que outrora eram comprometidos com o zelo pela palavra de Deus, através de suas multifacetadas expressões, tais como, o liberalismo teológico – que nega a autoridade das Escrituras como sendo a palavra de Deus –, o teísmo aberto – que apregoa, em suma, que Deus fez o mundo, mas está distante dele –, entre outras teologias heterodoxas.
  • As seitas e heresias se propagam numa proporção descomunal: “Macêdos”, “Waldomiros”, “Agenores” entre outros corifeus da cura e prosperidade, têm comercializado um falso evangelho e mercadejado a fé com um povo que perece por falta de conhecimento (Os 4:6) ou que buscam o hedonismo religioso, isto é, uma vida de prosperidade financeira e prazeres terrenos.

Pois bem, agora destaco mais um ponto, o qual, certamente, faz com que o Senhor tenha repúdio a muitas de nossas condutas como membros do corpo de Cristo.

  • Debates doutrinários infrutíferos entre os cristãos: primeiramente, deixo bem claro que não critico o debate construtivo, edificante e fundamentado em premissas das Escrituras, afinal, eles foram e são essências na historia da igreja — notadamente, quando visam extirpar falsos ensinamentos e heresias que vão de encontro ao verdadeiro evangelho –, mas sim a forma e às consequências de alguns debates que os cristãos se envolvem, porquanto ao invés de haver uma exposição saudável de argumentos, há de fato, muitas vezes, uma ruptura e fragmentação no corpo de Cristo, ocasionados em virtude de deboches, desdém, intrigas, soberba e até achincalhamentos. Ora, em muitos debates teológicos, irmãos que convergem em questões essenciais à fé cristã — tais como: a doutrina da Trindade, a deidade de Jesus, a salvação somente por meio de Cristo, a doutrina do pecado original –, acabam se tornando praticamente inimigos religiosos.

Em face do último ponto elencado, a consequência logica nada mais é senão prejuízo para o corpo de Cristo, ou seja, a Igreja. Esta deveria se fortalecer em vez de enfrentar debilidades, uma vez que é sua missão pregar o evangelho e influenciar virtuosamente um mundo que jaz no maligno (1 Jo 5:19).

A PERSPECTIVA DE UNIDADE DA IGREJA DE RICHARD BAXTER EM 1 CO 12

Os puritanos foram cristãos notáveis na história da igreja, mormente por terem um especial zelo pela palavra de Deus, bem como uma busca implacável pela aplicação da palavra na vida prática, isto é, uma ênfase na vida santa e piedosa que glorifica a Deus (1 Co 10:31). Richard Baxter, pastor inglês do século XVII, integrou esse rol de gigantes da fé. Foi um eminente pastor e evangelista. Sua obra “O pastor Aprovado”, exemplifica uma vida piedosa voltada para a santidade e ministério pastoral, obra esta que inspira e edifica até hoje muitos pastores e líderes cristãos ao redor do mundo.

Baxter, todavia, também tinha outra característica peculiar, a saber: uma grande motivação para reconciliar às divisões cristãs de seus dias. Certamente, sabia a importância da unidade orgânica da igreja. Como Paulo asseverou em 1 Co 12:12 que “assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também”, o Pastor Aprovado sabia que deveria zelar pela comunhão dos santos. A busca pela integridade e unidade na igreja é para que “não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros iguais cuidados uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele (1 Coríntios 12:25,26)”, afinal somos membros de um só corpo – o corpo de Cristo!

Essa característica de Richard Baxter, contudo, não implica em dizer que ele era condescendente com práticas e doutrinas consideradas equivocadas e errôneas pelos protestantes. Pelo contrário; ele galgava a unidade com a finalidade de difundir o Evangelho verdadeiro, o qual prega Cristo crucificado como nosso único Salvador. Inclusive, ele foi expulso da Igreja da Inglaterra quando se recusou a assinar um Ato de Uniformidade que obrigava os pregadores puritanos usar a liturgia anglicana nos cultos. Vale ressaltar, também, que mesmo tendo sido proibido de pastorear, ele continuou escrevendo  e pregando;  sendo perseguido, acabou preso por três vezes.

No livro “Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja” o pastor e escritor Franklin Ferreira dedica um capítulo especial à vida e ministério de Baxter. Ainda sobre a busca de Richard em prol da unidade dos cristãos, Ferreira fala que:

“[…] o senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo deveria estender-se às outras igrejas que também confessam a fé evangélica básica. Estas comunidades devem ser vistas como congregações companheiras na igreja universal do nosso Senhor, pois, em suas palavras [de Baxter*] ‘em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade’.”

CONCLUSÃO

Como cristãos – assim como o fizeram os puritanos — devemos zelar pela pureza da igreja. As doutrinas e princípios elementares do evangelho jamais podem ser negociados ou relativizados. Como disse Lutero, “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido pelo erro”. No entanto, em questões periféricas da fé, podemos respeitar opiniões diversas das nossas, sem, contudo, comprometer o zelo e o que é essencial, a saber, às verdades concernentes a Jesus Cristo, que é o cabeça da Igreja e requer a unidade do seu povo.

Reitero, portanto, que, sacrificar a unidade e pensamentos convergentes em virtude de sentimentos pecaminosos, relacionados ao ego humano, à soberba e à vaidade, é um suicídio missional para a igreja. Hodiernamente, sobretudo no contexto brasileiro, os cristãos sinceros têm mais é de se unir para impactar positivamente a nossa sociedade e pregar o evangelho, a fim de suprimir toda influencia mundana e diabólica que se levanta objetivamente contra os princípios, valores e virtudes inerentes à palavra de Deus!

Rafael Durand Couto

 *Grifo nosso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Baxter, Richard. O pastor aprovado. São Paulo: PES, 1989

Ferreira, Franklin. Servos de Deus – espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Editora Fiel, 2014.

10 razões do porque tudo vai ficar bem

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Quando estamos passando por algo difícil, nós só queremos alguém para nos olhar nos olhos e nos assegurar: “Vai ficar tudo bem.” Eu não sei o que você está enfrentando agora ou o que está ao virar da esquina, mas eu adoraria ser esse alguém para você hoje. Em linha reta na Palavra de Deus, aqui estão dez maneiras de você saber que vai ficar tudo bem.

  1. Deus é sempre, sempre, sempre bom.

“Tu és bom, e o que fazes é bom; ensina-me os teus decretos”. (Salmos 119: 68).

“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas”. (Salmos 145:9).

Deus é bom por completo. Ele não está flutuando em uma nuvem, com um raio em volta pronto para ser disparado. Mesmo quando as nossas circunstâncias são muito, muito ruim, podemos ter esperança em nosso bom Deus.

  1. Deus ama você.

“Eu vos tenho amado com um amor eterno; portanto, eu continuei com a minha fidelidade a você”. (Jeremias 31:3).

“Porque Deus amou o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Tempos difíceis são mais fáceis de enfrentar, se você sabe que alguém está na sua esquina, a sua espera. Deus o ama profundamente. Isso nem sempre pode ser sentido como verdade. Por causa disso, eu me esforço a dizer esta frase muitas vezes:

Vou meditar sobre o seu amor na cruz, e seu poder para a ressurreição. A cruz permanece através dos tempos como uma nota gigante sobre o amor de Jesus.

  1. Deus está lutando por você.

“Eles lutarão contra você, mas não prevalecerão contra ti, pois eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (Jeremias 1:19).Se você está olhando para um inimigo e se perguntando como você pode, eventualmente. O mesmo Deus que ajudou David a matar um gigante, o mesmo Deus que ajudou Josué a derrubar uma cidade com uma trombeta, luta  por você.

  1. Deus não vai deixar esse momento passar em vão.

E sabemos que, para aqueles que amam a Deus todas as coisas cooperam para o bem, para aqueles que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28).

Tudo o que você está passando agora, Deus já tem um plano para usá-lo para o seu bem. Eu ouvi dizer isso desta maneira: o teste de hoje é o testemunho de amanhã; seu conflito será a sua mensagem. Confie que há esperança para além de problemas de hoje.

  1. Ele nunca vai sair do seu lado.

“Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa delas, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará”. (Deuteronômio 31:6).

“Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos” (Mateus 28:20)

Deus não vai abandonar o barco quando as coisas estiverem difíceis. Assim como Ele se juntou a Sadraque, Mesaque e Abedenego na fornalha ardente, Ele vai ficar com você quando as coisas estiverem difíceis.

  1. Os problemas de hoje são temporários.

“pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles”. (2 Coríntios 4:17).

Esta vida é apenas um ligeiro desvio em comparação com a eternidade. Não vai ser sempre assim.

  1. O céu é real.

Podemos ter esperança porque estamos indo para algum lugar melhor do que este mundo cheio de pecado.

“Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”. (Hebreus 13:14).

O que é que vai acontecer quando chegarmos lá? Continue lendo.

  1. Suas lágrimas secarão.

Ele enxugará toda lágrima de seus olhos, e a morte não será mais, nem haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Apocalipse 21:4).

Um dia virá em que todos vão parar de chorar. Talvez você já chorou muito hoje, mas virá o dia em que todos vão parar de chorar.

  1. Você está no seu caminho para aperfeiçoar.

“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma”. (Tiago 1:2-4).

Tiago nos lembra que podemos responder aos problemas com alegria, porque a pressão do sofrimento produz diamantes em nós. Uma das maneiras que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o nosso bem (ver ponto 4) é usando as coisas difíceis para nos tornar mais semelhantes a Ele.

  1. Um cavalo branco está montando em seu socorro.

Agora eu assisti quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer com uma voz de trovão: “Vem!” E olhei, e eis um cavalo branco! E seu cavaleiro tinha um arco e uma coroa foi dada a ele, e ele saiu vencendo, e para vencer (Apocalipse 6:1-2).

Se você é saudade de um salvador, não procure mais longe do que Jesus.

Se você é desejoso de um salvador, não procure mais longe do que Jesus. O dia está chegando quando Ele vai montar em um cavalo branco e derrotar todos os inimigos que se levanta contra nós. Se você precisa de um herói neste momento, saiba que Ele já está a caminho.

Traduzido e Editado por: LARYSSA LOBO
https://www.facebook.com/laryslobo
 Link original: http://www.liesyoungwomenbelieve.com/10-reasons-why-it-will-be-okay/?utm_content=buffer9161c&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
Taken from Erin Davis’ blog post “10 Reasons Why It Will Be Okay.” www.LiesYoungWomenBelieve.com. Used with permission.

DA CRISE À REDENÇÃO!

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O país está em crise,
Mas em Cristo somos fortes;
Suportaremos às tempestades,

Porquanto Deus é nosso aporte.

Vivemos dias sem precedentes,
Com demasiada corrupção;
Eis a natureza humana,

Inclinada à ambição.

Consequência lá do Éden,
Onde o homem quis usurpar,
O lugar do Deus Altíssimo –

Seu santíssimo altar.

Em maior ou menor escala
Sempre isso ocorreu:
O homem deseja tomar para si

Aquilo que não é seu.

O poder emana do povo
Diz a nossa Constituição,
Mas não somos representados

Por um “bando de ladrão”!

Todavia, nossa fé
Não está fulcrada em homens.
A esperança, para nós,

Na verdade, tem um nome.

Não será um presidente,
Tampouco um governador,
Mas é o Deus Soberano,

Que enviou o Salvador!

Sentimento indelével
Para todos os escolhidos,
É ter plena suficiência

No Senhor Jesus Cristo.

DEPENDÊNCIA OU MORTE?

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É 7 de setembro! Hoje nosso país está em festa. Chegou o dia onde o patriotismo fumega, como nunca, no coração de muitos brasileiros. As tropas militares desfilam nas ruas em respeito e honra pela nação. Afinal, é o dia onde celebramos nossa “independência”. Sim, aquilo mesmo que você estudou nos seus tempos de colegial, naquela inspirada e romântica aula de história. Neste mesmo dia e mês, do ano de 1822, o Brasil deixara de ser tão somente colônia e tornara-se independente de Portugal.

Não queremos focar no contexto histórico da época, ou trazer-lhe, neste texto, algumas informações sobre este dia tão marcante na história de nosso país. Mas, existe um fato muito peculiar a este evento que quero lembrar-lhe. Dom Pedro, diante de um “imbróglio” político com a “metrópole” e motivado por um grande sentimento de liberdade, sobre às margens do Rio Ipiranga, brada em alto e bom som: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”, o que ficou conhecido como o “Grito do Ipiranga”. Se isto de fato aconteceu, pouco importa… Mas, te convido a entrar numa breve reflexão sobre esta frase.

Não nego que qualquer país deva ser independente para que tenha, de fato, soberania e seja reconhecido como “Estado”, é requisito elementar. No entanto, analise: NÓS, seres humanos, somos totalmente independentes de qualquer coisa? Ou, com isso, somos soberanos, e, sendo assim, guiaremos nossas vidas de maneira inconsequente sem que nenhum juízo caia sobre nós ou sem que qualquer efeito causado por isso nos alcance? Será que podemos nos salvar? Somos autossuficientes?

Na carta do apóstolo Paulo aos romanos, no capítulo 3 e versículo 23 está escrito: “Pois, todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Ora, se carecemos, precisamos. Logo, se precisamos, dependemos! Amado… Creio que, neste momento devem surgir vários questionamentos em sua consciência. Quem sabe, isto te motivou a fazer uma retrospectiva de sua vida e chegado à conclusão de que você é uma boa pessoa, ou você esteja pensando que é socialmente aprovável, pois sempre praticou boas obras, nunca roubou, nem matou ou adulterou, ou nunca se envolveu em algo tão reprovável que poderia te fazer depravado ou “pecador”, como diz o texto. No entanto, as sagradas escrituras nos traz segurança para informar-lhe que por mais insignificante que seja qualquer ato impuro que tenhas praticado, cometemos contra um Deus que é infinitamente santo e justo (Hb 1:13, Sl 5:5), portanto somos infinitamente condenáveis. A verdade é que, infelizmente, nossa natureza nos coloca numa posição de total rebelião contra Deus, tornamo-nos sujos, sendo nossas melhores obras comparadas a trapos de imundícia (Is 64:6).

Ademais, em outra passagem, a bíblia também nos informa que “o salário do pecado é a morte”(Rm 6:23). E agora? Visto que pecamos, estamos condenados a morte, o que fazer? Qual nosso rumo? Qual atitude devemos tomar? Ou qual obra devemos realizar para tornarmo-nos limpos diante de Deus? DE QUE/QUEM DEPENDEMOS? Na palavra de Deus, também está escrito: “Ele nos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2:1). Isso mesmo! Existe uma saída! Deus, por misericórdia, amor e compaixão infinitos, mesmo sendo todos nós condenáveis a morte eterna por causa do pecado, providenciou salvação para nós, nos amando de “tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Apenas mediante o seu filho amado que “certamente, tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas transgressões levou sobre si” (Is 53:4) e “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is 53:5) alcançaremos perdão para nossos delitos e pecados e poderemos tornarmo-nos justificados, mediante a fé em seu sacrifício propiciatório na cruz do calvário. Através dele, podemos ter livre acesso a Deus. Cristo carregou toda a iniquidade humana e nos tornou livres da ira e da justiça divina. Ele é o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por Ele (Jo 14:6). Ele é nosso único mediador: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2 5-6).

Longe dessas verdades, tudo que conheceremos é o inferno e a condenação eterna. Provaremos o gosto amargo da Ira de Deus de eternidade em eternidade, para sempre! Portanto, entregue-se a Jesus, arrependa-se de seus pecados e corra para Ele o mais rápido possível! Ele é a nossa maravilhosa esperança, nossa fonte de renovação, nosso guia fiel. Nas palavras do saudoso pregador Charles Spurgeon: “Jesus é a única base de confiança que temos para nós, e é toda a esperança que podemos apresentar aos outros”. Ele é a rocha de nossa salvação, o nosso refúgio, nossa fortaleza, nosso fiel libertador que em breve voltará para arrebatar sua igreja e reinarmos junto com Ele para todo sempre, Amém!

Ou dependemos d’Ele ou morremos! Dependência ou morte eterna!

Sollus Christus!

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36).

Wallison Osório
https://www.facebook.com/wallison.osorio

A INSENSATEZ DO HOMEM DISTANTE DE DEUS

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“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Salmo 14:1)

O versículo epigrafado nos traz uma mensagem de suma importância dentro do livro de Salmos. O Salmo 14 tem tamanha relevância e aspecto didático que é, praticamente, repetido no Salmo 53 – com divergências apenas entre os versos 5 e 6. Ora, mas que mensagem nos traz essa porção da escritura sagrada, a ponto de ser repetida em duas ocasiões no mesmo livro? Certamente, o salmo 14 nos traz grandes lições acerca da pecaminosidade humana, bem como da redenção do homem.

Não pretendo, aqui, fazer uma profunda exposição desse Salmo (aconselho que estude esse Salmo mais profundamente em outra ocasião, ele é mui rico!), mas gostaria de chamar sua atenção para uma realidade que parece ser longínqua, entretanto, pode ser claramente percebida em nosso meio cristão.

O Insensato

A palavra insensato no texto (Sl 14:1) – diferentemente do seu sentido na língua portuguesa, que significa pessoa que não tem bom senso, louco, sem noção da realidade, etc – traz o significado de alguém que é oposto o do sábio, isto é, alguém que não anda segundo o temor do Senhor — que é o princípio da verdadeira sabedoria (Pv. 9:10). Logo, o insensato no salmo 14 é alguém que despreza absolutamente a realidade de que Deus existe! Essa condição de insensatez desemboca no que chamaremos de Ateísmo Prático, ou seja, negar que a existência de Deus seja relevante para vida humana, o que ocasiona, conseguintemente, consoante a parte b do vs. 1, à violação de todos os princípios, estatutos e leis estabelecidas por Deus, uma vez que eles “Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem” (Sl 14:1b).

Cumpre ressaltar, no entanto, que esse tipo de ateísmo do Salmo 14 é algo bem diferente do ateísmo técnico e filosófico que estamos acostumados a ver hodiernamente nos debates entre teístas e ateístas – esse tipo de negação da existência de Deus só veio emergir no séc. XVIII e hoje tem como um dos mais conhecidos proponentes, o biólogo Richard Dawkins.

Todavia, o ateu prático do Salmo 14 é alguém que vive como se Deus não existisse, praticando toda sorte de atos pecaminosos e repugnantes – é uma questão moral. Portanto, o insensato – ateu prático – passa a viver como se Deus não mais existisse, nem tampouco fosse nos julgar um dia em face de todas as nossas ações. Com maestria, o puritano do séc. XVII Matthey Henry comenta esse versículo, dizendo que “nenhum homem pode dizer: “Não há Deus”, sem que esteja a tal ponto endurecido no pecado, que tenha como seu especial interesse a não existência de alguém que o chame a prestar contas” [1].

No contexto histórico dessa passagem, o autor do Salmo (Davi), se referia aos insensatos, não em relação a pessoas de outras tribos inimigas de Israel ou a nações distantes dele; ele se referia, no entanto, aos israelitas, ou seja, o próprio povo de Deus que começara a viver como se Ele não mais existisse.

Estamos nos tornando insensatos?

Diante disso, para os nossos dias, podemos perceber que o Ateísmo Prático, também pode estar intrínseco ao nosso meio cristão, eclesiástico e, infelizmente, até em nossas vidas. Isso é perceptível, categoricamente, quando passamos a desprezar as realidades concernentes à Deus, ao Espírito Santo e ao nosso salvador Jesus Cristo.

Ocorre que, quando nos afastamos dos meios de graça deixados pelo próprio Deus, nossa fé e obediência a Ele declinam de tal maneira que nos tornamos insensatos.

Veja o porquê:

  • Quando deixamos de orar, passamos a confiar não mais em Deus, mas nas nossas forças e até no acaso. Esquecemos, destarte, do que Tiago diz em sua carta, a saber, que a oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5:17).
  • Já dizia o salmista Davi que a palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Sl 119:105). Quando nos afastamos do princípio de que a bíblia e tão somente a escritura é a nossa regra de fé e prática, e que essa palavra deve guiar às nossas vidas, estamos desdenhando o que Deus tem para falar conosco e dando ouvidos somente ao nosso egocentrismo e mundanismo inerentes a natureza humana.
  • A velha máxima “me diz com quem tu andas que te direi quem és” tem muito a ver com a realidade bíblica, veja o Salmo 1:1: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Nesse sentido, quando nos afastamos da comunhão com nossos irmãos em Cristo, estamos fadados a nos tornarmos pessoas desventuradas e insensatas diante de Deus, pois somos seres influenciáveis, sobretudo, para o mal!

E agora, o que fazer para não me tornar um insensato?

Decerto, eu, na minha posição de miserável pecador, não sou a pessoa que terá a resposta final e mais eficaz para a pergunta supracitada, uma vez que “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14: 3). Quero dizer, com isso, que todos nós somos falhos e pecadores, mas como outrora disse Calvino: “Na igreja de Cristo não há ninguém tão pobre que não possa compartilhar conosco algo de valor” [2].

Portanto, se valendo de outra máxima popular, qual seja, a de que “devemos aprender com os nossos erros para não repeti-los”, posso vos auxiliar nessa reflexão. Ora, já vimos nos parágrafos anteriores sobre se “Estamos nos tornando insensatos?” algumas cousas que nos afastam de Deus. E, assim como o antídoto para a cura de um envenenamento por cobra é extraído de seu próprio veneno, devemos verificar nas nossas faltas ou áreas débeis de nossas vidas, afim de encontrar o local ideal para aplicar o remédio curador ou preventivo que nos imuniza ante os enfraquecimentos da nossa fé cristã.

Primeiramente, caros leitores, quero esclarecer que devemos nos dedicar impetuosamente a oração, entendendo que não oramos ao acaso, nem tampouco a uma força impessoal e transcendente, oramos, no entanto, ao Deus soberano que controla todas às cousas e, até nos momentos onde estamos nos tornando insensatos Ele é capaz de fortalecer nossa fé! E, como já citado, ele nos deixou meios para isso.

Em segundo lugar, lembremos que a Bíblia é divinamente inspirada e “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16-17). Ou seja, nós devemos nos alimentar diuturnamente desse rico alimento sagrado. Afinal, você não viverá apenas de comer Subway, Mc Donald’s ou Burger King, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4:4)! Em outro texto, neste blog [3], eu disse que ela – a palavra de Deus – é como um GPS infalível que sempre nos conduz a rota correta.

Em terceiro lugar, quero dizer que você jamais se tornará um insensato se cultivar amizades santas, boas e que te aproxime de Deus. Pelo contrário; os seus irmãos verdadeiros de fé, mostrarão cada vez mais que você nunca deverá viver como se Deus não existisse, uma vez que você foi criado para glorifica-lO e ser satisfeito nEle perenemente [4].

E Cristo, onde está nisso tudo?

Se vocês lerem todo o Salmo 14, perceberão o seguinte: esses homens insensatos estavam vivendo como se Deus não existisse, cometendo às atrocidades mais espúrias possíveis, todavia, no final do Salmo (Sl 14: 5 – 7), verão que eles “Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo. Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio. Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará”. Isto é, aqueles que não se tornaram insensatos, acharam refúgio e fortaleza em Deus (Sl 46) e se alegraram pela salvação que logo vinha de Sião (vs. 6 e 7).

Como não perceber Cristo nisso tudo?!

Eis o ponto nevrálgico da nossa reflexão: somente a verdadeira fé e plena convicção no nosso Salvador Jesus Cristo é que não nos permite cair em insensatez! Que essa verdade esteja incutida em nossas mentes, de modo que o sacrifício do Cordeiro na cruz do calvário produza conforto ante às mais variadas situações da nossa vida. Ele mesmo prometeu que estaria conosco até a consumação dos séculos, em virtude da nossa passagem pela terra – como forasteiros e peregrinos. Ele disse que haveríamos de passar por aflições, mas que estaria conosco e, por isso, deveríamos ter bom ânimo, afinal, Ele já venceu o mundo (Jo 16:33)!

Sollus Christus

Rafael Durand
https://www.facebook.com/RafinhaDurand

[1] Comentário bíblico condensando — Matthey Henry.

[2] As Instituas da Religião Cristã – João Calvino

[3] Sola Scriptura um brado permanente, em: https://cristaoscontraomundo.wordpress.com/2014/10/29/sola-scriptura-um-brado-permanente/ — Rafael Durand

[4] Catecismo Maior de Westminster